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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Mulher afirma ter perdido 16 quilos após ser hipnotizada

Além de sessões de terapia para tratar a relação com a alimentação, Andrea Frige foi hipnotizada para ficar com a sensação de ter um balão ocupando parte do estômago
 
“Você está ficando com sono, suas pálpebras estão pesadas, seus olhos estão se fechando...”. A frase que parece ter saído da ficção é repetida rotineiramente no consultório da psicóloga e hipnoterapeuta cognitiva Vânia Calazans, em São Paulo. Ela utiliza a hipnose na terapia para auxiliar pacientes que apresentam dificuldades em manter uma dieta de emagrecimento.
 
Segundo Vânia, a hipnose nada mais é que um estado de relaxamento que trabalha com o lado do cérebro responsável pela imaginação. “A parte responsável pela atenção e concentração fica em descanso, porém não é ‘desligada’, o que deixa a pessoa consciente durante todo o processo”, diz.
 
A hipnoterapeuta explica que durante o transe hipnótico, o cérebro entende o que está sendo sugerido como real. “É parecido com um sonho. Muitos choram, transpiram e o coração acelera enquanto estão sonhando. As sensações são muito semelhantes”, explica.
           
Porém, Vânia ressalta que só é possível obter emagrecimento por meio da hipnose quando a técnica é associada a sessões de terapia cognitiva comportamental, pois é lá que o paciente vai ser auxiliado a buscar alternativas para mudar a relação com a comida. “Associamos o tempo todo comida com emoção. É preciso desassociar a ideia de comer porque está triste, feliz ou ansioso. Quando a pessoa termina de comer, o problema está ali, igualzinho”, explica.
 
Nestes casos, a hipnose tem o objetivo de ajudar o paciente a resistir a tentações específicas, como sorvetes, batatinhas ou bolos ingeridos compulsivamente. Outra aplicação mais avançada da hipnose, segundo Vera, é para que o paciente acredite que existe um balão intragástrico dentro do estômago. “O balão real preenche o estômago e a pessoa não consegue mais comer muito. Este, porém, é imaginário, ‘inserido’ por meio da hipnose”, explica.
 
Hábitos saudáveis e balão imaginário
A artesã Andrea Frige sempre teve problemas para emagrecer e afirma que conseguiu reduzir o tamanho do prato depois de passar por uma sessão hipnótica que simulava a introdução de um balão dentro do estômago.
 
“Na hora que entrei no transe hipnótico, foi uma coisa muito natural. Meu corpo todo relaxou e eu não me assustei, nem fiquei com medo. Depois que começamos a técnica, vi que era muito mais simples do que imaginava”, diz Andrea.
 
Andrea conta que antes do dia que foi hipnotizada e o balão imaginário foi ‘inserido’ no estômago, ela já vinha seguindo algumas ‘lições de casa’, motivadas pela terapia cognitiva comportamental. Elas consistiam em seguir a rotina de comer de três em três horas e incorporar hábitos saudáveis no cotidiano, como a prática de atividade física.
 
No dia da “operação” de Andrea, Vânia preparou o consultório como se fosse um centro cirúrgico e colocou um CD que simulava sons de uma cirurgia. “Fiquei deitada na maca e ela dizia que o médico estava entrando, que os enfermeiros estavam ali e que eu estava tomando a anestesia. No momento do anestésico, ela colocou o dedo na parte interna do meu cotovelo e pressionou. Depois disso, ela disse que eu estava sentindo a anestesia entrar no corpo”, conta Andrea.
 
Para Andrea, este foi o momento mais surpreendente da “operação”, pois, embora nunca tenha tomado uma anestesia na vida, conseguiu imaginar o caminho do líquido pelo corpo. “É engraçado porque, embora eu tivesse plena consciência de que tudo aquilo que estava acontecendo não passava de uma simulação. Não senti a picada da agulha, mas senti a aflição que a picada me provoca. Eu senti o meu corpo começar a formigar, como se a anestesia estivesse fazendo efeito”, explica.
 
Depois da simulação da anestesia, é a vez de "inserir" o balão no estômago. Em operações reais, ele é colocado por meio de um procedimento endoscópico. Na hipnose, segundo a psicóloga, não é necessário tanto rigor com a realidade. Andrea conta que Vânia pressionou seu umbigo e disse que o balão tinha acabado de entrar no estômago, começando a inflar lá dentro.
 
“Acabei sentindo como se tivesse alguma coisa cheia dentro de mim. Quando eu como, parece que não cabe mais tanta comida no estômago. O inconsciente registrou que a simulação era verdade e não me deixou ter aquele impulso de comer”, explica Andrea, agora com 16 quilos a menos.
 
Para poucos
Osmar Colas, professor e coordenador do grupo de estudos de hipnose da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) afirma que a técnica pode até funcionar, mas somente para pessoas mais suscetíveis. “O sucesso que Andrea teve só acontece em 10% ou 15% da população, número médio de pessoas que são muito suscetíveis à hipnose”, disse.
 
Fora isso não há ainda nenhuma comprovação científica de que a técnica seja eficaz. “As pessoas que inventaram essa técnica não são profissionais de saúde. Não é um procedimento aceito pela comunidade médica”, explica.
 
Segundo o médico, o que determina se a pessoa consegue ser hipnotizada ou não são características genéticas, que refletem na personalidade de cada um. “Pessoas que têm um lado mais artístico, como aptidão para arte, música, escultura, desenho, teatro, são pessoas normalmente mais suscetíveis à hipnose. Para que a técnica do balão intragástrico [imaginário] funcione, a pessoa tem que ser muito suscetível mesmo”, comenta.
 
O psiquiatra e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Fernando Portela Câmara considera a técnica do balão gástrico pura imaginação. “Isso é é charlatanismo. Não funciona ou funciona por um tempo curto. É pura imaginação que rapidamente se acaba. Uma coisa é fazer hipnose e perder peso em três meses. Outra coisa é fazer com que o resultado valha por cinco ou 10 anos”, contesta.
 
Portela enfatiza também que a hipnose não é um tratamento que resolve todos os males. “É um grande instrumento terapêutico para as coisas como tratamento de fobias, transtornos de impulsos.
 
Ela é excelente auxiliar na adesão de um paciente a um tratamento, pode também ajudar a pessoa a comer melhor, controlar impulsos alimentares, mas não é um tratamento para obesidade”.
 
iG

Acne da mulher adulta: saiba quais as causas e como tratar o problema

A acne nas mulheres adultas nem sempre pode ser tratada
 apenas com cremes e loções
A acne na idade adulta nem sempre pode ser controlada apenas com produtos tópicos, como cremes e loções. Entenda melhor o problema e saiba como lidar
 
Ter espinhas na adolescência é comum, e até esperado. Mas, para algumas mulheres, ela fica ainda mais evidente depois dos 20 anos. O problema é relativamente comum e até tem nome próprio: acne da mulher adulta.
 
Não que os homens não possam sofrer com espinhas e pele oleosa na maturidade, mas, nas mulheres, elas são mais frequentes. Segundo a dermatologista Carolina Marçon, cerca de 8% das mulheres têm acne depois dos 25 anos e 5% depois dos 40 anos
 
E mesmo quem não teve acne na adolescência, como a professora de inglês Camila Barbosa, pode ser vítima do problema. “Quando eu era adolescente tinha cravos e algumas espinhas, mas nada exagerado”, ela lembra. “A partir dos 21 anos, minha pele começou a ficar muito oleosa e com espinhas grandes e persistentes”. Hoje, aos 34 anos, Camila comemora os resultados de um tratamento feito no ano passado que eliminou as erupções, mas como consequência deixou mucosas secas e os cabelos quebradiços.
 
Já a publicitária Vanessa Queiroz sofreu com a pele oleosa e com as erupções cutâneas desde a puberdade. “Entre os 14 e os 18 anos, eu tive pele bem oleosa e espinhas enormes”, ela conta. “No começo dos 20, parou, e eu achei que tinha me livrado do problema, mas quando eu fui chegando perto dos 30 a acne voltou em lugares diferentes, como no maxilar”. Para Vanessa, a aparência de “adolescente velha” incomodava muito e a deixava com sensação de estar suja o tempo todo.
 
Depois de tentar vários produtos tópicos, Vanessa decidiu seguir o mesmo caminho de Camila e fez um tratamento com isotretinoína - o conhecido Roacutan. As duas relatam a mudança drástica na pele e no couro cabeludo, que ficaram bem menos oleosos. Vanessa ainda observou os cabelos ondulados ficarem lisos.
 
No entanto, o tratamento com Roacutan só deve ser feito em último caso, pois não trata a causa do problema, só os sintomas, ao reduzir o tamanho das glândulas sebáceas. Outra desvantagem do medicamento está nos efeitos colaterais. Aumento de colesterol, problemas no fígado, malformação em bebês e ressecamento de mucosas são alguns dos principais problemas relacionados, e demoram até um ano para sumirem por completo.
 
Cada caso é um caso, mas a primeira abordagem do problema costuma ser o tratamento com antibióticos que agem sobre a bactéria que se instala na pele. O uso de espironolactona vem em segundo lugar, pois esta substância atua bloqueando a ação dos hormônios masculinos, que, em excesso, podem causar a acne. “A mulher pode ter uma pele extremamente sensível a testosterona ou, então, produzir muita testosterona e pouco hormônio feminino”, explica o dermatologista Marcelo Bellini.
 
Para complementar a medicação via oral, o paciente pode utilizar séruns, loções e géis próprias para pele acnéica. De acordo com a dermatologista Daniela Lemes, produtos que contenham ácido salicílico (controla a oleosidade), peróxido de benzoíla (atua sobre a hiperprodução sebácea e a inflamação) e tretinoína (age sobre os comedões) costumam ter um bom efeito sobre as erupções.
 
Vale lembrar que alguns casos de acne são causados por produtos cosméticos, como maquiagem muito pigmentada e densa ou cremes para o cabelo. Se esse for o caso, a interrupção de seu uso resulta na melhora da pele. Quem não vive sem make pode optar pelos cosméticos oil-free, ou seja, sem óleo, que são feitos especificamente para peles oleosas.
 
Sempre consulte um dermatologista para saber a origem do seu problema e os possíveis tratamentos.

Delas

Soneca da tarde pode ajudar crianças a aprender melhor

"Estamos todos dormindo pouco, mas o sono da criança é afetado
 pelo horário dos pais", afirma pesquisadora
Pesquisa sugere que tirar um cochilo no meio do dia pode aumentar a capacidade de memorização de crianças entre três e cinco anos
 
Numa época em que os dias das crianças pequenas estão cheios de atividades curriculares que parecem imprescindíveis, um novo estudo americano aponta que a soneca do período da tarde não é desperdício de tempo. Ao contrário, a pesquisa sugere que tirar uma soneca à tarde pode aumentar a capacidade da criança de aprender, melhorando a memória dos pequenos.
 
Em um dia típico, crianças com idade entre três e cinco anos guardam as informações que recebem em áreas de armazenamento de curto prazo no cérebro, explica Rebecca Spencer, autora do estudo e neurocientista da Universidade de Massachusetts, Amherst.
 
"Uma sesta permite que a informação se mova do armazenamento temporário para o mais permanente, a partir do hipocampo para as áreas corticais do cérebro", disse ela. "Você já ouviu o conselho: 'pense nisso depois de uma boa noite de sono'. É disso que estamos falando: as crianças precisam processar o que aprendem durante o dia."
 
Pouco sono
Muitas crianças da educação infantil enfrentam dias mais longos do que o período de trabalho dos pais, chegando na escola por volta das 6h30 da manhã e indo embora às 17h, aponta Spencer. "Estamos todos dormindo pouco, mas o sono da criança é afetado pelo horário dos pais", afirma pesquisadora.
 
Para o estudo, os pesquisadores ensinaram 40 crianças de seis escolas no oeste de Massachusetts, nos Estados Unidos, um jogo de memória visual-espacial, no período da manhã. Elas precisavam lembrar onde estavam localizadas de nove a 12 fotos diferentes em uma tabela.              
                          
Durante a tarde, as crianças foram incentivadas ou a tirar um cochilo ou ficar acordadas. A soneca durou cerca de 80 minutos. No final da tarde daquele dia e na manhã seguinte, os pesquisadores testaram a memória de todas as crianças.
 
Os pesquisadores descobriram que, embora as crianças tenham apresentado comportamento semelhante no período da manhã, quando a informação ainda era bem recente, o número de crianças que esqueceram o posicionamento das imagens aumentou significativamente no período da tarde entre as que não dormiram. O índice de acerto entre as que dormiram foi 10% superior quando comparado com o resultado das crianças que ficaram acordadas. No dia seguinte, quem tinham tirado a soneca na tarde anterior teve um melhor desempenho do que os que não cochilaram. Segundo os pesquisadores, os dados mostraram que a criança não apresenta uma melhora da memória com o sono noturno.
 
Saúde
Para entender melhor se memórias foram processadas ativamente durante os cochilos, os pesquisadores levaram 14 crianças a um laboratório de sono para realizar uma polissonografia, exame que mostra as mudanças no cérebro durante o sono. As crianças cochilaram por cerca de 70 minutos. Dentre essas crianças, havia indícios de que sinais estavam sendo enviados para a memória de longo prazo através do hipocampo do cérebro.
 
"Há evidências de uma relação de causa e efeito entre os sinais de que o cérebro está trabalhando novas informações e os benefícios que o cochilo traz para a memória", disse Spencer. O estudo foi publicado em setembro no periódico “Proceedings of National Academy of Sciences”.
 
Um pediatra que não tem relação com o estudo afirmou que os resultados provam que os médicos já sabem há anos. "Antes mesmo deste estudo, sem dados concretos, muitos pediatras têm incentivado o cochilo das crianças porque faz bem para a saúde em geral”, esclarece Peter Richel, chefe de pediatria no Hospital Northern Westchester, em Mount Kisco, Nova York.
 
No entanto, alguns pais resistem à ideia de cochilos, segundo Richel. "Para aqueles que compram camisetas com emblemas de faculdades famosas para seus bebês de três meses de idade, isso pode ser difícil de aceitar", disse. Mas ele ressalta que pais de ambas as extremidades do espectro socioeconômico podem encontrar dificuldades para entender a importância do cochilo em meio a uma agenda diária lotada. No entanto, o pediatra faz questão de deixar claro que “sonecas não são perda de tempo". Spencer completa: cochilos precisam estar na rotina das escolas de educação infantil.

Delas

Venda de medicamento fracionado será viável com o padrão GS1 DataMatrix

A polêmica da venda de medicamentos fracionados completa sete anos. Desde 2006, quando a medida foi regulamentada pela resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o consumidor ainda não consegue ter acesso ao benefício.
 
De acordo com a norma federal, farmácias e drogarias estão autorizadas a fracionar os remédios a partir de embalagens desenvolvidas para essa finalidade, mas são raros os fabricantes que oferecem essa alternativa. “A tecnologia do código de barras pode ajudar a acelerar esse processo”, afirma João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.
 
O padrão GS1 DataMatrix, pelas dimensões reduzidas, pode ser colocado, de forma individual, em cada comprimido. Por conter informações sobre o medicamento, o lote e a validade, facili taria o controle e a venda correta. Entre as vantagens estão economia, redução de erros médicos, recall de produtos, autenticidade, eficiência e rastreabilidade do medicamento desde que sai da indústria até ser consumido pelo paciente.
 
Sobre a GS1 Brasil
A GS1 Brasil, Associação Brasileira de Automação, é uma organização sem fins lucrativos que representa nacionalmente a GS1 Global. Em todo o mundo, a GS1 é responsável pelo padrão global de identificação de produtos e serviços (Código de Barras e EPC/RFID) e comunicação (EDI e GDSN) na cadeia de suprimentos.
 
Além de estabelecer padrões de identificação de produtos, a associação oferece serviços e soluções para as áreas de varejo, saúde, transporte e logística. A organização brasileira tem 57 mil associados. Mais informações em www.gs1br.org.

Ti Bahia

Setor alimentício também atrai farmacêutico

Se para você o lugar do farmacêutico é só atrás do balcão ou dentro do laboratório, pode mudar de ideia. O campo de trabalho desse profissional é bem mais abrangente.

"O farmacêutico pode atuar no setor alimentício e ajudar na criação de produtos", explica o diretor do curso de farmácia das Faculdades Oswaldo Cruz, em São Paulo, Paulo Roberto Miele.

É na indústria alimentícia que atua a estudante Marina Zanferrari, 22, do último ano de farmácia. Ela entrou no programa de estágio de uma multinacional e agora trabalha na certificação dos produtos, verificando se estão dentro dos padrões exigidos.

"Dá para trabalhar com muitas coisas, mas pretendo continuar na área de alimentos, que é o que gosto", diz a universitária.

Na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, há um departamento de alimentação e nutrição, que desenvolve pesquisas de qualidade de produtos e do impacto dos alimentos na saúde.

Quem se forma em farmácia também pode trabalhar com marketing de produtos, políticas de medicamentos e nas áreas de tecnologia, de agronomia e de veterinária, entre outras atividades.

Plano de carreira
André Valente, 24, formado em 2012 na USP, começou a trabalhar ainda na faculdade como estagiário e hoje é monitor de pesquisa clínica em uma indústria.

"O curso mescla bem biologia e química, duas disciplinas de que gostava muito no colégio", afirma.

Para ele, o que torna a carreira interessante é saber que pode mudar de função ao longo da vida, graças ao amplo campo de atuação. "Dentro de uma grande empresa, é plausível desenhar um plano de carreira até a gerência." Carla Allegretti, 24, formada pela USF (Universidade São Francisco) no ano passado, trabalha em uma empresa de medicamentos em Valinhos (a 85 km de São Paulo).

A função dela é analisar todos os produtos para saber se houve contaminação ou falhas. Ela diz que teve facilidade para conseguir o emprego devido à experiência que ganhou durante o curso.

"Fiz estágio em uma farmácia de manipulação logo no primeiro ano, trabalhei em uma drogaria e agora cheguei aonde queria", conta.

Abradilan