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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Nova interpretação altera julgamentos de erros médicos

Instituto da perda da chance é caracterizado pelas situações em que vítima fica privada de alcançar uma vantagem, explica a advogada Gislene Barbosa da Costa
 
O pedido de indenização por perdas e danos pode ser formulado pelo paciente e/ou seus familiares nos casos de erro médico, desde que presentes os tradicionais requisitos da responsabilidade civil, que são: (i) a culpa (por negligência, imprudência ou imperícia do médico), (ii) o dano (prejuízo efetivo e concreto causado ao paciente) e (iii) nexo causal (relação entre o erro médico e o dano).
 
No entanto, é aconselhável que a classe médica esteja atenta a um novo gênero da responsabilidade civil que vem sendo aplicado pelos Tribunais, o qual relativiza esses requisitos. Trata-se do instituto da perda da chance, que surgiu na França na década de 60 e é caracterizado pelas situações em que, por culpa do agente, a vítima fica privada de alcançar uma vantagem ou evitar uma perda. Exemplo clássico é o do candidato impedido de prestar um concurso por culpa de terceiro. Na seara médica, pode ser citado o exemplo do paciente, acometido de doença grave, que é submetido a um tratamento médico equivocado e vem a falecer em razão daquela doença pré-existente ao tratamento.
 
Observe-se que, especificamente nesse último exemplo, não há nexo de causalidade direto entre o dano (falecimento) e a imperícia do médico que aplicou um tratamento equivocado, pois a causa do óbito foi a doença que já existia antes de haver sido cometido o erro médico, e não há garantia de que o tratamento correto impediria o falecimento. Na doutrina tradicional, ausente o nexo de causalidade, inexiste a responsabilidade civil e, portanto, não haveria obrigação do médico de indenizar. No entanto, os Tribunais têm entendido que o simples fato do paciente ser impedido de se submeter ao tratamento correto, o qual, ainda que somente em tese, poderia lhe trazer um benefício, representa um dano que deve ser indenizável. Vale dizer, a mera chance do tratamento já é um bem jurídico indenizável.
 
Esse tipo de situação foi recentemente objeto de julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça no recurso especial nº 1.254.141-PR, decisão publicada em 20.02.2013, em ação proposta pelo viúvo da vítima e seus filhos, em face do médico que tratou da paciente. A ministra relatora do caso, Nancy Andrighi, aplicou a teoria da perda da chance, defendendo que “não há necessidade de se apurar se o bem final (a vida, na hipótese deste processo) foi tolhido da vítima. O fato é que a chance de viver lhe foi subtraída, e isso basta. O desafio, portanto, torna-se apenas quantificar esse dano, ou seja, apurar qual o valor econômico da chance perdida”. Esse entendimento, provavelmente, norteará decisões judiciais futuras sobre o tema.
 
Portanto, a defesa geralmente apresentada pela classe médica nas ações de indenização nos casos de erro médico, que via de regra defende a ausência dos requisitos tradicionais da responsabilidade civil (culpa, dano ou nexo causal), deve agora revista para contemplar também a situação sob a ótica da teoria da perda da chance, a qual relativiza esses requisitos.
 
* Gislene Barbosa da Costa, advogada integrante do escritório LO Baptista Schmidt Valois Miranda Ferreira e Agel Advogados
 
SaudeWeb

Profissionais do Mais Médicos receberão tablet do governo

Equipamentos devem servir como meio de comunicação em postos de saúde e para prover conteúdo médico, legal e para o ensino de língua portuguesa
 
O profissionais brasileiros e estrangeiros que aderiram ao Programa Mais Médicos receberão tablets para se comunicarem – das localidades distantes em que estiverem – e para que recebam conteúdos de saúde e de língua português. Os supervisores do programa também receberão o equipamento, informou o jornal Folha de S. Paulo.
 
Será um tablet com conexão de dados wireless, disponível nas unidades de saúde. Fora do local de trabalho os planos de dados serão custeados pelo próprio profissionais, segundo o Ministério da Saúde. Entre os aplicativos disponíveis, um dicionário espanhol-português e documentos (portarias e protocolos) da área de Saúde, entre outros materiais.
 
A Folha também informou que começa na próxima segunda-feira (26) o curso de três semanas para os médicos formados no exterior, previsto pelo edital do Mais Médicos. Fazem parte do currículo simulações de consultas nos postos de saúde, apresentação de filmes e oficinas elaboradas pelo Ministério da Educação (MEC).
 
Serão repassadas ainda informações sobre o funcionamento do sistema de saúde brasileiro, o SUS, entre outras questões operacionais.
 
SaudeWeb

Anvisa traça perfil dos serviços de hemoterapia do País

Relatório Anual da Avaliação Sanitária de Serviços de Hemoterapia para 2012 divide prestadores em cinco categorias, de acordo com o risco sanitário
 
A Anvisa disponibilizou em seu site o Relatório Anual da Avaliação Sanitária de Serviços de Hemoterapia – 2012. O documento apresenta o perfil sanitário dos serviços de hemoterapia brasileiros, classificados em cinco categorias compreendidas entre baixo e alto risco sanitário.
 
Segundo a agência, a análise levou em conta as avaliações de risco potencial verificadas em relatórios e roteiros de inspeções realizadas pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) no ano de 2012. A Anvisa recebeu e analisou 1053 avaliações, o que equivale a uma amostra de aproximadamente 52% dos 2016 serviços de hemoterapia cadastrados no Sistema Nacional de Cadastro de Serviço de Hemoterapia.
 
Os dados contemplam todas as regiões brasileiras e serviços de diferentes naturezas, sendo a amostra constituída por 47,67% de serviços públicos e por 52,31% de serviços privados ou conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A conclusão do trabalho será divulgada no 5º Boletim Anual de Avaliação Sanitária em Serviços de Hemoterapia, que será lançado no Congresso Brasileiro de Hematologia e Hemoterapia, em novembro de 2013 (Hemo 2013).
 
A Lei n° 10.205/01 define Serviço de Hemoterapia como um serviço de saúde com a função de prestar assistência hemoterápica ou hematológica, que pode coletar e processar o sangue, realizar testes de triagem laboratorial, armazenar e distribuir hemocomponentes, realizar transfusões sanguíneas e desenvolver atividades de hemovigilância e retrovigilância, chamado de “ciclo do sangue”.
 
O relatório pode ser acessado (em pdf) no endereço portal.anvisa.gov.br.
 
SaudeWeb

Goiás e DF recebem unidades móveis de atendimento à mulher

Entrega faz parte do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e atenderá trabalhadoras do campo e da floresta
 
O governo federal doou unidades móveis de atendimento a estados e municípios para prestar serviços de acolhimento e orientação às mulheres em situação de violência no campo e na floresta. Nesta quarta-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da cerimônia de entrega dos quatro veículos realizada pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), sendo dois para o Distrito Federal e dois para o Estado de Goiás. Cerca de 200 trabalhadoras rurais serão beneficiadas.
 
As doações atendem um compromisso assumido em 2011 pela presidenta Dilma Rousseff com as trabalhadoras rurais que compõem a Marcha das Margaridas. Ao todo serão doados 54 veículos (dois por estado). O valor unitário de cada unidade móvel é de R$ 550 mil. A Paraíba foi o primeiro estado a receber as unidades, entregues no início do mês.
 
Cada unidade móvel é composta de duas salas equipadas para atendimento multidisciplinar, cujos serviços oferecidos dependerão da articulação feita com as prefeituras. Prioritariamente, serão envolvidos o sistema de justiça, segurança pública e atendimento psicossocial. A gestão de logística e o itinerário dos ônibus são de responsabilidade dos governos estaduais e dos municípios, com monitoramento da SPM e do Fórum Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo e na Floresta.
 
A entrega das unidades móveis compõe a agenda do programa “Mulher, Viver sem Violência” / Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, do governo federal. O principal objetivo é ampliar o acesso e proteção dessas mulheres pela Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006).
 
Agência Saúde

Confira dicas de como manter a higiene feminina em viagens

Confira dicas de como manter a higiene feminina em viagens Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação
Lenços íntimos são um item importante para se manter na
bolsa em todas as situações da viagem
Especialistas recomendam os lenços hipoalérgicos com pH ácido, especiais para a região íntima
 
Preparar as malas para uma viagem, de férias ou de negócios, requer atenção especial aos itens de higiene pessoal. Afinal, ninguém que ser surpreendida pela falta da escova de dentes ao chegar ao hotel no meio da madrugada ou ter uma emergência no voo e lembrar que os lenços íntimos estão dentro da mala despachada.
 
Para evitar surpresas desse tipo, confira algumas reuniu dicas práticas para ajudar as viajantes de plantão:
 
No voo
Escolha roupas e calçados confortáveis. Peças apertadas podem ser prejudiciais para a região íntima. Mulheres que usam frequentemente roupas justas ou ficam com a região íntima abafada por muito tempo podem desenvolver irritações genitais e até infecções.
 
Outra dica é deixar na bagagem de mão itens como lenços íntimos, protetor de calcinha (respirável), absorventes e lenços de papel. Eles serão aliados em situações de emergência no avião e também no resto da viagem, já que são ideais para a higiene fora de casa. De acordo com o Guia sobre Higiene Íntima, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), a aplicação do lenço íntimo deve ser suave e o uso não deve ser abusivo, para não remover a camada protetora da pele. Os especialistas recomendam os lenços hipoalérgicos com pH ácido, especiais para a região íntima.
 
Na viagem
Os lenços íntimos são um item importante para se manter na bolsa em todas as situações da viagem, já que nem sempre é possível encontrar um banheiro estruturado em atrações turísticas.
 
Em locais com temperatura elevada, o uso prolongado de biquíni molhado, roupas justas e intensa atividade física, por exemplo, aumentam a umidade da região genital e prejudicam a ventilação, favorecendo o aparecimento de incômodos, como coceira, irritação e até fissuras da pele.
 
Também é aconselhável incluir um sabonete líquido íntimo na mala para manter o pH da região íntima equilibrado e ajudar a evitar quadros irritativos. De acordo com o Guia FEBRASGO deve-se dar preferência aos líquidos e com pH ácido (entre 4,2-5,6)3, porque os sabonetes em barra costumam ser alcalinos e essa alcalinidade pode agredir a camada protetora da pele da região vaginal, diminuindo a acidez e aumentando o risco de alergias.
 
— Ao contrário do que se imagina, as mulheres devem dar preferência aos sabonetes que produzem pouca espuma porque limpam a pele suavemente sem remover sua camada protetora. Os sabonetes também não devem conter substâncias antissépticas que matam os germes considerados bons (naturais) da pele — afirma o ginecologista especialista em higiene íntima feminina Paulo Giraldo, que também é professor titular de Ginecologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e vice-presidente da Comissão de Doenças Infectocontagiosas da FEBRASGO.
 
Zero Hora