Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



domingo, 15 de setembro de 2013

Abuso de antidepressivos pode trazer problemas e efeitos colaterais

Os especialistas citam vários motivos para isso. A depressão é comum, e as dificuldades econômicas nos tornaram ainda mais estressados e angustiados
 
Há propagandas que promovem antidepressivos na televisão, e eles geralmente são cobertos pelos planos de seguros de saúde, mesmo que estes limitem os tratamentos psicoterápicos. Porém, um estudo recente sugere outra explicação: que a depressão está sendo diagnosticada em excesso, em uma escala extraordinária.
 
O estudo, publicado em abril no periódico Psychotherapy and Psychosomatics , revelou que quase dois terços de uma amostra de mais de cinco mil pacientes que tinham recebido diagnóstico de depressão nos últimos 12 meses não satisfaziam os critérios de classificação de um episódio depressivo grave, tal como descrito pela bíblia dos psiquiatras, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (ou DSM).
 
A pesquisa não foi a primeira a descobrir que os pacientes frequentemente recebem diagnósticos "falso-positivos" de depressão. Várias análises anteriores relataram que a precisão diagnóstica é baixa em consultórios de clínica geral, em grande parte porque a depressão grave é bastante rara nesse contexto.
 
Os idosos mostraram maior propensão para receber esse diagnóstico, revelou o estudo mais recente. Seis dos sete pacientes de 65 anos ou mais que receberam diagnóstico de depressão não se encaixam nos critérios. Pacientes com nível de instrução mais alto e aqueles com problemas de saúde se mostraram menos propensos a receber um diagnóstico impreciso.
 
A grande maioria dos indivíduos diagnosticados com depressão, com ou sem motivo, receberam medicação, disse o principal autor do estudo, Dr. Ramin Mojtabai, professor associado da Escola Johns Hopkins Bloomberg de Saúde Pública. A maioria das pessoas continua a tomar os medicamentos - que podem ter vários efeitos colaterais - por pelo menos dois anos. Alguns os tomam por pelo menos uma década.
 
"Não se trata apenas de os médicos estarem prescrevendo mais. A população tem pedido mais medicamentos", disse Mojtabai. "Sentimentos de tristeza, o estresse da vida diária e problemas de relacionamento podem causar sentimentos de perturbação ou tristeza que podem ser passageiros e não durarem muito tempo. Entretanto, os americanos têm tomado cada vez mais antidepressivos para enfrentar esses sentimentos".
 
Por outro lado, no ano passado, a Faculdade Holandesa de Médicos de Clínica Geral recomendou que seus membros prescrevessem antidepressivos só em casos graves e, em vez disso, oferecer tratamento psicológico e outras formas de apoio na vida cotidiana. Autoridades observaram que os sintomas depressivos podem ser uma reação normal, passageira, de decepção ou perda.
 
Ironicamente, embora muitos pacientes nos Estados Unidos sejam inadequadamente diagnosticados com depressão, muitos que realmente sofrem da doença ficam sem tratamento. O Dr. Mark Olfson, professor de psiquiatria clínica no Centro Médico da Universidade de Columbia, disse que a partir do momento em que desenvolvem depressão, os americanos levam oito anos, em média, para buscar atendimento. Diagnosticar a depressão é uma tarefa inerentemente subjetiva, disse o Dr. Jeffrey Lieberman, presidente da Associação Americana de Psiquiatria.
 
"Seria ótimo se pudéssemos fazer um exame de sangue, um teste de laboratório ou um eletrocardiograma", disse Lieberman, notando que as alegações semelhantes às de abuso de antidepressivos já foram feitas quanto a síndromes como déficit de atenção e hiperatividade. "O diagnóstico é feito pelos sintomas, pela história e pela observação."
 
O novo estudo atraiu 5.639 pessoas que tinham sido diagnosticadas com depressão, entre uma amostra representativa a nível nacional, de mais de 75 mil adultos que participaram da Pesquisa Nacional de Uso de Drogas e Saúde , em 2009 e 2010. Os sujeitos foram entrevistados pessoalmente com perguntas baseadas nos critérios do DSM-4. Apenas 38,4 por cento dos participantes satisfizeram os critérios de diagnóstico de depressão durante o ano anterior, disse Mojtabai.
 
É possível que alguns dos participantes não tenha parecido estar deprimido porque já tinham sido tratados com sucesso, disse o Dr. Jeffrey Cain, presidente da Academia de Médicos de Família. Talvez estivessem se sentindo melhores, o que pode ter mascarado a forma como eles responderam a perguntas sobre o passado. "Se examino pessoas que estão sob tratamento medicamentoso contra a pressão arterial elevada, minha expectativa é de que elas estejam melhores quando eu as examino", disse Caim.
 
De acordo com o DSM, um diagnóstico de episódio depressivo grave é apropriado se o paciente se sente deprimido e não tem interesse em atividades há pelo menos duas semanas, e também se ele sofre de pelo menos cinco sintomas que prejudicam o seu funcionamento no cotidiano. Entre eles, há o ganho ou perda de peso não intencional, os problemas para dormir, reações agitadas ou lentas demais, notadas pelos outros, fadiga e pouca energia, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, dificuldade de concentração e pensamentos recorrentes de morte.
 
"Nós não estamos apenas falando de alguém que está tendo um dia ruim ou discutiu com o cônjuge", disse Lieberman. "Estamos falando de algo grave, o que significa que esse algo é incapacitante e angustiante e não é transitório." Muitos médicos prescrevem, há bastante tempo, antidepressivos a pessoas que acabam de perder um membro da família, apesar de o DSM recomendar que os médicos distingam o luto normal do luto patológico.
 
Um mulher nova-iorquina de 50 anos contou que seu médico receitou um antidepressivo poucas semanas após a morte de seu marido, embora ela acreditasse que seus sentimentos de choque e tristeza eram adequados. "Ele me disse, 'Você tem viver de maneira funcional, você tem que manter seu emprego, você tem uma filha para criar'", disse a mulher, que pediu que seu nome não fosse citado porque poucos amigos ou membros de sua família souberam que ela estava tomando antidepressivos.
 
A maioria dos participantes do estudo não recebeu atendimento específico em saúde mental, mas Caim salientou que não ficou claro quem estava fazendo os diagnósticos equivocados: um psiquiatra, um médico não psiquiatra ou outro profissional, como uma enfermeira.
 
No entanto, embora um psiquiatra possa passar até 90 minutos com um paciente antes de dar um diagnóstico, os pacientes muitas vezes se sentem mais à vontade com seus médicos de cuidados primários, que raramente têm como dedicar tanto tempo assim a eles.
 
Lieberman sugeriu que apenas uma observação atenta pode ser apropriada em alguns casos, e que formas mais integradas de assistência médica podem em breve facilitar o encaminhamento dos pacientes para um profissional de saúde mental próximo.
 
Os médicos precisam aperfeiçoar suas habilidades de diagnóstico, disse Mojtabai, e devem resistir à tentação de "pegar o receituário, prescrever um antidepressivo e entregá-lo ao paciente."
 
iG

Anvisa e a indústria farmacêutica

Todos setores relacionados a produtos e serviços com reflexo potencial à saúde da população brasileira sofrem regulação da ANVISA

Afinal, essa é a mais abrangente autarquia da administração indireta da União.

A Anvisa tem, portanto, função determinante em qualquer investimento no mercado farmacêutico.

Autarquia de natureza técnico-científica, as ações da ANVISA têm efeito indutor sobre a produção e consumo de medicamentos.

A depender de suas ações no cumprimento de políticas públicas na área de saúde, inclusive, essa agência reguladora produz efeitos sobre a arrecadação.

O Fisco e o contribuinte sofrem, enfim, com a burocracia estrutural da Anvisa.

Recentes alterações normativas podem, afinal, alterar esse quadro negativo do setor.

Percebe-se, ao menos preliminarmente, que a Anvisa atendeu às solicitações do setor farmacêutico.

É preciso lembrar que o investidor, por natureza, procura sempre o ambiente menos hostil ao capital, numa lógica liberal inexorável.

Sob a perspectiva estrutural da Anvisa, um novo conselho consultivo deve trazer descentralização na tomada de decisões técnicas, agilizando os processos normativos, autorizativos e fiscalizatórios.

O conselho sofrerá consultas sobre novas tecnologias em saúde.

Esses implementos tecnológicos são passíveis de incentivo fiscal, com redução de carga tributária para a indústria brasileira.

O Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério da Fazenda têm o potencial de incentivar o desenvolvimento tecnológico.

Para dar cumprimento às políticas públicas de saúde, consideradas emergenciais para um país que sequer atende os requisitos internacionalmente aceitos, a promessa de liberação em três meses de medicamentos prioritários merece elogio. Vacinas, remédios para tratamento de Aids, enfim, o tratamento eficiente de epidemias e pandemias melhora o índice de desenvolvimento humano - IDH.

Quando maior o IDH, potencialmente, se dá um incremento na capacidade contributiva do cidadão.

No plano dos investimentos externos e internos, a boa notícia veio para as operações de fusão e aquisição de empresas do setor.

A autorização de transferência de titularidade de registro de medicamentos no caso de aquisição de empresas, sempre que não se modifique o processo de produção, permite que empresas sejam adquiridas sem ter que passar pelo problema do novo registro de medicamentos.

Isso vinha afastando os novos investimentos no setor, pois o empresário adquirente poderia ter que esperar até dois anos para entrar no mercado, com alto risco de perda da clientela e demais condições motivadoras do negócio.

Com o novo decreto, o Brasil pode voltar à condição de polo atraente de investimentos. Isso, somado ao fato do

Estado ser um grande comprador de medicamentos, tende a reverter o processo de desinvestimento no setor.

As novas tecnologias também foram brindadas nesse processo de revitalização da Anvisa.

Um dos problemas dos setores de pesquisa científica, como a biotecnologia, sofrem com as dificuldades de importação de produtos destinados para pesquisa.

Os projetos de pesquisa precisam de produtos desenvolvidos em outras jurisdições mais avançadas em determinas tecnologias para desenvolverem as técnicas locais.

A descontinuidade de fabricação de medicamentos traz problemas de saúde pública, além de desrespeitarem os direitos do consumidor.

O desabastecimento é um problema concorrencial que merece atenção.

Mesmo com antecedência de 12 meses em casos críticos de descontinuidade, o desabastecimento desequilibra o mercado, com a consequente concentração de poder econômico, como prejuízos para a arrecadação plural.

A reversão da desindustrialização não parece tarefa fácil.

Afinal, foram anos de desmandos governamentais e perseguição ao capital investidor.

O Sistema Tributário foi totalmente descaracterizado por uma política neoliberal de desestruturação do Estado.

Visava o Fisco arrecadar e, para tanto, desrespeitou princípios e regras constitucionais, desenvolvidas com muito cuidado pelo constituinte de 1988. Ainda há tempo de reverter esse quadro."
 
ABRADILAN

Siameses recém-nascidos na China fazem consulta para avaliar quadro

Meninos gêmeos têm 24 dias e compartilham o coração e um rim. Possibilidade de cirurgia de separação é descartada pelos médicos

Imagem mais antiga dos dois irmãos, feita no dia 30 de agosto (Foto: Reuters/Stringer)
Foto: Reuters/Stringer
Imagem mais antiga dos dois irmãos, feita no dia 30 de agosto

Dois meninos siameses recém-nascidos na China são submetidos nesta quinta-feira (12) a uma consulta médica para avaliar o quadro deles.

Os gêmeos têm 24 dias de vida e, como compartilham o coração e um rim, a possibilidade de cirurgia é descartada.

Os irmãos estão internados no Hospital Infantil de Urumqi, na região autônoma uigur de Xinjiang, no oeste do país.

Reuters/G1

Custos médico-hospitalares de planos individuais aumentam 15,4%

Segundo matéria do Valor Econômico, alta dos materiais e medicamentos foi o principal fator
 
O Jornal Valor Econômico publicou  dia 10 de setembro matéria informando que, segundo dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), os custos médico-hospitalares dos planos de saúde individuais registraram aumento de 15,4% em 2012, a maior alta apurada desde 2007, quando o levantamento começou a ser realizado.
 
A alta no valor dos materiais e medicamentos usados em internações hospitalares foi a principal causa do aumento, segundo o IESS. "O item internação representa 62% dos gastos de uma operadora de plano de saúde e essa fatia vem aumentando ano a ano, sem nenhuma sinalização de que haverá uma reversão dessa tendência", disse Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do IESS. Já os exames, consultas médicas e terapias responderam por 16%, 9% e 5%, respectivamente.
 
Carneiro afirma que há ganhos exagerados por parte de distribuidoras e importadoras de materiais como órteses e próteses. "Esse é um segmento sem regulação, pouco transparente e pulverizado. É comum um mesmo material ser comercializado por valores bem distintos", disse o executivo.
 
Por muitos anos, os hospitais também tiveram ganhos expressivos com materiais e medicamentos.
 
Mas essa prática, principalmente naqueles com melhor gestão, está diminuindo por conta de pressão das operadoras. Alguns convênios médicos chegam a comprar os materiais de alto custo diretamente do fabricante para evitar o custo da intermediação.
 
De acordo com um levantamento realizado pela Unidas, entidade que representa planos de saúde de autogestão (convênios médicos da própria empresa), em 2005 os materiais representavam 22,3% da despesa médico-hospitalar. Em 2010, essa participação saltou para 33%. Desta fatia, os gastos com órteses, próteses e materiais especiais representam 28,2%.
 
Há cerca de 10 milhões de planos de saúde individuais no país, o equivalente a cerca de 20% do setor. Neste ano, o reajuste concedido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para essa modalidade foi de 9%. Por conta do descasamento entre o aumento dos custos e o reajuste autorizado pela ANS, várias operadoras estão deixando de vender planos individuais. Há cerca de dois meses, a Amil e a Golden Cross interromperam sua atuação nesse segmento.
 
O setor como um todo também registrou aumento dos custos na casa dos 15%. Mas, entre os planos corporativos, o aumento de preços ficou próximo a esse percentual.
 
FENASEG

Anvisa suspende medicamento indicado para rinite alérgica

Produto Loratadina D, do laboratório Pharlab, deve ser retirado do mercado. Um lote de anti-inflamatório do mesmo laboratório também foi suspenso
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a fabricação e a venda do medicamento Loratadina D em comprimido, produzido pela indústria farmacêutica Pharlab.
 
A proibição vale para todo o país.

O motivo da suspensão, segundo a agência, é a alteração da formulação do remédio sem autorização prévia da Anvisa.
 
O remédio é um anti-histamínico indicado para aliviar os sintomas da rinite alérgica que tem em sua  composição loratadina e pseudoefedrina.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (10).
 
A resolução inclui ainda a suspensão de um lote do remédio anti-inflamatório Cedrilax 30, também produzido pelo laboratório Pharlab.
 
O motivo do banimento do lote 012509 do produto é o “desvio de qualidade em sua fabricação”.

Segundo a resolução, a empresa Pharlab deve recolher das farmácias o lote afetado do Cedrilax 30, além de todos os lotes de Loratadina D fabricados a partir de 2010.
 
As irregularidades foram constatadas em inspeção investigativa realizada pela Anvisa na empresa Pharlab, que tem sede em Lagoa da Prata, Minas Gerais.
 
 G1