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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Desabastecimento nos hospitais tocantinenses resulta em Ação

Ao longo deste ano os órgãos de fiscalização receberam vários relatos sobre a situação dos hospitais públicos do Estado. Pacientes reclamam a falta de remédios, materiais para realização de cirurgias e equipamentos a serem utilizados nos atendimentos.
 
Numa ação conjunta, as Defensorias Públicas da União e do Estado e os Ministérios Públicos Federal e Estadual realizaram inspeções nos hospitais, onde conheceram a realidade dos locais, conversaram com parentes e pacientes internados ou a espera de atendimento, profissionais de saúde, recolheram relatórios e dados que comprovaram o desabastecimento, falta de logística e planejamento e uma prestação de serviços insuficientes à população.

Apesar de todos os esforços para resolver as deficiências detectadas de maneira extrajudicial, não houve resolução das irregularidades e com isso foi ajuizada uma Ação Civil Pública – ACP, em face do Estado do Tocantins e da União (Governo Federal) onde se determina a garantia tempestiva e regular do fornecimento de todos os medicamentos, materiais e insumos hospitalares necessários ao funcionamento adequado de todos os hospitais públicos.

Procurador, Promotores e Defensores Públicos se depararam com vários casos graves no Hospital Geral Público de Palmas, como o de A. M. A. S, 38 anos de idade, internada na Unidade de Terapia Intensiva, que precisava de uso constante do medicamento Polimixina B e, mesmo com uma decisão judicial, o Estado não forneceu continuamente a dosagem necessária, e essa descontinuidade pode ter acarretado em sua morte.
 
O marido, Lindomar de Sena Vieira, na ocasião contou ter sido necessária a compra do medicamento, já que o hospital não estava fornecendo, e essa seria a mesma situação de outros pacientes. Nos relatórios ficou comprovado que no período de 2 de julho a 12 de setembro de 2013 foram solicitadas à Secretaria Estadual de Saúde - Sesau, 7.050 ampolas do medicamento, mas somente 875 foram entregues, quantidade que não supre a demanda.

A ACP não é a primeira medida tomada para que o Governo do Estado, através da Sesau, regularize a situação dos hospitais públicos. Em março último, também foi instaurado Inquérito Civil com o objetivo de averiguar a ineficiência da gestão em todos os hospitais da rede pública estadual e de pequeno porte municipais, no que tange ao déficit de leitos.
 
Em 12 de agosto durante uma reunião, a secretária Estadual de Saúde, Vanda Paiva, reconheceu o problema, comprometendo-se a resolver o mais rápido possível, definindo prazos para apresentação de documentos, garantindo agilizar procedimentos de compra de medicamentos e materiais, o que foi feito, mas não de forma satisfatória a atender a demanda necessária e evitar o desabastecimento, ocasionando assim na propositura da mencionada Ação Civil Pública. (Assessoria)        
 
Jornal Stylo

Agora, pacientes podem pedir remédios nos balcões de farmácias

Kris Tavares/Tribuna Impressa
Foto Kris Tavares/Tribuna Impressa
Para Nair, farmacêuticos são habilitados para prescrição
Uma resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) autoriza, a partir de agora, que farmacêuticos prescrevam aos pacientes remédios para “transtorno menor”, como analgésicos e antitérmicos, que passam a não precisar mais de prescrição médica.

Esses medicamentos, para dor de cabeça, resfriados, febre e diarreia, por exemplo, já eram comprados livremente nas drogarias de Araraquara.

Com a medida, o cliente poderá passar por uma “consulta” no próprio balcão da farmácia e receber uma receita com a assinatura e o carimbo do farmacêutico responsável.

A medida causou polêmica. O Conselho Federal de Medicina (CFM) informou que vai entrar na Justiça para reverter a decisão e alega que esses profissionais não têm autorização legal para orientar qual medicamento o paciente deve tomar.
Facilidade

Para a farmacêutica Nair Argueles Fernandes, que trabalha em uma drogaria da cidade há 17 anos, a relação das farmácias com os pacientes é mais próxima do que a com os médicos.

“Todos sabem a dificuldade que é marcar uma consulta neste país. A farmácia tem essa facilidade, é a linha de frente. Os farmacêuticos estão habilitados e têm condições para essas prescrições”, afirma.

A profissional acredita que deveria haver união entre farmacêuticos e médicos e ressalta que as pessoas devem fazer uso correto dos remédios, seguindo as orientações.

“Nós temos farmacêuticos idôneos e sérios, que sabem indicar os medicamentos e fazer um bom atendimento”, conclui.
Atenção

A secretária Maria Aparecida Napoleão Vieira, 38 anos, afirma que sempre conversou com farmacêuticos e nunca teve problemas com os medicamentos indicados por esses profissionais.

“Se o problema de saúde é simples, eles me vendem o remédio. Tem farmacêuticos que são melhores que médicos, por nos dar mais atenção. Acho que eles têm a mesma capacidade”, disse à Tribuna, enquanto saía de uma farmácia.

Farmacêuticos devem prescrever medicamentos?
 
A favor
"O que o farmacêutico quis foi formalizar o que já faz no dia a dia. Medicamentos sem prescrição médica não significa que sejam livres de orientação. Não queremos que o paciente chegue na farmácia e saia comprando, igual gôndola de supermercado, e nem que ele saia misturando remédios.
O farmacêutico entende de medicamentos, pois estudou farmacologia. Então, nada mais justo que ele possa receitar.
 
Os médicos acham que queremos tomar o lugar deles. Mas só queremos mostrar o nosso papel e atender o cliente, que tem direito a procurar o farmacêutico e não ser enganado por um balconista.

 Além disso, a pessoa não tem um médico sempre à disposição, mas tem um farmacêutico disponível 24 horas por dia." - Márcia Regina Terasso Magnani, Diretora do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo - Seccional de Araraquara

Contra
"A legislação que regulamenta a profissão do farmacêutico, em nenhum momento, coloca como atribuição desse profissional a prescrição de medicamentos.
 
Cabe ao médico a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doenças. Nenhuma outra categoria profissional brasileira tem essa previsão legal, cabendo apenas ao médico fazer o diagnóstico nosológico (de doenças) e indicar o tratamento, se necessário.
 
O CFM entende que, apesar de aparentemente simples, uma dor de cabeça pode ser sintoma de um problema mais grave, como um acidente vascular cerebral. Portanto, é mais seguro, então, que esse paciente seja atendido por um médico, e não por um profissional que pode conhecer tudo da composição química dos remédios, mas não foi preparado para diagnosticar doenças." - Nota do Conselho Federal de Medicina (CFM)
 
EPTV

Uma nova abordagem contra o câncer

Cientistas propõem que os tumores sejam classificados de acordo com o material genético em vez da condição celular. A proposta pode levar a mudanças nas formas de tratamento
 
De forma semelhante ao Projeto Genoma Humano (PGH), que consistiu em um esforço internacional para mapear o código genético humano e identificar todos os seus componentes, a comunidade científica mundial se une para a construção do Atlas Genômico do Câncer (TCGA, em inglês).
 
Na primeira empreitada, finalizada em 2003, centenas de laboratórios e institutos de saúde debruçaram-se sobre a tarefa de sequenciar os genes que codificam as proteínas do corpo humano e as sequências de DNA deles, um a um. Na nova, cientistas de renomadas instituições de pesquisa fornecem mapas tumorais moleculares sem precedentes e sugerem uma nova classificação para os tipos de câncer baseada nas informações genéticas dos tumores em vez da origem celular, como é feito atualmente.

Em dois artigos publicados hoje na revista científica Nature Genetics, a equipe do projeto do Atlas Genômico do Câncer apresenta números grandiosos. O time é composto por mais de 250 colaboradores, distribuídos por quase 30 instituições. Os resultados estão baseados na análise integrada de 1.930 arquivos de dados, para os quais foram utilizadas seis tecnologias biomoleculares. O projeto TCGA foi iniciado em 2006 com o objetivo de coletar e montar o perfil de mais de 10 mil amostras de tumores de pelo menos 20 tipos de câncer. A vasta coleta de amostras, depositadas e descritas em múltiplas plataformas técnicas, produziu os dados para um atlas cada vez mais completo das alterações moleculares do problema.

A doença pode ter centenas de formas, dependendo da localização, da célula de origem e do espectro de alterações genômicas que promovem a oncogênese - alterações cromossômicas, celulares e ou genéticas que culminam no desenvolvimento de um câncer -  e afetam a resposta terapêutica. Ainda que hoje já tenham sido identificadas muitas informações genéticas com impacto direto na constituição das características fisiológicas de um organismo (fenótipo), grande parte da complexa "paisagem molecular" de tumores permanece incompleta para a maioria das linhagens do mal. Essas análises das alterações genômicas em vários tipos de tumores, no entanto, levaram a duas observações fundamentais.

Em primeiro lugar, tumores originários do mesmo órgão ou tecido variam substancialmente quanto às suas alterações genômicas. Nessa direção, foi observado que, ao mesmo tempo, padrões semelhantes de alteração genômica são vistos em tumores de diferentes tecidos de origem. O oncologista e coordenador do Centro de Pesquisa Clínica do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), Felipe Cruz, ressalta que essa é a principal descoberta do trabalho. "Eles observaram que, independentemente do local, o patrimônio genético de alguns cânceres é semelhante e se difere por alguns aspectos pontuais." Isto é, cânceres de mesma origem celular, como os diversos subtipos de tumores mamários, não têm necessariamente alterações genéticas parecidas.

Por outro lado, alterações similares foram descritas em tumores derivados de tecidos e órgãos distintos. "O que eles propõem é: em vez de utilizar a classificação habitual, como câncer de pulmão, de mama ou de próstata, essa divisão deve ser feita com base no material genético desses tumores." Cruz acredita que, no futuro, quando for possível a análise do patrimônio genético de cada tumor, o tratamento também poderá ser revertido em drogas-alvo moleculares com base na configuração genética do tumor. "Hoje, a gente trata o câncer de mama de uma forma e o câncer de pulmão de outra."

A opinião é compartilhada por Chris Sander, principal autor de um dos artigos e cientista do Centro de Câncer Memorial Sloan-Kettering, em Nova York. Segundo ele, os fenômenos de heterogeneidade em tumores de mesma origem e a semelhança genética em tipos diferentes representam um desafio clínico e uma oportunidade para projetar novos protocolos terapêuticos com base nas características genômicas tumorais.

Em seu trabalho, Sander desenvolve, com o auxílio de um algoritmo, uma nova abordagem que integra vários tipos de alterações genéticas e é independente do tecido tumoral de origem, promovendo uma classificação hierárquica de 3.299 tumores de 12 tipos de câncer. "A análise identifica uma relação inversa marcante entre o número de alterações recorrentes nas cópias genéticas e o número de mutações somáticas, subdividindo os tumores em duas classes principais: uma com mutações somáticas e outra com alterações no número de cópias", define.

A equipe liderada por Sander também identificou padrões específicos de assinaturas oncogenéticas que caracterizam cerda de 30 subclasses de tumores. "Essas assinaturas são associadas a vias oncogênicas distintas e podem ser usadas para designar alvos terapeuticamente acionáveis entre os tipos de tumores e a fração de pacientes que pode se beneficiar desses agentes terapêuticos específicos", diz Sander quanto à possibilidade do avanço na medicina personalizada para o tratamento do câncer.

O segundo estudo, liderado por Rameen Beroukhim, do Instituto Broad, em Boston, focou na análise de como um tipo específico de alteração genética, já conhecida por uma relação com a formação do câncer, pode atuar para favorecer o surgimento da doença. Conhecida como alterações somáticas do número de cópias genéticas (SCNAs, em inglês), esse tipo de mutação afeta a maior porção do genoma de cânceres do que qualquer outro tipo de alteração genética. Ela exerce papéis fundamentais na ativação da oncogênese e na inativação de mecanismos naturais do organismo para a supressão do tumor.

"Uma compreensão dos efeitos biológicos das SCNAs levou a avanços substanciais em diagnóstico e terapêutica do câncer conhecidos hoje", avalia Beroukhim. Segundo ele, o principal desafio na compreensão das SCNAs é distinguir os processos que servem de estopim e contribuem para a oncogênese e a consequente progressão do câncer. A equipe liderada por ele caracterizou alterações padrões em 4.934 tipos primários da doença e observou uma duplicação genômica associada com taxas mais elevadas de SCNAs em 37% das amostras.

Antidepressivos inibem tumor nos pulmões
Uma abordagem bioinformática voltada para o reaproveitamento de medicamentos resultou na identificação de uma classe de antidepressivos como novo potencial tratamento para o câncer de pulmão de pequenas células (CPPC). Os resultados foram publicados na revista científica Cancer Discovery, da Associação Americana para Pesquisa do Câncer. As duas drogas têm aprovação da agência de vigilância sanitária dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), para o tratamento de sintomas de depressão e foram testadas em células e modelos animais da doença contra o CPPC.

Esse câncer é um subtipo mortal de câncer de pulmão com origem neuroendócrina. Os pacientes diagnosticados com o mal têm um prognóstico sombrio, já que não há terapia direcionada e aprovada para a doença. Os antidepressivos testados foram a imipramina, que modula a atividade de certos hormônios causadores de distúrbios de humor, e a prometazina, um sedativo e antipsicótico.

Os dois medicamentos também foram eficazes em camundongos portadores de CPPC que se tornaram resistentes à cisplatina, medicamento de quimioterapia. "Diferentemente da maioria das terapias-alvo, que são muitas vezes específicas para uma única molécula ou via molecular, as drogas que identificamos visam vários receptores-alvo na superfície de células cancerígenas, o que pode tornar difícil a elas (às células) desenvolver resistência", detalha Julien Sage, professor associado de pediatria e genética na Escola de Medicina da Universidade de Stanford e autor do estudo.

Os cientistas realizaram novas experiências e descobriram como as drogas agiam no CPPC, principalmente induzindo mecanismos de morte celular nas células cancerígenas. Como a imipramina também foi eficaz em um modelo animal de tumores neuroendócrinos pancreáticos, os pesquisadores esperam que os resultados possam ser estendidos para uma série de outros tipos de tumores neuroendócrinos. (BS)

Análises extensas
É uma combinação de matemática e ciência da computação usada para selecionar, classificar e analisar grandes bases de dados de informações biológicas e bioquímicas. 
 
Correio Braziliense

Farmacêutica explica mudanças na prescrição de remédios

Fotos: Portal Infonet
Medicamentos de venda livre deverão ser prescritos por farmacêuticos
Publicada no Diário Oficial da União no último dia 25, a resolução de número 585 do Conselho Federal de Farmácia (CFF) tem causado polêmica entre os profissionais de saúde e dúvidas entre a população.
 
O intuito da medida é regulamentar a prescrição de remédios de venda livre por farmacêuticos. Em entrevista ao Portal Infonet, a presidente do Conselho Regional de Farmácia de Sergipe (CRF/SE), Fátima Aragão, esclarece as mudanças trazidas pela resolução.
 
A resolução é válida para cerca de 30% dos medicamentos vendidos no Brasil, que correspondem à parcela para a qual a prescrição médica não é necessária. Entre estes estão os populares analgésicos [medicamentos que aliviam a dor] e fitoterápicos [feitos à base de ervas medicinais].
 
Já os remédios cuja venda depende de prescrição médica - como psicotrópicos [que agem no Sistema Nervoso Central], antibióticos [que combatem o desenvolvimento de microorganismos] e demais medicamentos de tarja vermelha - não são afetados pela medida.
 
Dados
Segundo Fátima, dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farnacológicas (Sinitox) comprovam que o consumo indiscriminado dos remédios de venda livre é a maior causa de intoxicação registrada no país desde 1996. "Todo remédio que não precisa de prescrição parece inofensivo, mas pode causar sérios danos ou mesmo a morte se seus princípios ativos e dosagens forem ignorados. O intuito da resolução é justamente minimizar os prejuízos originados com o consumo aleatório. Essa é uma necessidade prevalente", explica.
 
A presidente do CRF informa ainda que a mistura entre remédio e álcool é um dos principais agentes que contribuem para os altos índices de intoxicação no Brasil. Potencializando o efeito do medicamento, a bebida alcoólica pode trazer sérias complicações se for consumida em paralelo a remédios que contém o princípio ativo do ácido acetilsalicílico (AAS).
 
"Alguns remédios, como os famosos comprimidos tomados para evitar a ressaca e o mal estar, podem causar hemorragia gástrica se tomados em conjunto com o álcool. Mas não é só o álcool que interfere no efeito do remédio. O alho, por exemplo, pode ter efeito danoso se ingerido junto com alguns fármacos. Outro medicamento popular é a dipirona sódica, que pode ser fatal para quem tem problemas de pressão arterial ", afirma Fátima.
 
Fátima Aragão: garantia ao paciente   
Polêmica
A resolução 585 do CFF tem causado rejeição entre alguns representantes da classe médica, que se opõem à possibilidade de farmacêuticos realizarem prescrições. Sobre este aspecto, a presidente do CRF considera que a visão dos médicos é uma tentativa de preservar os interesses particulares de sua categoria.
 
"O Conselho Federal de Medicina [CFM] alega que os farmacêuticos querem ocupar o lugar dos médicos na prescrição. Na verdade, a orientação protocolada de um farmacêutico ao paciente pode auxiliar na melhoria do sistema de saúde brasileiro, e evitar o consumo irresponsável de medicamentos. Desde 2000 o curso de Farmácia deixou de ser voltado ao laboratório e à indústria, e passou a preparar o profissional para o atendimento ao paciente. Nós sabemos o nosso limite, e jamais iríamos invadir o espaço do médico. Queremos trabalhar de forma colaborativa", defende.
 
Ainda de acordo com Fátima, a nova resolução é uma garantia de que os pacientes não serão explorados. "Quem entende de remédios não é o balconista, não é o dono de farmácia, não são as grandes redes de supermercados que expõem medicamentos como se fossem uma mercadoria qualquer. Somos nós, farmacêuticos, que podemos evitar a exploração do paciente pela lógica mercantilista e garantir que ele receba o medicamento que de fato é o certo para sua enfermidade. Por isso, ainda que a resolução não seja obrigatória, nós reivindicamos que ela se instale em todas as farmácias do Brasil", diz.
 
Infonet

Cirurgias plásticas em pessoas acima dos 65 anos: número que não para de crescer

Com a expectativa de vida cada vez mais alta no Brasil, os idosos procuram viver com maior qualidade de vida - e a estética está inclusa nesse "pacote".

Na última década, a expectativa de vida média dos brasileiros aumentou de 68 para 74 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Junto com essa longevidade, uma série de outras questões associadas também apresentou crescimento, - e uma dessas questões envolve a cirurgia plástica. Um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional São Paulo (SBCP-SP), com médicos de todo o país, revelou que na última década 56,04% dos cirurgiões registraram um aumento no atendimento de pacientes com idade acima de 65 anos. Ou seja, fica visível que o público que aderiu às cirurgias plásticas está cada vez mais abrangente.
 
"O preconceito que existia com homens que recorriam ao bisturi em busca de melhorar algum aspecto físico diminuiu, a procura de cirurgiões plásticos por adolescentes - seja por questões estéticas ou até por saúde - aumentou, e os idosos, que procuram uma maior qualidade de vida e autoestima, também fazem parte de um novo público que procura os cirurgiões plásticos" comenta o Dr. Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico da Clínica Michelangelo, de Curitiba - PR.
 
Aspectos que fizeram com que a procura por cirurgias plásticas aumentasse por parte dos idosos foram as mudanças culturais e o aumento da qualidade de vida. "Hoje em dia é comum encontrar pessoas nessa faixa etária que são profissionalmente ativas e com atividade social intensa", diz Pacheco.
 
No ranking mundial da cirurgia plástica, o Brasil ocupa o segundo lugar com 905 mil procedimentos realizados em 2011, perdendo apenas para os Estados Unidos, com 1,1 milhão de cirurgias. Esses dados pertencem a uma ampla pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) em parceria com a SBCP-SP.
 
Pacheco lembra que qualquer cirurgia plástica pode ser realizada nessa faixa etária - desde que haja uma boa saúde física e psíquica. "As limitações que podem ocorrer são devido a doenças pré existentes e/ou o uso crônico de alguns medicamentos", explica.
 
De acordo com Pacheco, as pessoas nessa faixa etária que procuram tratamentos estéticos, aparecem com a intenção de realizar procedimentos que proporcionem um rejuvenescimento seguro, com resultados naturais e o menor risco possível. "Na maioria dos casos, essas pessoas já criaram seus filhos, possuem uma situação econômica estável e têm como objetivo uma melhora em sua auto-estima e qualidade de vida", observa.
 
O médico comenta que os processos que envolvem as pálpebras, cirurgia da face, rejuvenescimento das mãos, correção das rugas, sulcos, manchas e tratamentos a laser normalmente são os mais procurados por essa faixa etária, que pode aproveitar da evolução das cirurgias e dos recursos anestésicos para uma recuperação cada vez mais rápida e menos dolorida.
 
Doutor Alderson Luiz Pacheco (CRM-Pr 15715)
Cirurgião Plástico