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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Especialistas elogiam políticas públicas de combate ao fumo

Rio de Janeiro – No Dia Nacional de Combate ao Fumo, ontem (29), médicos e especialistas na área elogiaram as políticas públicas implementadas que, nos últimos 20 anos, contribuíram para uma queda de cerca de 50% no número de fumantes no país. Para o diretor da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Ademir Lopes Júnior, a criação de ações complementares e interligadas permitiu a diminuição.
 
“Restringiram a propaganda do cigarro, houve um aumento de disponibilidade de tratamento para quem quisesse parar de fumar e restringiram o número de locais onde as pessoas podem fumar”, destacou o médico à Agência Brasil.
 
De acordo com o Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro, a Lei 12.546, de 2012, que proíbe o fumo em local coletivo fechado, privado ou público, não diminuiu a clientela. A percepção desses estabelecimentos, segundo o sindicato, é que a adesão e o entendimento da sociedade sobre o assunto é cada vez maior e que os clientes fumantes já assimilaram a legislação em vigor, retirando-se para local aberto na hora de fumar.
 
O médico de família também citou as ações do governo, dentro da política antitabagismo, que vem trabalhando com os pequenos produtores de fumo, incentivando-os a parar com a cultivo e começar outros tipos de produção, inclusive com incentivo financeiro.
 
O epidemiologista do Instituto Nacional do Câncer (Inca), André Szklo, ressaltou que, embora cada uma das políticas tenha tido sua contribuição na redução de fumantes, a iniciativa de maior impacto foi a de aumento de impostos nos derivados do tabaco e de fixação de preço mínimo do cigarro.
 
“Metade da queda que ocorreu pode ser explicada somente pela política do aumento dos impostos”, comentou ele.
 
Szklo acrescentou que “o aumento do preço do cigarro tem grande impacto na iniciação, inibe a iniciação por parte de uma pessoa jovem, que ainda não tem o mesmo poder aquisitivo de um adulto”.
 
O diretor da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Daniel Kitner, também elogiou as políticas de combate ao tabagismo, mas criticou a falta de ações específicas para os idosos. “Hoje o idoso é incluído no grande grupo dos adultos e as orientações vêm para o idoso no mesmo modelo que vão para o indivíduo mais jovem. Mas sabemos que, depois dos 50 anos, a dependência à nicotina fica mais intensa do que no indivíduo mais jovem”.
 
Kitner ressaltou que os idosos começaram a fumar “com idades mais precoces e acumulam uma carga de pré-disposição ao tabaco mais intensa”. Para o médico, campanhas voltadas a eles contribuiriam para romper com a crença, por grande parte dos idosos, que parar de fumar em idade avançada já não causa benefícios após décadas de fumo acumulado.
 
“Já temos dados bem seguros da literatura científica provando que a qualquer momento em que o indivíduo abandone o tabagismo terá benefícios, como melhora de qualidade de vida, de performance respiratória e anos depois, o risco de câncer de pulmão começa a reduzir mais, assim como o risco das doenças cardiovasculares”, enumerou o médico.
 
A patologista da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Thais Mauad, enfatizou que nunca é tarde para deixar de fumar. “Parar de fumar é a medida mais importante para melhorar a qualidade de vida e até prolongá-la, mesmo em pacientes mais velhos, parar de fumar traz benefícios à saúde. Entre aqueles que pararam aos 60 anos, observou-se um ganho [de vida] de até dois anos em homens e três anos em mulheres”, disse ela.
 
Agência Brasil

Dos brasileiros com até oito anos de escolaridade 16% são fumantes

Brasília - No Brasil, o hábito de fumar atinge 16% das pessoas com até oito anos de escolaridade. Entre a população com mais de 12 anos de estudos, 9% são fumantes. É o que apontam os dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2012, divulgada esta semana pelo Ministério da Saúde. O levantamento aponta ainda que entre 2006 e 2012 o número de fumantes acima dos 18 anos no Brasil caiu de 15% para 12%, uma redução de 20%.
 
No mesmo período, o número de homens que fumam caiu de 19% para 15% e entre as mulheres, de 12% para 9%. Consequentemente, o número de pessoas que sofrem danos por conviverem com fumantes no ambiente de trabalho, os fumantes passivos, caiu de 12% para 10% da população. A pesquisa também mostra que a frequência de homens que fumam 20 ou mais cigarros por dia também teve queda no mesmo período, de 6% para 5%.
 
Porto Alegre (RS) é a cidade com maior número de adultos fumantes, 18% da população. A capital gaúcha também detém a maior proporção de pessoas que fumam 20 cigarros ou mais por dia, 7% da população. Enquanto isso, Salvador é a capital com o menor índice de fumantes, 6% da população adulta.
 
O levantamento do Ministério da Saúde monitorou 45,4 mil adultos residentes em domicílios com telefone fixo em todas as capitais do país.
 
Agência Brasil

População brasileira tem 12% de fumantes

Brasília - "Para mim, deixar o cigarro foi uma libertação". É o relato do músico de 32 anos, Odair Souza que, por 11 anos foi fumante, e depois de mais de cinco tentativas, deixou o cigarro há dois anos. Dados do Ministério da Saúde mostram que 12% dos brasileiros são fumantes. Para tentar conscientizar outras pessoas a seguir o exemplo de Odair, são feitas, hoje, ações educativas em praticamente todo o país desde 1986, quando foi sancionada a lei que instituiu 29 de agosto como o Dia Nacional de Combate ao Fumo.
 
O pneumologista da Divisão de Controle do Tabagismo, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Ricardo Meirelles, alerta que o tabagismo é uma doença que pode ocasionar outras 50. Vários tipos de câncer, doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais (AVCs), além de menopausa, infertilidade e envelhecimento precoces são alguns dos problemas de saúde que podem ser ocasionados pelo fumo.
 
Meirelles explica que, logo depois de deixar o cigarro, o ex-fumante já sente melhora na qualidade de vida. "Ele sente uma melhora dentro de dois, três dias no fôlego, se não tiver uma doença respiratória, já dá pra subir uma escada melhor, fazer exercícios", disse o especialista.
 
Foi o que aconteceu com Odair. À Agência Brasil, o músico lembra que decidiu parar de fumar quando começou a sentir dificuldade para cantar e dor na garganta. "Depois que parei vi diferença em vários aspectos, na hora de cantar, na respiração, tanto para cantar como pra fazer exercício físicos, na alimentação, o gosto dos alimentos é muito melhor agora", destacou.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, 24.515 equipes de 4.371 municípios brasileiros estão inscritas no Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), que inclui o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT). A meta do governo é reduzir de 15% para 9% a proporção de fumantes na população adulta até 2022.
 
O tratamento contra o vício em tabaco do serviço público inclui apoio psicológico, medicamentos (entre adesivos, pastilhas, gomas de mascar e o antidepressivo bupropiona), atendimentos educativos e terapêuticos. Segundo Meirelles, deixar de fumar é difícil, mas o acompanhamento de profissionais pode tornar o processo mais confortável.
 
O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável. Além disso, cerca de 1,2 bilhão de pessoas são fumantes. "Cerca de 80% dos fumantes desejam parar, mas apenas 3% conseguem realmente abandonar o vício. Além disso, é considerado ex-fumante a pessoa que fica um ano sem fumar”, explica o cardiologista do Hospital do Coração do Brasil, João Ferreira Marques. O médico esclarece que, quem abandona o vício antes dos 30 anos, consegue reestabelecer o organismo a ponto de parecer que nunca fumou.
 
De acordo com Meirelles, muitas vezes o fumante espera ter um problema de saúde para decidir parar de fumar. O médico acrescentou que a proibição de fumar em locais fechados fez com que muitos fumantes se sentissem incomodados em ter que deixar o ambiente de amigos para fumar e isso está fazendo com que pensem em deixar o vício. "Ele está conversando com amigos e tem que sair para fumar, a pessoa sente-se escrava do cigarro. Se está no shopping e precisa sair pra fumar, isso passa a ser desconfortável".
 
Segundo pesquisa da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), entre 1989 e 2010 um em cada três brasileiros deixou de fumar devido à entrada em vigor das medidas que restringiram a propaganda de cigarros na televisão e em veículos de comunicação de massa.



Agência Brasil

Frutas protegem contra diabetes, mas sucos elevam risco da doença

 Mirtilo, uva e maçã, consumidos três vezes por semana, foram
 as frutas que mais diminuíram o risco de diabetes, em 26%, 12%
e 7%, respectivamente
Uma pesquisa publicada hoje pelo "British Medical Journal" pode amargar o café da manhã de muita gente: o consumo diário de um ou mais copos de suco de fruta eleva em até 21% o risco de desenvolver diabetes tipo 2
 
A doença, que é considerada uma epidemia mundial, afeta 347 milhões de pessoas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).
 
O estudo, liderado por Isao Muraki, da Escola Médica de Harvard (EUA), analisou dados de mais de 187 mil homens e mulheres acompanhados por 24 anos para saber se o consumo de diferentes tipos de fruta poderia influenciar positiva ou negativamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
 
Mais de 12 mil participantes (6,5%) receberam diagnóstico da doença durante o estudo. O diabetes tipo 2, diretamente relacionado à obesidade, é caracterizado pela resistência do corpo à ação da insulina, que controla os níveis de açúcar no sangue, ou pela produção insuficiente do hormônio.
 
Trabalhos anteriores já haviam tentado averiguar se o consumo de frutas poderia reduzir o risco de diabetes, mas, segundo os autores, não havia sido encontrada ligação forte entre uma coisa e outra.
 
Por isso eles decidiram analisar cada fruta separadamente. Mirtilo, uva e maçã, consumidos três vezes por semana, foram as frutas que mais diminuíram o risco de diabetes, em 26%, 12% e 7%, respectivamente.
 
Já o melão foi a única fruta cujo consumo esteve ligado a um aumento dos casos de diabetes. Os autores também notaram um aumento no risco de desenvolver a doença entre os que tomavam suco de fruta.
 
Segundo os cálculos do estudo, trocando os sucos por um consumo frequente de quaisquer frutas inteiras, o risco de diabetes cai 7%; a queda pode ser maior dependendo da escolha de cada um (de novo, uva e mirtilo deram os melhores resultados).
 
De acordo com Daniela Jobst, nutricionista funcional e membro do Instituto de Medicina Funcional dos EUA, a diferença de resultado entre as frutas tem a ver com seu índice glicêmico (potencial de cada uma de gerar "picos" na produção de insulina) mas, talvez principalmente, aos nutrientes que cada uma delas tem.
 
"O diabetes envolve um processo de estresse oxidativo, aumenta a quantidade de radicais livres. Frutas como mirtilo e uvas têm fitoquímicos antioxidantes."
 
O problema dos sucos é que, em relação à fruta inteira, eles têm muito menos fibras, o que eleva a velocidade da absorção do açúcar, gerando os picos que podem ser prejudiciais ao organismo.
 
Melhor eliminar o suco da dieta? "Não precisa. Dá para acrescentar fibras ao suco, para tornar a digestão mais lenta. Uma folha, como couve, ou grãos como linhaça e chia são boas opções."
 
Folhaonline

Para ficarem livres do fumo, hospitais orientam funcionários

Roberto Custódio/JL / Bitucas recolhidas durante a manhã de ontem na parte externa do HU
Roberto Custódio/JL
Bitucas recolhidas durante a manhã de ontem na parte externa do HU
No Dia Nacional de Combate ao Tabagismo, unidades de saúde ainda lutam para reduzir o número de fumantes entre funcionários e usuários     
 
No Dia Nacional de Combate ao Tabagismo, comemorado ontem, o Hospital Universitário de Londrina (HU) faz campanha de conscientização sobre os malefícios do cigarro junto à sua população interna: mais de 5 mil pessoas entre servidores, pacientes, acompanhantes, alunos e professores. Não há uma estatística, mas muitas destas pessoas fumam no ambiente que por excelência cuida da saúde. "Os fumantes utilizam a área externa do hospital, na área interna ninguém fuma", esclarece a enfermeira Márcia Pizzo, chefe de Divisão de Assistência à Saúde da Comunidade UEL (DASC) e coordenadora do Ambulatório do Tabagismo do Hospital de Clínicas (HC) da UEL. "Mas queremos um HU 100% livre do tabagismo."
 
Márcia não tem números de Londrina, mas afirma que no Brasil 30,6 milhões de pessoas - 16% da população adulta - são fumantes. A campanha interna do HU vai abordar as pessoas com informações sobre a quantidade de mortes por causa do tabagismo, o número de doenças que decorrem deste hábito, os danos do vício e os ganhos que têm aqueles que o deixam.

Segundo a enfermeira, no Brasil 200 mil pessoas morrem todos os anos por causa de males provocados pelo tabagismo, que é responsável por mais de 50 tipos de doenças. Vinte e cinco por cento dessas mortes são por complicações no coração e 85% por bronquite e enfisema. Márcia destaca ainda que 90% dos casos de câncer no pulmão decorrem do cigarro e 30% das mortes provocadas por outros tipos de câncer acontecem em decorrência do fumo.
 
"Quem fuma tem 10 vezes mais chance de ter câncer de pulmão, cinco vezes mais chances de sofrer infarto, cinco vezes mais probabilidade de ter bronquite crônica e enfisema pulmonar e duas vezes mais chances de ter derrame cerebral", alerta.
 
Além do mural informativo e dos panfletos que serão distribuídos, essas informações serão passadas também por meio do sistema de som. O impacto do cigarro no meio ambiente também estará em foco. Um grupo de servidores, auxiliado por alunos de Farmácia, também fará um mutirão para retirada de todas as bitucas de cigarro que são jogadas diariamente na área externa do hospital. "O cigarro contém 4.720 substâncias tóxicas que [por meio das bitucas jogadas no chão] contaminam o meio ambiente. Queremos limpar o hospital deste lixo tóxico", diz Márcia.
 
Os fumantes dentro dos hospitais também preocupam a Santa Casa de Londrina. Grande parte dos 1.500 funcionários também é fumante. Assim como eles, pacientes e acompanhantes também fumam diariamente na área externa do hospital.

A analista de Recursos Humanos da Santa Casa, Renata Gusmão, afirma que algumas ações estão sendo desenvolvidas para incentivar os funcionários a largarem o vício. "Ainda estamos iniciando, mas temos alguns projetos."
 
Além de murais com informações sobre os malefícios do cigarro, Renata diz que está sendo estudada uma parceria com grupo da Secretaria de Saúde que atua nesta área para dar palestras sobre o tema na Santa Casa.
 
Jornal de Londrina