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domingo, 15 de setembro de 2013

Hemangioma é comum em recém-nascidos; manchas vermelhas merecem atenção

Surgido a partir do acúmulo de vasos sanguíneos, geralmente não causam problemas, mas os pais devem ficar atentos à evolução e à localização do tumor
 
Um problema comum entre recém-nascidos, o hemangioma ainda tem várias teorias sobre sua formação, mas nenhuma totalmente confirmada.
 
O tumor acontece quando há um acúmulo de vasos sanguíneos sob a pele ou órgãos internos, que aparecem em forma de manchas avermelhadas ou arroxeadas. 
 
De acordo com a pediatra Andréa Gadelha Nóbrega Lins, essas manchas aparecem nas primeiras semanas de vida.
 
“Quando se percebe que a criança tem esse acúmulo de vasos, os pais devem procurar um pediatra para que ele indique qual o melhor tratamento, pois são vários e vão depender de onde eles estejam.”
 
O hemangioma é benigno. Porém, quando os vasos se acumulam próximo a órgãos, pode haver perigos de restrições físicas que trarão problemas mais graves.

“Há crianças que correm riscos quando o hemangioma se encontra no nariz, tapando as vias aéreas e impedindo que elas respirem adequadamente.
 
Há também o risco de eles surgirem próximos aos olhos.
 
O crescimento é rápido e pode acontecer nas duas primeiras semanas de vida”, explica. Em casos graves, o hemangioma pode, por exemplo, levar à cegueira.
 
A incidência é de três a cinco crianças com o problema a cada 100 nascidas.

A pediatra e mestre em dermatologia pediátrica Adriana Maria da Silva Serra diz que a involução espontânea é o mais esperado nos casos.
 
Ela explica que o hemangioma tem crescimento no período proliferativo, que acontece até o primeiro ano do bebê.
 
“Depois, ele estabiliza. Além disso, é mais comum no sexo feminino e 50% dos casos aparecem no polo cefálico.”

Saúde Plena

Vitamina D: saúde que vem do sol

Médico americano lança um livro no qual reforça o quão poderosa é a vitamina D e garante que o melhor meio de produzi-la é mesmo se expor ao sol
 
Não raro, a ciência e a medicina nos confundem. Isso acontece com a vitamina D, por exemplo, produzida pelo organismo, principalmente, a partir da exposição à luz solar. O problema, como explica Michael Holick, endocrinologista, professor e pesquisador, é que, para que o corpo a produza, é preciso tomar sol entre 10h e 15h, período completamente diferente daquele considerado seguro. “O horário do dia faz diferença, pois o sol muda de ângulo. É muito difícil produzir vitamina D nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde, mesmo durante o verão”, justificou o especialista em seu recém-lançado livro Vitamina D — Como um tratamento tão simples pode reverter doenças tão importantes (Editora Fundamento).

A vida moderna, agitada e, geralmente, enclausurada em escritórios à prova de luz natural, porém, nos afasta do sol. Também o medo das complicações provocadas pelo excesso da exposição nos faz evitá-lo. O que o médico salienta é que psoríase, doenças cardíacas e autoimunes, depressão, insônia, artrite, fibromialgia, autismo, diabetes e outras enfermidades podem ser prevenidas com a vitamina D. Mas, para isso, é preciso tomar sol. “A vitamina D pode reduzir o risco de muitas doenças ao longo da vida”, reforça Michael Holick. “Tomar sol faz as pessoas se sentirem melhores e deixa os ossos fortes, prevenindo fraturas no futuro.”
 
A maioria das pessoas pensa que a vitamina D é importante apenas para ajudar o corpo a absorver o cálcio. Quais seriam os outros benefícios?
Para a vitamina D funcionar, ela tem que interagir com um receptor, que existe no intestino, nos ossos e também no cérebro, no coração, nos pulmões. Basicamente, todos os tecidos e células do corpo têm o receptor para vitamina D, incluindo as células imunológicas. Então, não é uma surpresa que ela tenha outros benefícios importantes para a saúde. Sabemos que a maioria das grávidas apresentam uma deficiência de vitamina D, então têm maiores riscos de pré-eclâmpsia (doença no qual a gestante desenvolve hipertensão). Também é mais provável que elas precisem de uma cesariana, pois a vitamina D é muito importante para o funcionamento dos músculos. Há evidências de que, se recém-nascidos tivessem quantidades adequadas da vitamina, isso poderia diminuir em quase 88% o risco de eles desenvolverem diabetes tipo 1 em idades mais avançadas. Estudos associam a deficiência dela à esclerose múltipla e a outras doenças crônicas. Há boas evidências de que reduza o risco de infecções, tanto em adultos quanto em crianças, além do risco de cânceres sérios, como de próstata, de mama e de outros tipos. Como o cérebro é um receptor de vitamina D, as pessoas se sentem bem quando expostas à luz do sol. Há também evidências de que algumas disfunções neurológicas, como esquizofrenia e depressão, têm sido associadas com a deficiência dessa vitamina.

Por que a recomendação é que se tome sol principalmente nos braços e nas pernas?
A razão se baseia na “regra dos nove”: 18% do seu corpo está dividido entre seus dois braços; 36% nas suas pernas; 18% na sua barriga tórax; 18% nas suas costas; apenas 9% no seu rosto e 1% no resto. Seu rosto é a parte mais exposta ao sol e não há razão para expô-lo ainda mais, além de ser a área mais propensa a desenvolver câncer de pele. Então, se você expõe os braços e as pernas, não terá câncer de pele, porque eles não pegam tanto sol assim e ainda estará expondo quase 30%, 40% da superfície do seu corpo.

Qual deve ser esse horário de exposição?

Entre 10 horas da manhã e 15 horas. Antes disso, os raios são pobres em radiação UVB, necessária para garantir uma produção considerável de vitamina D. Logo cedo ou no fim da tarde, a luz do sol é igual aos raios solares do inverno. Nesses horários, você não pode produzir vitamina D, mesmo que tenha um elevado índice de raios UVB. Você só começa a produzi-la depois das 10h e o processo termina por volta das 15h.

Em locais como o Brasil, onde o sol parece ser mais forte do que em outros lugares, é possível produzir e absorver quantidades maiores de vitamina D?
Aqui, você precisa se expor a menos luz do sol para produzir a mesma quantidade de vitamina D do que uma pessoa que vive em Boston, por exemplo. Geralmente, recomendo ficar exposto cerca de 30% a 50% do tempo que demoraria para ter uma queimadura solar, duas a três vezes por semana, seguido de boa proteção solar. Nós desenvolvemos recentemente um aplicativo para celular chamado D Minder, que diz se a pessoa está produzindo vitamina D. O usuário insere seu tipo de pele e o aplicativo avisa quando a pessoa deve sair do sol, pois está sendo exposto demais. É um jeito de tirar vantagens dos efeitos benéficos do sol sem correr riscos.

Crianças e idosos precisam se expor mais ao sol do que adultos?
Conforme você envelhece, não produz tanta vitamina D, mas estudos mostram que mesmo idosos de 70, 80 anos, tanto homens quanto mulheres, se expostos à luz do sol pelo período de tempo recomendado, produzem uma quantidade adequada da vitamina.

É possível consumir vitamina D por meio de alimentos?
O problema é que não há vitamina D em muitos alimentos. Apenas peixes oleosos, como o salmão, têm vitamina D, mas ainda assim você teria que comê-lo todos os dias. Cogumelos expostos ao sol também têm. E é isso. Como resultado, se não houver nenhuma exposição ao sol, todos serão deficientes em vitamina D.

Há sintomas indicativos de que a pessoa está com deficiência de vitamina D?
Os sintomas são muito inespecíficos. Geralmente, crianças e adultos sentem-se cansados; têm dores nos músculos e nos ossos; não querem se levantar da cama pela manhã.

Quanto tempo depois de começar a se expor ao sol ou a tomar suplementos vitamínicos uma pessoa com deficiência de vitamina D começa a se sentir melhor?
De modo geral, levam-se meses para uma pessoa se tornar deficiente da vitamina. Então, geralmente passam várias semanas até que a pessoa comece a melhorar. Eu recomendo às crianças mil unidades de vitamina D por dia e dois mil unidades diárias para adultos.

O senhor pesquisa esse tema há cerca de 30 anos, mas a importância da vitamina D para a saúde parece ser uma preocupação mais recente. Por que acha que o assunto está despertando atenção das pessoas agora?
Apenas na última década começaram a surgir muitas publicações sobre o assunto, que demonstraram os benefícios da vitamina D, incluindo a redução do risco de doenças cardíacas e diabetes. O principal motivo desse interesse é que os pesquisadores e as pessoas estão finalmente começando a prestar atenção à mensagem de nunca se expor ao sol sem protetor solar. Isso agora está causando um grande problema médico, que é a deficiência em vitamina D. Mais e mais revelações estão surgindo sobre os benefícios dessa vitamina. Como tudo na vida, moderação é o caminho. Então, o ideal é tirar vantagem da exposição solar e usar protetor para não ter queimaduras nem aumentar o risco de desenvolver câncer de pele. A maioria dos melanomas, inclusive, ocorrem nas áreas menos expostas ao sol. São aqueles que ficam com queimaduras por ficarem na praia aos fins de semana que têm alto risco da doença.

Saúde Plena

Mundo pode evitar gastos de U$ 47 bilhões em tratamentos de saúde

Segundo o relatório, se não houver investimento, 1 milhão de pessoas no mundo morrerão de tuberculose
Foto: UN Photo/Fardin Waezi
Segundo o relatório, se não houver investimento, 1 milhão de
pessoas no mundo morrerão de tuberculose
A afirmação é de relatório do Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária, divulgado nesta quinta-feira
 
Segundo relatório do Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária, divulgado nesta quinta-feira (12), o mundo poderia evitar gastos de US$ 47 bilhões (cerca R$ 106 bilhões) em tratamentos de saúde.
 
O documento destaca que se os países não que investirem no Fundo, podem registrar, a cada ano, 2,6 milhões de novas infecções por HIV, com outras 196 mil vidas perdidas pela malária.
 
O Fundo Global pede aos doadores a garantia de pelo menos US$ 15 bilhões para 2013. Os investimentos adequados poderiam garantir tratamento para 3 milhões de pessoas contra tuberculose e prevenir 430 milhões de casos de malária.
 
Ainda segundo o relatório, se não houver investimento, 1 milhão de pessoas no mundo morrerão de tuberculose. Os especialistas explicam que se a doença não for tratada agora, a um custo de US$ 30 por paciente, no futuro, esse valor pode aumentar até mil vezes para realizar o mesmo cuidado médico.
 
Para o período entre 2014 e 2016, o Fundo e seus parceiros técnicos calculam que serão necessários US$ 87 bilhões de dólares para combater e manter sob controle as três doenças em países de baixa e média rendas.
 
Na última década houve um grande progresso na luta contra esses problemas. Em 2000, por exemplo, apenas 50 mil pessoas recebiam o coquetel antirretroviral na África Subsaariana. Esse número passou para mais de 7 milhões em 2011.
 
Em relação à tuberculose, no mesmo período, o índice de detecção passou de 43% para 66% e o de sucesso no tratamento de 67% para 87% entre os países com o maior número de casos.
 
A malária tem o resultado mais expressivo. Segundo o relatório, houve uma redução de 90% nas mortes entre as crianças.
 
Falando sobre os benefícios do combate a essas doenças, o Fundo Global explicou que para cada dólar investido na luta contra o HIV, há um retorno de US$ 12. A economia nos gastos aumenta para US$ 20 no caso da malária e US$ 30 na tuberculose.
 
Isaude.net

Testes com medicamentos contra o coronavírus têm resultado positivo

Imagem divulgada pela agência britânica de proteção à saúde mostra o coronavírus visto ao microscópio (Foto: AFP)
Foto: AFP
Coronavírus visto ao microscópio
Combinação de remédios teve efeitos benéficos em macacos infectados. Ribavirina e interferon alfa 2b agiram contra dano pulmonar e replicação viral
 
Pesquisadores americanos e europeus realizaram testes em macacos infectados com o coronavírus Mers (sigla para Síndrome Respiratória Coronavírus do Oriente Médio) e descobriram que o tratamento com dois medicamentos combinados reduziu a replicação viral e danos pulmonares causados pela infecção.
 
O estudo com os resultados foi publicado nesta semana na revista "Nature Medicine".
 
Os cientistas apontam que uma combinação da ribavirina e do interferon alfa 2b, medicamentos normalmente utilizados para tratar a hepatite C, pode funcionar em tratamentos contra o coronavírus.
 
A pesquisa incluiu especialistas da Universidade de Washington, em Seattle, e do Instituto Nacional para a Alergia e Doenças Infecciosas, ambos nos EUA. Além deles, pesquisadores da Universidade Pierre e Marie Curie, na França, participaram do estudo.
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) havia anunciado, em agosto, que ao menos 102 pessoas foram infectadas com o coronavírus em 2012, sendo que quase a metade destes pacientes morreu.
 
Identificado pela primeira vez na Arábia Saudita, no ano passado, o vírus já causou 45 mortes no país, de acordo com a Reuters. A infecção costuma causar tosse, febre e pneumonia, diz a agência.
 
"Como os dois medicamentos estão facilmente disponíveis, eles poderiam ser utilizados para tratar pacientes infectados com o coronavírus", afirmou a pesquisadora Angela Rasmussen, uma das autoras do estudo, em entrevista ao site da Universidade de Washington.
 
Atualmente não há tratamento efetivo contra a infecção, dizem os cientistas. Ao invés de atingir diretamente o vírus, como a maioria dos antivirais, o que os remédios fazem é "ajustar" a resposta imunológica do organismo e auxiliar no reparo de tecido pulmonar danificado.
 
A pesquisadora aponta que novos estudos precisam ser realizados e que outros medicamentos com a capacidade de "modular" a resposta do organismo à infecção viral podem ser efetivos contra o coronavírus.
 
G1

Jornal Nacional encontra falhas no Cartão Nacional de Saúde