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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Reprodução assistida no Brasil atinge padrão internacional

Média nacional foi de 73% de sucesso em 2012, dentro dos padrões de qualidade internacionais, que gira entre 65% e 75%
 
Os serviços de reprodução assistida no Brasil estão alcançaram taxas de fertilização superiores a 70%, revelando a eficácia do serviço oferecido no País. É o que afirma a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no 6º Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio). A média nacional foi de 73% de sucesso em 2012, dentro dos padrões de qualidade sugeridos na literatura internacional (entre 65% e 75%).
 
No critério taxa de clivagem, que é a divisão que dá origem ao embrião, as clinicas brasileiras também estão bem posicionadas. Em 2012, a taxa nacional ficou em 93%, bem acima dos 80% recomendados.
 
Em 2012, os serviços de reprodução assistida produziram 93.320 embriões em estágio de divisão celular e realizaram 21.074 ciclos de fertilização in vitro, com um total de 34.964 embriões transferidos para o útero das mulheres. Por serem considerados inviáveis, 25.984 embriões foram descartados.
 
A 6ª edição do Relatório SisEmbrio pode ser vista na integra no site da Anvisa.
 
Cenário
Em todo o Brasil, existem 91 Bancos de Células e Tecidos Germinativos, mais conhecidos com clínicas de Reprodução Humana Assistida. O relatório revela que o número de embriões congelados no Brasil em 2012 foi de 32.181. A maior parte deles está em São Paulo, que reúne 42,2% dos congelamentos no País. Em seguida vêm os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará.
 
Em relação à doação para pesquisa de células tronco, em 2012 foram doados 315 embriões. As doações vieram de apenas quatro estados: São Paulo (281), Rio de Janeiro (25), Minas Gerais (5) e Goiás (4). O relatório revela ainda que desde a publicação da Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05), 3.900 embriões foram destinados para pesquisa no Brasil.
 
* com informações da Agência Anvisa

SaudeWeb

Suco de romã pode frear metástase de câncer de próstata

Componentes químicos da bebida também poderiam ser usados contra outros tumores
 
Pesquisadores da Universidade Riverside, da Califórnia, identificaram componentes no suco de romã que podem inibir os movimento de células cancerosas e a metástase do câncer de próstata. A descoberta, diz Manuela Martins-Green, uma das pesquisadoras, pode ainda ter impacto no tratamento de outros tipos de câncer.
 
Quando o câncer de próstata reaparece no paciente depois de tratamentos como cirurgia e/ou radiação, geralmente o próximo passo é a supressão do hormônio masculino testosterona, um tratamento que inibe o crescimento das células cancerosas, pois elas precisam do hormônio para crescer.
 
Mas, com o tempo, o câncer desenvolve formas de resistir também a esse tratamento, se transforma em um câncer muito agressivo e sua metástase ataca a medula óssea, pulmões, nódulos linfáticos e geralmente resulta na morte do paciente.
 
O laboratório americano aplicou o suco de romã em células de câncer de próstata cultivadas em laboratório que já eram resistentes à testosterona - quanto mais resistente à testosterona uma célula cancerosa é, maior é a sua tendência à metástase.
 
Os pesquisadores então descobriram que as células tratadas com o suco de romã que não morreram com o tratamento mostraram uma maior adesão, o que significa que menos células se separavam, e também queda na movimentação destas células.
 
Em seguida, os pesquisadores identificaram os grupos ativos de ingrediente no suco de romã que tiveram impacto molecular na adesão das células e na migração de células cancerosas no câncer de próstata já em estado de metástase.
 
"Depois de identificá-los, agora podemos modificar os componentes inibidores do câncer no suco de romã para melhorar suas funções e fazer com que eles sejam mais eficazes na prevenção da metástase do câncer de próstata, levando a terapias com remédios mais eficazes", disse Manuela Martins-Green.
 
Outros tipos de câncer
A pesquisadora afirma que a descoberta pode ter impacto no tratamento de outros tipos de câncer. "Devido ao fato de genes e proteínas envolvidas no movimento das células de câncer de próstata serem essencialmente os mesmos que os envolvidos no movimento de células em outros tipos de câncer, os mesmos componentes modificados do suco poderão ter um impacto muito mais amplo no tratamento do câncer", afirmou.
 
Manuela Martins-Green explicou ainda que uma proteína importante produzida na medula óssea leva as células cancerosas a se mover para a medula onde elas poderão formar novos tumores.
 
"Mostramos que o suco de romã inibe a função desta proteína e, assim, esse suco tem o potencial de evitar a metástase das células do câncer de próstata para a medula", disse.
 
Os próximos planos da pesquisadora são fazer testes adicionais em um organismo vivo com câncer de próstata em fase de metástase para determinar se os mesmos componentes que foram eficazes nas células cultivadas em laboratório poderão evitar a metástase sem efeitos colaterais.
 
BBC Brasil

Unhas dos pés podem revelar risco de câncer no pulmão, diz estudo

Unhas dos pés: crescimento lento pode funcionar como indicador
da exposição crônica ao fumo
Crescimento lento das unhas dos pés permitira medir a exposição crônica ao fumo
 
Cientistas americanos afirmam que a análise das unhas dos pés de uma pessoa pode indicar o risco de desenvolvimento futuro de câncer no pulmão.
 
Os especialistas da Universidade de San Diego, na Califórnia, descobriram que é possível analisar os níveis de nicotina em pedaços de unhas cortadas.
 
A pesquisa, publicada na revista especializada American Journal of Epidemiology, afirma que unhas dos pés que crescem lentamente podem funcionar como um medidor da exposição crônica ao fumo.
 
Segundo o estudo, as unhas dos pés não servem apenas para avaliar o risco de câncer no pulmão entre fumantes, mas também entre os não fumantes. A pesquisa concluiu que homens com os níveis mais altos de nicotina nas unhas dos pés tinham risco três vezes maiores de desenvolver a doença do que aqueles com níveis mais baixos.
 
Fumo passivo
Os pesquisadores americanos analisaram 840 homens, alguns com câncer no pulmão e outros sem a doença. Alguns dos homens com os níveis mais altos de nicotina nas unhas eram não fumantes que, possivelmente, foram expostos à nicotina através do fumo passivo.
 
O câncer de pulmão é o tipo de câncer mais comum no mundo, com 1,61 milhão de novos casos diagnosticados a cada ano. A grande maioria dos casos desta doença são causados pelo fumo.
 
BBC Brasil

Suas mãos dão o alerta

Fique atento a sinais pouco normais nas mãos
Doenças graves com sintomas simples podem dar os primeiros sinais nas mãos
 
Elas estão sempre à vista, em movimento, são essenciais para o dia a dia e dizem até que é possível prever o futuro por meio delas. Quanto ao destino, não se sabe ao certo, mas é fato que quando a saúde está fraca e o corpo precisa de cuidados, as mãos dão sinais claros de que algo não vai bem.
 
Inchaço, vermelhidão e coceira em excesso parecem triviais, mas devem chamar a atenção se aparecerem juntos a outros sintomas. O iG  reuniu as principais doenças que podem ser identificadas pelas mãos, veja quais são:
 
Inchaço
Fique atento se depois daquela festa de aniversário, regada a muitos quitutes e bebidas alcoólicas, a aliança fica apertada no dedo. Exagerar no sal e no álcool pode prejudicar a circulação sanguínea e favorecer o aparecimento da hipertensão, além de ser uma bomba para o coração e, portanto, perigoso para quem tem problemas cardíacos.
 
O inchaço nos dedos também pode indicar hipotireoidismo, um funcionamento inadequado (deficitário) da glândula tireoide. O metabolismo funciona erroneamente, retendo líquidos em várias partes do corpo. O inchaço aparece principalmente no rosto, nos tornozelos e nas mãos. O hipotireoidismo também causa cansaço excessivo, depressão, lentidão, dor de cabeça e palidez. Um simples hemograma pode detectar se há algum problema no funcionamento dessa glândula.
 
Se o inchaço for concentrado em uma única mão, é possível que um conjunto de artérias, veias e nervos esteja comprimido.
 
“Entre a clavícula e a primeira costela, existem várias artérias, veias e nervos que passam por ali. O espaço é estreito e há compressão, mais frequente nas mulheres. Outros sintomas que podem indicar esse problema são formigamento no quarto ou quinto dedo da mão e dor irradiada que piora ao colocar a mão para cima”, explica Eduardo Toledo de Aguiar, professor de cirurgia vascular da Universidade de São Paulo (USP) e diretor da clínica Spaço Vascular.
 
Coceira e ardor
Não ignore a coceira nas mãos, principalmente se as palmas estiverem ardendo e vermelhas. Esses são os principais sintomas do eczema (ou dermatite), uma doença crônica da pele que pode se agravar quando você está estressado.
 
Entre as dermatites, a mais comum é a de contato, irritação causada pelo uso de produtos de limpeza, cosméticos e medicamentos, entre outros. É muito comum em donas de casa, pedreiros, padeiros e outros profissionais que fazem uso de determinados produtos por tempo prolongado. Ela tende a desaparecer suspendendo a utilização do produto.
 
Com características similares, a lesão imunológica, apesar de dar sinais nas mãos é uma micose que dá nos pés. “O paciente vem com a queixa da mão, mas o problema só é solucionado depois que mexer nos pés”, explica a dermatologista Elizete Croco, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
 
Bolhas
Elas podem ser simplesmente resultado de um atrito intenso entre a pele e uma outra superfície. Mas, se são persistentes e pequenas, localizadas principalmente nas laterais dos dedos, merecem atenção.
 
“A desidrose surge exclusivamente nas mãos e pés e contem um líquido viscoso. Pode ser genético ou ainda ter relação com o estresse”, afirma Croco.
 
Pele grossa com placas
Palmas das mãos com pele grossa e placas esbranquiçadas é sinal de psoríase. A doença crônica, que atinge 2% da população mundial, pode causar inflamações nas articulações e lesões vermelhas ou descamações na pele. Um dermatologista poderá identificar o problema e indicar o melhor tratamento para o caso.
 
Foto: Arquivo pessoal
Unhas em formato de "baquetas de tambor"
Unhas brancas, fracas ou amareladas
Unhas extremamente quebradiças podem indicar falta de ferro suficiente no corpo e, consequentemente, a conhecida anemia. O médico pode pedir um hemograma para confirmar a suspeita e indicar uma dieta reforçada nessa vitamina.
 
Embora menos frequentes, doenças internas também mostram seus primeiros sinais pelas unhas. Quando metade da unha tem um aspecto branco (como uma meia lua que começa na cutícula) e a outra metade é vermelha, é indício de problemas renais. Doenças pulmonares deixam as unhas amareladas e espessas, além de retardarem o crescimento e aumentarem sua curvatura. São as chamadas unhas “baquetas de tambor”, mais largas nas extremidades, tomando quase toda a superfície do dedo.
 
Dedos azulados, mãos geladas
Extremidades dos dedos azuladas e mãos geladas são sintomas claros da doença de Raynaud, um problema temporário que restringe o fluxo sanguíneo para a mão ou outras extremidades como os pés. É mais comum em mulheres e seus gatilhos mais comuns são as baixas temperaturas e o estresse. A doença não tem cura, mas deve ser acompanhada de perto por um vascular, a fim de avaliar o comprometimento da circulação.
 
Feridas na mão
Erupções ou manchas avermelhadas nas palmas das mãos podem ser sintomas da sífilis, doença infecciosa sexualmente transmissível que se espalha pela pele ou por membranas mucosas. Os sintomas aparecem também nas solas dos pés e na garganta e, em geral, se manifestam por apenas alguns dias.
 
“Este sinal é característico da fase secundária da doença”, explica Sérgio Aguida, urologista do Hospital Samaritano de São Paulo. Se não for diagnosticada e tratada, a doença pode danificar vários órgãos incluindo o cérebro, nervos, olhos, coração, fígado e articulações, alerta o médico.

iG

Roer as unhas é perigoso para a saúde

Vício abre porta para doenças graves como hepatite A, H1N1, esofagite infecciosa e gastrite
 
Ansiedade, estresse e frustração formam o trio que frequentemente vitima as unhas e a pele em volta dela. São esses três fatores psicológicos os motivos mais comuns que levam à onicofagia, nome pelo qual o vício de roer as unhas ou a pele em volta dela é conhecido na comunidade científica.

“Além do prejuízo estético, quem roe as unhas é geralmente encarado pela sociedade como uma pessoa insegura, ansiosa, sem controle emocional”, afirma a psicóloga Lara de Almeida.             
         
O hábito, além de prejudicial à imagem social, é também nocivo à saúde. “Precisamos entender que a unha, a cutícula ou a pele são nossa proteção contra agentes externos, como vírus e bactérias que colonizam o nosso corpo. Quando tiramos essas barreiras, nos expomos a esses perigos”, explica Daniella Costa de Menezes, infectologista do Hospital Samaritano, de São Paulo.
 
Ao roer a pele em volta das unhas, faz-se um trauma, que permite a entrada das bactérias no local, causando infecções - as chamadas paroníqueas - que resultam em inflamação e pus. “Nesse tecido inflamado pode ocorrer a presença de microrganismos, acentuando o processo que, de inflamatório, também passa a ser infeccioso (por fungos como a Candida sp, uma levedura que costuma parasitar esse local)”, diz Octávio Moraes Junior, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“Se ficam restritas à pele, são menos perigosas. Mas, para quem tem problemas circulatórios, por exemplo, a infecção pode invadir a corrente sanguínea e complicar o quadro. Quem tem problema imunológico também deve estar atento”, alerta Daniella.
 
O dermatologista chama a atenção também para uma possível deformação: se houver ação na região de meia-lua, que é a parte “viva” da unha, o resultado pode ser uma lâmina irregular, com estriações transversais, caracterizadas por depressões e saliências (unhas em ondas).

“Mesmo com a ação inflamatória ocorrendo na pele das bordas laterais, pode haver descolamento (onicolise) com o consequente aspecto de unha branca ou amarelada”, descreve.

Quem além de roer, engole a unha, pode ter graves problemas gastrointestinais. “Esofagite infecciosa, gastrite, enterocolite por infecção por microrganismos, verminoses, diverticulite ou até apendicite pelos fragmentos de unha não digeridos”, elenca Mônica Viana, gastroenterologista e hepatologista.

O vício também pode prejudicar a dentição, a musculatura do maxilar e a articulação temporomandibular. “É péssimo para a saúde bucal. Pode causar fraturas nos dentes, gengivite e problemas na mordida. Nenhum desses problemas é simples de ser resolvido”, alerta a dentista Érika Abreu Amaral.
 
Além de todas as complicações decorrentes do ato de roer a unha, há também os perigos de quem leva a mão à boca mais vezes do que o habitual, ficando mais exposto a doenças. “Tudo o que nós tocamos tem bactérias e vírus. Principalmente em locais públicos. A pessoa que coloca a mão na boca está mais propensa a ter problemas como gripe, H1N1 , diarreia  e hepatite A ”, afirma Ligia Raquel Brito, clínica geral do Hospital Edmundo Vasconcellos, de São Paulo. A infectologista Daniella Costa concorda e completa: “Caxumba, rubéola , sarampo e meningites virais também podem ser transmitidas pelas mãos, caso não tenha assepsia adequada.”
 
Para evitar todas essas complicações é preciso diagnosticar qual fator psicológico está levando a esse tipo de atitude. A descoberta da causa é o primeiro passo para o tratamento desse vício. O uso de esmaltes com sabor desagradável ou o uso de pimenta sobre o esmalte ajuda a lembrar de que aquilo é uma ação negativa, diz o dermatologista Octávio Moraes Junior.