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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Conheça os principais tratamentos para as hemorroidas

Alvo de constrangimentos, o problema pode ser tratado com cirurgias, procedimentos ambulatoriais e correção de hábitos
 
Segundo o ranking anual do Google de termos de busca mais populares, hemorroida é o problema de saúde que atingiu a liderança nas pesquisas nos Estados Unidos, em 2012. A doença, que muitas vezes causa constrangimento nos seus portadores, é ocasionada pelo aumento da pressão nos vasos da região anal.

Segundo o cirurgião geral Silvio Gabor, devido aos tabus relacionados ao problema, ele é, muitas vezes, pouco divulgado, além de alvo de gozação.

— O assunto gera abordagens completamente inadequadas. Já vi diversas vezes pacientes reclamarem de que seus amigos e familiares tratam o assunto como se fosse uma piada — afirma.

O especialista salienta que, há trinta anos, o câncer de mama ocupava o mesmo "lugar obscuro" que as hemorroidas ocupam hoje na sociedade. As mulheres e as famílias simplesmente não falavam sobre a doença.

Mas, com a mobilização de inúmeros grupos de apoio e realização de diversos eventos públicos, o mundo inteiro sabe, hoje, que o laço cor de rosa é o símbolo internacional da luta pela prevenção e pelo tratamento do câncer de mama. Ele salienta, ainda, que muitas outras doenças enfrentam o mesmo estigma que as hemorroidas, como a Aids.

Como diagnosticar o problema 
Existem três tipos de hemorroidas: as internas, que se formam no interior do reto; as externas, localizadas perto da abertura do ânus; e as prolapsadas, que tratam-se de hemorroidas internas que se exteriorizam, o que acontece em geral quando o indivíduo está evacuando numa fase inicial.

Além do constrangimento público, o paciente com hemorroida está quase sempre incomodado. Ele tem a sensação que há algo errado o tempo todo, está sempre com coceira e sangra, muitas vezes sem saber o real motivo.

Opções terapêuticas
Há uma série de opções terapêuticas disponíveis para os pacientes com hemorroidas, que podem ser aplicadas segundo as características de cada caso.

Tratamento clínico
O tratamento clínico consiste na correção de vícios alimentares, como a ingestão pobre de fibras, além do baixo consumo de água. Pode-se associar a isso laxantes — a fim de melhorar o fluxo do intestino —, pomadas de efeito analgésico e anti-inflamatórios, além de alguns remédios que coíbem a dilatação dos vasos.

Procedimentos ambulatoriais
Podem ser técnicas à base de laser, congelamento, infravermelho e soluções químicas que controlam a veia dilatada. Há também a ligadura elástica, que são anéis introduzidos no ânus para estrangular a hemorroida.

Grampeamento
O grampeamento consiste na extração de um trecho do canal do ânus. Depois, ocorre uma ligação entre as duas extremidades, encurtando a extensão do canal anal. O procedimento elimina os vasos dilatados e o excesso de mucosa.

Cirurgia aberta
A técnica cirúrgica mais tradicional, a hemorroidectomia, opta pela remoção, via bisturi, das hemorroidas. Para afastar infecções, o médico não dá pontos nos locais abertos. A cicatrização pode demorar até um mês, o que é bastante incomodo e muito doloroso, principalmente nos quatro ou cinco primeiros dias.

Desarterialização Hemorroidária Transanal guiada por Doppler (THD)
Como o ânus é uma região altamente vascularizada, alguns vasos podem dilatar e deformar-se, causando desconforto e sangramento. Essa técnica acaba, assim, com as hemorroidas longe da borda do ânus, região mais sensível à dor.

Para isso, o paciente é anestesiado da cintura para baixo. Em seguida, o médico introduz no ânus um equipamento dotado de um doppler, sistema que, por meio de ondas de som, detecta o vaso que origina a hemorroida.

Com esse instrumento, o especialista dá um ponto com nó no vaso problemático, que deixa de abastecer a hemorroida. A cirurgia é completada com uma sutura por toda a extensão do ferimento, que fica reduzido e deixa de incomodar.
 
Zero Hora

Conheça alguns cuidados para evitar o ressecamento da pele

Conheça alguns cuidados para evitar o ressecamento da pele Dailygreen/Reproducao
Foto: Dailygreen / Reprodução
O uso de cremes e loções após o banho é indicado por dermatologista
Especialistas dão dicas do que comer e o que usar para evitar que o clima prejudique a hidratação da epiderme
 
Manter a hidratação da pele é importante em qualquer época do ano, pois cada período apresenta algumas fatores que atrapalham a saúde cutânea. No frio, temos um clima seco com ventos gelados. No verão, o sol forte e intenso pode causar graves prejuízos.

Alguns cuidados básicos, que devem ser mantidos durante todo o ano, são fundamentais para evitar o ressecamento e as rachaduras. O dermatologista Fernando Freitas dá dicas que devem ser incluídas na rotina de quem quer manter uma pele mais saudável e hidratada:

— Não tome banhos muito quentes e demorados, pois a água quente elimina a lubrificação natural da pele e isso contribui para o ressecamento e a desidratação

— Prefira sabonetes neutros e glicerinados ou que tenham óleos vegetais na composição

— Use cremes e loções após o banho, pois a pele ainda está permeável e absorve melhor o produto

— No frio ou calor, use protetor solar, principalmente no rosto, com um fator maior que 15

— Não use a língua para umedecer a boca quando os lábios estiverem secos, pois a saliva é ácida e acaba machucando ainda mais essa área. Use batons hidratantes e manteiga de cacau

Uma boa alimentação é outro fator que ajuda a manter a saúde da pele. A nutróloga Liliane Oppermann lista alguns alimentos importantes.

Confira:

— Frutas: abacaxi, kiwi, abacate, melancia, melão e pêssego médio são frutas que possuem grande quantidade de água em suas composições, o que ajuda na manutenção de uma pele bem hidratada

— Frutas vermelhas: para a prevenção contra a ação dos radicais livres e moléculas que aceleram o envelhecimento cutâneo, as frutas vermelhas entram nesse contexto como destaque. Entre elas, temos o morango, romã, mirtilo, framboesa e a amora

— Tomate e couve manteiga crua: tanto a fruta quanto a folha possuem mais de 90% de água em sua composição. Além de fibras, a couve possui cálcio, magnésio, fósforo, potássio, niacina e vitamina C. A folha também tem o poder de desintoxicar o organismo. Já o tomate oferece nutrientes como potássio, fósforo, vitamina A e vitamina C e é rico em licopeno, poderoso antioxidante.

— Legumes de cor verde: eles fontes ricas de silício e magnésio. Para fortalecimento da melanina (pigmentação) e consequente proteção, devemos investir em alimentos ricos em betacaroteno como a cenoura, o mamão, a couve e em especial o brócolis. O espinafre, que apresenta vitaminas do complexo B, atua no controle da oleosidade e no equilíbrio hormonal

— As proteínas são imprescindíveis na prevenção do déficit da perda muscular, pois contém aminoácidos fundamentais para a produção do colágeno, responsável pela sustentação do tecido. O ovo e as carnes são boas fontes

— Abobrinha: apresenta uma grande quantidade de água em sua composição, além de ser rica em vitamina B3, que auxilia na manutenção dos níveis de colesterol

— Vitamina C: atua na prevenção de pequenos processos inflamatórios como a acne, por exemplo

— Água: É fonte direta de hidratação. Nenhum produto substitui a hidratação que a água nos fornece

Zero Hora

Ganho de peso durante a gravidez pode aumentar o risco de obesidade nos filhos

Ganho de peso durante a gravidez pode aumentar o risco de obesidade nos filhos Stock Photos/Divulgação
Pesquisa foi feita com mais de 40 mil mulheres e seus filhos
Estudo mostra que as crianças, até os 12 anos de idade, têm um percentual 8% maior de apresentar sobrepeso
 
Um estudo feito com mais de 40 mil mulheres e seus filhos, no Arkansas, mostra que o ganho de peso elevado durante a gravidez pode aumentar os riscos de obesidade em crianças de até 12 anos de idade.

Os resultados, publicados nesta terça-feira no PLoS Medicine — espécie de revista de artigos científicos —, da Universidade de Princeton, sugere que a gravidez pode ser um momento importante para prevenir a obesidade da criança.

Segundo a autora do estudo Janet Currie, professora de Economia e Política e diretora do Centro para a Saúde e Bem-Estar da Escola Woodrow Wilson, o ganho excessivo de peso durante a gestação pode, de fato, ter um efeito significativo sobre a futura obesidade dos filhos.

Os pesquisadores também observaram uma tendência familiar para o sobrepeso. Filhos de mães obesas ou que ganharam muito peso durante a gravidez têm mais chances, por exemplo, de apresentarem o mesmo problema. No entanto, essa relação pode ser devido a fatores como genes compartilhados, influências ambientais e considerações socioeconômicas e demográficas.

Juntamento com os co-autores David Ludwig, do Hospital Infantil de Boston, e Heather Rouse, do Centro de Arkansas para Melhoria da Saúde, Currie ligou os registros de nascimentos de mães com dois ou mais filhos aos registros escolares das crianças, que incluíam Índice de Massa Corporal (IMC).

Em seguida, ela fez estatísticas comparativas entre os irmãos, já que eles têm a mesma distribuição relativa dos genes da obesidade, o mesmo ambiente familiar e as mesmas influências socio-econômicas e demográficas. As crianças tinham uma média de idade de 11,9 anos.
 
Estudo atual complementa um feito anteriormente
O estudo atual estende os resultados de um anterior feito por Currie e Ludwig, que constatou que o ganho excessivo de peso na gravidez foi determinante para o peso da criança ao nascer. Aparentemente, entretanto, isso continua ao longo da infância, sendo responsável por aproximadamente um quilo.

Segundo Currie, crianças com mães que ganharam muito peso durante a gravidez, como 20 quilos ou mais, tem um percentual 8% maior de risco de obesidade.

— Concluímos, ainda, que a gravidez é um bom momento para prevenir a obesidade, já que, nessa época, as mulheres estão especialmente motivadas a mudar os seus comportamentos — complementa.
 
Zero Hora

Falta ou excesso de sono estão relacionados a doenças cardíacas e diabetes, aponta estudo

Falta ou excesso de sono estão relacionados a doenças cardíacas e diabetes, aponta estudo Filip Schneider/stock.xchng
É fundamental que adultos durmam de sete a nove horas por noite
Especialista afirma que dormir bem é tão importante quanto cuidados com a dieta e a prática de exercícios físicos
 
Um novo estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, encontrou uma relação entre dormir muito pouco ou dormir muito e doenças crônicas — incluindo problemas cardíacos, ansiedade e obesidade — em adultos com 45 anos ou mais. Na pesquisa, a incidência dessas doenças era maior em pessoas que afirmaram dormir menos de seis horas ou mais de dez.
 
— É fundamental que adultos durmam de sete a nove horas a cada noite para terem os benefícios do sono, mas isso é especialmente verdade para pessoas que estão lutando contra alguma doença crônica — afirmou o médico M. Safwan Badr, presidente da AASM.
 
Segundo o especialista, doenças comuns do sono, incluindo apneia e insônia, ocorrem frequentemente em pessoas com alguma doença crônica e podem dificultar a capacidade de dormir bem.
 
— Se você acorda exausto, deve falar com um médico para ver se existe algum problema. Se você for diagnosticado com alguma doença do sono, tratá-la pode significar uma diminuição dos sintomas e melhorar sua qualidade de vida — afirma Badr.
 
Para uma das autoras do estudo, Janet B. Croft, algumas das relações entre noites de sono não saudáveis e doenças crônicas são parcialmente explicadas pela e obesidade e a bem-estar psicológico.
 
— Isto sugere que médicos deveriam considerar o monitoramento da saúde mental e do peso, além do sono saudável para pacientes com doenças crônicas — afirma Janet.
 
No estudo, publicado neste mês no Journal SLEEP, sonos curtos respondem por uma alta prevalência de doenças do coração, ataques cardíacos e diabetes, além da obesidade e frequentes aflições mentais, comparado com pessoas que reportaram dormir de sete a nove hora por dia. O mesmo ficou comprovado em pessoas que dormem mais do que o recomendado, e as associações com problemas cardíacos e diabetes foram ainda maiores.
 
— Dormir muito não necessariamente significa que você dorme bem. É importante entender que tanto qualidade quanto quantidade impactam na saúde. Uma vida saudável equilibrada não está limitada a dieta e prática de exercícios físicos, quanto e como você dorme é tão importante quanto o que você come e como você se exercita — afirma Badr.
 
O estudo envolveu mais de 54 mil participantes com idades a partir de 45 anos em 14 estados norte-americanos. Aproximadamente, um terço dos participantes (31%) foi identificado como pessoas que dormem pouco, significando que eles reportaram dormir menos de seis hora por dia. Mais de 64% foram classificados como pessoas que dormem de sete a nove horas e apenas 4% foram classificados como pessoas que dormem mais de nove horas.
 
A Academia Americana de Medicina do Sono (AASM, na sigla em inglês) encoraja pacientes que sofrem com essas doenças crônicas comuns a falarem com um médico para poderem avaliar seus padrões de sono.
 
Zero Hora

Saúde europeia sofre com envelhecimento da população

Tendo envelhecido em 100 anos o que o Brasil irá envelhecer em 30, países europeus também enfrentam problemas estruturais. Remodelar os sistemas parece uma necessidade global
 
Não só do Brasil, o envelhecimento da população é um desafio global e os sistemas de saúde estão no cerne deste fenômeno, como agentes do cuidado populacional e para equilíbrio do setor. Apesar da transição demográfica ter ocorrido nos países europeus ao longo de 100 anos, ao passo que no Brasil a estimativa é de ocorrer em 30 anos, os países europeus também precisam repensar seus modelos assistenciais. A evidência foi apresentada durante a abertura do 2° Congresso Nacional de Hospitais Privados, nesta quarta-feira (02/10), em São Paulo.
 
De tamanhos e estruturas organizacionais diferentes, o fato comum entre países como Japão, França e Estados Unidos é que existe a possibilidade de gastar de maneira mais eficiente e de realizar uma medicina ainda mais integrada e descentralizada.
       
Japão
De acordo com o presidente da Associação de Hospitais do Japão (JPN, na sigla em inglês), Tsuneo Sakai, o Japão organizou um Comitê para conduzir uma reforma no setor, passando inclusive pelo sistema tributário. A porcentagem da população acima de 65 anos aumentou de 6% para 23% nos últimos 50 anos e a previsão é de chegar a 40% em 2030. “Precisamos mudar nossa mentalidade para tratar e enfrentar o envelhecimento, e considerar uma saúde integrada entre profissionais e estabelecimentos”, afirmou Sakai, sugerindo um modelo de co-pagamento para idosos.
 
França
Na mesma linha de pensamento, o diretor de comunicação da Federação dos Hospitais da França (French Hospital Federation), Cédric Lussiez, diz que é preciso destruir a fronteira entre serviços sociais e cuidados hospitalares. “20% de todos os pacientes nos hospitais da França têm mais de 75 anos, e 40% destas internações são inapropriadas”, disse Lussiez, ressaltando a utilização massiva dos hospitais.
 
“Fazer um trabalho pré hospitalar e pós seria uma alternativa. Mas, para isso, o sistema de pagamento precisa ser redesenhado, e já estamos fazendo isso”, contou. No país a cobertura é universal, existindo algumas opções complementares que são privadas.
 
Emergências e unidades geriátricas em todos os hospitais é um dos caminhos que o país tem encontrado para lidar com o envelhecimento. “Temos equipes móveis que visitam asilos e casas de repouso, fazendo um trabalho preventivo. Vejo a transformação saindo do hospital como centro para uma nova relação com a atenção primária”, afirmou.
 
EUA
Mais jovem como são os países do continente americano e não com menos desafios, assim é a situação dos EUA, que possui um gasto estrondoso na saúde de US$ 2,7 trilhões, contabilizados em 2011, o equivalente a 18% do PIB. A estimativa é de que 20% de seus 314 milhões de habitantes devem ser considerados idosos até 2030.
 
Tratar e prevenir doenças relacionadas à demência, como Alzheimer, e outras como depressão, foi a tônica da apresentação do presidente emérito do Colégio Americano de Executivos de Saúde (ACHE, na sigla em inglês), Thomas Dolan. O país gasta US$ 109 bilhões por ano com esse tipo de patologia em que a prevalência em idosos é muito maior, incluindo doenças físicas e tendências ao isolamento social. Para se ter uma ideia, cerca de 20% das pessoas com mais de 65 anos sofrem de depressão e mais de cinco milhões de Alzheimer, e, segundo Dolan, esses números devem dobrar até 2050.
 
Investir em educação e conscientização foi uma saída apontada pelo executivo. “Apenas 3% dos depressivos acima dos 65 anos recebem tratamento. Eles precisam entender quais são os sintomas e mudar o estilo de vida”, concluiu.
 
SaudeWeb