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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Pesquisa do Ministério da Saúde vai indicar como os brasileiros utilizam medicamentos

Brasília - A partir da próxima segunda-feira (23), 140 entrevistadores vão coletar dados para a Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos (Pnaum), lançada ontem (19) pelo Ministério da Saúde. O objetivo é mostrar como os remédios são utilizados pelos brasileiros.
 
O levantamento vai revelar também como se dá o acesso a esses medicamentos pelo Sistema Único de Saúde e pelas drogarias privadas, se as pessoas seguem as prescrições médicas e se há variação no acesso aos remédios de acordo com condições sociais, econômicas e demográficas. A pesquisa inclui medicamentos para as doenças mais comuns e para doenças crônicas
 
Na primeira etapa do levantamento, mais de 38 mil pessoas de todas as idades serão entrevistadas em suas residências. Ao todo, os entrevistadores farão 11 blocos de perguntas, entre elas sobre os hábitos das pessoas, medicamentos que usa, doenças mais frequentes na família, onde conseguem medicamentos e se usam remédio a partir de receita médica ou não.
 
Na segunda fase do levantamento, serão aplicados questionários nas unidades básicas de Saúde e nos locais de entrega dos medicamentos. Médicos, pessoal responsável pela distribuição de remédios e até secretários municipais de saúde também serão entrevistados nessa etapa.
 
De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, os resultados da pesquisa vão fornecer subsídios para políticas de combate à automedicação. “Medicamento é um produto especial, que pode dar qualidade de vida mas, se mal utilizado, pode levar à morte”, ressaltou o secretário. Ele alerta que, anualmente, cerca de 10 mil pessoas são internadas por intoxicação medicamentosa.
 
A pesquisa será feita em 245 municípios de todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Os dados serão analisados por professores de 12 instituições, como universidades federais, a Fundação Oswaldo Cruz e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). As universidades federais do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais estão com a coordenação da pesquisa. De acordo com Gadelha, os resultados da primeira etapa serão divulgados em fevereiro de 2014, e os da segunda, em julho. O trabalho terá custo de R$ 9,4 milhões.
 
Agência Brasil

Secretaria de Saúde do Rio vai vacinar crianças contra catapora

Rio de Janeiro - A vacina contra a catapora (varicela) começa a ser oferecida a partir de 1º de outubro em todas as clínicas da Família e nos centros municipais de Saúde do município do Rio.
 
A vacina foi incluída na tríplice viral, que protege a criança do sarampo, da caxumba e da rubéola. O alvo da vacinação, segundo a Secretaria de Saúde, são crianças com 15 meses de idade e que já tenham tomado a primeira aplicação da tríplice viral. Cerca de 17 mil doses estarão disponíveis nos locais de vacinação nos meses de outubro e novembro.
 
A Superintendente de Vigilância em Saúde, Cristina Lemos, explicou que "a catapora é uma doença aguda e altamente contagiosa, caracterizada pelo surgimento de lesões cutâneas que são chamadas de vesículas, podendo ser acompanhada de febre moderada e outros sintomas sistêmicos leves. As principais complicações são infecções secundárias na pele, podendo levar à hospitalização e, mais raramente, sequelas neurológicas".
 
Ainda de acordo com Cristina Lemos, "foram registrados no Brasil, entre os anos de 2008 a 2012, 45.495 internações por varicela, com uma média anual de 9.099 casos. O maior número de hospitalizações concentra-se na faixa etária de 1 a 4 anos. O menor número aparece nas crianças até 1 ano e entre as crianças de 5 a 9 anos", disse.
 
A Secretaria Municipal de Saúde não informou o número de casos de catapora e de mortes registrados no Rio entre os anos de 2008 e 2012. A vacina, que raramente causa reação alérgica, agora faz parte do calendário básico de vacinação infantil e tem 97% de eficácia. A secretaria estima uma aplicação de mais de 7 mil doses da tetra viral por mês, no município do Rio de Janeiro. Além disso, com a inclusão da vacina contra a catapora, o órgão calcula uma redução de 80% nas hospitalizações pela doença.

Agência Brasil

Padilha diz que país enfrenta epidemia de crack e defende parceria com estados e municípios

Brasília - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou a importância de estados e municípios colaborarem na execução de políticas públicas de combate ao crack.
 
O ministro, que participou de sessão temática sobre o financiamento da saúde no Senado, comentou os dados apresentados na Estimativa do Número de Usuários de Crack e/ou Similares nas Capitais do País, divulgada ontem (19) pelos ministérios da Justiça e da Saúde.
 
“A pesquisa mostra que o problema é grave, que há uma epidemia de crack no nosso país. Precisamos expandir ainda mais os serviços, e essa parceria com os estados e municípios é fundamental. São R$ 2 bilhões disponíveis e nós precisamos muito dessa parceria para que esses serviços cheguem à ponta”, disse o ministro.
 
Padilha disse ainda que o estudo, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), dá um panorama claro sobre a epidemia de crack e definiu a pesquisa como “o mais amplo estudo já feito no Brasil e no mundo” sobre o problema. “Uma coisa que o estudo mostra é que a maior parte dos dependentes de crack quer se tratar. Nós precisamos aproveitar que eles querem se trata para oferecer serviços, sejam públicos, em instituições religiosas ou comunidades terapêuticas. É fundamental que a gente alivie o sofrimento desses jovens e de suas famílias”, disse.
 
A estimativa feita pela Fiocruz aponta que os usuários regulares de crack e/ou de formas similares de cocaína fumada (pasta-base, merla e oxi) somam 370 mil nas 26 capitais e no Distrito Federal. Considerada uma população oculta e de difícil acesso, ela representa 35% do total de consumidores de drogas ilícitas, com exceção da maconha, nesses municípios, estimado em 1 milhão de brasileiros.

Agência Brasil

Médica espanhola diz que precisa de pouco para atender pacientes do Mais Médicos

Rio de Janeiro – O médico de família precisa de suas mãos e sua cabeça para trabalhar. As outras coisas são complementares. A opinião é da médica espanhola Amaia Foces, que tem especialidade em medicina da família e comunitária, e experiência de mais de 12 anos no Reino Unido.
 
Apesar de reconhecer as dificuldades enfrentadas por muitos municípios, ela rebate as críticas ao Programa Mais Médicos, segundo as quais falta estrutura para nas cidades escolhidas pelo Ministério da Saúde.
 
“Os remédios básicos vocês têm no Brasil, e não precisa de uma medicação muito especializada. Para 95% dos problemas que a gente vai ver, eu tenho as minhas mãos, os meus olhos e a minha cabeça, e não preciso de nada mais, só um estetoscópio", diz Amaia Foces. Para ela, que vai para o município de Itaguaí, na região metropolitana do Rio, a expectativa é de ajudar a população que mais precisa de assistência. “Eu estou entusiasmada com a paixão do pessoal da saúde aqui, da assistência básica, a emoção que eles estão colocando, os esforços de melhorar a saúde, eles estão perto da população”, disse.
 
Amaia faz parte do grupo de 12 médicos, com diploma no exterior, que vai atuar no estado do Rio. Após as quatro semanas de curso, os profissionais passaram por mais uma semana de ambientação para conhecer os equipamentos da rede estadual. A superintendente de Atenção Básica da Secretaria de Estado de Saúde, Andrea Mello, explica que, desde segunda-feira, os médicos assistem a palestras e fazem visitas às unidades.

A visita de ontem (19) foi ao Centro de Diagnóstico por Imagem. Na próxima segunda-feira, os profissionais chegam aos municípios, onde passam por nova ambientação e começam a atender a população. No Rio de Janeiro, 69 municípios aderiram ao programa, solicitando 506 médicos. Na primeira etapa, foram 72 médicos alocados em 29 municípios, entre eles 12 estrangeiros.

Agência Brasil

Padilha diz que governo tem priorizado atenção básica à saúde

Foto: Agência Brasil
Brasília - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou ontem (19) deputados e senadores de que o debate sobre o aumento de recursos para a área de saúde tem que incluir medidas de controle e acompanhamento de gastos e prever, claramente, o destino desse dinheiro.
 
Durante uma sessão temática no Congresso para discutir formas de financiamento da área, Padilha defendeu mais investimento na atenção básica e explicou que o governo tem priorizado o setor e conquistado resultados históricos, segundo ele.
 
“A saúde começa antes do hospital, na atenção básica, com agentes de saúde, enfermeiros, médicos e nutricionistas. Não só ampliamos o investimento per capita nos últimos dez anos, como também estados e municípios colocaram mais recursos e como aumentamos os recursos para atenção básica, oferta de medicamentos e vacinas”, disse, ao destacar que os investimentos na atenção básica foram maiores que aqueles executados dentro de hospitais.
 
Padilha disse que o Brasil conquistou a meta de redução da mortalidade infantil quarto anos antes do prazo definido pelos Objetivos do Milênio e explicou que com os investimentos em prevenção o país vem reduzindo significativamente a necessidade de internações. “É preciso cuidar da saúde das pessoas, não só das doenças. Colocamos novas vacinas que reduziram 30% doenças diareicas entre crianças”, exemplificou.
 
Ao rebater críticas sobre os reajustes das tabelas do Sistema Único de Saúde (SUS), o ministro garantiu que os valores têm sido revisados anualmente. Segundo números da pasta, em 2011, 96 procedimentos foram reajustados. Em 2012, 164 procedimentos e, em 2012, 63 procedimentos.
 
“Desde 2003, governo federal cumpre todo ano o que está estabelecido na Emenda 29. Os investimentos da União levaram ao aumento de 66% do investimento per capita na área de saúde”, explicou.
 
Padilha ainda defendeu o Programa Mais Médicos, ao afirmar que milhões de brasileiros ainda não têm atendimento medico no país. “O Mais Médicos é o primeiro passo para uma profunda transformação do serviço público de saúde e é o passo mais corajoso.”
 
O Mais Médicos é um dos projetos em análise no Congresso Nacional que também analisa propostas que garantiriam, por exemplo, uma porcentagem de 10% da receita bruta do governo para a área de saúde.
 
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), lembrou que a realidade em muitas unidades de saúde do país é caracterizada pelas longas filas, descaso, desconforto, falta de médicos e de medicamentos. “A situação atinge mais dolorosamente a população de menor poder aquisitivo. O sistema público de saúde tem, além da responsabilidade legal, compromisso moral com os menos favorecidos.”
 
Agência Brasil