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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Parlamento Europeu reforça legislação para lutar contra o tabagismo

Parlamento Europeu reforça legislação para lutar contra o tabagismo Divulgação/Divulgação
Divulgação
Objetivo da nova legislação é tornar os cigarros menos atraentes
 entre os jovens
Cigarros aromatizados serão proibidos no continente, enquanto os mentolados terão um prazo de oito anos
 
O Parlamento Europeu adotou nesta terça-feira uma nova legislação destinada a tornar menos atrativos os produtos do tabaco, que tem por objetivo desencorajar o consumo entre os jovens, mas rejeitou que os cigarros eletrônicos sejam vendidos exclusivamente em farmácias.
 
O cigarro eletrônico não será considerado um medicamento, definiram os eurodeputados, e continuarão sendo vendidos em lojas especializadas ou de venda de produtos de tabaco.
 
A maioria dos eurodeputados de direita rejeitou uma proposta da Comissão Europeia para que o cigarro eletrônico, cujos efeitos sobre a saúde não são conhecidos, fosse considerado um medicamento. A venda deste tipo de cigarros estará proibida aos menores de idade, assim como sua publicidade.
 
O texto, que ainda deve ser submetido aos representantes dos 28 países membros da UE antes de sua entrada em vigor, prevê igualmente que 65% da superfície dos pacotes de cigarros esteja repleta de mensagens de advertência. A marca da empresa aparecerá na parte inferior da embalagem.
 
Os cigarros "slim" continuarão à venda, contra a posição da Comissão.
 
Já os cigarros aromatizados serão proibidos, mas os mentolados terão um prazo de oito anos antes da promulgação da lei.
 
AFP

Projeto verão: 15 alimentos que ajudam a combater a celulite

Combater a celulite pode ser um prazer: consultamos especialistas que recomendam 15 alimentos que são deliciosos e, de quebra, ajudam a acabar com os furinhos
 
Uma das grandes preocupações estéticas das mulheres é a celulite. Como ela surge por diversos motivos - fatores hormonais, genéticos, excesso de peso - é muito difícil escapar dela. Mas exercícios, cremes e tratamentos estéticos ajudam a diminuir a quantidade de celulite e melhorar a aparência da pele.
 
Outro grande aliado no combate à celulite está no prato. Alimentos ricos em fibras e vitaminas, com antioxidantes e propriedades anti-inflamatórias ajudam a reduzir a celulite. E sabe o que é melhor?
 
Os alimentos são gostosos eajudam o organismo a ficar mais saudável e regulado. Conversamos com as nutricionistas Marcela Sansone, Pâmela Miguel e Fernanda Granja e separamos 15 itens que não podem faltar na sua dieta.
 
A banana é rica em potássio, que estimula a drenagem linfática do organismo, e em fibras, que regulam o intestino, diminuindo a absorção de gorduras.
 
O abacaxi é rico em uma enzima chamada bromelina, que age como anti-inflamatório, e em fibras. A celulite é um processo inflamatório, por isso a eficácia da bromelina.
 
O abacate é rico em glutationa e ômega 9, dois anti-inflamatórios. O ômega 9 também auxilia no controle do hormônio cortisol evitando o acumulo de gordura no organismo.
 
A maçã é rica em pectina, um carboidrato que ajuda a regular a absorção de gorduras e de glicose no organismo. Liberando menos insulina, diminui-se as inflamações.
 
As frutas vermelhas são riquíssimas em vitamina C e A, que combatem radicais livres por serem antioxidantes, fortalecem os vasos sanguíneos e diminuem a produção de insulina.
 
A carne de peixe, principalmente de salmão, sardinha e atum, é rica em ômega 3 - um antioxidante - e em proteínas, ao mesmo tempo em que tem pouca gordura.
 
As frutas oleaginosas, como nozes, amêndoas e castanha-do-pará, são ricas em vitamina E e ômega 3, antioxidantes. São ótimas para lanchinhos entre refeições.
 
A semente de girassol é um dos grandes aliados de um sistema digestório saudável e, portanto, menos celulite. Isso acontece por ela ser riquíssima em fibras.
 
A soja possui isoflavona, que ajuda a regular os níveis de estrogênio no organismo da mulher. Esse hormônio, quando em excesso, faz aparecer mais celulite.
 
A semente de linhaça é rica em ômega 3, antioxidante que aumenta a quantidade de gorduras boas.Também reduz inflamações e ajuda a regular o intestino.
 
Chá de cavalinha e de centelha asiática são diuréticos que ajudam o organismo a eliminar toxinas e, por isso, resultam em menos inflamações como a celulite.
 
Couve-flor é rica em fibras e antioxidantes, regula o intestino e ajuda a balancear a absorção de gordura. Também é diurética, ajudando a eliminar toxinas.
 
A goiaba é uma das poucas frutas não-cítricas que são extremamente ricas em vitamina C, que é antioxidante e ajuda a balancear a absorção de gorduras.
 
O chá verde é conhecido por suas propriedades antioxidantes e diuréticas, mas também é regulador hormonal, sendo um ótimo aliado no controle da celulite.
 
Leguminosas como feijão, ervilha e lentilha são ricos em fibras e em magnésio, potássio e zinco, que ajudam na fluidez do sangue e no bom funcionamento do intestino.
 
Delas

Taxa de depressão pós-parto é maior em hospital público de São Paulo

Embora com menor peso, fatores como mais filhos, existência
 de filhos de relacionamentos anteriores, gravidez não desejada,
menarca precoce e menor idade materna também contribuíram
 para a depressão
Baixa escolaridade, pouco apoio social, conflitos conjugais e episódios anteriores de depressão foram os fatores mais correlacionados ao surgimento do transtorno
 
Estudo realizado com 273 mulheres que deram à luz em um hospital público de São Paulo revelou uma prevalência de depressão pós-parto cerca de duas vezes maior que a média mundial descrita na literatura científica. Os resultados mostram ainda que, no primeiro ano de vida, os filhos das mães deprimidas apresentavam prejuízos no desenvolvimento.
 
A investigação foi conduzida no âmbito de um Projeto Temático FAPESP coordenado por Emma Otta, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP).
 
Segundo Otta, a pesquisa foi desenvolvida a partir do enfoque teórico e metodológico da etologia, ciência que estuda o comportamento animal. A perspectiva evolucionista orientou a formulação das várias hipóteses investigadas, como a relação entre a notável dependência do bebê humano, sua predisposição natural para a formação de vínculos (apego e intersubjetividade primária) e a necessidade de imersão em um grupo familiar e cultural para o desenvolvimento cognitivo. Também foi investigada a influência das dificuldades do ambiente social e afetivo sobre as estratégias de investimento parental e de desenvolvimento infantil.
 
“O tipo de rede de apoio nas diversas fases do ciclo de vida reprodutiva da mãe pode influenciar o investimento parental e a ocorrência de depressão pós-parto", disse Otta. Segundo ela, o Projeto Temático visou ao entendimento dessa rede de determinantes e das possíveis funções adaptativas das reações depressivas e dos efeitos das características da interação mãe-bebê no desenvolvimento, com especial atenção ao desenvolvimento neuropsicomotor e cognitivo da criança, envolvendo a linguagem, a empatia e os comportamentos pró-sociais.
           
Foram recrutadas, inicialmente, cerca de 400 gestantes que realizaram consultas de pré-natal em Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Bairro do Butantã e cujo parto estava previsto para ocorrer no Hospital Universitário (HU-USP) entre setembro e dezembro de 2006. Destas, 273 deram à luz no HU e foram incluídas no estudo.
 
As mulheres e seus filhos foram acompanhados durante os três anos seguintes ao parto. Durante esse período, diversas entrevistas foram realizadas com o intuito de avaliar a interação entre mãe e bebê, a presença de sintomas depressivos nas mulheres, a percepção materna sobre o relacionamento com a criança e o desenvolvimento infantil. Uma primeira filmagem foi feita ainda na sala de parto, na primeira interação mãe-bebê.
 
Na avaliação realizada no quarto mês após o parto, as 150 mulheres que ainda participavam do estudo preencheram um questionário de rastreamento para depressão pós-parto e 28% demonstraram sinais do transtorno. Segundo Otta, o índice médio mundial descrito na literatura científica varia entre 10% e 15%.
 
Em um estudo integrado ao Temático, cujos resultados devem ser publicados em breve, os pesquisadores compararam os dados das mulheres que deram à luz no HU-USP com o de 257 mulheres que tiveram seus filhos em um hospital privado de alto padrão da capital. Nesse segundo caso, a prevalência de depressão pós-parto na amostra foi de 7% – abaixo da média mundial.
 
Nas duas amostras, os recém-nascidos apresentaram condições de saúde semelhantes. A idade da mãe, a escolaridade, o número de visitas pré-natal e de cesarianas foram maiores entre as mães do hospital privado.
 
“Embora os indícios de depressão fossem menores dependendo do hospital ou do nível socioeconômico, as variáveis mais importantes, segundo o modelo estatístico utilizado na análise, foram escolaridade e apoio social”, contou Maria de Lima Salum e Morais, pesquisadora do Instituto de Saúde de São Paulo – órgão vinculado à Secretaria do Estado de Saúde.
 
Outros fatores que mostraram forte correlação com o risco de depressão pós-parto foram a frequência e a gravidade dos conflitos com o parceiro – maior na amostra do hospital público – e a ocorrência de episódios anteriores de depressão.
           
“Um número maior de mães na amostra do hospital privado relatou ter passado anteriormente por consultas e tratamento para depressão, talvez porque essas mulheres tenham mais acesso a serviços de saúde. Na amostra do hospital privado, todas as mães com depressão pós-parto relataram ter vivenciado episódios anteriores de depressão”, disse Morais.
 
Para Otta, é possível que apenas parte das mulheres diagnosticadas nas duas amostras tenha de fato desenvolvido depressão pós-parto. “Algumas possivelmente já tinham depressão e o problema permaneceu ou retornou após o nascimento do filho”, afirmou.
 
Outros fatores de risco para depressão pós-parto identificados na pesquisa, porém com menor peso, foram um maior número de filhos, a existência de filhos de relacionamentos anteriores, maior número de crianças morando na mesma casa, gravidez não desejada, rejeição na infância, menarca precoce e menor idade materna. Os dados foram publicados no Boletim do Instituto de Saúde.
 
Consequências
O impacto da depressão pós-parto na relação entre mãe e filho e no desenvolvimento infantil foi avaliado mais profundamente na amostra do hospital público. Os pesquisadores usaram protocolos para avaliar, entre outros fatores, a disponibilidade emocional materna, o estilo de apego da criança à mãe e seu desenvolvimento neuropsicomotor.
 
As mães eram filmadas enquanto interagiam com seus filhos em uma sala de observação do laboratório. Em seguida, os pesquisadores entrevistavam as mulheres para conhecer sua percepção sobre o relacionamento com a criança.
 
“As mulheres com depressão, em geral, se achavam piores mães. Diziam que o bebê dava mais trabalho, que elas tinham mais dificuldades nos cuidados com a criança, eram mais impacientes e dedicavam menos tempo ao filho. Mas quando os vídeos foram analisados por avaliadores que desconheciam a condição psicológica materna, de acordo com a escala de disponibilidade emocional de Biringen, não foi percebida diferença entre as mães com e sem depressão. Isso significa que a sintomatologia depressiva não interferiu significativamente na qualidade da interação mãe-bebê aparente para um observador externo”, contou Otta.
 
Essas análises foram realizadas durante o trabalho de pós-doutorado de Vera Regina Jardim Ribeiro Marcondes Fonseca. Os resultados foram divulgados em artigo publicado nos Cadernos de Saúde Pública.
 
Em outro estudo, realizado durante o mestrado de Renata de Felipe, sob orientação de Vera Silvia Bussab, também vinculado ao Temático, observou-se que as mães com depressão pós-parto vocalizavam menos com seus bebês, principalmente quando tinham outros filhos.
 
De Felipe também relatou que o padrão de interação das mães sem depressão com seus filhos era mais consistente e aquelas que verbalizavam mais também sorriam mais e olhavam mais para seus bebês. Essa correlação entre verbalização, sorriso e olhar não foi observada entre as mães com depressão.
 
Desenvolvimento infantil
Durante as observações feitas aos quatro meses, os pesquisadores notaram que os filhos das mulheres com depressão pós-parto procuravam menos o olhar da mãe. No entanto, não houve nesse momento diferença no desenvolvimento neuropsicomotor entre os dois grupos.
 
Quando as crianças completaram 12 meses, foi aplicado o procedimento da Situação Estranha de Ainsworth, que busca avaliar o estilo de apego da criança à mãe e seu grau de segurança. A análise dos vídeos mostrou que os filhos de mães depressivas exploravam menos a sala, manipulavam menos os brinquedos e apresentavam mais movimentos repetitivos com as mãos, braços e cabeça quando interagiam com uma pessoa estranha na ausência temporária da mãe.
 
Essa análise foi realizada durante o trabalho de pós-doutorado de Carla Cristine Vicente, com apoio da FAPESP.
 
“Podemos dizer que as crianças apresentaram desenvolvimento típico, mas que algumas diferenças de ritmo foram identificadas. Os filhos de mães com depressão apresentaram um desempenho inferior em desenvolvimento motor fino [manipulação de objetos, movimentos delicados] e motor grosso [andar, subir escadas]. Curiosamente, essas crianças se saíram melhor na avaliação de linguagem do que os filhos de mãe sem depressão. Talvez por terem uma mãe menos responsiva, tivessem de aprender a se expressar mais verbalmente”, contou Tania Lucci, que fez seu mestrado sobre o tema .
 
Durante o Projeto Temático, foram aplicados vários protocolos de pesquisa para avaliação de empatia e comportamentos sociais. Aos 24 meses, foi realizado o teste do Teddy Bear, que busca avaliar a reação das crianças diante de uma pessoa em dificuldades.
 
“Mais de 60% dos bebês tentou ajudar o experimentador quando este começou a chorar depois que o seu ursinho de pelúcia quebrou. Algumas chamaram a mãe e outras chegaram a dar seu próprio brinquedo na tentativa de consolar o pesquisador. Não foi identificada relação com a condição materna”, contou Otta. Esta análise foi realizada durante o mestrado de Gabriela Sintra Rios.
 
Em tarefas de cooperação social, aos 36 meses de idade, os filhos de mães com depressão ignoraram mais o pedido materno para interromper a brincadeira e ajudaram menos a guardar os brinquedos em uma caixa. Além disso, ajudaram menos a pesquisadora em dificuldades.
 
“As crianças filhas de mães sem depressão negociam mais com as mães”, comentou Vera Bussab, orientadora do doutorado de Laura Cristina Stobäus.
 
Avaliou-se também, aos três anos, a compreensão da direção do olhar e da intencionalidade, por meio de desenhos. Quanto maior o escore de depressão das mães, menor a adesão das crianças à tarefa proposta e menor o desempenho. A análise foi feita durante o doutorado de Alessandra Bonassoli Prado, sob orientação de Bussab.
 
Desenvolvimento adequado
No oitavo e último encontro, realizado 36 meses após o parto, 45 pais também participaram das entrevistas e gravaram vídeos de interação com as crianças. A análise dos resultados foi realizada durante o pós-doutorado de Julia Scarano de Mendonça e mostrou que parceiros de mães com depressão pós-parto apresentavam maior envolvimento com as crianças.
 
“Podemos imaginar que o pai esteja compensando a atenção que a mãe não está conseguindo dar”, avaliou Bussab. Os dados foram divulgados em artigo publicado no periódico Family Science.
 
Os pais também responderam uma escala que avalia risco de depressão. Detectou-se uma associação entre a depressão materna e a paterna. Além disso, os pais com mais indicadores de depressão foram também os que se auto avaliavam mais envolvidos com a família.
           
“A associação entre esses dois resultados sugere que a depressão paterna induzida pela depressão materna funciona aumentando o envolvimento do pai com a família, o que corrobora uma hipótese da função adaptativa da depressão que consiste em angariar apoio social”, disse Bussab.
 
Três anos após o parto, 65% das mulheres identificadas no quarto mês com depressão pós-parto ainda apresentavam sintomas depressivos. Para Morais, os resultados reforçam a importância de dar maior atenção às pessoas em situação de vulnerabilidade social e de criar políticas públicas de prevenção e intervenção precoce.
 
“Ficou claro que o problema é crônico. É uma questão que precisa ser abordada pelos profissionais de saúde na atenção básica, levando em conta aspectos emocionais integrados aos aspectos físicos”, disse Morais.
 
Na opinião da pesquisadora do Instituto de Saúde, além de treinar médicos generalistas para que possam dar maior atenção à saúde mental de seus pacientes, seria recomendável que agentes comunitários acompanhassem de perto as mulheres que apresentam fatores de risco para depressão pós-parto e as estimulassem a participar de grupos de gestantes ou de pós-parto em suas comunidades.
 
“A pesquisa mostrou que as mães com depressão pós-parto lidam com os sintomas de tal forma que conseguem preservar o desenvolvimento adequado do filho. As crianças também têm mecanismos protetores, de resiliência. Ainda assim, encontramos alguns prejuízos no desenvolvimento.
 
Acompanhamos até o terceiro ano de idade, mas existem problemas que podem aparecer mais tarde”, afirmou.
 
O estudo longitudinal e multicêntrico contou com pesquisadores do IP-USP, da Faculdade de Medicina da USP, do Hospital Universitário da USP, do Centro de Saúde Escola do Butantã e do Instituto de Saúde de São Paulo.

Agência FAPESP

MPRJ pede apuração de responsabilidades por armazenamento de medicamentos vencidos no Rio

Rio de Janeiro – O Instituto de Criminalística Carlos Éboli faz, nesta tarde, perícia em um galpão da prefeitura na zona norte da cidade, para verificar se há no local medicamentos vencidos armazenados pela Secretaria Municipal de Saúde. A denúncia chegou à Ouvidoria do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ).
 
Membros da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde e do Grupo de Apoio Técnico Especializado do MP-RJ fizeram ontem (7) uma vistoria no Galpão do Rocha e disseram ter encontrado toneladas de medicamentos e insumos, como seringas descartáveis, respiradores hospitalares e vacinas, fora do prazo de validade e mantidos em condições precárias de higiene e conservação e prejudiciais à saúde. Os remédios foram adquiridos pela secretaria e pelo Ministério de Saúde e eram destinados ao tratamento de doenças como tuberculose e aids e à atenção básica de saúde.
 
Segundo o chefe da Inteligência da Delegacia do Consumidor (Decon), inspetor Marcelo Camarte, que está acompanhando a perícia com os técnicos do Instituto de Criminalística, o local está interditado desde ontem para evitar o desvio dos resultados. “Estamos verificando se os medicamentos estão realmente vencidos. Vamos analisar os lotes e checar se tais produtos foram comprados já vencidos ou venceram ao longo do período em estoque. Além disso, vamos analisar a entrada e a saída das notas fiscais”, explicou.
 
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que o galpão é usado exclusivamente para armazenamento de resíduos sólidos, medicamentos e insumos fora da validade, para serem descartados. “O município adquire medicamentos e insumos com margem de segurança, para não haver risco de desabastecimento na rede. A taxa média de descarte é inferior a 1% e, no Galpão do Rocha, há resíduos sólidos de saúde estocados há pelo menos três anos", diz a nota. A secretaria explicou que normas sanitárias determinam que todo o material tem de ser incinerado. Segundo a nota, a licitação para contratação da empresa que fará a incineração dos produtos foi ontem.
 
De acordo com a secretaria, desde julho do ano passado, a Central de Distribuição de Medicamentos e Materiais Cirúrgicos do Rio de Janeiro funciona no bairro de Jacarepaguá, "em instalações modernas”.
 
Também ontem, os promotores de Justiça requisitaram à autoridade policial competente a instauração de uma investigação criminal, a fim de apurar responsabilidade sobre o material, o controle do estoque e o motivo do desperdício de medicamentos.
 
Agência Brasil

Fenam convoca paralisação nacional de uma hora em protesto contra Programa Mais Médicos

Brasília – A Federação Nacional dos Médicos convocou para ontem (8) mais um dia de protestos "contra a precariedade da saúde pública e do trabalho médico" no país. A ideia é que os sindicatos regionais coordenem a suspensão parcial do atendimento no chamado Dia Nacional de Protestos.
 
No Ceará, o sindicato orientou os profissionais das redes pública e privada a paralisar o atendimento durante uma hora na tarde desta terça-feira. Os médicos devem usar esse intervalo para conversar com a população sobre o trabalho do médico e sobre as dificuldades que encontram no serviço público.
 
A Fenam sugere que seus filiados usem hoje roupas ou faixas pretas, em "alusão ao momento de luto vivido pela categoria", que já fez  muitas críticas e manifestações contra o Programa Mais Médicos, instituído pelo governo federal para levar atendimento de saúde às regiões mais carentes do país.
 
Mais uma vez, a entidade afirma que o programa configura simulação jurídica de ensino, ao ofertar bolsa ao médico formado, em vez de salário e direitos trabalhistas. Em substituição às medidas do Mais Médicos, a Fenam propõe que o governo promova concurso público e crie uma carreira de estado para o médico.
 
A federação escolheu esta data para a manifestação porque ser o dia em que a Câmara dos Deputados programou a votação em plenário da Medida Provisória 621, que instituiu o programa Mais Médicos. 
 
Agência Brasil