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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Início do trabalho de médicos estrangeiros é adiado para dia 23

Brasília – O início do trabalho dos médicos estrangeiros e dos brasileiros formados no exterior foi adiado para o dia 23. O início estava previsto para o próximo dia 16. Antes de começarem a atender os pacientes, os profissionais terão uma semana de acollhimento nas capitais dos estados onde vão atuar.
 
No período de acolhimento, os médicos vão conhecer hospitais e demais unidades de saúde e a relação dessas instâncias com as unidades básicas onde trabalharão, de acordo com o Ministério da Saúde. Vão conhecer ainda os hábitos de vida e doenças mais comuns de cada região. A partir do dia 22, os profissionais seguem para os municípios a que foram designados.
 
Os 682 médicos formados no exterior, sendo 400 cubanos, participam desde o dia 26 de agosto de módulo de avaliação e acolhimento do programa, que ocorre simultaneamente em oito capitais. A aprovação nesta etapa, que testa também os conhecimentos linguísticos e de comunicação na prática médica, é condição para que eles recebam o registro profissional provisório e comecem a trabalhar.
 
No módulo de avaliação e acolhimento, os médicos têm aulas sobre legislação, funcionamento e atribuições do Sistema Único de Saúde (SUS) com enfoque especial na atenção básica e aspectos éticos e legais da prática médica, além de língua portuguesa. O curso tem carga horária de 120 horas.
 
Dos 282 médicos formados no exterior selecionados pelo edital, 116 são brasileiros graduados em outros países, segundo o Ministério da Saúde.
 
Os médicos com diploma brasileiro ou revalidado no Brasil que foram selecionados pelo Mais Médicos têm até hoje (12) para começarem a trabalhar.
 
Agência Brasil

Diferença de preço entre genéricos e medicamentos de referência chega a 56,63% em São Paulo

São Paulo – A diferença de preços entre medicamentos genéricos e produtos de referência na capital paulista passou de 50%, em agosto último, revela pesquisa feita pelo Procon-SP. No mês passado, os genéricos custaram em média 56,63% menos que os de referência. Além disso, as diferenças de preços entre um estabelecimento e outro chegaram a mais de 1.000%.
 
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), medicamento de referência é o produto inovador registrado no órgão federal competente, cuja eficácia, segurança e qualidade tenham sido comprovadas cientificamente. De acordo com a Anvisa, os genéricos e similares podem ser considerados “cópias” do medicamento de referência.
 
Foram apurados os preços de 58 medicamentos, dos quais 29 de referência e 29 com o mesmo princípio ativo ou genérico, encontrados em 15 drogarias, em cinco regiões da capital paulista. Na comparação entre os genéricos, constatou-se diferença de l.l32% na caixa com 20 comprimidos de diclofenaco sódico (50 mg), que custava R$ 1 em um estabelecimento e em outro, R$ 12,32.
 
Já entre os produtos de referência, o mesmo produto chegou a apresentar diferença de 364,29% de uma farmácia para outra. Foi o caso do Dexason (acetato de dexametasona, 1mg/g), do laboratório Teuto, 1mg/g em creme de 10g, cujos preços variaram entre  R$ 2,10 e  R$ 9,75.
 
Fora da capital, a maior oscilação de preços entre os genéricos alcançou  938%. O medicamento Paracetamol ( 200 mg/ml, gotas 15 ml) era oferecido a R$ 0,89 em uma farmácia de São Vicente e, em outro estabelecimento, a R$ 9,24.
 
Na mesma cidade, verificou-se variação de 300% entre os produtos de referência.  O preço do Amoxil (GlaxoSmithKline, 500mg, 21 cápsulas) variava de R$ 14,67 a R$ 58,68. A média de preços dos genéricos chegou a 60,82% em São José dos Campos. A menor variação foi encontrada em Presidente Prudente, 46,44%.
 
O Procon-SP recomenda ao consumidor que, ao comprar medicamentos, verifique se os números de lote, prazos de validade e data de fabricação coincidem com os que estão marcados nas cartelas ou frascos. Além disso, é preciso observar que todo o medicamento tem de ter número de registro no Ministério da Saúde.
 
Outra dica é sobre o armazenamento: remédios têm de ser guardados em local seco, arejado e fora do alcance de crianças. “Tenha cuidado especial com remédios de formato ou aroma atrativos para as crianças (formato de bichinhos, cheiro ou gosto de chiclete ou bala etc.)”, alerta o Procon.

Agência Brasil

Florianópolis suspende decreto para evitar exclusão do Mais Médicos

Brasília – Para evitar a exclusão definitiva do Programa Mais Médicos, a prefeitura de Florianópolis suspendeu os efeitos do decreto municipal que proíbe a atuação de médicos formados no exterior que não tenham passado pelo exame de revalidação do diploma. No último dia 6, o Ministério da Saúde suspendeu Florianópolis do Mais Médicos e informou que, para continuar no programa, a cidade deveria cancelar o decreto.
 
De acordo com a prefeitura, a suspensão do decreto durará até a divulgação do resultado da avaliação do Ministério da Saúde sobre o recurso administrativo encaminhado pela prefeitura contra a suspensão. A administração municipal diz que não vê incompatibilidade entre o decreto e as regras do programa.
 
A prefeitura informa que contratou oito médicos para suprir a ausência dos profissionais que seriam enviados pelo governo federal, para garantir o atendimento da população em bairros cujos postos de saúde apresentam déficit de profissionais.
 
Lançado no dia 8 de julho, o Mais Médicos tem como uma das metas levar profissionais brasileiros e estrangeiros para atuar na atenção básica à saúde em regiões carentes do Brasil. A medida provisória que cria o programa prevê que os médicos estrangeiros podem trabalhar no Mais Médicos sem precisar passar pelo Revalida. Se o médico quiser atuar em outro local, precisará passar pela revalidação do diploma.
 
Agência Brasil

Dilma diz que criou Programa Mais Médicos porque ouviu as demandas da população

Rio de Janeiro – A presidenta Dilma Rousseff disse ontem (11) que criou o Programa Mais Médicos porque ouviu a demanda da população. Em discurso durante cerimônia de anúncio da construção da Linha 3 do metrô do Rio, Dilma disse que é obrigação de um governo conhecer as necessidades do povo.
 
“O governo não pode ser surdo. Um governo tem de ouvir muito. E, além de ouvir, sabemos que o Brasil tem um problema sério na área da saúde. Por isso, nós fizemos o Mais Médicos”, disse a presidenta.
 
Ela rebateu as críticas da classe médica brasileira, que se posicionou contra o uso de médicos estrangeiros pelo programa. “Quando está em questão os interesses da população do país, não existe nenhum interesse maior, [nem o interesse] de nenhuma corporação, de nenhum segmento. Nós respeitamos os médicos desse país, porque eles sempre deram uma grande contribuição. Agora, temos uma avaliação faltam médicos. Por isso, criamos o Programa Mais Médicos”, afirmou.
 
Segundo Dilma, onde faltar médicos, o governo fará o “possível e o impossível” para garantir que haja profissionais disponíveis. “Nós temos no Brasil uma carência tamanha que, em 701 municípios, não moram nenhum médico. Se, de noite, uma criança tiver um problema, e não tem um médico para atender, olha o desespero de um pai ou de uma manhã. Estamos querendo resolver um problema de caráter emergencial e urgente, porque a saúde das pessoas não pode esperar até que os médicos se formem.”
 
Ela explicou que, ao mesmo tempo em que está trazendo médicos de outros países para trabalhar no Brasil, o governo pretende aumentar a formação de médicos no interior do país e na periferia das grandes cidades. “Está provado que geralmente o médico fica onde ele se forma ou onde faz sua residência. Vamos ampliar também o número de médicos especialistas e, portanto, as oportunidades de residência.”
 
De acordo com a presidenta, o Brasil não está fazendo nada diferente do que outros países, inclusive “ricos” fazem. Ela citou que países como o Canadá, Estados Unidos e Reino Unido tem mais de 25% da sua força de trabalho médica formada por estrangeiros. No Brasil, esse percentual é de menos de 2%.
 
Outra ação prevista do governo é melhorar a infraestrutura dos hospitais, por isso ela apoiou a destinação de 25% dos royalties do petróleo para a saúde e defende que 50% das emendas parlamentares sejam revertidas para essa área.
 
Na cerimônia, foram anunciados investimentos de R$ 2,57 bilhões para a implantação de uma linha de monotrilho de 22 quilômetros que vai ligar São Gonçalo a Niterói, no Grande Rio (a chamada Linha 3 do metrô). Segundo a presidenta, o modal será importante para aliviar o trânsito na região e aproximar os moradores de seu trabalho e estudo, reduzindo o tempo do trajeto. Dilma disse que nas décadas de 80 e 90, os governos diziam que investir em metrô era coisa de país rico, por isso agora é preciso “correr atrás do prejuízo”.
 
Antes do início do evento no Clube Mauá de São Gonçalo, alguns manifestantes vestidos de preto protestavam, do lado de fora, contra questões como o voto secreto no Congresso Nacional e a proibição do uso de máscaras nas manifestações do Rio de Janeiro.

Agência Brasil

Fabricantes de medicamentos contínuos terão que informar fim de produção seis meses antes

Brasília – As empresas fabricantes que decidirem suspender a produção de determinado medicamento contínuo - usado principalmente no tratamento de doenças crônicas e ou degenerativas, como diabetes e alteração de pressão -, terão que informar os consumidores seis meses antes de a fabricação ser suspensa.
 
A medida foi aprovada ontem (12) pelos senadores da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e pode evitar que as pessoas sejam surpreendidas com a falta de abastecimento de um remédio essencial em farmácias e drogarias.
 
O país já tem uma lei que obriga as empresas que decidirem deixar de fabricar determinada droga a comunicar a decisão ao Ministério da Saúde com antecedência mínima de 180 dias. Pelas regras atuais, a suspensão da produção ou o cancelamento de registro de medicamentos ainda depende de uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 
De acordo com a relatora, Vanessa Graziottin (PCdoB/AM), o projeto reforça o direito à informação e complementa as normas atuais. “[Com] a informação acerca da descontinuidade da produção de determinado medicamento, [o consumidor] terá tempo hábil para se precaver e adquirir unidades extras do produto antecipadamente, além de buscar um substituto com o seu médico”, destacou.
 
Pelo texto, os fabricantes serão obrigados a incluir uma advertência sobre o encerramento da produção na embalagem do produto. O projeto, que ainda precisa ser aprovado na Câmara para passar a valer como lei, também define um piso mensal de fornecimento de medicamentos de uso contínuo ao mercado em quantidade igual ou superior à média de vendas do produto dos três meses anteriores, respeitada a demanda de cada município.
 
Agência Brasil