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sábado, 7 de setembro de 2013

Doenças do pulmão matam um em cada dez europeus

Doenças do pulmão são a causa de uma em cada dez mortes na Europa, segundo um recente estudo europeu.
 
Pesquisadores da European Respiratory Society constataram que a incidência de câncer de pulmão e da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) - mal que destrói os alvéolos pulmonares, incapacitando parcialmente o órgão - deve continuar a crescer nos próximos 20 anos por causa do persistente hábito do fumo entre europeus.
 
Apesar de ser considerado um problema grave, a pesquisa apontou que a prevenção, o tratamento e o fomento à pesquisa não são prioridade em países europeus.
 
A pesquisa europeia, divulgado na publicação científica European Lung White Book e feita a partir de dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do European Centre for Disease and Control, analisou as tendências da evolução das doenças pulmonares em toda a Europa.
 
O estudo demonstra que fumantes de tabaco representam 'o desafio da saúde mais importante da Europa' e mantém o fumo como o hábito que causa o maior número de mortes por câncer de pulmão, DPOC e insuficiência cardíaca.
 
Ainda que o número de fumantes tenha diminuído significativamente em países como a Dinamarca e Grã-Bretanha desde os anos 1970, o estudo mostra que os efeitos de longo prazo daqueles que mantiveram o hábito ao longo dos anos continuam a gerar um alto índice de mortes por câncer de pulmão e DPOC.
 
Com isso, a proporção no número de mortes causado por condições pulmonares deverá permanecer estável pelos próximos 20 anos, ainda que haja uma previsão de queda no índice de infecções do pulmão.
 
Desde 2000, o serviço nacional de saúde da Grã-Bretanha oferece um serviço gratuito de aconselhamento para pessoas que queiram largar o cigarro. O estudo europeu destaca que iniciativas como essa 'resultam num maior número de fumantes engajados em parar de fumar'.
 
Conclusão
Os resultados da pesquisa concluíram que o investimento em prevenção, tratamento e pesquisa de doenças ligadas ao pulmão deve ser priorizado.
 
'Tanto o tratamento quanto a prevenção de doenças pulmonares devem melhorar se quisermos reduzir o impacto (do problema) na longevidade, qualidade de vida e economia dos países Europeus e em todo o mundo', afirma Francesco Blasi, presidente da European Respiratory Society.
 
Para o professor Richard Hunnard, da British Lung Foundation, o estudo europeu mostra o real problema causado pelas doenças respiratórias da Grã-Bretanha.
 
'Doenças como o câncer de pulmão e DPOC mata milhares de pessoas todos os anos, mas existem ainda outros 40 tipos diferentes de doenças pulmonares. Índices de mortalidade por fibrose pulmonar idiopática (doença em que os alvéolos se transformam num tecido rígido chamado fibrose e param de funcionar) e mesotelioma (câncer considerado raro, que acomete dentre outros órgãos a pleura - a membrana que envolve o pulmão), têm crescido progressivamente por décadas', ressalta Hunnard.
 
'Se levarmos tudo isso em consideração, é bem provável que cerca de um quarto das mortes na Grã-Bretanha a cada ano sejam causadas por doenças respiratórias - o mesmo número de mortes causadas por todos os outros tipos de câncer que não envolvem o pulmão', explica.
 
Ele ainda disse que os altos índices de morte na Grã-Bretanha associadas ao pulmão sugere que os pacientes estão procurando ajuda médica muito tarde.
 
BBC Brasil

ANS aguarda decisão da Justiça para voltar a suspender comercialização de 246 planos de saúde

Rio de Janeiro - A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mantém a decisão de não aplicar a suspensão da venda de 246 planos de saúde operados por 26 empresas até que os tribunais regionais federais das 2ª e 3ª regiões decidam sobre os recursos do órgão.
 
A punição às operadoras seria uma consequência da falta de solução para os problemas apontados em reclamações de usuários no sistema de monitoramento de garantia de atendimento do órgão regulador. “A ANS não está infringindo qualquer decisão judicial neste momento. Está aguardando que a turma de desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região se pronuncie e julgue o nosso agravo regimental e lá em São Paulo [Tribunal Regional Federal da 3ª Região] também, onde nós entramos com o recurso ontem (5)”, informou a assessoria da comunicação da agência.
 
No dia 22 de agosto, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, atendendo a solicitação da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), concedeu liminar parcialmente desfavorável à suspensão anunciada pela agência. Após ser intimada formalmente, a ANS decidiu não suspender os planos.
 
No dia 30 de agosto, a agência voltou à aplicação das suspensões depois do TRF da 2ª Região analisar o pedido de reconsideração feito pelo órgão regulador, mas na terça-feira (3), diante de outra liminar, agora da TRF da 3ª Região (São Paulo), a agência suspendeu a aplicação mais uma vez em cumprimento à decisão judicial.
 
De acordo com dados da ANS, no último ciclo de monitoramento, que começou no dia 19 de março e se estendeu até 18 de junho, houve 17.417 reclamações contra 552 operadoras em todo o país. Do total, 4.512 reclamações não foram resolvidas mesmo com as tentativas de intermediação de conflito entre o consumidor e as operadoras e 41% das reclamações se referiam às operadoras às quais a ANS determinou suspensão. 
 
Em nota, a FenaSaúde disse confiar que a melhor solução será adotada em benefício do sistema de saúde suplementar.
 
Agência Brasil

Humor: Diagnóstico

Florianópolis e Blumenau são suspensas do Mais Médicos

Brasília – O Ministério da Saúde suspendeu as cidades catarinenses de Florianópolis e Blumenau do Programa Mais Médicos por não aceitarem profissionais estrangeiros sem a revalidação do diploma.
 
As prefeituras aderiram ao programa, porém baixaram decretos determinando que não serão aceitos médicos formados no exterior sem o diploma revalidado pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida).
 
O ministério notificou os municípios informando que a medida provisória, que institui o Mais Médicos, prevê a atuação dos profissionais sem a revalidação do diploma e tem força de lei. Para continuar no programa, as cidades devem cancelar os decretos. Do contrário, serão descredenciadas do Mais Médicos.
 
Os profissionais selecionados para trabalhar em Florianópolis e Blumenau foram remanejados para outros municípios para que não fossem prejudicados, de acordo com o governo federal.
 
Lançado no dia 8 de julho, o Mais Médicos tem como uma das metas levar profissionais para atuar durante três anos na atenção básica à saúde em regiões carentes do Brasil. A medida provisória que cria o programa prevê que os médicos estrangeiros podem trabalhar no Mais Médicos sem precisar passar pelo Revalida. Se o médico quiser atuar em outro local, precisará passar pela revalidação do diploma.
 
Agência Brasil

Saúde reforça incentivo à amamentação

Brasília – Para incentivar hábitos saudáveis de alimentação desde a infância, e aumentar o número de crianças que só consomem leite materno até os 6 meses, o Ministério da Saúde instituiu ontem (6) a Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, no Sistema Único de Saúde.
 
A estratégia repete ações de aleitamento e alimentação complementar saudável executadas pelo ministério. A Portaria 1.920, publicada na edição deontem (6) do Diário Oficial da União, informa que o objetivo é contribuir para a redução de práticas desestimuladoras da amamentação.
 
O governo pretende treinar os profissionais de saúde para a promoção do aleitamento materno e da alimentação complementar como atividade de rotina das unidades básicas de Saúde. A estimativa do ministério é que 41% das mulheres amamentem seus bebês até os primeiros 6 meses.
 
Agência Brasil