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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Concurso UFSJ abre vagas para docentes de Medicina

A Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), em Minas Gerais, publicou os editais de concurso público para contratação de docente - em nível auxiliar - para ocupar várias vagas nas áreas da Medicina. São oferecidas nove vagas no total, todas com regime de trabalho de 40 horas semanais, para o curso de Medicina em São João del-Rei, que terá início no primeiro semestre letivo de 2014.
 
O salário será pago por vencimento básico de R$ 2.714,89,  mais acréscimo de R$ 110,22 a R$ 1.934,76, de acordo com titulação do candidato.
 
As inscrições começam no dia 1° e finalizam em 31 de outubro de 2013, podendo ser feitas no Setor de Concursos e Procedimentos Admissionais (Secop), no Campus Santo Antônio da Universidade, situado na Praça Frei Orlando, 170, centro de São João del-Rei, ou via Sedex, seguindo as instruções em edital. Os horários de atendimento para a inscrição são 09 h às 11 h e de 14 h às 17 h.
 
Os inscritos participarão de três etapas de avaliação: prova escrita, prova prática e prova de títulos. Será aprovado o candidato que obtiver a maior média aritmética das notas, atribuídas por membros da banca de avaliação.
 
Para consultar os editais, acesse o link www.ufsj.edu.br/secop/cpd_sede_andamento_2013.php (os documentos encontram-se nos últimos tópicos desta página eletrônica).

Pessoas com diabetes apresentam maior risco de desenvolver certas doenças oculares

Pessoas com diabetes apresentam maior risco de desenvolver certas doenças oculares Júlio Cordeiro/Agencia RBS
Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS
Em seus estágios iniciais, a doença ocular diabética, muitas vezes,
não apresenta sintomas
Especialista dá dicas de como prevenir problemas causados aos olhos em decorrência da doença
 
Atualmente, as estatísticas revelam que já contamos com 300 milhões de diabéticos em todo o mundo e podemos chegar a 380 milhões nos próximos 15 anos. A estratégia é educar para prevenir. Para muitos especialistas, o melhor que se pode fazer é disseminar conhecimentos básicos para que as pessoas possam evitar o aparecimento da doença. Acredita-se que 80% dos casos de diabetes poderiam ser evitados com a adoção de medidas dietéticas e a prática de atividades físicas.
 
Para a oftalmogista Roberta Valletri, é fundamental importância que o paciente seja assistido por uma equipe multidisciplinar de profissionais. Endocrinologistas, nutricionistas, oftalmologistas, cardiologistas, dentre outros profissionais de saúde têm o seu papel específico no enfrentamento desta doença.
 
— Logo após receber o diagnóstico de diabetes, o paciente precisa ser informado que ele apresenta um maior risco de desenvolver certas doenças oculares, incluindo retinopatia diabética, glaucoma, catarata e descolamento da retina. Mas, ele pode preservar a sua visão e reduzir suas chances de desenvolver doenças oculares, agindo preventivamente — alerta a oftalmologista.
 
Confira cinco dicas para prevenir o desenvolvimento dessas doenças:
 
01. Faça um exame abrangente de fundo de olho pelo menos uma vez por ano
— Em seus estágios iniciais, a doença ocular diabética, muitas vezes, não apresenta sintomas. Um exame de fundo de olho permite que o seu oftalmologista examine mais detalhadamente a retina e o nervo óptico, visando identificar sinais de danos antes que você note qualquer alteração na visão. Acompanhe regularmente a saúde dos seus olhos para que o seu oftalmologista possa iniciar o tratamento o mais cedo possível, mesmo que os sinais da doença ainda não sejam tão evidentes — recomenda a médica.
 
02. Controle o açúcar no sangue
— A visão nas pessoas com diabetes pode ser alterada devido à hipoglicemia ou à hiperglicemia. Isso é temporário e é corrigido quando a glicemia volta aos níveis normais. Uma dica importante é fazer controle estrito da glicemia por 24 horas antes dos exames de visão, para evitar a prescrição desnecessária de óculos. O açúcar elevado no sangue também pode danificar os vasos sanguíneos dos olhos. Manter um bom controle de açúcar no sangue ajuda a prevenir estes problemas — alerta Roberta.
 
03. Mantenha a pressão arterial e o colesterol em níveis saudáveis
— A pressão arterial elevada e o colesterol alto podem colocá-lo em maior risco de doença ocular e perda da visão. Mantendo ambos sob controle, isso não só irá ajudar os seus olhos, mas a sua saúde em geral — ensina a médica.
 
04. Parar de fumar
— Se você fuma, o risco de retinopatia diabética e outras doenças oculares relacionadas ao diabetes é maior. Desistir do tabaco vai ajudar a reduzir esse risco — afirma Roberta.
 
05. Faça exercícios físicos
— Exercício físico é bom para os olhos. Também é bom para o seu diabetes. O exercício regular pode ajudar seus olhos a ficarem mais saudáveis, ajudando no controle do diabetes. Um conselho? Caminhe de 30 a 45 minutos, pelo menos três vezes por semana — diz a oftalmologista
 
Zero Hora

Casal cujo filho morreu de câncer aos 11 ajuda a criar casa de cuidado paliativo para crianças

O empresário Waldir Beira Junior e a psicóloga Priscila Machado Beira no quarto do filho Francesco, que morreu aos 11 anos
Eduardo Anizelli/Folhapress
O empresário Waldir Beira Junior e a psicóloga Priscila Machado
Beira no quarto do filho Francesco, que morreu aos 11 anos
Francesco Beira, filho do empresário Waldir Beira Júnior, 48, e da psicóloga Priscila Machado, 39, morreu em 2011, aos 11 anos, por consequência de um tumor cerebral. Na reta final, os pais decidiram cuidar dele em casa. Nesta terça (1º) será aberto em São Paulo um centro de cuidados paliativos para crianças, com a ajuda de recursos doados pela família.
 
Leia o depoimento do casal à Folha.
 
O Francesco nasceu uma criança normal, saudável. Quando tinha um ano e cinco meses, acordou um dia com o pescoço torto. Levamos ao pediatra e ele achou que podia ser torcicolo.
 
Dias depois, apresentou vômitos em jatos, levamos de novo ao médico e descobrimos um tumor que ocupava um quarto do seu cérebro.
 
O primeiro neurocirurgião não deu esperança. Aconselhou-nos a voltar para casa e esperar o fim. Inconformados, consultamos outro neuro, que indicou a cirurgia.
 
Após 14 horas de intervenção, foi possível remover toda a massa tumoral. Ele ficou com sequelas, precisou de traqueostomia para respirar e sonda para se alimentar. Também não falava e não movimentava o braço direito.
 
Iniciamos uma série de terapias, ele melhorou bastante, mas três meses depois uma nova ressonância apontou que o tumor tinha voltado quase do mesmo tamanho. Outra cirurgia foi feita.
 
Ao todo, foram sete recidivas do câncer, seguidas de cirurgias, químio por nove anos e 30 sessões de radioterapia.
 
Atividades
Mesmo assim, Francesco era uma criança feliz. Com muita físio e outras terapias, conseguiu desenvolver bem a coordenação motora. Nadava, pintava, ia para a escola. Viajou com a gente para a Europa, para a Disney.
 
Arrastava um pouco a perna, tinha a boquinha um pouco torta, mas brincava como qualquer criança.
 
Em 2009, ele teve a recidiva no lugar mais nobre do cérebro, no tronco cerebral.
 
Continuamos a químio, mas não havia mais nada a fazer. Foi necessário colocar uma válvula intracraniana.
 
Ele começou a apresentar uma decadência física grande, não andava, não fazia xixi, cocô.
 
O neuro decidiu fazer uma cirurgia para melhorar a qualidade de vida, tirando um pouco da massa tumoral. Era uma cirurgia arriscada, sabíamos que o caso era incurável, mas confiávamos que ele teria mais qualidade de vida.
 
E, dentro daquela situação, ele teve. Já na UTI recuperou alguns dos estímulos.
 
Intensificamos as terapias [além do oncologista e de uma clínica-geral, fisioterapeutas, fonouaudióloga, terapeuta ocupacional e psicóloga cuidavam do menino], ele teve uma melhora visível.
 
Mas a saúde dele piorou em abril de 2010. Teve um sangramento no cérebro. Passou a usar cadeira de rodas, não falava, respirava graças a uma traqueostomia.
 
Intensificamos as sessões de reabilitação, mas ele não respondia. Para não estressá-lo, decidimos manter só as terapias necessárias para a qualidade de vida. Dispensamos uma fonoaudióloga. Meu filho não iria mais falar. Mantivemos a fisioterapeuta. Não queríamos vê-lo atrofiar.
 
Passeios
Decidimos que ele teria mais prazer. Bloqueávamos um dia da semana para passear. Na cadeira de rodas, com o aparelho de respiração, enfermeira, íamos a museus, parques.
 
Ele foi ficando pior. Para a comunicação, usávamos uma folhinha com as letras, e ele ia apontado para cada uma com o dedo da mão esquerda até formar as palavras.
 
Tinha dificuldade para dormir e a gente não descobria por quê. Até que ele disse que tinha medo de passar mais um Natal no hospital. Já tinha passado três internado. Prometemos que ele passaria aquele Natal em casa.
 
No dia 17 de dezembro, ele entrou em coma e tivemos que interná-lo às pressas. Ele saiu do coma, só mexia os olhos. Conseguimos levá-lo para casa na manhã do dia 25. Cumprimos a promessa, ele passou o Natal em família. Mas, no dia 27, o aniversário dele, já tinha voltado para a UTI do hospital.
 
Conforto
No início de janeiro de 2011, cientes de que a medicina não podia fazer mais nada por ele, o trouxemos para casa. Ele precisava dormir bem, longe do barulho incessante, da luz forte e das manipulações [exames, medição de pressão, aspiração] da UTI. Enquanto víamos perspectiva de cura, o hospital era a tábua de salvação. Depois, passou a ser um fardo.
 
Queríamos que ele tivesse paz e montamos uma UTI no quarto dele. Concentrávamos as manipulações em um determinado horário e ele tinha horas de tranquilidade.
 
Nessa reta final, ele só mexia o olho direito, no sentido vertical. Um olhar para cima era sim, e para baixo, não.
 
Ele esteve lúcido o tempo todo, as irmãs [Giovanna, hoje com 15 anos, e Chiara, 5] iam brincar com ele. Ele colecionava carrinhos e, da cama, continuamos comprando brinquedos pela internet.
 
Montamos uma rotina para dar paz a ele até o final. Ouvíamos música. Deitávamos com ele na cama e ficávamos abraçados, beijando-o. Começamos a lembrar os bons momentos juntos.
 
Na semana da sua partida, numa terça-feira, ele entrou em coma. Não acordou mais. No sábado, teve morte cerebral. No domingo, acordamos com o alarme das máquinas. O monitor mostrava os batimentos cardíacos caindo. Segurei [Waldir] uma mãozinha dele e a Giovanna pegou a outra. Às 10h45, o coração parou. Era 13 de fevereiro de 2011. Ele tinha 11 anos.
 
Foi uma experiência intensa. Pensamos nas mães cujos filhos estão morrendo sozinhos na UTI, olhando para o teto. Sem a companha dos pais, dos irmãos, justamente no momento em que um mais precisa do outro.
 
Foi pensando na importância desse cuidado, do amor e carinho no fim da vida, que decidimos apoiar financeiramente a construção do hospice. Usamos os recursos da conta do Francesco.
 
Oferecer a uma outra criança tudo aquilo que o nosso filho teve de bom no fim da vida era o melhor que tínhamos a fazer.

Folhaonline

Jovens africanos trocam experiências sobre prevenção de DST

Brasília - Estudantes africanos de Cabo Verde, que têm entre 14 e 16 anos, estão no Brasil para trocar experiências e informações sobre a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, principalmente a aids. Os oito jovens participaram de oficinas de break e grafite para conhecer as formas de expressão usadas pelos brasileiros.
 
Os jovens fazem parte do projeto Espaço de Informação e Orientação (EIO), desenvolvido em Cabo Verde, que oferece um espaço físico onde são discutidos temas relacionados à faixa etária deles, como orientação vocacional, sexualidade, drogas, álcool.
 
De acordo com a representante do Ministério da Educação de Cabo Verde, Suzana Delgado, que está acompanhando os estudantes, por meio do EIO são elaborados projetos e organizados eventos para divulgar informações sobre os temas de interesse para os demais colegas.

No Brasil, os africanos tiveram contato e trocaram experiências com os integrantes do Programa Jovens de Expressão, uma parceria entre o grupo Caixa Seguros e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que tem o objetivo de reduzir a exposição de jovens entre 18 e 29 anos à violência e às doenças sexualmente transmissíveis.

A estudante de Cabo Verde Cíntia Ramos, de 15 anos, disse que vai levar dessa experiência no Brasil novos meios de difundir a informação. “Aprendemos a fazer jornal mural, fanzines [revistas editadas por fãs] e a usar melhor as redes sociais. Meus amigos vão ficar loucos para aprender também. Vão ser novas formas de trabalhar os temas do EIO", contou a estudante.
 
Para os brasileiros, Cíntia disse que trouxe a experiência no EIO da sua escola. "É mais confortável falar com pessoas da nossa idade sobre os problemas que são iguais. Com os professores há uma questão de respeito, uma distância maior", explicou.
 
Para Péricles Jeremias Borges, de 15 anos, além das oficinas o encontro está sendo produtivo porque está havendo uma intensa troca cultural. "Vou levar conhecimentos, mas também vou levar saudades dos brasileiros.”
 
Os jovens chegaram a Brasília na última quinta-feira (26) para participar da Oficina Educomunicação e Educação em Sexualidade, uma parceria entre os governos do Brasil, de Cabo Verde e a Unesco. Na terça-feira (1º) eles participam de uma oficina sobre sexo seguro com a Rede de Jovens Vivendo com o HIV/aids. No início de 2014 os jovens brasileiros vão para Cabo Verde para um novo ciclo de intercâmbio.
 
Agência Brasil

Agilidade no diagnóstico e no acesso a medicamentos é desafio para pessoas com doenças raras

Brasília - Agilidade no diagnóstico e no acesso a medicamentos é um dos desafios das pessoas com doenças raras. A estimativa de especialistas é que 15 milhões de pessoas tenham doenças raras no país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica de doenças raras aquelas que afetam, em média, 1,3 pessoa a cada grupo de 2 mil. São cerca de 8 mil os tipos de doenças raras diagnosticadas. A causa genética é responsável por 80% delas.
 
Esta semana, especialistas discutiram o tema em Brasília no 1º Congresso Ibero-Americano de Doenças Raras. Um diagnóstico rápido é fundamental para iniciar garantir qualidade de vida ao paciente, de acordo com Rogério Lima Barbosa, presidente da Associação Maria Vitória. No entanto, ele diz que são recorrentes os casos de demora no diagnóstico, principalmente por falta de informação e de médicos especializados nessas doenças. Pai de uma menina com neurofibromatose, ele passou quatro anos em busca do diagnóstico.
 
“Às vezes a pessoa fica cinco anos à procura de um diagnóstico correto e tem pessoas que passam dez, 15 anos sem saber disso [que têm a doença]”, disse. Rogério Lima cita também a necessidade de investimento em exames e pesquisa pra identificar doenças raras.
 
Na avaliação da presidenta da Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves (Afag), Maria Cecília Mazzariol, um caminho para reduzir a demora no diagnóstico é a oferta de educação continuada aos profissionais da saúde para que tenham acesso a informações sobre as enfermidades. Ela destaca também a importância de incentivar pesquisas.
 
As doenças raras são enfermidades crônicas, progressivas e incapacitantes. O medicamento é um caminho para melhorar qualidade de vida do paciente. A presidenta da Afag conta que são poucos os medicamentos produzidos no Brasil, e os preços são elevados. A Justiça acaba sendo o meio mais comum para garantir o acesso, segundo ela.
 
“O SUS trabalha com protocolos de saúde e diretrizes que acabam englobando aqueles tratamentos para as doenças de maior prevalência e a maioria das doenças raras é negligenciada. O tratamento para pacientes com doenças raras via de regra não está disponível no SUS e os planos de saúde às vezes negam. Na maioria das vezes a pessoa vai ter que recorrer ao Judiciário para conseguir o tratamento”, diz Maria Cecília Mazzariol.
 
Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde anunciou que seria criada a Política Nacional de Atenção às Pessoas com Doenças Raras no Sistema Único de Saúde (SUS) na busca de ampliar e melhorar o tratamento. Uma consulta pública foi aberta para receber sugestões, e o texto da política está em elaboração, de acordo com o ministério. O SUS tem 25 tratamentos protocolados para doenças raras e oferta medicamentos para 12 dessas enfermidades.
 
Na avaliação de Rogério Lima, da Associação Maria Vitória, nos últimos anos houve pouco avanço concreto no tratamento e nas políticas públicas referentes às doenças raras. “Se falar tecnicamente e fizer um recorte de 2010 pra cá, houve muita discussão, mas avanço concreto não. Os pacientes continuam sem atendimento e usando a Justiça para garantir medicamento.”
 
Agência Brasil