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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Mais Médicos deve ampliar em 200 mil pessoas cobertura da atenção básica da saúde do estado do Rio

Rio de Janeiro- O Programa Mais Médicos no estado do Rio deve ampliar em até 200 mil pessoas a cobertura da atenção básica nos municípios atendidos pelos 60 profissionais formados no Brasil que começaram ontem (2) a atuar nas unidades de saúde. A estimativa é do secretário de Gestão do Trabalho e na Educação na Saúde, Mozart Sales, que explicou que cada médico cobrirá entre 3 mil e 4 mil pessoas nos programas de saúde da família.
 
Ao todo, 13 municípios serão atendidos pelos 60 médicos formados no país. Mais dez, formados no exterior, vão começar a trabalhar no dia 16, se forem aprovados na avaliação de português e conhecimentos sobre o sistema de saúde brasileiro, para a qual estão se preparando desde a semana passada em cursos de acolhimento em oito capitais brasileiras.
 
Todos os 14 municípios do estado que receberão os médicos brasileiros e estrangeiros ficam na região metropolitana, concentração que resultou da própria escolha dos médicos, que podiam apontar seis opções de cidades quando se inscreveram no programa. Mozart Sales explica que as vagas do interior poderão ser preenchidas pelos médicos cubanos se a segunda etapa de inscrições, encerrada na sexta não preenchê-las. Um novo balanço deve ser divulgado hoje.
 
"Só poderemos saber disso após a finalização de chamadas individuais dos brasileiros e estrangeiros que vieram de maneira individual. O que sabemos é que temos um número de vagas muito expressivo, muito grande, e consequentemente não será atendido nessa segunda leva".
 
O secretário defendeu que a falta de médicos é um dos maiores gargalos na saúde do país e disse que o governo está tomando medidas de curto, médio e longo prazo para equilibrar a oferta de profissionais. "As de curto prazo são a política do Mais Médicos, com a possibilidade de convocar a força de trabalho para começar a atuar rapidamente. Em relação ao médio prazo, temos a ampliação das vagas de residência, pois são 17 mil médicos formados por ano para 12 mil vagas, em ciclos de dois anos. São medidas que até 2018 surtirão efeito na ampliação da formação de especialistas. E de mais longo prazo, num ciclo de seis a oito anos, é o aumento de vagas nas graduações de medicina".
 
Na cidade do Rio de Janeiro, onde foi feita uma cerimônia para acolher a chegada de um médico à Clínica da Família Nildo Aguiar, na zona oeste, o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, explicou que os médicos serão enviados a duas áreas da capital em que há maior dificuldade de atrair e reter profissionais, nos arredores dos bairros de Realengo, na zona oeste, e Madureira, na zona norte. Morador da Barra da Tijuca, o médico generalista Rafael Dutra, de 27 anos, foi o inscrito designado para a clínica e demonstrou otimismo.
 
"No momento em que estou da minha carreira, acho que será uma boa experiência ter mais contato com a população e poder ajudar", disse o médico, que se formou há dois anos, não fez residência e vê agora a saúde da família como uma possibilidade de especialização.
 
Agência Brasil

Saúde bucal tem maior investimento de todos os tempos

O investimento nos últimos dois anos na área odontológica chegou a R$ 3 milhões, com compra de equipamentos, construções de novos consultórios, além da nomeação de 283 servidores para atuarem na área.
 
"Pela primeira vez, o DF tem um laboratório de prótese dentária doado e credenciado pelo Ministério da Saúde. Ainda há muito que se fazer, mas a saúde bucal no DF nunca evoluiu tanto em tão pouco tempo", informou, hoje, o gerente de Odontologia da Secretaria de Saúde , Sérgio Timóteo da Silva Mata.
 
No período, 178 cirurgiões dentistas e 105 técnicos em saúde bucal tomaram posse, o que dobrou o número de funcionários, que atualmente chega a 455 e 250 respectivamente, e possibilitou a ampliação de equipes odontológicas na Estratégia de Saúde da Família (EFS) de 21 para 63.
 
Com o aumento do número de funcionários, todos os centros de saúde e clínicas da família passaram a oferecer serviço odontológico básico para população.
 
O número de Centros Especializados de Odontologia (CEOs) dobrou de cinco para dez, e os serviços de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial do Hospital de Base do DF ganharam mais especialistas.
 
A secretaria também adquiriu 320 mil kits de higiene bucal, com escova, creme e fio dental, para serem distribuídos à comunidade por meio das unidades de saúde.
 
Materiais educativos como fantoches, macros modelos e escovas para uso das equipes de saúde bucal também fazem parte da política do governo atual.
 
Operações
Em 2012, foram realizados 635.832 procedimentos odontológicos na atenção básica, como restaurações, extrações, raspagem dentária e outros, e a secretaria ganhou do Ministério da Saúde uma Unidade Odontológica Móvel, que atende a população da área rural de Planaltina.
 
Na urgência, 32.102 pacientes foram atendidos, e, nos CEOs, 37.163 procedimentos odontológicos, como tratamentos de canal e gengiva, cirurgia oral e atendimento aos pacientes com necessidade especial, foram realizados.
 
Em abril deste ano, teve início o primeiro mutirão de atendimento odontológico para reduzir a demanda, e, de acordo com o gerente de Odontologia, 16.203 atendimentos e 48.570 procedimentos odontológicos foram feitos.
 
Entre as diretrizes principais do "Brasil Sorridente", política de saúde bucal do governo federal, há diversas ações que visam a melhorar a saúde bucal de milhões de brasileiros.
 
As principais diretrizes são o fortalecimento da atenção primária por meio de equipes de saúde bucal na ESF; a qualificação da atenção especializada odontológica; a assistência na atenção terciária; a prevenção e promoção em saúde bucal; e a reestruturação e qualificação dos serviços e dos profissionais.
 
Jornal Alô Brasília

Novartis investe mais de R$ 2,9 milhões em pesquisas na área de Esclerose Múltipla, no Brasil

Nos últimos quatros anos, entre 2009 e 2012, a Novartis investiu mais de R$ 2,9 milhões em pesquisa e desenvolvimento na área de Esclerose Múltipla (EM), só no Brasil.
 
São sete estudos conduzidos em 13 diferentes centros de referência, nas maiores universidades e hospitais do país. Em São Paulo, as pesquisas acontecem em Ribeirão Preto, Campinas e em dois centros na capital. A empresa apoia também dois centros em Belo Horizonte, um em Recife, um em Porto Alegre, um em Goiânia e dois no Rio de Janeiro. 
 
Parte dos estudos está avaliando resultados de pacientes que fazem uso há longo prazo de Gilenya™ (fingolimode) - único tratamento oral disponível no país, que demonstrou eficácia significativamente superior à terapia injetável1 atualmente disponível no Brasil -, e também em novas indicações para esta molécula, como a pediátrica. Outras pesquisas buscam entender questões comportamentais, como os impactos da doença na empregabilidade dos pacientes.
 
“Existe no Brasil uma forte necessidade médica não atendida no tratamento da esclerose múltipla. Quando não tratada adequadamente, a doença pode ser extremamente debilitante, já que atinge pessoas jovens, em especial mulheres, quando estão no auge da produtividade. Por isso, a Novartis investe no desenvolvimento de novas terapias, que proporcionem melhores resultados e também mais qualidade de vida aos pacientes”, disse Adib Jacob, Presidente do Grupo Novartis no Brasil. Nos próximos anos, a empresa pretende trazer para o país outros estudos com duas novas moléculas para o tratamento das formas mais graves da doença. São elas: BAF312 (siponimod) e AIN457 (secukinumab).
 
Referências:
1. Cohen et al. Oral Fingolimod vs. Intramuscular Interferon in Relapsing Multiple Sclerosis. N Engl J Med. Vol.362 No.5, Feb 4, 2010 (printed version).
 
Sobre a Esclerose Múltipla
A esclerose múltipla atinge cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo. Os pacientes são geralmente jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos.
 
A doença é neurológica, crônica e autoimune – ou seja, se manifesta quando o organismo confunde células saudáveis do sistema nervoso central com intrusas, e as “ataca” provocando lesões cerebrais.
 
Embora a causa da doença ainda seja desconhecida, a EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que têm possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes.
 
O diagnóstico é basicamente clínico, podendo ser complementado por ressonância magnética. Os sintomas mais frequentes são fadiga, formigamentos, perda de força, falta de equilíbrio, espasmos musculares, dores crônicas, depressão, problemas sexuais e incontinência urinária.
 
Hoje, no Brasil, já existem diversas opções de tratamento, através de cápsula oral diária ou injeções diárias, semanais e mensais.
 
Para saber mais, acesse: http://www.emacao.novartis.com.br.   
 
Disclaimer
As informações contidas neste texto têm caráter informativo, não devendo ser usadas para incentivar a automedicação ou substituir as orientações médicas. O médico deve sempre ser consultado a fim de prescrever o tratamento adequado.
 
Sobre a Novartis (www.novartis.com)
A Novartis oferece soluções de saúde inovadoras que atendem às necessidades em constante mudança de pacientes e da população. Com sede em Basileia, Suíça, a Novartis oferece um diversificado portfólio para melhor atender essas necessidades: medicamentos inovadores; cuidados com os olhos; medicamentos genéricos de baixo custo; vacinas preventivas e ferramentas de diagnóstico; e produtos de consumo em saúde e saúde animal.
 
A Novartis é a única empresa global com posição de liderança em todas essas áreas. Em 2011, as operações do Grupo atingiram vendas líquidas de US$ 58,6 bilhões, enquanto cerca de US$ 9,6 bilhões (US$ 9,2 bilhões excluindo encargos de depreciação e amortização) foram investidos em pesquisa & desenvolvimento em todo o Grupo.
 
As empresas do Grupo Novartis empregam aproximadamente 124.000 pessoas e operam em mais de 140 países ao redor do mundo.
 
Segs

Quando a busca pela saúde se torna uma doença

 / Ligadas a dois comportamentos desejáveis, a alimentação saudável e a prática de exercícios físicos, ortorexia e vigorexia causam sofrimento psíquico e podem ter efeitos físicos
 
A busca por uma vida saudável pode se transformar em dois problemas psiquiátricos sérios e de difícil diagnóstico: a vigorexia e a ortorexia. O primeiro é mais conhecido e se trata da obsessão pelo corpo perfeito, com músculos bem definidos, o que gera uma prática intensa de exercícios físicos. O segundo ainda não foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde, mas é investigado há mais de uma década e se trata da busca por uma alimentação livre de elementos considerados nocivos, como corantes, aromatizantes, conservantes, pesticidas, açúcares e gorduras.
 

Ambos geram sofrimento psíquico para a pessoa e podem ter efeitos físicos, como queda de imunidade e perda de alguns nutrientes importantes, por causa da dieta extremamente restrita, do excesso de exercícios e do uso de anabolizantes. O primeiro alerta é quando o que parecia ser um comportamento normal começa a afetar a vida social da pessoa e causa um forte estresse por se tornar a principal preocupação do indivíduo.
 
“No momento em que há perdas em outras áreas importantíssimas, como na vida social e no trabalho, é preciso ficar atento”, comenta o psicoterapeuta Tônio Luna.
 
O psiquiatra Alexandre Karam Mousfi, do Hospital de Clínicas de Curitiba, dá exemplos do que podem ser sinais da ortorexia e da vigorexia. “Perder muito tempo controlando a alimentação ou em academias, causando interferência nas atividades laborais, de lazer ou nos relacionamentos interpessoais. Ou adotar práticas que trazem consequências negativas para a saúde, como o uso de esteróides e anabolizantes.”
 
Obcecados por uma dieta 100% pura
A ortorexia é caracterizada por uma preocupação exagerada com a qualidade dos alimentos que serão consumidos. O indivíduo quer manter uma dieta com alimentos completamente livres de herbicidas, pesticidas e substâncias artificiais, como corantes e conservantes. Alimentos com gordura, açúcar e sal também são riscados do cardápio. Além disso, quem tem esse comportamento se preocupa excessivamente em planejar suas refeições.
 
Tanta preocupação acaba acarretando em um estresse psicológico e na restrição do consumo de muitos alimentos. Dessa forma, a pessoa chega a ter perdas nutricionais. Muitas vezes, o quadro é confundido com o de anorexia. Mas diferente do anoréxico, a pessoa com ortorexia não busca ficar cada vez mais magra.
 
“Não se trata de uma questão de peso, mas é uma fobia que a pessoa desenvolve só de pensar no problema que algum alimento pode causar”, diz a nutricionista e consultora da Associação Brasileira de Nutrição (Asbram), Daniela Caetano.
 
Ela observa que esse comportamento, além de causar um isolamento social, pode acabar levando a pessoa a ter perdas nutricionais importantes. “Se a pessoa acha que algum alimento não é saudável, ela o exclui completamente, sem a preocupação de fazer algum tipo de substituição. Isso acarreta em perdas de nutrientes, o que pode levar a uma anemia ou a uma osteoporose, por exemplo”, diz.
 
A Síndrome de Adônis
A vigorexia, também conhecida como Síndrome de Adônis, está vinculada ao transtorno dismórfico corporal, que é uma obsessão por alguma parte do corpo. Quando essa fixação é relacionada aos músculos e combinada com a prática excessiva de exercícios físicos, então tem-se caracterizado um quadro de vigorexia, que também é chamada de anorexia reversa.
 
“Nesse caso, a pessoa está super musculosa, mas se olha no espelho e se acha magra. Por isso o nome anorexia reversa”, explica o psiquiatra Glauber Higa Kaio, do Programa de Atenção aos Transtornos Alimentares (Proata) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e integrante da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
 
Kaio explica que pessoas que vivem esse tipo de problema passam a deixar atividades sociais em segundo plano e abrir mão do convívio familiar para ficarem na academia se exercitando. “Até o sono a pessoa deixa de lado algumas vezes”, afirma.
 
Ele ainda aponta como características de quem tem esse problema ficar se comparando com o outro, medindo seus músculos e se olhando no espelho todo o tempo. O consumo de anabolizantes e esteroides entre pessoas com vigorexia também é muito comum. Os efeitos colaterais dessas substâncias é a principal causa dos problemas que levam quem tem vigorexia a buscar o tratamento médico.
 
Tratamento
Integrante do Programa de Atenção aos Transtornos Alimentares (Proata) da Uni­­versidade Federal de São Paulo (Unifesp), o psiquiatra Glauber Higa Kaio afirma que quem possui um quadro de ortorexia ou vigorexia não costuma buscar tratamento por causa desses comportamentos especificamente. “A queixa normalmente é outra. No caso da vigorexia, por exemplo, o indivíduo ou familiares vêm em busca de tratamento para um quadro de bipolaridade ou de irritabilidade muito grave. Aos poucos é que vamos descobrindo qual o real problema”, diz Kaio, que também faz parte da equipe de Cirurgia Bariátrica do Hospital de Clínicas da UFPR.
 
De acordo com Luna, é essencial a participação das pessoas próximas ao doente para que o tratamento do transtorno avance. “Trabalhamos muito com a família ou grupo de amigos para que o tratamento funcione”, diz. Além do trabalho em consultório, normalmente o tratamento desses comportamentos envolve medicamentos e exige um acompanhamento multidisciplinar.
 
Prevalência
Por ainda não ser considerada um transtorno alimentar oficialmente, não existem estatísticas sobre a ortorexia. Segundo o psiquiatra Glauber Higa Kaio, do Programa de Atenção aos Transtornos Alimentares da Universidade Federal de São Paulo, existe um estudo que indica a prevalência desse comportamento entre homens de 20 a 45 anos. No caso da vigorexia, estudos indicam que a prevalência é entre os homens mais jovens, entre 15 a 30 anos.

Gazeta do Povo

Família espera 14 horas por exame no IML

 Foto: Claudinho Coradini/JP
A família de uma mulher vítima de morte violenta teve que esperar 14 horas para a realização de exame necroscópico no IML (Instituto Médico Legal) de Piracicaba. Isso porque, os trabalhos deixaram de ser realizados durante a noite.
 
A determinação, do próprio IML, ocorreu há mais de um ano. O legista plantonista João Miguel disse que dois equipamentos de iluminação especial, chamados de "focos", estão quebrados há sete meses, dificultando ainda mais as análises necessárias.
 
Um amigo da família da vítima, o médico João Orlando Pavão, diretor jurídico da Fehosp (Federação das Santas Casas do Estado de São Paulo) e vice-provedor da Santa Casa de Piracicaba, procurou inicialmente um agente funerário e em seguida a funcionária responsável pelo IML.
 
"O diretor do IML estava fora da cidade e o plantonista em Campinas. Disse que atenderia somente no dia seguinte. Inclusive me pediu para orientar a família a não fazer o velório à noite, devido à possibilidade de assaltos. Jamais poderia fazer uma orientação dessa natureza", relatou.
 
Pavão se sensibilizou com a vítima, que era irmã de uma funcionária da Santa Casa. Os familiares estavam bastante abalados com a morte.
 
"Era uma situação de muita comoção da família. Estavam muito chocados com essa tragédia repentina que afetou a todos. Resta saber se os plantões pagos pelo Estado devem ser mesmo realizados somente no período diurno. É desumano com a família esperar tanto tempo."
 
Ainda de acordo com Pavão, ele também tentou contato com o diretor do IML local, que estava em São Paulo devido à problemas de saúde em família. "O responsável informou por telefone que só o plantonista poderia decidir pela autópsia na noite de ontem", declarou.
 
O legista plantonista João Miguel comentou que as perícias deixaram de ser realizadas há mais de um ano na cidade. "Sem a iluminação específica os trabalhos ficam comprometidos. É o caso de algumas análises de tatuagem - quando o tiro é disparado à curta distância e deixa uma marca. A constatação pela luz do dia é muito melhor nesse tipo de trabalho", afirmou.
 
A ausência do funcionamento noturno foi determinada pelo próprio IML local. "Estamos seguindo algumas orientações feitas pela própria Academia de Polícia", disse o legista.
 
Jornal de Piracicaba