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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Menu que mostra tempo necessário de exercícios para gastar a refeição ajuda a comer menos

Menu que mostra tempo necessário de exercícios para gastar a refeição ajuda a comer menos Júlio Cordeiro/Agencia RBS
Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS
Menus traziam pratos comuns, como hambúrguer, batata-frita
e refrigerante
Estudo criou e distribuiu aleatoriamente cardápios com quantidade de atividade física necessária para queimar as calorias das refeições
 
Restaurantes que exibem nos cardápios a quantidade de exercícios necessários para gastar a refeição ajudam a fazer escolhas mais saudáveis, é o que sugere um estudo realizado pela Texas Christian University, nos EUA.

A pesquisa, que incluiu 300 pessoas com idades entre 18 e 30 anos, criou menus que informavam a quantidade de atividade física necessária para queimar as calorias das refeições.

— Nós precisamos de uma estratégia mais efetiva para encorajar as pessoas a pedir e consumir menos calorias nos menus de restaurantes — explicou a pesquisadora sênior da universidade, Meena Shah.

Foram entregues aleatoriamente aos voluntários cardápios com e sem a quantidade de calorias dos pratos, e outros com os minutos de caminhada necessários para queimar as calorias da refeição.

Os menus traziam pratos comuns, encontrados em restaurantes e lanchonetes, como hambúrguer, sanduíches de frango, salada, batata-frita, sobremesas, refrigerante e água.

Um dos exemplos era de que uma mulher precisaria caminhar por duas horas para queimar as calorias consumidas em um cheeseburger duplo.

Os resultados do estudo foram apresentados em abril no encontro Experimental Biology 2013, em Boston.
 
Zero Hora

Conheça os benefícios da batata doce

Conheça os benefícios da batata doce  Betina Humeres/Agencia RBS
Foto: Betina Humeres / Agencia RBS
A batata doce possui duas vezes mais betacaroteno que a cenoura
Tubérculo é importante fonte de vitaminas e betacaroteno
 
A batata doce pode ser uma boa opção para todos os momentos de uma refeição. Cultivada na Ásia e na América Latina, ela não tem nada a ver com a batata inglesa: mesmo com o nome familiar, as duas não partilham da mesma identidade. A primeira é uma planta perene, enquanto a segunda é um tubérculo. Em um regime que visa o emagrecimento ou para aumentar as energias, a batata doce sai à frente na disputa.
 
Suas variedades são muitas, podendo chegar a 500 espécies. Na cozinha, é comum ver sua variedade mais alaranjada. Ainda assim, de maneira geral, a batata doce é um coquetel de vitaminas A, B2, B5, B6 e C. Uma compilação ideal para manter os benefícios do sol à flor da pele, mas também para lutar contra a diabetes e a hipertensão.
 
O tubérculo possui também cobre, manganês e antioxidantes. Além disso, ela possui duas vezes mais betacaroteno que a cenoura. Mais importante ainda, o consumo de batatas doces é recomendado por médicos por suas substâncias antimutagênicas, que ajudam a prevenir a formação de células cancerígenas.
 
Batata doce em qualquer ocasião
O sabor açucarado, que não parece em nada com o gosto da cenoura apesar da cor parecida, distingue a batata doce. Ela consegue acomodar-se a todos os momentos da refeição, da entrada á sobremesa.
 
Para os mais difíceis de agradar, o ingrediente, assado, acompanha bem carnes. Quem adora cozinhar pode também tentar transformá-la em uma sobremesa, fazendo compotas, doces, biscoitos e até sorvetes.

AFP/Zero Hora

Saiba qual é a importância de manter o corpo hidratado durante o inverno

Saiba qual é a importância de manter o corpo hidratado durante o inverno Carlinhos Rodrigues/Agencia RBS
Foto: Carlinhos Rodrigues / Agencia RBS
Ministério da Saúde recomenda a ingestão de 2,5 litros de
 água por dia
Pouca ingestão de líquidos diminui a espessura da mucosa, deixando o organismo mais vulnerável a infecções propagadas pelo ar
 
Apesar de sentirmos menos sede no inverno, não significa que possamos descuidar da hidratação do organismo. Isso porque, mesmo com a temperatura mais amena, o corpo continua necessitando de líquidos — e é preciso estar atento para não ter a saúde prejudicada.

A água é o principal componente do nosso organismo, respondendo por cerca de 60% do nosso peso corporal. Em lactentes e crianças, a percentagem é ainda mais elevada, tornando necessário redobrar a atenção com a ingestão de líquidos.

Segundo o professor de Nutrição da USP Antônio Herbert Lancha Junior, a não ingestão de líquidos pode acarretar em maior vulnerabilidade do sistema imunológico, predispondo a infecções oportunistas, como gripes e resfriados, que são bastante comuns no inverno.

Durante a estação, é importante apostar no consumo variado de bebidas ao longo do dia, não somente quando sentir sede.

— A necessidade de líquido varia de acordo com rotina de atividade física, gasto energético, entre outros fatores. Todas as bebidas ajudam a manter a hidratação e, no inverno, temos várias opções além da água, como café e chás — afirma o nutricionista.

Também é importante estar atento ao tempo seco, que contribui para o ressecamento do nosso corpo, influenciando principalmente as mucosas do organismo. Além disso, os ambientes climatizados também contribuem para o problema. Ou seja, mesmo aqueles que passam o dia em local com ar condicionado, não devem abrir mão de consumir bastante líquido.

O especialista alerta que, no estado de hipohidratação — pouco hidratado —, a mucosa tem sua espessura diminuída e, com isso, ficamos mais vulneráveis a todos os tipos de infecção propagados pelo ar. Se alguma bactéria ou vírus conseguir atravessar a membrana, são grandes as chances do indivíduo desenvolver uma doença.

Vale lembrar: O Ministério da Saúde recomenda a ingestão de 1ml de água para cada caloria gasta o que, em média, resulta em 2,5 litros ao dia.

Zero Hora

Entenda a relação entre a obesidade e o câncer

Entenda a relação entre a obesidade e o câncer Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação
A obesidade envolve uma parcela significativa dos fatores de
risco que levam as pessoas a desenvolverem alguma neoplasia
Explicação está no acúmulo de gordura no tecido adiposo, que pode desenfrear a multiplicação de células malignas
 
No Brasil, o índice de pessoas obesas é alarmante. Em 2011, o Ministério da Saúde divulgou um levantamento que mostra que 48,5% dos brasileiros estão acima do peso. Entre os obesos, o índice é de 15,8%. O perigo para saúde vai além das 26 doenças com as quais a obesidade pode estar relacionada, ainda conforme dados de outra pesquisa do Governo Federal. O câncer de mama esteve ao lado desse problema em cerca de 75 mil procedimentos ambulatoriais no SUS, em 2011. Casos de câncer de estômago também foram associados à obesidade e 1,9 mil pessoas foram internadas por estarem acima do peso e por câncer de esôfago.
 
A obesidade envolve uma parcela significativa dos fatores de risco que levam as pessoas a desenvolverem alguma neoplasia, acompanhada do tabagismo, de problemas genéticos e fatores ambientais. Estudos indicam que, além dos já citados, tipos como de próstata e intestino também são lembrados na literatura médica. A explicação está no acúmulo de gordura no tecido adiposo, que pode desenfrear a multiplicação de células malignas.
 
— Elas deixaram de ser apenas um reservatório de energia em forma de gordura. São células ativas na produção e secreção de diferentes substâncias, que atuam direta e indiretamente em vários órgãos do nosso corpo — explica o coordenador do Centro de Prevenção da CliniOnco Rafael Castilho.
 
Segundo o médico, o câncer de próstata, nos homens, e o câncer de mama, nas mulheres — principalmente no período da menopausa — já pressupõem uma relação com a obesidade.
 
— O tecido adiposo da mama pode produzir essas substâncias, mas são alterações que acontecem de uma maneira muito mais global do que na gordura localizada em um ou outro órgão, da mesma forma que na próstata. Outro fator hormonal é que, na menopausa, em mulheres obesas, o tecido adiposo continua a produzir esteróides, quando os níveis desses hormônios deveriam cair drasticamente. O excesso de estrôgeno aumenta o risco de câncer — afirma.
 
Alimentação desregrada contribui
A carne é um dos alimentos mais consumidos no Rio Grande do Sul e, da mesma forma, também exige mais atenção por aqui do que em outros lugares do país. Estudos evidenciam que o grupo das pessoas que não consomem carne vermelha, comparado a quem ingere em pouca quantidade ou que apenas consome carne branca, apresenta menor incidência de câncer. A nutróloga Jaqueline Costa Coelho explica que esses dados ainda sugerem que, quem consome mais carne vermelha, tem uma maior tendência em ingerir mais calorias como um todo, evitando frutas ou verduras.
 
— No entanto, é importante lembrar que a carne é rica em proteínas, ferro, zinco e vitaminas do complexo B e vitamina A, portanto seu consumo é recomendado como fonte de nutrientes — ressalta a médica.
 
A relação entre o consumo de carne e o câncer ainda é estudada pelos médicos, isso porque a ingestão em excesso, principalmente de carnes processadas, pode estar relacionada a substâncias nocivas como o nitrito, que provocam alterações celulares.
 
— O consumo desse alimento favorece o surgimento de doenças ocasionadas pela chamada H Pylori, bactéria que habita o organismo e tem relação estabelecida com muitos casos de câncer de estômago. Mas, ainda necessitaremos de mais estudos para comprovar definitivamente essa associação — pontua Castilho.
 
Prevenção e cuidados exigem disciplina
A prevenção de alguns cânceres passa pela prevenção do ganho de peso e de hábitos saudáveis, como fazer exercícios físicos regulares. A vontade de comer certos alimentos deve ser bem analisada e interpretada pelo profissional juntamente com o paciente, pois pode mascarar alguma outra patologia, como ansiedade ou compulsão alimentar.
 
— As pessoas que possuem sobrepeso ou obesidade não adquiriram esse acúmulo de gordura em alguns dias ou semanas, mas sim ao longo da vida. A perda de gordura corporal ocorre através de uma alimentação balanceada, de baixa caloria e com a prática de atividade física. Isso pode levar meses ou anos, dependendo de cada caso — explica a nutróloga da Jaqueline.
 
Zero Hora

Fraturas faciais em crianças atingem principalmente a faixa etária entre 6 e 13 anos

Rio de Janeiro – De cada 100 fraturas de face em crianças no país, 95 ocorrem na faixa etária entre 6 anos e 13 anos de idade, disse ontem (20) à Agência Brasil o cirurgião buco-maxilo-facial Sylvio de Moraes, chefe do Serviço de Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial do Hospital de São Francisco da Penitência. A unidade foi visitada pelo papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude, em julho passado, no Rio de Janeiro.
O dado faz parte de um levantamento sobre trauma facial em crianças brasileiras que será apresentado e discutido por especialistas durante o Congresso Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, iniciado hoje e que se estenderá até o próximo dia 24, na capital fluminense.
 
Moraes informou que um percentual menor de traumas é registrado entre crianças até 5 anos de idade, porque, em geral, nessa fase, as crianças estão muito próximas dos pais. “Elas são muito mais vigiadas, normalmente ainda não estão em escolas. Por isso, são, naturalmente, mais cercadas de zelo”. Isso não significa, entretanto, advertiu o médico, que as crianças acima dessa idade não sejam cuidadas com o mesmo zelo. “Mas estão na escola, na rua, e são mais passíveis de traumas, de maneira geral”.
 
Segundo relatou Sylvio de Moraes, 35% dos traumas de face decorrem de acidentes domésticos, que acontecem dentro de casa, como quedas de pequenas alturas (da cama, do beliche, do sofá, do velocípede ou da bicicleta). “São as causas mais frequentes nas crianças, em geral”. Violência externa, a maioria resultado de atropelamentos, representa 20%.
 
A estatística mostra ainda que 15% das fraturas de face provêm de colisões de veículos. O percentual melhorou, disse Moraes, com o uso da cadeirinha e do cinto de segurança nos carros para as crianças. Já 10% dos traumas são quedas atípicas que acometem mais as crianças de famílias pobres, envolvendo quedas de laje, de tanque ou de muro, mostra o estudo. Os 20% restantes englobam fraturas causadas por agressão, acidentes com armas de fogo, quedas de varandas e escadas, acidentes em elevadores, acidentes de motocicleta nos quais a criança é transportada sem a proteção adequada.
 
Sylvio de Moraes esclareceu que embora 65% da totalidade das fraturas de face ocorram fora de casa e 35% dentro das residências, “na distribuição percentual, a causa isolada de maior expressão dos traumas em crianças é o acidente doméstico”. Enfatizou que isso torna o acidente dentro de casa “percentualmente mais expressivo”.
 
Os especialistas mostram preocupação com o aumento de traumas de face em crianças verificado nos últimos anos. A época de férias, quando os pais estão mais relaxados com os filhos, cria uma atmosfera de risco, definiu o especialista. Outro fato que contribui para o crescimento dos casos de fraturas é a vida cotidiana que tem imposto às mulheres um peso grande na sociedade. “A mulher é multitarefa. É mãe, é esposa, é funcionária, chefe, dona de casa. O que ocorre é que as mulheres têm saído mais cedo para trabalhar e as crianças têm ficado mais com cuidadores”.
 
O levantamento indica ainda que as crianças que ficam mais tempo sem a presença dos cuidadores maternos estão mais expostas a acidentes. O que poderá melhorar isso é a conscientização da sociedade como um todo, indicou. “É uma questão de educação e apelar para que as pessoas tenham um cuidado maior”.
 
Para eventuais casos de traumas de face, a recomendação de Sylvio de Moraes é que os pais, ao chegarem com os filhos em um hospital, solicitem o atendimento de um especialista buco-maxilo-facial, porque isso pode contribuir para a recuperação das crianças sem sequelas. Na maioria das vezes, crianças nessa situação são encaminhadas para pediatras que não têm formação cirúrgica ou não detêm conhecimento nessa área, que é especializada, disse. “A avaliação de um cirurgião buco-maxilo-facial é fundamental e, sempre que for possível, a estratificação do trauma deve ser acompanhada por exames de imagem específicos, como tomografia”, sugeriu.
 
Moraes ressaltou que o trauma de face de uma criança requer uma força muito maior do que as fraturas que ocorrem em um adulto, porque os ossos da criança são mais resilientes, ou seja, mais macios. Por isso, declarou que “não é frequente que traumas de baixa energia causem fraturas em crianças”. Durante o congresso, os médicos pretendem aperfeiçoar o diagnóstico e o tratamento para traumas faciais, além de “discutir opções terapêuticas mais modernas, menos sofridas e menos onerosas” para os pacientes.

Agência Brasil