Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sábado, 31 de agosto de 2013

Estudos apontam que enxaqueca pode causar lesões cerebrais permanentes

Pesquisa indica que a desordem neurológica aumenta as chances de lesões na área responsável pela comunicação entre os neurônios e pode alterar o tamanho de um dos principais órgãos do corpo humano
 
A enxaqueca pode causar mudanças estruturais permanentes no cérebro. A conclusão é de um grupo de pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, que se baseou em uma meta-análise de 19 trabalhos focados na desordem neurológica que atinge entre 10% e 15% da população mundial.

Segundo os dados reunidos, a enxaqueca aumenta o risco de lesões cerebrais na substância branca em 34%. No caso da enxaqueca com aura — tipo mais grave da doença — , o número sobe para 68%, em comparação a pessoas que não têm o problema. Alterações de volume do cérebro também são mais comuns em vítimas da enxaqueca com aura do que em indivíduos saudáveis.

Foram avaliados os resultados obtidos em seis estudos populacionais e outras 13 pesquisas baseadas em análises clínicas para concluir o que já era uma suspeita da comunidade médica.

O principal instrumento de análise dos pacientes foi a ressonância magnética, que pode medir lesões cerebrais, anormalidades silenciosas ou alterações de volume do cérebro em detalhe. “Tradicionalmente, a enxaqueca tem sido considerada uma doença benigna, sem consequências a longo prazo para o cérebro.

Mas nosso trabalho de revisão e meta-análise sugere que a doença pode alterar permanentemente a estrutura do cérebro de várias maneiras”, explica Messoud Ashina, um dos autores do artigo publicado nesta semana na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia.
 
Clique na imagem para ampliá-la e saiba mais sobre a pesquisa (Valdo Virgo/CB/D.A Press)

Os exames de imagem são pedidos regulares de neurologistas a pacientes com enxaqueca. O objetivo, normalmente, é excluir causas secundárias para as dores de cabeça; mas, muitas vezes, eles revelam anormalidades na substância branca cerebral e, não raro, também mostram lesões com características similares às causadas por um infarto do miocárdio ou um acidente vascular cerebral — eventos cardiovasculares em que há uma interrupção da irrigação sanguínea ao cérebro. Os dois tipos de anormalidades são uma fonte de preocupação tanto para os neurologistas quanto para o paciente.

“Dados emergentes relatam que pacientes com enxaqueca têm um risco aumentado para lesões cerebrais clinicamente silenciosas e alterações volumétricas, detectadas na ressonância magnética. O significado patogênico e clínico dessas anormalidades, porém, ainda não é claro”, diz Ashina. O estudo do qual ele faz parte também indicou que as chances de anormalidades similares às causadas por um infarto aumentam em 44% para pessoas que têm enxaqueca com aura.

Impacto repetitivo
Os pesquisadores relatam que as anormalidades na substância branca, em alguns casos, se tratam de gliose, desmielinização e perda de axônios (leia Para Saber Mais). Esse conjunto de resultados atribuídos na grande parte das vezes a um dano microvascular pode ter bases semelhantes quando percebidos em pessoas com enxaqueca. Os autores examinaram a relação entre a frequência do ataque e as anormalidades nessa região cerebral e sugerem que o problema poderia surgir devido a um impacto cumulativo de repetidos episódios de isquemia cerebral regional, algo como uma trombose, durante um ataque de enxaqueca.
 
Chefe do setor de cefaleia do Departamento de Neurologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Deusvenir de Souza Carvalho explica que a alteração de volume cerebral normalmente aponta para uma atrofia do órgão, que corresponde, em grande parte, a casos de demência. Carvalho ressalta, porém, que não é necessário se alarmar com os resultados, uma vez que as consequências dessa atrofia para a enxaqueca ainda não estão tão claras.

“Esses resultados mostram que pessoas com enxaqueca têm estruturalmente algo no cérebro. Fora da crise, elas têm uma vida dentro dos padrões normais, mas, se for feito um exame mais refinado, é possível perceber que a atenção já não está tão boa. Elas têm mais dificuldade de lidar com coisas novas e maior ansiedade, funções que ficam entre o neurológico e o emocional exatamente pelo envolvimento da substância branca”, explica.

A integridade da substância branca garante que conexões entre as áreas do cérebro — feitas principalmente pelos axônios dos neurônio — não sejam comprometidas. Por exemplo, para saber se um rosto é conhecido, o cérebro precisa conectar diversas áreas, como a memória e a visão. Alterações na substância branca podem levar a modificações nessas funções. “São números pequenos que não chegam nem a dobrar o risco, mas que estatisticamente mostram a existência disso e servem para estarmos em alerta que a pessoa com enxaqueca não está só tendo crises que podem ser resolvidas procurando assistência médica. Estamos vendo que a enxaqueca não é só ter dor de cabeça”, pondera Carvalho.

Mais grave
A enxaqueca com aura é mais dramática que o tipo normal. Na crise, o paciente não tem só dor de cabeça. Ele vê luzes brilhantes, percebe o corpo formigar, perde metade da visão, vê os braços ou as pernas ficarem mais fracos ou até anestesiados. Essas manifestações neurológicas durante a crise indicam que, durante as dores de cabeça, a região cerebral responsável pela alteração sentida pelo paciente, como o formigamento ou a anestesia, está sofrendo.

“Hoje, já se sabe que esse sofrimento é neuronal. É um mecanismo neuroquímico que leva à inflamação e a uma má oxigenação nessa área. Por isso fica com uma lesão como se fosse um derrame, uma isquemia”, explica Carvalho. No momento da crise, acontece uma disfunção da oxigenação nessa região, que sofre efeitos parecidos aos causados por um infarto. “Se isso acontece com maior frequência, é possível que o paciente já comece a apresentar algumas alterações.”

Modulador
É um conjunto de células com funções de apoio, sustentação, isolamento elétrico ou nutrição dos neurônios e gânglios. Ele modula a distribuição de ações potenciais, agindo como um relé — um aparelho elétrico que abre ou fecha circuitos. O outro principal componente do cérebro é a substância cinzenta (praticamente rosada devido aos capilares sanguíneos), relacionada ao processamento e à cognição. Um terceiro componente encontrado no cérebro, o qual aparece mais escuro devido aos altos níveis de melanina nos neurônios dopaminérgicos, é a substância negra.

Para saber mais...

Causas distintas
A gliose é uma alteração da substância branca do cérebro geralmente decorrente de doença ateroesclerótica — a formação de placas de ateroma na parede das artérias. Já a doença desmielinizante é qualquer enfermidade do sistema nervoso na qual a bainha de mielina dos neurônios é danificada. Isso prejudica a condução de sinais nos nervos afetados, causando prejuízos na sensação, no movimento, na cognição e em outras funções dependendo dos nervos envolvidos. A degeneração axonal é o resultado da destruição primária do axônio, com desintegração da bainha de mielina dele. A lesão do axônio pode advir de um evento focal, que acontece em algum ponto ao longo da extensão do nervo (como um traumatismo ou mesmo um evento isquêmico); ou de uma anormalidade mais generalizada, que afeta o corpo celular neuronal (neuronopatia) ou seu axônio (axonopatia).
 
Correio Braziliense

Anunciado lançamento da primeira vacina infantil contra febre tifoide

Até agora, vacinas disponíveis não ofereciam proteção de longo prazo (Nixx Photography /shutterstock.com)
Até agora, vacinas disponíveis não ofereciam proteção de
longo prazo
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença veiculada por água e comida contaminadas, mata 600 mil pessoas por ano e estima-se que infecte 17 milhões de pessoas, a maioria crianças
 
Uma empresa farmacêutica indiana informou nesta quinta-feira que lançará em breve a primeira vacina do mundo contra a febre tifoide que poderá ser aplicada em crianças, protegendo as vítimas mais vulneráveis da doença. A empresa Bharat Biotech, sediada na cidade de Hyderabad (sul), informou que a vacina também imunizará por um longo prazo, durante mais de 10 anos, ao contrário de outras vacinas que precisam de reforços regulares.

"Esta é a primeira vacina do mundo testada clinicamente para crianças a partir de seis meses", disse à AFP a porta-voz da companhia, Sheela Panicker. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença veiculada por água e comida contaminadas, mata 600.000 pessoas por ano e estima-se que infecte 17 milhões de pessoas, a maioria crianças. Noventa por cento destes casos são registrados na Ásia.

"As vacinas de tifoide disponíveis não oferecem proteção de longo prazo e doses de reforço são necessárias a cada três anos. Elas também não oferecem proteção para crianças abaixo dos dois anos", acrescentou Panicker. Autoridades de saúde indianas deram sinal verde para a vacina de "quarta geração", que também pode ser tomada por adultos e espera-se que seja lançada nas próximas duas semanas.

Panicker disse que a empresa decidiria sobre seu preço, dependendo do volume de produção após o lançamento. Segundo ela, a companhia é capaz de produzir atualmente 10 milhões de doses por ano. Em maio, a Biotech lançou uma vacina de baixo custo contra um vírus diarreico mortal que mata umas 100 mil crianças por ano na Índia.
 
O rotavírus, que provoca diarreia severa, causa em todo o mundo cerca de 453.000 mortes ao ano e é particularmente perigosa nos países em desenvolvimento, onde cuidados de saúde imediatos ficam fora de alcance. A Índia também tem sido uma potência no desenvolvimento de remédios genéricos para tratar doenças como câncer, tuberculose e Aids, para aqueles que não conseguem pagar por versões de marca mais caras em todo o mundo em desenvolvimento.

AFP - Agence France-Presse

Bebidas alcoólicas podem ajudar a diminuir o risco de depressão

Um copo de vinho por dia pode ajudar a reduzir o risco de depressão (©Mauro Pezzotta/shutterstock.com)
Um copo de vinho por dia pode ajudar a reduzir o
 risco de depressão
Pesquisadores da Universidade de Navarra, na Espanha, observaram os dados de 5.505 homens e mulheres com idades entre 55 e 80 anos sem histórico de depressão
 
Pesquisadores da Universidade de Navarra, na Espanha, observaram os dados de 5.505 homens e mulheres com idades entre 55 e 80 anos. Os pesquisados não tinham histórico de depressão ou problemas relacionados ao álcool antes do estudo, e ao longo de sete anos, os pesquisadores acompanharam os hábitos de consumo, estilo de vida e saúde mental dessas pessoas. Esse acompanhamento foi realizado por meio de visitas repetidas, exames médicos e entrevistas.
 
Os resultados mostraram que aqueles que beberam quantidades moderadas de álcool, principalmente de vinho, receberam um efeito protetor contra a depressão similar àqueles que têm sido observados por conta da doença cardíaca coronariana.

As menores taxas de depressão foram observadas em indivíduos que beberam de 2 a 7 copos pequenos de vinho por semana. Estes resultados permaneceram significativos mesmo quando os pesquisadores levaram em conta outros estilos de vida e fatores sociais, como tabagismo, dieta e estado civil.

Os resultados da pesquisa foram publicados hoje no periódico BMC Medicine.

"Menores quantidades de ingestão de álcool podem exercer proteção de uma forma semelhante ao que foi observado para a doença cardíaca coronariana", disse o autor sênior Miguel A. Martínez-González. "Na verdade, acredita-se que a depressão e a doença cardíaca coronária compartilham de alguns mecanismos comuns de doenças."

Estudos anteriores indicaram que os compostos não alcoólicos, no vinho, tais como o resveratrol e outros compostos fenólicos, podem ter efeitos protetores em determinadas áreas do cérebro.

AFP

Gota

Foto: ADAM
Cristais de ácido úrico
Definição
A gota é um tipo de artrite que ocorre quando o ácido úrico se acumula nas articulações.

- A gota aguda é uma doença que causa muita dor e normalmente afeta uma articulação

- A gota crônica consiste em episódios repetidos de dor e inflamação que podem envolver mais de uma articulação
 
Causas, incidência e fatores de risco
A gota é causada pela presença de níveis mais altos do que o normal de ácido úrico no corpo. O corpo pode ter ácido úrico em excesso ou ter dificuldade de eliminar ácido úrico.
 
Quando o ácido úrico se acumula em excesso no líquido ao redor das articulações (líquido sinovial), são formados cristais de ácido úrico. Esses cristais causam inchaço e inflamação da articulação.
 
Nem todas as pessoas com altos níveis de ácido úrico no sangue têm gota.
 
A causa exata é desconhecida. A gota pode ser genética. É mais comum em homens, em mulheres pós-menopáusicas e em pessoas que bebem álcool. As pessoas que tomam determinados medicamentos como a hidroclorotiazida e outros diuréticos podem ter níveis mais altos de ácido úrico no sangue.
 
A doença também pode se desenvolver em pessoas com:
- Diabetes
 
- Doença renal
 
- Obesidade
 
- Anemia falciforme e outras anemias hemolíticas
 
- Leucemia e tipos semelhantes de distúrbios

A doença pode ocorrer depois de tomar medicamentos que interfiram com a eliminação de ácido úrico pelo organismo.
 
Sintomas
 
Sintomas de ataques gotosos agudos:
- Os sintomas aparecem subitamente e, em geral, envolvem uma ou mais articulações. As articulações do dedão do pé, do joelho e do tornozelo são as mais frequentemente afetadas
 
- Muitas vezes, a dor começa durante a noite e, em geral, é descrita como latejante, arrasadora e lancinante
 
- A articulação se torna quente e vermelha. Em geral, ela fica muito delicada (dói cobrir com um lençol ou cobertor)
 
- Pode haver febre
 
- O ataque pode desaparecer após vários dias, mas voltar periodicamente. Normalmente, os ataques subsequentes têm maior duração
 
Depois do primeiro ataque de gota, as pessoas não apresentam sintomas. Algumas delas terão intervalos de meses ou até de anos entre os ataques gotosos.
 
Algumas pessoas podem desenvolver artrite gotosa crônica, enquanto outras podem não ter mais ataques. Aqueles que sofrem de gota crônica desenvolvem deformações e perda de movimento das articulações. Eles têm dor nas articulações e outros sintomas a maior parte do tempo.
 
Os tofos são caroços sob a pele ao redor das articulações ou em outros lugares. Eles podem drenar material calcáreo. Geralmente, os tofos se desenvolvem somente depois que um paciente conviver por muitos anos com a doença.
 
Depois de um ataque gotoso, mais da metade das pessoas sofrerá outro ataque.
 
Exames e testes
 
Os testes que podem ser feitos abrangem:
- Análise de líquido sinovial (revela cristais de ácido úrico)
 
- Ácido úrico — sangue
 
- Radiografias da articulação (pode ser normal)
 
- Biópsia sinovial
 
- Ácido úrico — urina
 
Tratamento
 
Tratamentos para um ataque súbito ou recrudescimento de gota:
- O médico recomendará a ingestão de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno, naproxeno ou indometacina, assim que aparecerem os sintomas. Você precisará tomar medicamentos tarjados durante 4 a 10 dias
 
- Em algumas ocasiões, o médico poderá prescrever analgésicos fortes, como codeína, hidrocodeína e oxicodona
 
- Um medicamento tarjado chamado colchicina ajuda a reduzir a dor, o inchaço e a inflamação
 
- Os corticoides também podem ser muito eficazes. O médico pode injetar esteroides na articulação inflamada para aliviar a dor
 
- Em geral, a dor diminui dentro de 12 horas após o início do tratamento e desaparece completamente em 48 horas
 
 
O uso diário de alopurinol e probenecida diminuem os níveis de ácido úrico no seu sangue.
 
O médico poderá prescrever esses medicamentos se:
- Você tiver vários ataques durante o mesmo ano
 
- Você tiver sinais de artrite gotosa
 
- Você tiver cálculos renais de ácido úrico

Algumas dietas e mudanças no estilo de vida ajudam a evitar ataques gotosos:
 - Evite álcool, anchovas, sardinhas, óleos, arenque, vísceras (fígado, rim e molejas), leguminosas (feijões e ervilha), caldos de carne, cogumelos, espinafre, aspargos, couve-flor, consomê e fermento ou levedura de cerveja
 
- Limite a quantidade de carne ingerida em cada refeição
 
- Evite comidas gordurosas, como molhos de saladas, sorvete e fritura
 
- Coma uma quantidade suficiente de carboidratos
 
- Se estiver emagrecendo, emagreça lentamente. A perda rápida de peso pode provocar a formação de cálculos renais de ácido úrico
 
Evolução (prognóstico)
O tratamento adequado dos ataques agudos permite que as pessoas tenham uma vida normal. Entretanto, a forma aguda da doença pode progredir para gota crônica.
 
Complicações
- Artrite gotosa crônica
 
- Cálculos renais
 
- Depósitos nos rins, levando à insuficiência renal crônica
 
Ligando para o médico
Marque uma consulta com o médico se você apresentar sintomas de artrite gotosa aguda.
 
Prevenção
O distúrbio em si pode não ser prevenido, mas você pode evitar itens que desencadeiam os sintomas. Limite o consumo de álcool e siga uma dieta pobre em purinas.
 
Referências
Keith MP, Gilliland WR. Updates in the management of gout. Am J Med. 2007;120:221-224.
 
Cameron MA, Sakhaee K. Uric acid nephrolithiasis. Urol Clin North Am. 2007;34:335-346.
 
Atualizado em 28/6/2011, por: Ariel D. Teitel, M.D., M.B.A., Chief, Division of Rheumatology, St. Vincent’s Hospital, New York, NY. Review provided by VeriMed Healthcare Network. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.
 
iG

O essencial da consulta médica masculina

É fundamental verificar a pressão arterial em consultas médicas
Veja o que não pode faltar no atendimento médico para garantir a boa saúde do homem
 
O ginecologista não cuida apenas do órgão sexual feminino. Ele também é importante na saúde da mulher como um todo. As consultas podem detectar inúmeros problemas que vão além da libido e isso é possível, especialmente, pelo fato das visitas ao médico serem constantes. Já com os homens, o mesmo não acontece.
 
Não existe uma especialidade médica para o homem equivalente ao ginecologista para a mulher. O urologista, por exemplo, costuma ser mais procurado quando existem problemas pontuais, em vez das consultas periódicas de caráter preventivo. Outros especialistas também são mais requisitados desta maneira. Mas mesmo nestas consultas com reclamações pontuais, o médico pode fazer uma avaliação mais ampla e, assim, detectar com antecedência diversos problemas.
 
O primeiro passo é ter uma boa conversa com o médico. “A primeira avaliação clínica deve ser cuidadosa e verificar questões como vacinação, histórico de procedimentos cirúrgicos, doenças prévias, alimentação e qualidade do sono”, afirma André Negrão, clínico geral do Hospital São Luiz.
 
O histórico familiar de doença é outra peça fundamental. “Em pé de jaca, dá jaca”, brinca o médico. Inúmeras doenças têm o risco aumentado quando há histórico entre familiares, especialmente em parentes de primeiro grau. “Hipertensão e câncer são dois problemas que requerem atenção”, exemplifica.
 
Circunferência abdominal
O simples ato de medir a circunferência abdominal do homem já é uma forma de identificar o risco de várias doenças. Quando ela é igual ou superior a 102 centímetros, o paciente fica mais sujeito a desenvolver síndrome metabólica, que pode se manifestar com diabetes, hipertensão arterial e colesterol alto, entre outras complicações.
 
Excesso de peso e obesidade atingem 60% dos brasileiros adultos, segundo recente levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e isso é tido como gatilho para problemas fatais como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O excesso de peso pode desencadear ou agravar apneia do sono, o que pode levar a problemas sexuais.
 
“Além de medir a circunferência abdominal, o médico deve ainda verificar a frequência cardíaca, escutar coração e pulmões para completar o exame”, afirma Negrão. As chamadas medidas antropométricas – como peso, altura e índice de massa corporal – não podem faltar, como a medida da pressão arterial.
 
Avaliação do metabolismo
Um exame de sangue simples é suficiente para verificar como está o metabolismo masculino. “Ácido úrico, colesterol, triglicérides e glicemia são fundamentais e precisam ser avaliados”, aponta Eduardo Berger, coordenador do centro de check-up do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.
 
Alterações nestes indicadores podem acender o sinal de alerta para problemas como má alimentação ou disfunção da glândula tireóide. Neste último caso, a doença pode comprometer o funcionamento de diversos órgãos e ainda acelerar o ganho de peso.
 
Próstata
O urologista Rodrigo Rodrigues da Costa, do Hospital Beneficência Portuguesa, afirma que é fundamental para o homem fazer um acompanhamento da próstata a partir dos 40 anos. O câncer de próstata é um dos principais tumores masculinos e registrou em 2010 mais de 50 mil novos casos, segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
 
“O exame de toque é o mais eficiente para detectá-lo”, afirma Rodrigues da Costa. Pelo toque, o médico consegue detectar pequenas alterações na anatomia da próstata que podem indicar o surgimento de um tumor. Existem outros indicadores, como o PSA, mas eles podem não ser tão precisos ou tão rápidos na indicação da doença.
 
A velocidade no diagnóstico é fundamental para que o tratamento comece a ser realizado antes do tumor se tornar muito grande. Caso ele avance, o risco da cirurgia para retirá-lo passa a ser maior. Disfunção erétil e incontinência urinária estão entre as possíveis sequelas do procedimento cirúrgico.
 
Doenças sexuais e libido
Caso o paciente tenha menos de 40 anos, também é importante uma avaliação urológica. “O médico deve avaliar questões relativas à libido e alertar para doenças sexualmente transmissíveis”, afirma o urologista. “Dúvidas sobre sexo são frequentes em jovens”, aponta.
 
A própria limpeza correta do pênis é um tema a ser abordado, visto que a higiene inadequada é um dos principais motivos para tumores no órgão sexual. O Inca estima que os tumores de pênis representem 2% dos casos de câncer em homens.
 
iG