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sábado, 31 de agosto de 2013

Deixe a barriga sarada com esses seis exercícios

Seis exercícios para deixar a barriga saradaAtividade melhora a postura e ainda te dá mais saúde
 
Quer ficar com uma barriga retinha e definida?
 
O primeiro passo, antes de iniciar a prática de exercícios localizados, é investir no trabalho aeróbio para reduzir o peso corporal e diminuir o acúmulo de gordura no abdômen. "Depois disso, é que vamos iniciar o fortalecimento e a definição do músculo" , explica Thiago Sarraf, professor de educação física e personal trainer da academia Be Happy, de Curitiba.

Ao conquistar uma barriga tanquinho, você de quebra melhora sua postura corporal. "A pressão interna da região abdominal aumenta quando se promove a tonificação dos músculos, com isso, o estresse na coluna é reduzido" , esclarece Thiago.
 
O abdômen fortalecido faz ainda com que o quadril retorne a sua posição normal, tirando o peso do corpo da região lombar.
 
Veja quais são os exercícios e aulas mais indicadas para desenhar e enrijecer a musculatura e escolha seu preferido:
 
Abdominal - foto: Getty Images
 
Abdominal simples
Ele é feito deitado no chão e com a barriga voltada para cima. Você inclina o tronco para frente e trabalha principalmente a região do músculo reto superior.  Fazer o abdominal na diagonal complementa o treino e trabalha a região lateral da barriga.
 
Abdominal sit-up - foto: Getty Images
 
Abdominal sit-up
Sit-up vem do inglês e quer dizer sentar-levantar. É considerado um dos mais eficientes e indicado para adeptos da prática dos abdominais. Essa modalidade retorna às raízes do exercício. É feito levantando ao máximo tronco do chão, quase na posição de sentar. Mas evite essa modalidade logo no início, quando sua musculatura ainda não está fortalecida. Isso porque o risco de machucar a coluna é grande. 
 
Abdominal sobre a bola - foto: Getty Images
 
Abdominal com bola
Bola lembra brincadeira, e é essa a idéia mesmo: fazer uma aula pra lá de divertida. Os músculos abdominais ganham tonicidade e força, quando você busca o equilíbrio sobre o acessório. Basta deitar em cima dela (procure um acessório especial para a prática esportiva. As bolas de brinquedo podem não oferecer resistência suficiente) e manter as pernas em 90º, com os pés apoiados no chão. Levante o tronco até sentir a barriguinha começar a queimar.
 
Pilates - foto: Getty Images
 
Pilates
Com uma legião de fãs mundo à fora, essa aula trabalha a força muscular. Enrijece os músculos fracos, alonga os que estão encurtados e aumenta a mobilidade das articulações. Fortalece e tonifica a barriga. 
 
Aula dinâmica de ioga - foto: Getty Images
 
Pilates e ioga
Já pensou ter os benefícios da ioga e do pilates em uma única aula? Com essa modalidade, chamada ioguilates, você pode se esbaldar. Sua barriga fica delineada e retinha. Também melhora a flexibilidade e a postura. 
 
Fit-ball - foto: Getty Images
 
Fit-ball
Mande o tédio passear com uma aula diferente, que combina ioga, pilates e ginástica localizada. Tudo isso feito em uma bola gigante. Para manter o equilíbrio sobre a bola, é preciso contrair o abdômen o tempo todo. E essa contração acaba tonificando os músculos da barriga. 
 
Homem com barriga tanquinho - foto: Getty Images
 
Por que os homens ficam com o abdômen definido mais rápido?
Sim, é verdade, os homens conseguem o famoso tanquinho antes que as mulheres. Tudo está ligado ao hormônio masculino, a testosterona, que faz com que eles ganhem massa muscular mais rapidamente. Outra diferença é que homens geralmente fazem um treino mais intenso, usando mais cargas, para ganhar mais músculos, já as mulheres preferem ganhar resistência e fortalecimento muscular, explica Thiago Sarraf, coordenador de ginástica da academia Be Happy.
 
Minha Vida

Alivie a cólica do bebê sem precisar de funchicória

Alivie as cólicas do bebê sem usar funchicóriaO uso do fitoterápico é autorizado pela Anvisa, mas existem substitutos
 
O primeiro trimestre de vida dos bebês costuma ser um período de grande aprendizado para a mãe de primeira viagem. Calor, frio, coceira, fome, tudo é motivo para choro - haja paciência! - e para desespero dos pais, quando a criança está trocada e já mamou, é comum culpar a cólica pelo inconveniente. "Esse sintoma é muito comum nesta fase, porque o sistema digestivo ainda não está pronto, os movimentos peristálticos (que empurram o alimento através do tubo) ainda são desordenados", afirma o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria. Além disso, o especialista lembra que há muita formação de gases - eles surgem porque, quando o bebê mama, acaba engolindo ar ou por causa da fermentação, mais acentuada ainda na digestão do leite de vaca.

Restringir à dieta ao leite materno nos primeiros seis meses de vida (fase de amadurecimento do sistema digestivo e de cólicas mais fortes) é o primeiro passo para acalmar seu bebê. Mas nem sempre isso é suficiente e são necessários outros recursos para aliviar a dor - a funchicória, remédio que prometia dar fim ao problema, era um dos mais comuns. Composta por folhas de chicória, raiz de ruibarbo e flores de funcho, a fórmula foi novamente autorizada em julho de 2013 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Ela havia sido proíbida desde abril de 2012.

De acordo com o órgão oficial, o problema do medicamento era não haver garantia do fabricante de que a quantidade do ativo em todos os produtos em pó era igual. Ainda assim, alguns especialistas ainda têm o pé atrás com o medicamento. "Além dos extratos de plantas, a funchicória possui sacarina, um adoçante muito usado por adultos com diabetes e que pode ter efeitos graves nos bebês", afirma o pediatra. De acordo com ele, nenhum estudo conseguiu comprovar o benefício da funchicória no combate à cólica, mas existem várias pesquisas identificando os efeitos nocivos da sacarina, principalmente no desenvolvimento de câncer. "A ação calmante da funchicória tem relação com a sacarina, que estimula a liberação do neurotransmissor serotonina (gatilho natural de bem-estar)".

Mas se você ainda não está seguro e prefere substituir o uso dessa fórmula, especialistas indicam nove artimanhas saudáveis para livrar seu bebê da cólica.
 
Amamentação - foto: Getty ImagesDê de mamar no seio
O pediatra Sylvio conta que essa é uma das maneiras mais eficazes de evitar as cólicas nos bebês. "O encaixe da boca da criança ao seio da mãe é muito melhor que ao bico da mamadeira", explica. Essa vedação faz com que o bebê engula menos ar durante a amamentação, reduzindo a formação de gases. Além disso, o leite materno também fermenta menos no sistema digestivo do recém-nascido em comparação com o leite de vaca.
 
Mãe e bebê - foto: Getty ImagesDieta da mãe
Mães de bebês com cólicas frequentes devem evitar alimentos com temperos muito fortes. Algumas substâncias presentes nos alimentos podem passar para o leite materno e chegar ao sistema digestivo do bebê, gerando cólicas. O pediatra Jorge Huberman, do Instituto Saúde Plena, de São Paulo, explica que alimentos como brócolis, couve-flor, repolho e cebola, apesar de serem ricos nutricionalmente, podem alterar o sabor do leite e causar desconforto e irritação ao bebê. Leite e derivados (queijos, iogurtes e até a manteiga) podem causar reações alérgicas no bebê, manifestadas de minutos a horas após a mamada, com sintomas como diarreia, irritações de pele, desconforto e gases. O chocolate, por conter cafeína e estimular a liberação de serotonina, também pode causar irritabilidade e aumentar os movimentos intestinais do bebê. Carnes vermelhas, por serem digeridas mais lentamente, podem ocasionar gases. E as leguminosas - feijões, grãos, favas e lentilhas, apesar de serem bastante nutritivas, podem ocasionar formação de gases. "O ideal é fazer uma lista com os alimentos que você costuma consumir e mostrá-la ao médico, perguntando se algum deles pode causar cólica no bebê".
 
Banho do bebê - foto: Getty ImagesBanho morno
Um banho morno, mais para quente, acalma o bebê. A temperatura amena relaxa o corpo todo, até o sistema digestivo, que passa a sofrer menos com os movimentos peristálticos irregulares. "Esses movimentos no bebê estão presentes em dois sentidos, tanto da boca em direção ao ânus quanto do ânus em direção à boca", explica Sylvio Renan. "Evite essas contrações dolorosas com a água morna, mesmo se a cólica vier de madrugada", afirma o pediatra. Para isso, vale deixar um kit-banho preparado se surgir uma emergência e ter um aquecedor no quarto para o bebê não se assustar com o choque térmico.
 
Bebê de bruços - foto: Getty ImagesSegure de bruços
Faça o famoso aviãozinho com o seu filho: segure o bebê de bruços, apoiando seu braço embaixo da barriguinha dele. Os bebês adoram essa posição diferente do tradicional e o aquecimento na barriga ameniza a dor. Também vale deitar o bebê de bruços na cama ou no berço, sempre com o cuidado de deixar o rosto livre para respiração.
 
Bebê no colo - foto: Getty ImagesColoque o bebê para arrotar
Essa prática faz com que os gases, causadores das cólicas, saiam do estômago da criança e sejam eliminados. Isso ajuda a amenizar as dores, mas não deve ser tratado como regra.
 
"Se a criança não arrotar em cinco minutos, a mãe pode deitá-la sem problemas", afirma Sylvio Renan.
 
Pernas do bebê - foto: Getty ImagesMovimente o bebê
Quanto um adulto tem o intestino preso, o médico recomenda uma caminhada para estimular o funcionamento do intestino. Como o bebê não anda, flexione as perninhas dele em direção ao peito e movimente, como se ele estivesse pedalando uma bicicleta imaginária.
 
O exercício manda embora os gases que provocam o desconforto.
 
Massagem no bebê - foto: Getty ImagesMassagem
Uma boa massagem no abdômen do bebê, além de aquecer a região e aliviar a dor, favorece a movimentação intestinal, além da eliminação de gases e fezes.
 
Faça movimentos circulares ao redor do umbigo no sentido do relógio
 
Bebê aquecido - foto: Getty ImagesMantenha o bebê aquecido
Bolsas de água quente e até o aquecimento com cobertores ajudam a aliviar a cólica, principalmente porque o bebê relaxa o corpo todo e acaba com a tensão também do tubo digestivo.  
 
 
Remédio - foto: Getty ImagesUse outros remédios
Ainda existem outros medicamentos que podem ser usados para reverter as cólicas nos bebês.

O pediatra Jorge Huberman recomenda o uso de antigases, como a dimeticona. Mas administre esses medicamentos apenas com recomendação médica, evitando efeitos colaterais que podem prejudicar a saúde e o desenvolvimento do seu bebê.

Minha Vida

Estudos apontam que enxaqueca pode causar lesões cerebrais permanentes

Pesquisa indica que a desordem neurológica aumenta as chances de lesões na área responsável pela comunicação entre os neurônios e pode alterar o tamanho de um dos principais órgãos do corpo humano
 
A enxaqueca pode causar mudanças estruturais permanentes no cérebro. A conclusão é de um grupo de pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, que se baseou em uma meta-análise de 19 trabalhos focados na desordem neurológica que atinge entre 10% e 15% da população mundial.

Segundo os dados reunidos, a enxaqueca aumenta o risco de lesões cerebrais na substância branca em 34%. No caso da enxaqueca com aura — tipo mais grave da doença — , o número sobe para 68%, em comparação a pessoas que não têm o problema. Alterações de volume do cérebro também são mais comuns em vítimas da enxaqueca com aura do que em indivíduos saudáveis.

Foram avaliados os resultados obtidos em seis estudos populacionais e outras 13 pesquisas baseadas em análises clínicas para concluir o que já era uma suspeita da comunidade médica.

O principal instrumento de análise dos pacientes foi a ressonância magnética, que pode medir lesões cerebrais, anormalidades silenciosas ou alterações de volume do cérebro em detalhe. “Tradicionalmente, a enxaqueca tem sido considerada uma doença benigna, sem consequências a longo prazo para o cérebro.

Mas nosso trabalho de revisão e meta-análise sugere que a doença pode alterar permanentemente a estrutura do cérebro de várias maneiras”, explica Messoud Ashina, um dos autores do artigo publicado nesta semana na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia.
 
Clique na imagem para ampliá-la e saiba mais sobre a pesquisa (Valdo Virgo/CB/D.A Press)

Os exames de imagem são pedidos regulares de neurologistas a pacientes com enxaqueca. O objetivo, normalmente, é excluir causas secundárias para as dores de cabeça; mas, muitas vezes, eles revelam anormalidades na substância branca cerebral e, não raro, também mostram lesões com características similares às causadas por um infarto do miocárdio ou um acidente vascular cerebral — eventos cardiovasculares em que há uma interrupção da irrigação sanguínea ao cérebro. Os dois tipos de anormalidades são uma fonte de preocupação tanto para os neurologistas quanto para o paciente.

“Dados emergentes relatam que pacientes com enxaqueca têm um risco aumentado para lesões cerebrais clinicamente silenciosas e alterações volumétricas, detectadas na ressonância magnética. O significado patogênico e clínico dessas anormalidades, porém, ainda não é claro”, diz Ashina. O estudo do qual ele faz parte também indicou que as chances de anormalidades similares às causadas por um infarto aumentam em 44% para pessoas que têm enxaqueca com aura.

Impacto repetitivo
Os pesquisadores relatam que as anormalidades na substância branca, em alguns casos, se tratam de gliose, desmielinização e perda de axônios (leia Para Saber Mais). Esse conjunto de resultados atribuídos na grande parte das vezes a um dano microvascular pode ter bases semelhantes quando percebidos em pessoas com enxaqueca. Os autores examinaram a relação entre a frequência do ataque e as anormalidades nessa região cerebral e sugerem que o problema poderia surgir devido a um impacto cumulativo de repetidos episódios de isquemia cerebral regional, algo como uma trombose, durante um ataque de enxaqueca.
 
Chefe do setor de cefaleia do Departamento de Neurologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Deusvenir de Souza Carvalho explica que a alteração de volume cerebral normalmente aponta para uma atrofia do órgão, que corresponde, em grande parte, a casos de demência. Carvalho ressalta, porém, que não é necessário se alarmar com os resultados, uma vez que as consequências dessa atrofia para a enxaqueca ainda não estão tão claras.

“Esses resultados mostram que pessoas com enxaqueca têm estruturalmente algo no cérebro. Fora da crise, elas têm uma vida dentro dos padrões normais, mas, se for feito um exame mais refinado, é possível perceber que a atenção já não está tão boa. Elas têm mais dificuldade de lidar com coisas novas e maior ansiedade, funções que ficam entre o neurológico e o emocional exatamente pelo envolvimento da substância branca”, explica.

A integridade da substância branca garante que conexões entre as áreas do cérebro — feitas principalmente pelos axônios dos neurônio — não sejam comprometidas. Por exemplo, para saber se um rosto é conhecido, o cérebro precisa conectar diversas áreas, como a memória e a visão. Alterações na substância branca podem levar a modificações nessas funções. “São números pequenos que não chegam nem a dobrar o risco, mas que estatisticamente mostram a existência disso e servem para estarmos em alerta que a pessoa com enxaqueca não está só tendo crises que podem ser resolvidas procurando assistência médica. Estamos vendo que a enxaqueca não é só ter dor de cabeça”, pondera Carvalho.

Mais grave
A enxaqueca com aura é mais dramática que o tipo normal. Na crise, o paciente não tem só dor de cabeça. Ele vê luzes brilhantes, percebe o corpo formigar, perde metade da visão, vê os braços ou as pernas ficarem mais fracos ou até anestesiados. Essas manifestações neurológicas durante a crise indicam que, durante as dores de cabeça, a região cerebral responsável pela alteração sentida pelo paciente, como o formigamento ou a anestesia, está sofrendo.

“Hoje, já se sabe que esse sofrimento é neuronal. É um mecanismo neuroquímico que leva à inflamação e a uma má oxigenação nessa área. Por isso fica com uma lesão como se fosse um derrame, uma isquemia”, explica Carvalho. No momento da crise, acontece uma disfunção da oxigenação nessa região, que sofre efeitos parecidos aos causados por um infarto. “Se isso acontece com maior frequência, é possível que o paciente já comece a apresentar algumas alterações.”

Modulador
É um conjunto de células com funções de apoio, sustentação, isolamento elétrico ou nutrição dos neurônios e gânglios. Ele modula a distribuição de ações potenciais, agindo como um relé — um aparelho elétrico que abre ou fecha circuitos. O outro principal componente do cérebro é a substância cinzenta (praticamente rosada devido aos capilares sanguíneos), relacionada ao processamento e à cognição. Um terceiro componente encontrado no cérebro, o qual aparece mais escuro devido aos altos níveis de melanina nos neurônios dopaminérgicos, é a substância negra.

Para saber mais...

Causas distintas
A gliose é uma alteração da substância branca do cérebro geralmente decorrente de doença ateroesclerótica — a formação de placas de ateroma na parede das artérias. Já a doença desmielinizante é qualquer enfermidade do sistema nervoso na qual a bainha de mielina dos neurônios é danificada. Isso prejudica a condução de sinais nos nervos afetados, causando prejuízos na sensação, no movimento, na cognição e em outras funções dependendo dos nervos envolvidos. A degeneração axonal é o resultado da destruição primária do axônio, com desintegração da bainha de mielina dele. A lesão do axônio pode advir de um evento focal, que acontece em algum ponto ao longo da extensão do nervo (como um traumatismo ou mesmo um evento isquêmico); ou de uma anormalidade mais generalizada, que afeta o corpo celular neuronal (neuronopatia) ou seu axônio (axonopatia).
 
Correio Braziliense

Anunciado lançamento da primeira vacina infantil contra febre tifoide

Até agora, vacinas disponíveis não ofereciam proteção de longo prazo (Nixx Photography /shutterstock.com)
Até agora, vacinas disponíveis não ofereciam proteção de
longo prazo
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença veiculada por água e comida contaminadas, mata 600 mil pessoas por ano e estima-se que infecte 17 milhões de pessoas, a maioria crianças
 
Uma empresa farmacêutica indiana informou nesta quinta-feira que lançará em breve a primeira vacina do mundo contra a febre tifoide que poderá ser aplicada em crianças, protegendo as vítimas mais vulneráveis da doença. A empresa Bharat Biotech, sediada na cidade de Hyderabad (sul), informou que a vacina também imunizará por um longo prazo, durante mais de 10 anos, ao contrário de outras vacinas que precisam de reforços regulares.

"Esta é a primeira vacina do mundo testada clinicamente para crianças a partir de seis meses", disse à AFP a porta-voz da companhia, Sheela Panicker. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença veiculada por água e comida contaminadas, mata 600.000 pessoas por ano e estima-se que infecte 17 milhões de pessoas, a maioria crianças. Noventa por cento destes casos são registrados na Ásia.

"As vacinas de tifoide disponíveis não oferecem proteção de longo prazo e doses de reforço são necessárias a cada três anos. Elas também não oferecem proteção para crianças abaixo dos dois anos", acrescentou Panicker. Autoridades de saúde indianas deram sinal verde para a vacina de "quarta geração", que também pode ser tomada por adultos e espera-se que seja lançada nas próximas duas semanas.

Panicker disse que a empresa decidiria sobre seu preço, dependendo do volume de produção após o lançamento. Segundo ela, a companhia é capaz de produzir atualmente 10 milhões de doses por ano. Em maio, a Biotech lançou uma vacina de baixo custo contra um vírus diarreico mortal que mata umas 100 mil crianças por ano na Índia.
 
O rotavírus, que provoca diarreia severa, causa em todo o mundo cerca de 453.000 mortes ao ano e é particularmente perigosa nos países em desenvolvimento, onde cuidados de saúde imediatos ficam fora de alcance. A Índia também tem sido uma potência no desenvolvimento de remédios genéricos para tratar doenças como câncer, tuberculose e Aids, para aqueles que não conseguem pagar por versões de marca mais caras em todo o mundo em desenvolvimento.

AFP - Agence France-Presse

Bebidas alcoólicas podem ajudar a diminuir o risco de depressão

Um copo de vinho por dia pode ajudar a reduzir o risco de depressão (©Mauro Pezzotta/shutterstock.com)
Um copo de vinho por dia pode ajudar a reduzir o
 risco de depressão
Pesquisadores da Universidade de Navarra, na Espanha, observaram os dados de 5.505 homens e mulheres com idades entre 55 e 80 anos sem histórico de depressão
 
Pesquisadores da Universidade de Navarra, na Espanha, observaram os dados de 5.505 homens e mulheres com idades entre 55 e 80 anos. Os pesquisados não tinham histórico de depressão ou problemas relacionados ao álcool antes do estudo, e ao longo de sete anos, os pesquisadores acompanharam os hábitos de consumo, estilo de vida e saúde mental dessas pessoas. Esse acompanhamento foi realizado por meio de visitas repetidas, exames médicos e entrevistas.
 
Os resultados mostraram que aqueles que beberam quantidades moderadas de álcool, principalmente de vinho, receberam um efeito protetor contra a depressão similar àqueles que têm sido observados por conta da doença cardíaca coronariana.

As menores taxas de depressão foram observadas em indivíduos que beberam de 2 a 7 copos pequenos de vinho por semana. Estes resultados permaneceram significativos mesmo quando os pesquisadores levaram em conta outros estilos de vida e fatores sociais, como tabagismo, dieta e estado civil.

Os resultados da pesquisa foram publicados hoje no periódico BMC Medicine.

"Menores quantidades de ingestão de álcool podem exercer proteção de uma forma semelhante ao que foi observado para a doença cardíaca coronariana", disse o autor sênior Miguel A. Martínez-González. "Na verdade, acredita-se que a depressão e a doença cardíaca coronária compartilham de alguns mecanismos comuns de doenças."

Estudos anteriores indicaram que os compostos não alcoólicos, no vinho, tais como o resveratrol e outros compostos fenólicos, podem ter efeitos protetores em determinadas áreas do cérebro.

AFP