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domingo, 1 de setembro de 2013

Bruxelas aprova medicamento contra câncer de cólon Stivarga da Bayer

O laboratório alemão Bayer disse que recebeu autorização para comercializar o medicamento
 
Berlim - O laboratório alemão Bayer anunciou nesta sexta-feira (30/8) que recebeu autorização das autoridades europeias para comercializar o medicamento contra câncer de cólon Stivarga.
 
Este tratamento oral, também conhecido pelo nome de Regorafenib, é indicado para pacientes que já tenham sido tratados ou não podem ser tratados com outros medicamentos contra esse tipo de câncer.
 
Segundo os resultados de um estudo em fase 3, o "Stivarga aumenta significativamente a sobrevivência das pessoas difíceis de tratar".
 
A Bayer já havia recebido a autorização do Japão e Estados Unidos para comercializar o Stivarga para o tratamento de tumores estromais digestivos (GIST).

Correio Braziliense

Ingestão diária de chá preto reduz risco de cárie dentária e gengivite

Beber chá preto protege saúde dental.
Beber chá preto protege saúde dental
Pesquisa realizada no Reino Unido sugere que três a quatro xícaras por dia podem ajudar a reduzir os níveis de bactérias na boca
 
Consumo diário de chá preto por dia pode ajudar a manter os dentes em bom estado. É o que mostra estudo realizado no Reino Unido.
 
Uma revisão de estudos existentes descobriu que a bebida ajuda a combater dois tipos de bactérias - Streptococcus mutans e Lactobacillus - que são ambas associadas à cárie dentária e doença periodontal.
 
Segundo a líder da pesquisa, Carrie Ruxton, a "dose" mais eficaz de chá era de três a quatro xícaras por dia.
 
Os resultados mostraram que o chá preto continuou a combater a cárie, mesmo que tivesse um pouco de açúcar adicionado.
 
Ruxton, cuja revisão foi publicada no British Nutrition Foundation's Nutrition Bulletin, disse que há boas evidências de que beber chá protege contra a perda do dente.
 
"Evidências específicas para o chá preto sugerem que três a quatro xícaras por dia podem ajudar a reduzir os níveis de bactérias na boca. Tenho certeza de que esta notícia vai ser bem-vinda a dentistas e higienistas, já que eles continuam a educar o povo sobre a necessidade de maior cuidado oral", afirma Ruxton.
 
Estudos mostraram que quando as bactérias na boca reagem aos hidratos de carbono, produz o ácido que dissolve o esmalte dos dentes, o que resulta em danos que conduzem à perda de dentes ou obturações.
 
Chás preto e verde parecem reduzir a inflamação e prevenir a adesão e o crescimento de bactérias que iniciam a reação em cadeia.
 
De acordo com os autores, o chá contém ingredientes antioxidantes conhecidos como flavonoides e catequinas, substâncias do tipo de tanino, que têm um efeito antimicrobiano.
 
isaude.net

Estudo indica que café não traz problemas para o coração

Estudos também comprovaram a ação estimulante da bebida sobre o sistema nervoso, desde que consumida com moderação
 
Para algumas doenças, ele pode merecer sinal de alerta. Mas não para os problemas do coração. Estudos recentes revelam que o café, uma das bebidas mais consumidas e apreciadas pelos brasileiros, não faz mal à saúde se consumido em quantidades moderadas e habituais, o equivalente a até quatro xícaras grandes por dia. Uma pesquisa da Unidade Café e Coração do Instituto do Coração (InCor), em parceria com o Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, avaliou os efeitos da bebida sobre a pressão arterial e o coração de pacientes coronarianos. Não há evidências de que o café seja ruim para elas.
 
 
A investigação começou há quatro anos. Mesmo com a popularidade do cafezinho, era preciso conhecer melhor suas propriedades nutracêuticas. De acordo com o médico e pesquisador Luiz Antônio Machado César, do InCor e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), o novo estudo envolveu 114 pacientes. Foram convocadas pessoas saudáveis e outras com doenças coronarianas. Antes das análises, todos foram proibidos de ingerir cafeína por três semanas, até que passassem por uma bateria de exames: testes de esteira, exame do Holter, monitoramento da pressão arterial e dosagens de sangue.

Alguns pacientes foram selecionados para beber café de torra média clara e a outra parte, o de torra média mais escura. Cada um recebeu uma cafeteira com café e orientações de preparo da bebida. Durante quatro semanas, cada voluntário tomou de três a quatro xícaras de café por dia. Em seguida, todos voltaram ao consultório e repetiram os exames. Depois, os pacientes que haviam tomado o café de torra mais escura repetiram o mesmo procedimento, também durante quatro semanas, com o café de torra mais clara. E vice-versa. Ao final, os exames foram mais uma vez realizados.

A média de idade dos voluntários do estudo foi de 53 e 54 anos. Cerca de 60% dos pacientes eram saudáveis e 40% tinham doenças coronárias. “Os resultados mostram que tomar café não faz mal. O café de torra clara tem leve tendência a aumentar a pressão arterial. Já o café de torra escura não causou nenhuma alteração na pressão. Houve discreto aumento no colesterol ruim e também no colesterol bom. Observou-se também que, depois de ingerir café, as pessoas normalmente conseguiam andar mais na esteira”, conclui o pesquisador, também diretor da Unidade de Coronariopatias Crônicas do InCor.

Segundo o especialista, o café torrado a determinada temperatura, e por mais tempo, tem substâncias químicas transformadas ou destruídas. O de torra clara, por exemplo, levou a um discreto aumento da pressão arterial, algo entre dois e três milímetros de mercúrio. “Alguma substância foi transformada nesse tipo de torra para que ocorresse essa alteração”, sugere. “E o gosto forte”, adianta o especialista, “não tem nada a ver com a cor. O café não precisa ser preto para ser gostoso. Temos café com torra mais clara e sabores expressivos.”

Estudos epidemiológicos realizados pelo instituto do câncer americano já haviam avaliado mais de 400 mil pessoas durante 20 anos. Os resultados, publicados no New England Journal of Medicine, mostram que os pacientes com câncer com hábito de tomar café morreram menos do que aqueles que não ingeriam a bebida. Outros estudos recentes sugerem que os diabéticos que tomam café morrem menos do que os diabéticos que não tomam. Pesquisas concluíram que a cafeína e o ácido clorogênico, um dos componentes da bebida, induzem o indivíduo a responder melhor à sua própria insulina.

Mas no século passado, muitas pessoas acreditavam que o café trazia malefícios à saúde, aumentando a pressão sanguínea, causando arritmia e até mesmo provocando infartos. Foi só a partir dos anos 2000 que investigações começaram a comprovar que tais crenças não tinham base científica. Esse desconhecimento motivou a criação da unidade de pesquisa sobre café e coração no InCor, que pretende realizar uma série de estudos ao longo de anos. “Fechamos os grupos de estudos com café arábica e blends. Falta estudar os efeitos do café descafeinado e do expresso. Gostaríamos também de fazer testes com pessoas diabéticas, sem incluir pessoas que tomem remédio.”

Sem restrição
Desde que em quantidade habitual e que o paciente seja acostumado a tomar café, não há nenhuma restrição à ingestão da bebida por pessoas com problemas de hipertensão, problemas na válvula mitral ou que já passaram por cirurgias cardiovasculares, como ablação e cateterismo. Entretanto, segundo Luiz Antônio Machado César, algumas pessoas são mais sensíveis a determinados tipos de alimento ou bebida. “Há quem consuma cafeína e tenha taquicardia. Nesses casos, não é recomendado ingerir.” Mesmo as crianças com problemas cardíacos estão liberadas, mas, nesse caso, o recomendado é o café com leite.

E já que os benefícios do café para a saúde estão atrelados a um consumo moderado, faz bem cuidar para que não se desenvolva uma dependência à bebida. “É normal nos acostumarmos à cafeína. Entretanto, parando de tomar por um tempo, os efeitos da dependência, como dor de cabeça, incômodo e irritabilidade, logo desaparecem. Os mesmos efeitos manifestam-se em quem toma café demais. Nesses casos, recomenda-se que a diminuição da bebida seja feita progressivamente. É possível e fácil”, ensina o especialista.

Estimulante
Outras pesquisas já comprovaram a ação estimulante do café sobre o sistema nervoso, aumentando a atenção, a concentração e a memória de curto e médio prazo, sendo recomendado, inclusive, para estudantes de todas as idades. Outros estudos ainda apontam que o café pode atuar na prevenção do câncer de cólon e reto, doença de Parkinson e de Alzheimer, apatia e depressão, obesidade infantil, diabetes tipo 2, cálculos biliares e câncer de fígado, além de aumentar o estado de vigília do cérebro e diminuir a sonolência.
 
Três perguntas para Marcus Vinicius Bolivar Malachias
 
Cardiologista, diretor do Instituto de Hipertensão Arterial de Minas Gerais e professor da Faculdade de Ciências Médicas

Qual o histórico dessa relação café e coração?
No passado, a medicina era muito proibitiva. O que se desconhecia era proibido. A medicina hoje é baseada em evidências. A partir de constatações científicas, adotamos uma ou outra medida. Existem pessoas sensíveis ao café, nas quais a bebida pode provocar o aumento da frequência do coração, taquicardia, palpitações, insônia e até aumentar a ansiedade. Tanto que, em doses maiores, ele chegou a ser proibido antes de competições olímpicas porque podia funcionar como um dopping branco. Mas a maioria das pessoas pode tomar café até a noite, que não sente nada disso.

E quais são os benefícios do café?
Ele tem alguns efeitos protetores do coração e da circulação. Isso porque tem substâncias antioxidantes, os compostos fenólicos. Se consumido de forma frequente, e desde que não seja uma dose acentuada para não levar aos efeitos estimulantes, o café tem substâncias capazes de promover a antioxidação, prevenindo o envelhecimento das artérias. Esse envelhecimento é como uma “ferrugem” nas artérias, por causa dos radicais livres de oxigênio, que levam a uma oxidação, assim como em uma placa de metal exposta ao tempo. Isso é a arteriosclerose. Todo mundo tem um envelhecimento natural das artérias, mas alguns processos podem freá-lo, como a alimentação saudável e algumas substâncias como os compostos fenólicos. Claro que isso deve ser visto dentro de um contexto. Não adianta tomar café e descuidar do colesterol, da pressão e da atividade física.

Você recomenda o café aos seus pacientes?
O café saiu da lista negra, mas também não é uma prescrição. É um alimento saudável se utilizado com moderação. É uma bebida aceita. Daí a indicá-lo como tratamento ainda é controverso. Recentemente, houve essa discussão em relação ao chocolate amargo, que também contém substâncias antioxidantes. O mesmo serve para o vinho, que muita gente insiste em tomar como se fosse remédio. Se o paciente gosta, pode até consumir uma dose moderada. Mas não é uma receita médica.
 
Estado de Minas

Nova técnica permite que cirurgia de catarata seja mais precisa

Clique na imagem para ampliá-la e entenda a técnica (Arte: CB/D.A.Press)A novidade é que o procedimento pode ser feito agora com a ajuda de uma máquina de laser. O femtosecond consegue fazer incisões precisas nos olhos, reduzindo o tempo de recuperação e o risco de complicações
 
Não há como burlar algumas das consequências do envelhecimento.
 
A catarata, por exemplo, é resultado da desnaturação da proteína do cristalino, a estrutura do olho responsável por focalizar as imagens na retina. Assim, é justamente sua transparência que garante a acuidade visual. Mais comumente a partir dos 55 anos, porém, essa lente começa a ficar opaca e torna a tarefa de enxergar cada vez mais difícil.
 
O problema é progressivo. A maior causa de cegueira reversível no mundo também. O único tratamento disponível é a cirurgia de retirada do cristalino ou de parte dele.

A novidade é que o procedimento pode ser feito agora com a ajuda de uma máquina de laser. Há poucos meses no Brasil, o femtosecond consegue fazer incisões precisas nos olhos, reduzindo o tempo de recuperação e o risco de complicações.
 
 
Em pouco minutos, o paciente volta a enxergar. "Além disso, o laser pode evitar um futuro transplante de córnea, especialmente em pessoas que têm poucas células de córnea", explica o oftalmologista Leonardo Akaishi, do Instituto de Catarata de Brasília.
 
Revista do CB

Em situações extremas, cirurgia pode ser solução para a sinusite

Entenda o que é a sinusite e saiba quem pode fazer a cirurgia. Clique para ampliar (Valdo Virgo / CB / DA Press)Quando antibióticos, anti-inflamatórios e corticoides já não surtem efeito, o centro cirúrgico pode ser o melhor tratamento
 
O sono fica prejudicado por causa do nariz entupido. As dores de cabeça são constantes. Sem uma noite em paz, mesmo as atividades do dia a dia acabam comprometidas. Os perfumes não têm graça, as comidas perdem o sabor e os comprimidos e sprays de corticoide se tornam inseparáveis.
 
O quadro é velho conhecido de quem já teve uma crise de sinusite — um processo inflamatório da mucosa que reveste os seios paranasais e que pode ter diferentes origens, desde alérgica a complicações de uma gripe comum. Mas, no caso da forma crônica, os sintomas atormentam sem trégua a vida do paciente.

Quando antibióticos e anti-inflamatórios já não surtem efeito, há uma alternativa mais radical, mas, segundo especialistas, capaz de devolver a paz aos pacientes crônicos. “A cirurgia, geralmente, é o último recurso, indicada apenas na falha do tratamento clínico.
 
Mas existem alguns casos mais raros em que se opta de cara pelo procedimento, como sinusites agudas — com duração inferior a três meses —, que apresentam complicações graves, ou nos casos de infecção por fungo, que normalmente são mais resistentes aos antibióticos”, explica o otorrinolaringologista Fabrizio Ricci Romano, doutor na área pela Universidade de São Paulo.
 
 
A cirurgia vai depender do tipo de problema. Se a causa das infecções frequentes for anatômica, como pólipos nasais ou desvio de septo, o procedimento será de correção do problema. Para as sinusites fúngicas, é feita a remoção do fungo.
 
“A intenção é sempre ampliar a região de drenagem dos seios da face para que não acumule secreção, facilitando a limpeza e a chegada do remédio”, ilustra Romano.

O procedimento dura entre uma e quatro horas e o paciente volta para casa no dia seguinte. Geralmente, a cirurgia é feita com auxílio de um endoscópio e não há cortes nem cicatrizes externas. O alívio dos sintomas vem conforme a cicatrização ocorre.
 
“A cirurgia promove tanto um benefício do fluxo respiratório quando do processo inflamatório”, expõe o otorrinolaringologista André Luiz Woitech Hecksher. “A melhora respiratória começa a ocorrer após uma semana, é nítida com 30 dias e progride até três meses, quando costuma estabilizar. Já a melhora da sinusite se torna evidente a partir do terceiro mês e avança até um ano de pós-operatório.”
 
Saúde Plena