Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Enfermeiras são alertadas contra uso de esmalte e unhas postiças

AFP
Quase 500 estudantes disseram ter visto falhas na conduta para
controle de infecção
Pesquisa revelou falhas em regras de conduta entre profissionais que podem ameaçar controle de infecção hospitalar na Grã-Bretanha
 
Enfermeiras britânicas foram alertadas contra o uso de unhas alongadas ou postiças e esmalte depois que uma pesquisa sugeriu que o controle da infecção hospitalar poderia estar sendo colocado em risco.
 
Regras de conduta do National Health Service (o Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha, NHS na sigla em inglês) estabelecem que as unhas dos profissionais de saúde devem ser curtas e livre de esmalte.
 
Mas uma pesquisa online com quase 500 estudantes de enfermagem demonstrou que 60% dos entrevistados se referem ao uso de unhas alongadas e esmalte como práticas comuns entre os funcionários da saúde.
 
O Royal College of Nursing, entidade que representa a categoria em toda a Grã-Bretanha, disse que o resultado da pesquisa é "preocupante".
 
Resultado
O estudo com os estudantes de enfermagem foi feito pelas universidades de Cardiff e London City.
 
Ao todo, cada um dos 488 estudantes que participaram da pesquisa disseram ter visto pelo menos um lapso nas regras de controle de infecção feito por funcionários da área da saúde.
 
Outros problemas reportados foram a falha em lavar as mãos e cuidados com a saúde das unhas.
 
Os pesquisadores, que divulgaram o resultado na publicação científica American Journal of Infection Control, afirmaram que o estudo demonstrou que falhas nos procedimentos de controle de infecção estão por toda a parte.
 
"As unhas devem ser curtas e livre de esmalte. Unhas falsas não devem ser utilizadas. Esmalte e unhas postiças acumulam bactéria e não permitem uma boa higiene das mãos", ressalta Tom Sandford, membro do Royal College of Nursing.
 
"Organizações de saúde deveriam estabelecer claramente as regras sobre o uso de uniformes e acessórios para o trabalho e suas implicações no controle da infecção e segurança da saúde", adiciona Sandford.
 
BBC Brasil

Bactérias intestinais podem ser chave para combater a obesidade

AP
O doutor Jeffrey Gordon e a aluna Vanessa Ridaura mostram
 exemplos de bactérias retiradas de pessoas obesas e magras
Camundongos magros que tiveram contato com bactéria de obesos não engordaram, afirmam pesquisadores
 
Você pode chamá-los de aliados ocultos: os germes certos podem ser capazes de combater a gordura.
 
Diferentes tipos de bactérias que vivem no interior do intestino podem ajudar a estimular a obesidade ou proteger contra ela, afirmaram cientistas da Universidade de Washington em St. Louis. Os pesquisadores transplantaram a flora intestinal de uma pessoa obesa e de outra magra para camundongos e observaram as mudanças que aconteceram nos roedores.
 
O que os ratos comeram determinaram se os germes bons poderiam realizar essa tarefa.
 
O estudo divulgado nesta quinta-feira (5) no periódico Science levanta a possibilidade de um dia transformar as bactérias intestinais em terapias personalizadas de combate à obesidade, e isso também pode ajudar a explicar o motivo de algumas pessoas terem mais dificuldade do que outras para perder peso.
 
"As bactérias são personagens importantes", disse David Relman, da Universidade de Stanford. Ele não estava envolvido nessa pesquisa, mas também estuda como as bactérias do intestino influenciam na saúde.
           
"Este estudo diz que a dieta e os micróbios são companheiros necessários em todas as etapas. Eles alimentam um aos outros, no sentido literal e figurado”.
 
Todos começam a vida com um aparelho digestivo estéril. As bactérias se instalam no organismo a partir do nascimento – pegamos germes dos pais, do ambiente e dos primeiros alimentos. Por fim, o intestino fica repleto de centenas de espécies, que diferem de pessoa para pessoa, dependendo do estado de saúde de cada um.
 
Pessoas com sobrepeso abrigam tipos e quantidades diferentes de bactérias intestinais do que aquelas que estão dentro do peso normal. As bactérias intestinais que contraímos ainda quando crianças podem ficar no organismo por décadas, apesar das mudanças que acontecem quando as pessoas perdem peso e que foi demonstrado por estudos anteriores.
 
Sem dúvidas, o que você come e quanto de exercícios físicos você faz são a chave que determinam seu peso. Mas essas diferenças de bactérias intestinais são a causa da obesidade ou simplesmente o resultado dela? Se forem as causadores, quais bactérias exatamente são as culpadas ou o que é possível fazer para mudar esse quadro?
 
Para começar a investigar a questão, a estudante Vanessa Ridaura da Universidade de Washington coletou bactérias de oito pessoas – quatro pares de gêmeos em que sempre um dos irmãos era obeso e o outro magro. Um par de gêmeos era idêntico, o que descartou a possibilidade de eles terem herdado características genéticas diferentes, resultando em pesos diferentes. Usar gêmeos na pesquisa também garantiu que tiveram dietas e viveram em ambientes similares na infância.
           
Vanessa transplantou os micróbios humanos para o intestino de camundongos que tinham sido criados de uma forma em que não tivessem germes intestinais.
 
Os camundongos que receberam bactérias intestinais das pessoas obesas ganharam mais peso e experimentaram alterações metabólicas maléficas, mesmo não comendo mais do que os ratos que haviam recebido os germes dos gêmeos magros, como observou o autor do estudo Jeffrey Gordon da Universidade de Washington.
 
Em seguida veio o que Gordon chamou de ‘batalha dos micróbios’. Ratos que abrigavam bactérias intestinais de magros foram colocados nas mesmas jaulas dos ratos que tinham em seus corpos os germes que os deixavam propensos a serem obesos. A equipe de pesquisa aproveitou um fato nojento da vida dos roedores: ratos comem fezes, e, presumivelmente, por meio dessa prática eles poderiam facilmente trocar os micróbios intestinais.
 
O resultado foi uma surpresa. Certas bactérias provenientes dos camundongos magros invadiram o intestino dos ratinhos obesos, e fizeram com que o peso e metabolismo deles melhorassem. A troca, porém, era unidirecional - os ratos magros não foram afetados e não engordaram.
 
Além disso, os ratos gordos só tiveram esse benefício quando estavam sendo alimentados com uma dieta pobre em gorduras e rica em fibras. Quando Vanessa substituiu pela dieta típica dos americanos - que é rica em gordura e pobre em fibras - o efeito protetor das bactérias não funcionou mais.
 
Gordon já sabia, por meio de estudos em humanos, que pessoas obesas abrigam menos bactérias intestinais “É quase como se tivessem postos de trabalho vagos lá dentro do intestino, coisa que pessoas magras não tem”, explicou.
 
Certamente, ao estudar mais atentamente os ratos que foram beneficiados com a troca bacteriana, foi sugerido que um tipo específico de bactéria, da família Bacteroidetes , ocupara lugares vazios no cólon – mas somente se os ratos comerem direito.
 
Mas como essas descobertas podem chegar a beneficiar as pessoas? Para um tipo de diarreia infecciosa particularmente difícil de se tratar, os médicos às vezes transplantam um pouco de bactérias de uma pessoa saudável para o intestino da doente. Alguns cientistas se perguntam se transplantes fecais feitos do magro para o gordo poderiam tratar obesidade também.
 
Gordon, porém, prevê uma alternativa menos invasiva: determinar as melhores combinações de bactérias intestinais para coincidir com a dieta da pessoa, e, em seguida, cultivar bactérias em um laboratório estéril - como este estudo fez - e transformá-las em pílulas. Ele estima que, para tal tentativa se tornar realidade, será necessário pelo menos mais cinco anos de pesquisa.
 
Último Segundo

Imprudência é a principal causa de acidentes com motos

Imprudência é a principal causa de acidentes com motos
Estudo apura circunstâncias de risco para motociclistas em São Paulo. Imprudência lidera
 
Um estudo inédito apurou os principais fatores que causam os acidentes com motociclistas na cidade de São Paulo. A pesquisa foi realizada pela universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas (HC) e a Abraciclo, a entidade que reúne os fabricantes de motocicletas e Similares. A averiguação chegou a alarmantes conclusões sobre a imprudência dos motoristas e motociclistas, com atenção especial ao abuso de drogas.
 
Para realizar a pesquisa, foram coletados dados de 326 motociclistas acidentados na Zona Oeste da capital paulista, em um período entre fevereiro e maio deste ano.
 
O levantamento incluiu até as vias onde ocorreram os acidentes e foram até o local averiguar as condições da área. Esta foi a primeira vez no Brasil que os acidentados passaram por complexos exames de drogas capazes de identificar mais de 30 tipos de substâncias.
 
E o resultado do estudo é alarmante: mais de um quinto dos envolvidos em acidentes de motos sequer possuíam habilitação. Na mesma proporção estão os que fizeram uso de álcool ou substâncias ilícitas antes de conduzir o veículo.
 
O fator imprudência, no qual andar sem habilitação ou sob efeito de substâncias que adulteram o comportamento fazem parte de quase 90% dos acidentes apurados.
 
 
Imprudência, por sinal, é a palavra-chave quando se trata de acidentes de motocicletas na cidade de São Paulo. Andar sem capacete ainda significa uma parcela alta dos acidentados e chega a 9,8%. O traje completo de segurança, que conta também com bota e jaquetas especiais, estava presente em apenas 17,8% dos entrevistados.

Outros resultados do estudo chegaram a conclusões interessantes. Os motofretistas, mais conhecidos como “motoboys”, representam uma parcela de 23% dos entrevistados. A grande maioria dos motociclistas que fez parte da pesquisa é de pessoas que utilizam a moto como meio de transporte para ir e voltar do trabalho ou faculdade, por exemplo. Resultado este de uma cidade que sofre com o excesso de trânsito e peca no transporte coletivo, isso sem mencionar a falta de acessibilidade aos ciclistas.
 
A cidade de São Paulo tem uma frota de quase um milhão de motocicletas, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Para evitar tantos acidentes não existe uma solução simples. No entanto, o estudo chega a algumas conclusões para combater tais infortúnios:
 
1. Criação de um sistema de informações comum sobre acidentes de trânsito que seja a base para implantação e avaliação das políticas pública de prevenção.
 
2. Melhora da habilitação dos condutores de todos os veículos com ênfase na segurança, direção defensiva e uso compartilhado das vias.
 
3. Fiscalização efetiva das condições de segurança dos motociclistas e das motocicletas.
 
4. Menos leis e mais ações no combate à questão das drogas/ álcool e direção veicular.
 
5. Melhorar as condições de visibilidade do motociclista e motocicleta.
 
iG

Justiça determina que SUS deve iniciar tratamento de câncer em 60 dias após o diagnóstico

Brasília - A Justiça Federal determinou que o tempo máximo de espera para o início do tratamento de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é 60 dias após a data do diagnóstico da doença. A decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região anula artigo da Portaria nº 876 do Ministério da Saúde, que usava a inclusão do diagnóstico no registro do SUS como ponto de partida para a contagem do prazo.
 
Ricardo Salviano, defensor público federal autor da ação que ensejou a decisão, explica que depois do exame que traz o diagnóstico da doença, o paciente precisa marcar uma consulta para que um médico possa prescrever o tratamento, o que pode levar meses.
 
"A gente sabe a dificuldade que as pessoas têm de marcar uma consulta", disse. Salviano defende que a saúde das pessoas não pode ficar a mercê de questões burocráticas como a demora na marcação de consultas. A decisão determina que a data do resultado do exame é que vai ser o ponto de partida da contagem do prazo de 60 dias e não a consulta médica com a inclusão do diagnóstico no registro do SUS, como trazia a portaria.
 
A decisão mantém o texto original da Lei 12.732/2012 que está em vigor desde maio. Segundo Salviano, o legislador estabeleceu o lapso temporal de 60 dias para que o médico possa avaliar o laudo e indicar o tratamento dentro deste prazo.
 
O presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos, Gabriel Faria Oliveira, ressalta que o acesso à saúde é uma das principais demandas da Defensoria Pública da União (DPU) em todo país. Segundo ele, processos relacionados a pedidos de medicamentos de alto custo e diversos procedimentos médicos representam grande parte dos processos movidos nas unidades da DPU em todo país.
 
O descumprimento da lei pode submeter os gestores responsáveis a penalidades administrativas. O Defensoria Pública da União frisa que o paciente que verificar qualquer irregularidade pode procurar uma unidade para pedir ajuda.
 
Agência Brasil

Confirmada a primeira morte por gripe A (H1N1) no Amazonas

Brasília - A Fundação de Vigilância Sanitária e Saúde de Manaus (FVS) confirmou ontem (5) a primeira morte causada por gripe A (H1N1), ocorrida no sábado (1º). A  vítima era um comerciante, de 35 anos, que morava no município de Eirunepé, a mais de 1.000 quilômetros de Manaus. Neste ano, apenas dois casos da doença foram confirmados no estado amazonense. Em 2012, foram nove registros de contaminação pelo vírus H1N1 e duas mortes.
 
No dia 22 de agosto, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, confirmou a quarta morte este ano, por causa da gripe A (H1N1), na capital. No estado do Rio, em cinco dias ocorreram 39 casos e dez óbitos pela gripe. De acordo com a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde, os casos de gripe provocados pelo vírus do tipo Influenza A (H1N1) “não têm se mostrado mais graves do que os demais casos de vírus Influenza”.
 
A prevenção da gripe é feita com regras básicas de higiene, como cobrir a boca ao tossir ou espirrar e lavar as mãos com frequência. Também é recomendado evitar permanecer por muito tempo em ambientes fechados, sem ventilação e com aglomeração de pessoas.
 
Agência Brasil