Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sábado, 24 de agosto de 2013

UPAs melhoraram atendimento de urgência no Rio

Rio de Janeiro – Implantado a partir de 2007, o programa do governo estadual das unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) tem contribuído para melhorar o atendimento à  população, apesar de não resolver completamente o problema do serviço público de saúde.
 
A dona de casa Sonaike Chaves de Souza, de 25 anos, levou os filhos Maria Sofia, de 3 anos, e João Vitor, de 7 anos, que estavam com febre, dor de garganta e diarreia, à UPA da Tijuca, na zona norte, depois de procurar o posto de saúde perto de sua casa, no Morro São Carlos, e não encontrar médico para atendê-los. “Hoje foi legal, o médico atendeu rápido, não faz nem 30 minutos que estou aqui e eles já foram atendidos. O médico atendeu superbem e os dois foram medicados. Vir à UPA é mais tranquilo do que ir a hospital”,disse.
 
Já a costureira Doralice Ribeiro Neves, de 52 anos, que teve uma crise hipertensiva no trabalho, precisou esperar para ser medicada. “O atendimento na porta é uma beleza, eles atendem você muito rápido, o médico também atende rapidinho, mas me deixaram mais de uma hora esperando por um remédio de pressão alta. O papel deles aqui diz: hipertenso, com 18 de pressão, conduzir imediatamente. Mas esse imediatamente não existe”, ressaltou a costureira.
 
Segundo ela, outro problema foi a falta do medicamento para ser tomado em casa. “Minha pressão está em 15, ainda está alta, fui liberada e não tem o remédio para eu tomar em casa, me mandaram para o posto de saúde lá perto da minha casa”, disse Doralice Neves.
 
A subsecretária de Unidades Próprias da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Ana Lucia Eiras das Neves, explica que o objetivo das UPAs é reorganizar a rede de urgência e emergência, além de ser porta de entrada hospitalar. “As UPAs são um sistema de atenção pré-hospitalar, em que o paciente de baixa e média complexidade podem ter a sua urgência atendida de imediato”, relatou à Agência Brasil.
 
Adultos e crianças são acolhidos e classificados quanto ao risco. Paciente com quadro mais grave tem prioridade sobre o menos grave. Daí são atendidos nos consultórios ou, se for o caso, encaminhados para uma emergência hospitalar. De acordo com Ana Lucia, as UPAs estão equipadas com instrumental de suporte à vida para atendimento até que o paciente grave possa ser removido a um hospital.
 
“A UPA é tão resolutiva que menos de 0,5% dos pacientes atendidos precisa ser transferido  para o hospital. Ou seja, aquele paciente com quadro hipertensivo, uma cefaleia, dor toráxica, um mal-estar, uma diarreia, é atendido de imediato, já recebe seu tratamento e leva o medicamento para casa. Se precisa fazer um exame, um hemograma, um raio X, já faz na própria UPA, recebe o resultado e vai para casa”, disse Ana Lucia.
 
Desde 2007, já foram implantadas 52 UPAs no estado, sendo que 27 são de gestão estadual. De acordo com a SES, já foram feitos mais de 18 milhões de atendimentos, 16 milhões de exames laboratoriais e raio X e distribuídos 124 milhões de medicamentos.
 
Agência Brasil

Hospital do SUS no Piauí é modelo de gestão e atendimento a pacientes do Norte e Nordeste


Teresina - O pedreiro piauiense Aílton Alves, 39 anos, enfrentou uma longa jornada até chegar ao Hospital Getúlio Vargas (HGV), em Teresina (PI). Vítima de um acidente de moto na cidade de Corrente, sul do estado, no início de julho, ele percorreu aproximadamente 800 quilômetros, em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), para receber o atendimento necessário.
 
Segundo sua esposa, a dona de casa Givaneide Gomes, de 32 anos, durante o trajeto foi preciso parar em hospitais de outros dois municípios para substituir o balão de oxigênio e repor o estoque de soro. Desde que chegou ao hospital de Teresina, especializado em alta e média complexidade, o pedreiro tem recebido atendimento, medicação e curativos adequadamente, na avaliação de Givaneide.
 
"O atendimento está sendo bom, ele é medicado, não falta remédio, todo dia fazem os curativos direitinho. Só queria que ele já tivesse feito a cirurgia, mas como ainda não foi possível, o jeito é esperar", disse ela, enquanto assisita, ao lado da cama do marido, a um programa de auditório na televisão instalada no quarto que Aílton divide com três pacientes, também vítimas de acidentes de trânsito.
 
De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, a operação na bacia e a colocação de uma prótese de platina no fêmur do pedreiro ainda não foram feitas porque, na data em que deveriam ter ocorrido, as condições gerais de saúde do paciente, incluindo pressão arterial e batimentos cardíacos, não eram adequadas, o que levou adiamento cirúrgico.
 
Casos como o de Aílton Alves são comuns entre os pacientes que chegam diariamente ao Hospital Getúlio Vargas. Administrada pelo governo estadual, a unidade recebe pessoas vindas da capital, de cidades do interior do Piauí e de estados vizinhos, como o Maranhão. A cada mês, são feitas, em média, 800 cirurgias, sendo 200 ortopédicas. O centro cirúrgico, que está sendo reformado, conta com equipamentos de ponta, como o videolaparoscópio e arcos cirúrgicos modernos. O hospital também tem duas salas equipadas com raio X de última geração, que permite visualização melhor e mais detalhada das imagens, sem o uso de produtos químicos para revelá-las, em um processo totalmente digitalizado.
 
Além disso, até o fim do ano, a unidade deverá ser a única do estado a fazer cirurgias cardíacas, graças à aquisição de um moderno equipamento de hemodinâmica - relacionado à circulação sanguínea -, ao custo aproximado de R$ 4 milhões de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). O serviço, voltado ao tratamento de doenças endovasculares, permite um procedimento mais simplificado, menos invasivo e traumático para o paciente, conhecido como embolização, ou seja, a oclusão dos vasos, com o objetivo de diminuir a vascularização de uma região por meio da inserção de um cateter. Atualmente, os aneurismas cerebrais já são tratados na unidade com a aplicação da técnica de embolização.
 
A equipe que vai operar os novos aparelhos, que já estão na unidade e ocupam uma área do pátio do hospital, é treinada por profissionais do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, por meio do Programa de Reestruturação de Hospitais Públicos, do Ministério da Saúde. De acordo com a assessoria do HGV, até agora procedimentos do tipo no estado são custeados pelo SUS em unidades privadas de saúde. A expectativa, a partir da inauguração do equipamento, é triplicar o número de procedimentos feitos hoje no setor de hemodinâmica, que totaliza 167 por ano.
 
A coordenadora da unidade de terapia intensiva (UTI), Jyselda Duarte, ressaltou a boa estrutura geral do hospital, mas enfatizou a dificuldade de atrair profissionais, especialmente intensivistas. Em sua avaliação, a situação está relacionada, em parte, ao déficit desses médicos no mercado brasileiro e também à falta de valorização por meio de remuneração diferenciada.
 
"Em geral, médicos de UTI ganham salários nos mesmos patamares dos demais, só que se trata de um trabalho mais desgastante. Eles têm que dar plantão, dedicar muito tempo ao estudo, lidar com estresse, com pacientes em estado grave. Além disso, no serviço privado, em geral, eles têm remunerações melhores e preferem não vir para a rede pública", disse Jyselda.

Agência Brasil

Pacientes cruzam o país atrás de tratamento em hospitais de excelência no interior de SP

São Paulo – Fora do eixo de grandes centros de saúde das capitais, hospitais de referência da rede SUS (Sistema Único de Saúde), no interior do estado de São Paulo, destacam-se como polos de atração de pacientes vindos de todos os cantos do país. Essas pessoas viajam em busca de tratamentos médicos para doenças como câncer, deficiências auditivas e fissuras no lábio e no palato - céu da boca.
 
O trabalhador rural Raimundo Soares de Sousa, 63 anos, por exemplo, há dez anos percorre mais de 3 mil quilômetros para tratar uma leucemia. Ele viaja de Fortaleza (CE), onde vive, até Jaú, cidade localizada a 320 quilômetros de São Paulo. O município tem a mais antiga entidade filantrópica de assistência à saúde do país, o Hospital Amaral Carvalho. “Em 2015, completamos 100 anos”, disse Antonio Luís Cesarino, diretor superintendente do hospital.
 
Especializada em oncologia, a instituição tem como diferencial o grande volume de cirurgias – em média, são realizadas 80 por dia – e transplantes de medula óssea. Por ano, são feitos 220 transplantes desse tipo, uma intervenção complexa. De acordo com Cesarino, 70% desses transplantes são alogênicos, ou seja, feitos com células progenitoras de alguém sem parentesco. “Este procedimento é ainda mais complexo”, explicou.
 
A entidade responde por 40% dos transplantes de medula óssea feitos no estado e por 23% dos que são realizados em todo o país. Por ano, são tratados 80 mil pacientes de todas as idades, nos 300 leitos, atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O hospital oferece, além disso, casas de apoio, que hospedam gratuitamente seus pacientes e ainda fornecem alimentação. Segundo o diretor, a iniciativa reduziu a zero a taxa de abandono do tratamento, um grande problema enfrentado pelos outros hospitais do estado, onde essa média está em torno de 16%.

“Uma das piores coisas que acontecem no câncer é o abandono do tratamento, às vezes, por falta de condições [financeiras] do paciente. Então, você imagina o paciente em tratamento ambulatorial no hospital, que vem de longe, e não precisa ficar internado, mas precisa comparecer ao ambulatório durante 15 ou 20 dias. Não são todos que podem pagar, na melhor das hipóteses, de R$ 50 a R$ 60 por dia em pensão, além da alimentação”, disse o superintendente.

Um desses beneficiados é o seu Raimundo. Para o tratamento da leucemia, ele passa por atendimento a cada três meses no hospital de Jaú. Lá, ele recebe hospedagem nas casas de apoio, além de cinco refeições diariamente. “Tenho atendimento de pessoas especializadas, eu só tenho a agradecer a maneira como me tratam e a delicadeza de todos”, disse ele.

A 50 quilômetros de Jaú, no município paulista de Bauru, um hospital universitário de referência internacional, o Centrinho-USP (Universidade de São Paulo), faz tratamento de fissuras no lábio e no palato, além de corrigir síndromes relacionadas e de deficiências auditiva e visual.

Regina Célia Bortoleto Amantini, superintendente do hospital, explica que pacientes com fissuras labiopalatinas, o chamado lábio leporino, já nascem com essa anomalia. Segundo ela, o problema, que atinge um em cada 650 habitantes, deve ter o tratamento iniciado no recém-nascido, com apenas 3 meses de idade. “Devido a essa alteração, são feitos vários procedimentos cirúrgicos, às vezes, até 20 cirurgias, depende de cada caso”, disse ela.

João Pedro Lira Ribeiro, de 17 anos, fez o procedimento cirúrgico de correção aos 4 meses de idade. No entanto, segundo ele, a cirurgia realizada na sua cidade, Manaus (AM), não foi bem-sucedida.

Com 12 anos de idade, recorreu ao Centrinho, para onde viaja a cada dois meses. Após mais de dez cirurgias, o estudante de cinema faz agora apenas o tratamento dentário e já tem data programada para a última cirurgia, prevista para 2021.

“O hospital é um grande modelo a ser seguido. Era importante que houvesse projetos em outros estados, que fizessem mais parcerias com universidades federais, principalmente no meu estado, o Amazonas.

O Norte é uma parte deficiente do Brasil, que precisa muito de investimento nessa área”, disse João. “Tem muita gente que não vem para cá [Bauru] por medo, por não querer sair do estado, por ser longe. Não vem para cá porque é outro mundo, acho que seria importante a expansão dessa rede”, acrescentou.

No Centrinho, os pacientes não fazem apenas as cirurgias de correção, recebem acompanhamento com equipes de dentistas, fonoaudiólogos, nutricionistas, enfermeiros, psicólogos, pediatras, geneticistas, fisiologistas, otorrinolaringologistas, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

São atendidas, em média, 289 pessoas por dia, vindas de quase 4 mil cidades diferentes do país.

Na área auditiva, o hospital, que existe há 46 anos, demonstra sua capacidade para a inovação. No ano passado, o Centrinho fez uma cirurgia inédita no país.

Um paciente de 18 anos, com orelha malformada, recebeu uma prótese cirurgicamente implantável de orelha média e nos dois ouvidos.

Segundo Regina, desde então o hospital tornou-se o único do país a realizar o procedimento gratuitamente.

“Não tem em nenhum lugar no SUS, tanto que o aparelho não é pago pela tabela do SUS.

As próteses foram adquiridas por meio de órgão de fomento”, explicou ela.

Agência Brasil

Referência no tratamento de câncer hospital de Barretos utiliza carretas para prevenção

São Paulo – Conhecido em todo o país pela qualidade no tratamento oncológico, o Hospital de Câncer de Barretos, a 430 quilômetros da capital paulista, precisou criar um projeto para filtrar pacientes que chegavam de muito longe, sem necessidade, em busca de tratamentos. “Tinha gente que vinha de Rondônia, Mato Grosso, Goiás, para tratar casos simples que poderiam ser tratados lá mesmo”, contou Boian Petrov, diretor financeiro, administrativo e de construção do hospital.
 
A estratégia adotada foi filtrar os pacientes criando filiais que, ao todo, atendem 800 pessoas diariamente, em Porto Velho (RO), Campo Grande (MS), Nova Andradina (MS), Juazeiro do Norte (CE), além de outra, mais completa, em Jales (SP), que atende sozinha 600 pessoas por dia.

“São modelos de ambulatórios e centros de diagnósticos e de prevenção com a finalidade de fazer a primeira triagem antes de virem para o hospital [de Barretos]”, explicou Petrov. Na cidade, são atendidos 3,5 mil pacientes por dia.
 
A direção do Hospital do Câncer de Barretos investiu em outra frente de prevenção ao câncer, que dá mobilidade aos atendimentos. Existem 12 carretas que percorrem o país com ações preventivas, que incluem exames de papanicolau, próstata, mamografia e pele.

“As carretas vão nos piores lugares do Brasil, no sertão mesmo. A carreta se desloca para uma cidadezinha pequena e fica lá durante uma semana para atender praticamente toda a população da cidade”, disse o diretor.
 
Aqueles atendidos pelas carretas que apresentam diagnóstico positivo para o câncer são encaminhados para tratamento em Barretos. Na cidade, as pessoas sem condições financeiras podem se hospedar em um alojamento com capacidade para 600 pessoas.
 
Outro diferencial do hospital em Barretos é uma nova estratégia de tratamento iniciada há dois anos.

Segundo Petrov, antes de o paciente iniciar o tratamento contra o câncer, uma biópsia é feita para testar em laboratório uma espécie de protocolo do tumor. Esse protocolo, explica Petrov, é a rotina aplicada durante o tratamento do câncer como, por exemplo, medicamentos que serão ingeridos e o processo de quimioterapia.
 
“A gente não perde tempo nem dinheiro com drogas que não funcionam e nem tratando o paciente sem efeito. Quer dizer, ele já começa no protocolo mais adiantado ou mais atrasado, dependendo do resultado do teste no laboratório”, ressaltou Boian Petrov.
 
Agência Brasil

Campanha para atualizar caderneta de vacinação começa neste sábado

Brasília – Hoje (24) será o dia de mobilização nacional da campanha para atualizar a caderneta de vacinação das crianças menores de 5 anos. A campanha se estende até o próximo dia 30. Todas as vacinas do calendário básico estarão disponíveis. O alerta para os pais é que a criança que não completar o esquema de cada vacina, não fica totalmente protegida.
 
A campanha vai mobilizar 34 mil postos fixos de vacinação, além dos volantes, e 350 mil profissionais de saúde. Ao levar as crianças aos postos de saúde é importante que os pais estejam com a caderneta de vacinação. Mesmo que não tenham o documento, os responsáveis não devem deixar de participar da campanha. Caso não haja no posto registro de quando a criança recebeu a última vacina, serão seguidos os protocolos de atualização de acordo com a faixa etária.
 
As vacinas que estarão disponíveis nos postos são: BCG, hepatite B, penta, inativada poliomielite (VIP), oral poliomielite (VOP), rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola, e caxumba) e DTP (difteria, tétano e coqueluche). A ação ocorre em parceria entre o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e municipais de Saúde.
 
As crianças poderão receber também a suplementação da vitamina A para crianças entre 6 meses e 5 anos incompletos, que moram nas regiões Norte e Nordeste e em municípios prioritários do Plano Brasil sem Miséria. O complemento contribui para reduzir o risco de morte por diarreia e ajuda no desenvolvimento das crianças.

Agência Brasil