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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Exercício aeróbico previne disfunção erétil induzida por dieta

Exercício é uma ferramenta poderosa para combater os efeitos adversos da dieta ocidental
Exercício é uma ferramenta poderosa para combater os efeitos
 adversos da dieta ocidental
Animais que ingeriram alimentos ricos em gordura e açúcar, mas que se exercitaram, tiveram menos risco de impotência
 
Equipe de pesquisadores da East Carolina University, nos EUA, demonstrou que o exercício aeróbico melhora tanto a disfunção erétil quanto a função dos vasos que fornecem sangue ao coração em animais colocados em uma dieta rica em gordura.
 
 
Durante 12 semanas, os pesquisadores alimentaram um grupo de ratos com alimentos que refletiam a dieta ocidental, rica em açúcar e com quase metade de suas calorias provenientes de gordura. Outro grupo de ratos ingeriu um padrão saudável de ração. Metade dos animais de cada grupo se exercitou cinco dias por semana, correndo em intervalos em uma esteira.
 
No final do estudo, a função eréctil dos animais foi avaliada através da estimulação elétrica do nervo cavernoso, o que provoca um aumento no fluxo de sangue do pênis e produz uma ereção.
 
Os pesquisadores também examinaram as artérias coronárias dos ratos para ver como elas responderam aos agentes que iriam relaxá-las e manter o fluxo de sangue para o coração, um indicador da saúde cardíaca.
 
Os resultados mostraram que os ratos que comeram a dieta ocidental, mas permaneceram sedentários desenvolveram disfunção erétil e tinham pior relaxamento das artérias coronárias.
 
No entanto, aqueles que comeram a dieta, mas se exercitaram foram capazes de evitar esses problemas.
 
Os animais que comeram a comida saudável foram amplamente capazes de evitar tanto a disfunção erétil quanto a disfunção da artéria coronária.
 
De acordo com os pesquisadores, estes resultados podem sugerir que o exercício é uma ferramenta poderosa para combater os efeitos adversos da dieta ocidental.
 
isaude.net

Biomarcadores preveem momento de recorrência do câncer de ovário

Análise é capaz de discriminar entre pacientes com alto e baixo risco de reincidência do câncer e pode auxiliar tratamento
 
Pesquisadores dos Estados Unidos identificaram biomarcadores de proteínas capazes de prever o tempo de recorrência do câncer de ovário.
 
A equipe desenvolveu ainda um índice do câncer de ovário dirigido por proteína (PROVAR).
 
O câncer de ovário permanece muitas vezes despercebido até que esteja em um estágio avançado. Apesar das respostas positivas ao tratamento inicial, muitos pacientes estão em risco de recorrência do tumor.
 
Uma multiplicidade de marcadores genéticos foi implicada no prognóstico do câncer do ovário. No entanto, o teste genético necessário não é prático ou não está disponível a preços acessíveis em um ambiente clínico.
 
Usando PROVAR, o pesquisador Roel Verchaak e seus colegas do MD Anderson Cancer Center, nos EUA, foram capazes de discriminar entre doentes com alto e baixo risco de recorrência do câncer, bem como determinar o prognóstico de sobrevivência de curto prazo e de longo prazo.
 
De acordo com os pesquisadores, em combinação com o diagnóstico genético, a análise de biomarcadores de proteína pode ser útil para prever os resultados e determinar um plano de tratamento mais eficaz para pacientes de câncer de ovário.
 
 
isaude.net

Terapia genética reverte sintomas de forma grave de autismo

Estudo é o primeiro a mostrar a reversão dos sintomas em ratos totalmente sintomáticos com Síndrome de Rett
 
Pesquisadores da Oregon Health and Sciences University, nos EUA, demonstraram que a terapia genética é capaz de reverter os sintomas da Síndrome de Rett, o mais incapacitante dos transtornos do espectro do autismo.
 
O estudo atual é o primeiro a mostrar a reversão dos sintomas em ratos totalmente sintomáticos, utilizando técnicas de terapia genética que têm potencial para aplicação clínica.
 
A síndrome de Rett é uma doença neurológica ligada ao cromossomo X que afeta principalmente as meninas. Na maioria dos casos os sintomas começam a se manifestar entre 6 e 18 meses de idade.
 
A causa da terrível dos sintomas da Síndrome de Rett está em mutações de um gene ligado ao cromossomo X chamado MECP2 (metil proteína CpG-binding). MECP2 é um gene mestre que regula a atividade de muitos outros genes, ligando-os ou desligado-os.
 
O conceito por trás da terapia genética é simples, entregar um gene saudável para compensar aquele que está mutado.
 
"A terapia genética é bem adequada para esta doença. Devido a MECP2 se ligar ao DNA em todo o genoma, não existe um único gene que atualmente podemos apontar como destino de uma droga. Portanto, a melhor chance de ter um grande impacto sobre a desordem é corrigir o defeito subjacente em tantas células por todo o corpo quanto possível. A terapia genética nos permite fazer isso", afirma o pesquisador Gail Mandel.
 
Genes saudáveis podem ser entregues em células a bordo de um vírus, que age como um 'Cavalo de Troia'. Existem muitos tipos diferentes desses meios de transporte. Mandel utilizou o vírus adenoassociado serótipo 9 (AAV9), que tem a capacidade de atravessar a barreira sangue-cérebro. Isto permite que o vírus e sua carga sejam administrados por via intravenosa, que é menos invasivo.
 
Como o vírus possui um espaço de carga limitado, não é possível transportar o gene MECP2 inteiro. O coautor Brian Kaspar empacotou apenas os segmentos mais críticos do gene. Depois de ser injetado em ratos com Rett, o vírus fez o seu caminho para as células do corpo e do cérebro, distribuindo o gene modificado, que, em seguida, começou a produzir a proteína MeCP2.
 
Tal como em fêmeas humanas com síndrome de Rett, apenas cerca de 50% das células dos ratos possuem uma cópia saudável de MECP2. Após o tratamento com terapia genética, 65% das células passaram a ter um gene MECP2 funcional.
 
Os camundongos tratados apresentaram melhorias profundas na função motora, tremores e convulsões. Em nível celular, o tamanho do corpo inferior de neurônios vistos em células mutantes foi restaurado ao normal. Experimentos bioquímicos mostraram que o gene tinha encontrado o seu caminho para o núcleo das células e estava funcionando como esperado, ligado ao DNA.
 
Um sintoma de Rett que não foi melhorado foi respiração anormal. Os investigadores supõem que corrigir isto pode exigir destinar um maior número de células do que os 15% que tinham sido obtidos no tronco cerebral.
 
"Nós aprendemos que não temos de corrigir todas as células, a fim de reverter os sintomas. Entre 50% e 65% das células com um gene funcional resultou em melhorias significativas", afirma o coautor Saurabh Garg.
 
Mandel e seus colegas advertem que os passos fundamentais permanecem antes de ensaios clínicos poderem começar. "Nosso estudo é um primeiro passo importante para destacar o potencial para tratar os sintomas neurológicos de Rett. Estamos trabalhando para melhorar a embalagem de MeCP2 no vírus para ver se podemos atingir um percentual maior de células e, portanto, melhorar os sintomas ainda mais", afirmam os pesquisadores.
 
De acordo com os pesquisadores, este estudo usou truques genéticos que não poderiam ser diretamente aplicáveis a seres humanos, mas o vetor AAV9 utilizado aqui pode, em princípio, proporcionar um gene terapêutico.
 
isaude.net

Edson Rogatti comenta possível reajuste de 50% da Tabela SUS

Ministro da Saúde confirma meta do governo; para diretor-presidente da Fehosp , a decisão ainda não resolve a crise 
 
Em recente entrevista à Rádio Clube FM, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou um reajuste de 50% nos procedimentos de média complexidade da Tabela SUS (Sistema Único de Saúde), incluindo atendimentos, exames e cirurgias.
 
As medidas anunciadas ainda não coincidem com as expectativas do setor, documentadas em uma carta elaborada durante o 23º Congresso da CMB em Brasília, que reuniu mais de 600 entidades. De acordo com o documento, "as negociações ainda estão distantes das necessidades apresentadas, especialmente no reajuste de 100% da tabela de contraprestação do SUS".
 
Ainda segundo o ofício, as instituições reconhecem que o Incentivo à Contratualização (IAC) na assistência de média complexidade representa uma primeira etapa de atenção aos principais pleitos, assim como o PL que trata das dívidas tributárias, mas nele reforçam a necessidade de garantias e encaminhamento de soluções sequenciais para as demais etapas necessárias à sua sobrevivência, notadamente a integralização do reajuste solicitado e o endividamento com o sistema financeiro.
 
Para o diretor-presidente da Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo), Edson Rogatti, a iniciativa é boa, mas não suficiente a ponto de resolver a situação das entidades.
 
"A reação do governo é positiva e será um sopro de esperanças, mas ainda precisam reconhecer que as Santas Casas são essenciais, porque são responsáveis por mais de 50% das internações feitas pelo SUS", explica. Rogatti ainda explica que as instituições vivem uma profunda crise de sustentabilidade e endividamento.
 
"A deficiência das mais de 2 mil Santas Casas e hospitais filantrópicos se arrasta há anos. Por isso, o reajuste de 100% na Tabela SUS ainda é nosso objetivo, pois somente assim as entidades poderão se salvar de um colapso para o setor".
 
Entre as outras reivindicações da Carta, encontra-se, por exemplo, a declaração do estado permanente de assembleia geral do segmento, esperando que o setor Saúde efetivamente receba das instâncias governamentais a atenção prioritária que a população brasileira tem exigido.
 
A Comissão da Fehosp irá dar continuidade aos trabalhos pleiteando e apontando as principais defasagens da tabela para que o setor encontre equilíbrio.

FEHOSP

Farmacêuticas versus médicos: existem limites para a interação?

Suborno promovido por grandes indústrias multinacionais contra profissionais de saúde chineses levantam questionamentos sobre regras no Brasil
 
O Ministério Chinês de Segurança Pública emitiu comunicado, em julho deste ano, alegando que executivos da subsidiária local de uma grande multinacional farmacêutica tinham sido acusados de subornar médicos chineses por longos períodos. Esses executivos teriam persuadido os médicos a prescrever determinados medicamentos para pacientes. Na comunicação, a autoridade chinesa alega terem sido pagos aos médicos “valores volumosos”, os quais teriam sido operados por meio de agências de viagens, médicos, hospitais e outros profissionais, com o objetivo de “inaugurar canais de venda e aumentar receitas farmacêuticas”.
 
Enquanto desenvolvem-se procedimentos administrativos e processos judiciais, diversas questões devem ser feitas em conexão com essas acusações. Especificamente para o Brasil, uma dúvida precisa ser encaminhada: existem regras objetivas limitando os níveis de interação entre a indústria farmacêutica e os profissionais do setor médico?
 
Sim, elas existem e não são nada subjetivas. Não se questiona que a indústria farmacêutica necessita, constantemente, contatar profissionais de saúde de forma a alcançar, com a maior eficiência possível, os benefícios da pesquisa biomédica, bem como para evoluir do desenvolvimento de terapias dedicadas à prevenção, diagnóstico e tratamento de condições adversas de saúde.
 
Contudo, de forma a assegurar níveis de confiança e ética no relacionamento, bem como garantir o cumprimento das regras e padrões aplicáveis no Brasil (e não apenas aqueles existentes nos países sede das matrizes das companhias), as operações brasileiras deverão desenvolver, implantar e, especialmente, manter atualizadas políticas factíveis e realistas, que estabeleçam os objetivos, contextos e limites para a interação indústria/profissional da saúde.
 
Não obstante a ampla variedade de temas que poderiam constar em uma política de relacionamento, as diretrizes mais adequadas devem encaminhar, com atenção e foco local, os seguintes itens: oferta de presentes; pagamento de alimentação; distribuição de amostras; permissão de acesso de profissionais às instalações da companhia, incluindo para fins de pesquisas; patrocínio de atividades de educação médica continuada; participações endossáveis em palestras e autoria de artigos científicos.
 
Na dúvida sobre cobrir ou não um tópico em determinada política, é recomendável refletir sobre a possibilidade de que toda iniciativa que merece investimento e atenção do ponto de vista de vendas e de promoção, mereceria, igualmente, foco sob a ótica de compliance.
 
Especificamente, a premissa das interações com médicos deve ser aquela que expressamente estabeleça ao profissional que ele não terá qualquer obrigação de angariar, referenciar ou arregimentar pacientes para a indústria farmacêutica. E o profissional médico não deverá, de forma alguma, receber benefícios em decorrência desses atos, tampouco ser sancionado por não fazê-lo.
 
No que tange às particularidades brasileiras, cabe notar resoluções e determinações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dos Conselhos Médicos que, em alguma medida, já estabelecem deveres de divulgação quanto à existência de relacionamento entre médicos e a indústria farmacêutica. Não se trata do Sunshine Act brasileiro, mas também não se pode advogar pela inexistência de um modelo local próprio.
 
Independentemente da sua complexidade, extensão ou estrutura, toda e qualquer política de compliance farmacêutico que pretenda ser eficiente deverá manter um simples e extremamente indelével objetivo: manter a cultura corporativa, em todos os seus níveis, que seja construtiva e diretamente permita aos profissionais médicos exercer livremente suas atividades, incluindo, especialmente, sua autonomia de adotar suas decisões médicas e profissionais sem ingerência da indústria.
 
Para os executivos com dificuldades em aceitar tal premissa ou mesmo implantá-las, fica uma previsão. Sua próxima atividade de interação com profissionais com médicos poderá estar ameaçada. Assim como a sua reputação e a da sua companhia.
 
*Benny Spiewak é advogado, sócio responsável pelas áreas de Defesa, Propriedade Intelectual, Life Sciences e Tecnologia do escritório ZCBS – Zancaner Costa, Bastos e Spiewak Advogados; especialista em Propriedade Intelectual e Tecnologia pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP); especialista em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia pelo The Franklin Pierce Law Center (Concord, EUA) e mestre em Direito da Propriedade Intelectual (LLM), formado pela The George Washington University. Contato: benny.spiewak@zcbs.com.br
 
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