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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Novo biomarcador para doença de Parkinson pode estar debaixo da pele

Imagem ilustrativa de paciente com Mal de Parkinson
Pesquisadores da Harvard Medical School estão usando biópsia da pele para detectar a proteína Alfa-sinucleína
 
Pesquisadores do Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC), da Harvard Medical School, descobriram que os níveis elevados de uma proteína do sistema nervoso chamada alfa-sinucleína podem ser detectados na pele de pessoas com doença de Parkinson (DP).

Eles sugerem que a proteína pode servir como um biomarcador da doença, contribuindo para identificá-la antes do aparecimento dos sintomas.

Segundo Roy Freeman , autor do estudo, a Alfa-sinucleína ocorre em todo o sistema nervoso e embora ainda não se saiba muito sobre sua ação, já foi identificado que ela é o principal componente dos aglomerados anormais de corpos proteicos (corpos de Lewy) que se formam dentro das células do cérebro de pessoas com a doença de Parkinson . Há também evidências que sugerem que a proteína desempenha um papel chave no desenvolvimento da doença.

"A deposição da alfa-sinucleína ocorre precocemente no curso da doença de Parkinson, precedendo o início dos sintomas clínicos, " afirmam os pesquisadores.

Já existe uma visão de que os sintomas ligados ao sistema nervoso autônomo, tais como mudanças na temperatura, na regulação da pressão arterial e da função intestinal, podem preceder os sintomas do sistema motor comum em pessoas com Parkinson.

Estas alterações sistema nervoso autônomo também são refletidas na pele, com sinais como sudação excessiva ou diminuída, modificações na cor da pele e na sua temperatura. Estes sintomas ocorrem em quase dois terços dos pacientes com doença de Parkinson, afirma professor Freeman.

"A pele pode fornecer uma janela de acesso para o sistema nervoso. Com base nestas observações clínicas, decidimos testar se o exame dos nervos numa biópsia da pele pode ser utilizado para identificar um biomarcador de Parkinson, " completa.

Apesar de ser a doença neurodegenerativa mais frequente nos EUA, onde afeta mais de 1 milhão de pessoas , o Parkinson é difícil de diagnosticar. Sem testes clínicos padrão, a doença é frequentemente diagnosticada somente quando os sintomas como tremores e rigidez aparecem, momento em que muitos neurônios já foram destruídos.
 
Isaude.net

Justiça transfere pacientes do SUS para rede particular

Dois pacientes que aguardavam atendimento na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) foram transferidos para leitos de um hospital particular por determinação da Justiça de Bauru, no interior de São Paulo.
 
Acomodados em macas do Pronto-Socorro Municipal e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), da Vila Ipiranga, os dois pacientes esperavam por leitos de internação havia mais de dois dias. Como os gestores da saúde no município não disponibilizaram os leitos, a Justiça determinou a remoção. Levantamento do Ministério Público Estadual (MPE) constatou que 581 pacientes morreram enquanto esperavam por vagas na fila do SUS de Bauru entre 2009 e 2013.

A transferência foi determinada pela juíza Regina Aparecida Gonçalves, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Bauru, que em 29 de agosto concedeu liminar ao MPE proibindo o Estado de São Paulo, o município e a Fundação para o Desenvolvimento Médico Hospitalar (Famesp), que administra os hospitais públicos na cidade, de recusar atendimento. Pela liminar, os gestores da saúde são obrigados a oferecer os leitos imediatamente após a solicitação da equipe médica. "Se isso não ocorrer em 24 horas, a Justiça determina a transferência para a rede privada. E foi o que aconteceu com dois pacientes até agora", explica o promotor da Defesa da Cidadania de Bauru, Fernando Masseli Helene.

Os pacientes foram transferidos para o hospital Beneficência Portuguesa, de Bauru. Eles terão o tratamento médico custeado com recursos de uma verba de R$ 200 mil, do Estado de São Paulo, bloqueada pela Justiça. O bloqueio também foi determinado pela juíza Regina Aparecida Gonçalves para garantir o pagamento dos hospitais particulares chamados para suprir a falta de vagas do SUS. "Nas reuniões que fizemos com os gestores definimos que o Hospital Beneficência é o único de Bauru com um número razoável de leitos clínicos e de UTI disponíveis", disse Helene.

O primeiro paciente transferido para o Beneficência Portuguesa, na sexta-feira, 04, foi um homem de 47 anos, vitima de um acidente vascular cerebral (AVC), portador de diabetes e hipertensão. Com problemas de circulação, ele seria submetido a exames nesta terça-feira, 08, para saber se passaria por cirurgia para amputação dos dedos do pé direito.

O segundo paciente é um idoso de 76 anos, que foi transferido na tarde de segunda-feira para um leito clínico no mesmo hospital. Cardiopata, ele esperava pelo atendimento na fila havia mais de 58 horas. Até a tarde desta terça-feira, segundo o promotor, os custos do tratamento dos dois pacientes estavam em torno de R$ 2 mil.

"A transferência é decidida por um corpo médico que avalia o estado de saúde dos pacientes e a necessidade de internação imediata", explicou o promotor. Segundo ele, embora a Justiça tenha determinado a transferência de dois pacientes, a liminar está apresentando resultados positivos. "Depois da liminar, constatamos que houve uma grande redução no número de pessoas que esperam por vagas na fila SUS. Era comum a fila ter 40 ou 50 pessoas, hoje em dia o número é bem menor", diz.

A lista de pacientes da fila é disponibilizada diariamente no site da Prefeitura de Bauru. Por ela, sete pessoas estavam à espera das vagas na tarde desta terça-feira. A Secretaria de Saúde e a Procuradoria Geral do Estado não responderam aos e-mails enviados pela reportagem.
 
Estadão

Especialistas indicam os brinquedos certos para cada faixa etária da criança

Especialistas indicam os brinquedos certos para cada faixa etária da criança Emerson Souza/Agencia RBS
Foto: Emerson Souza / Agencia RBS
Ganhar um presente não indicado para a faixa etária pode ser
 um risco para a criança
Necessidades e desejos das diferentes fases da infância devem ser considerados
 
O Dia da Criança está chegando e, neste dia, muitos pais optam por comprar brinquedos para seus filhos. A escolha do presente certo deve ir além do desejo das crianças, alertam os pediatras. Ganhar um presente não indicado para a faixa etária pode ser um risco.
 
Conforme a pediatra membro da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul Lúcia Diehl da Silva, o maior perigo está em brinquedos com peças de fácil remoção, principalmente entre bebês e crianças pequenas.
 
— Peças de aproximadamente dois centímetros já são suficientes para fazer uma criança engasgar e sufocar. Por isso, é essencial este cuidado. Além disso, é necessário tomar precauções com presentes como bicicletas, skates e patinetes. A partir dos três anos, uma criança pode ter a primeira bicicleta com rodinhas, mas sempre utilizando itens de segurança indicados — explica.
 
Há alguns lembretes indicados por pediatras para os presentes. Para bebês menores de 18 meses, os brinquedos devem ter peças grandes que não possam ser engolidas, devem ser leves para manusear, sem pontas ou bordas afiadas e ter cores vivas.
 
Para crianças entre três e seis anos, é importante manter um mundo particular com um brinquedo favorito, que lhe dê a sensação de segurança e companhia. Uma boneca ou um ursinho de pelúcia ajudam muitas crianças a superarem momentos difíceis de sua vida infantil.
 
Para os pequenos entre seis e nove anos, os jogos eletrônicos dirigidos a esta faixa etária classificados como "educativos" são indicados, e atraem muita atenção. Eles são criados para ajudar as crianças no aprendizado de conceitos específicos através de desafios como formar palavras, igualar letras do alfabeto com objetos diversos ou até aprender a manejar dinheiro brincando com notas e moedas.
 
Além disso, muitos jogos oferecem níveis progressivos de dificuldade e ajudam a desenvolver habilidade e coordenação, além de uma compreensão do significado da estratégia no relacionamento humano, em geral através da competição.
 
Veja quais são os brinquedos indicados pelos especialistas de acordo com a faixa etária:
 
Bebês de colo e que engatinham
Brinquedos que trabalhem as percepções sensoriais (olfato, paladar, som, tato e visão). Os bebês aprendem com seus brinquedos noções de tamanho, forma, som, textura e como funcionam as coisas.
 
Bebês menores de 18 meses
Brinquedos vistosos e leves, de várias texturas, estimulam os sentidos da visão, da audição e do tato. São indicados móbiles, chocalhos, brinquedos com guizo para apertar ou um trapézio de berço para exercitar-se. Além disto, nesta idade, os bebês começam a apreciar livros com ilustrações de objetos familiares.
 
Assim que começam a engatinhar ou a caminhar, os brinquedos mais estimulantes e divertidos são os de empurrar e puxar, de montar e desmontar, bonecas e bichinhos de pelúcia.
 
Crianças de 18 a 36 meses
Brinquedos que ativem o movimento corporal como um carrinho grande para puxar, subir ou levar brinquedos. Também são boas opções os brinquedos para o ar livre, como bolas, brinquedos infláveis, espelhos d'água ou caixas de areia com pás e cubos.
 
Algumas habilidades psicomotoras, incluindo a coordenação entre o olho e a mão e o desenvolvimento da habilidade dos dedos e das mãos podem ser estimulados com brinquedos de montar e desmontar, blocos de tamanhos e formas diferentes, assim como jogos e quebra-cabeças simples.
 
Instrumentos musicais como pandeiros, pianos, trombetas e tambores, discos musicais e de contos infantis também são indicados.
 
Crianças de três a seis anos
Brinquedos que trabalhem com o faz-de-conta, que façam a criança desempenhar papel de adulto. Fantasias e equipamentos que ajudem em seu mundo imaginário são importantes nesta etapa. Entre eles, lojas em miniatura com dinheiro de brinquedo, caixa registradora e telefone, cidadezinhas, fortes, circos, fazendas, posto de gasolina, fantoches, bonecas e casas de boneca com móveis.
 
A capacidade de visualização e treinamento da memória, necessária para desenvolver a inteligência, pode ser exercitada por meio de jogos que exigem o uso da imaginação ou cálculo mental, tais como os jogos eletrônicos, jogos de tabuleiro e jogos de palavras e memória criados especialmente para esta faixa etária.
 
Os brinquedos ao ar livre, como veículos com rodas e a primeira bicicleta com rodinhas de apoio são apropriados a esta etapa.
 
Crianças de seis a nove anos
Os jogos de tabuleiro, as bolinhas de gude e os brinquedos de armar colaboram no aprendizado das normas sociais. Nesta idade, ser aceito pelos companheiros é muito importante e o jogo corporal encontra expressão em diversos esportes ao ar livre.
 
A convivência social se sofistica através de jogos de tabuleiro, de cartas e jogos eletrônicos, principalmente os que exigem decisões estratégicas e conhecimentos adquiridos na escola.
 
Os jogos eletrônicos e videogames, o pingue-pongue e o bilhar são muito populares nesta idade, assim como a arte dramática e as representações teatrais. A pintura, escultura, cerâmica e outras formas de expressão artística, assim como instrumentos musicais, livros e discos, continuam despertando a atenção.
 
Adolescentes
Após os 12 anos, existe um interesse crescente dos jogos eletrônicos e videogames mais complexos que, em geral, são considerados para toda a família. Jogos de tabuleiros e de aventuras, particularmente aqueles do tema 'negócios' também são indicados para a faixa etária.
 
Zero Hora

Consumir mais calorias no café da manhã pode ajudar mulheres com problemas de infertilidade

Consumir mais calorias no café da manhã pode ajudar mulheres com problemas de infertilidade Jessé Giotti/Agencia RBS
Foto: Jessé Giotti / Agencia RBS
O experimento foi realizado em 60 mulheres, durante 12 semanas
Os benefícios são observados naquelas que sofrem da Síndrome dos Ovários Policísticos
 
Um novo estudo, feito por pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém e da Universidade de Tel Aviv, revelam que comer uma boa refeição pode ter um impacto positivo em mulheres com problemas de infertilidade.

A pesquisa, conduzida pelo professor Oren Froy, diretor do Centro de Pesquisa Nutrigenômico e de Alimentação Funcional na Faculdade Robert H. Smith de Agricultura, Alimentos e Meio-Ambiente da Universidade Hebraica; Ma'ayan Barnea; Daniela Jocabovitz e Julio Weinstein , da Universidade de Tel Aviv e do Centro Médico Wolfson, mostra que um café da manhã reforçado aumenta a fertilidade entre as mulheres que sofrem de irregularidade menstrual, causada pela Síndrome dos Ovários Policísticos.

O problema afeta aproximadamente 6% a 10% das mulheres em idade reprodutiva, interrompendo suas capacidades de gestação. A síndrome cria uma resistência a insulina, provocando um aumento nos hormônios masculinos — o androgênio —, podendo causar também irregularidades menstruais, perda de cabelo e aumento de pelos corporais, acne, problemas de fertilidade e diabetes futura.

O experimento foi realizado no Centro Médico Wolfson em 60 mulheres durante 12 semanas. Elas tinham entre 25 e 39 anos, Índice de Massa Corporal (IMC) perto de 23 e sofriam da Síndrome dos Ovários Policísticos. Elas foram divididas em dois grupos, e permitidas a consumir 1800 calorias diárias. Metade delas consumiu mais calorias durante o café da manhã — aproximadamente 980 —, enquanto a outra metade durante o jantar.

Os pesquisadores examinaram, então, se o horário em que é feita a maior refeição diária afeta a resistência a insulina e o aumento nos andrógenos entre esse grupo de mulheres.

Os resultados, publicados recentemente no jornal Clinical Science, mostraram melhores índices para o grupo que consumiu um café da manhã mais reforçado. Neste, os níveis de glicose e resistência à insulina diminuíram 8%, enquanto que no outro não houve alterações.

Outra descoberta mostrou que, entre o "grupo do café da manhã", os níveis de testosterona diminuíram cerca de 50%, enquanto no outro manteve-se neutro.

Além disso, houve um grande aumento da taxa de ovulação, em comparação com o grupo que consumiu mais calorias no jantar, indicando que a ingestão de um café da manhã reforçado pode levar a um aumento no nível de fecundidade entre as mulheres com ovários policísticos.
 
Zero Hora

Aumento no consumo de açúcar é um problema para a saúde

Aumento no consumo de açúcar é um problema para a saúde Stock Photos/Divulgação
Divulgação
Especialistas defendem que deve-se abrir mão do açúcar
 industrializado
Pesquisa realizada pelo IBGE revela que 61% da população brasileira consome açúcar em excesso
 
Cáries, obesidade e diabete. Essas são algumas das doenças que podem ser causadas ou agravadas pelo consumo do açúcar - substância cujo conceito de excesso varia conforme a pessoa. Embora o açúcar esteja presente em frutas (frutose) e no leite (lactose), é o produto processado, obtido a partir da cana-de-açúcar, que mais preocupa os especialistas em saúde. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) revelam que o setor público gasta, anualmente, R$ 488 milhões com o tratamento de doenças associadas à obesidade.
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo de açúcar livre, que inclui tanto a substância presente nas frutas e no leite quanto o produto processado, não chegue a 10% das calorias consumidas por uma pessoa adulta ao longo de todo o dia. O problema é conseguir medir isso, para não extrapolar o limite recomendável. Tanto que, segundo o Ministério da Saúde, a Pesquisa de Orçamentos Familiares, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 2008 e 2009, revelou que 61% da população brasileira consomem açúcar em excesso.
 
A endocrinologista Monalisa Azevedo diz que, apesar do valor nutritivo, as pessoas poderiam abrir mão do açúcar. A eliminação, entretanto, não é necessária, nem há qualquer recomendação médica neste sentido.
 
— O açúcar não é um alimento essencial. Podemos abrir mão de seu consumo porque seu nutriente, a glicose, está presente em uma série de outros alimentos compostos por carboidratos, como o arroz e o feijão. Agora, se ingerido em pequenas quantidades, o açúcar não é um veneno — afirma.
 
Ela alerta, contudo, que a quantidade recomendável varia de pessoa para pessoa, de acordo com fatores como a condição geral de saúde e a faixa etária de cada um.
 
Para Monalisa, é importante que os consumidores sejam informados sobre a adição de açúcar em alimentos industrializados e que as autoridades públicas estudem os níveis recomendáveis, como no caso do sódio.
 
— Este é um debate importantíssimo e há exemplos de produtos como alguns sucos em caixinha e refrigerantes que têm que ser melhor estudados. Sempre lembrando que não há, hoje, nenhuma orientação e que não prescrevemos a erradicação do consumo do açúcar, embora restringir a quantidade ingerida seja recomendável para todos - da mesma forma como recomendamos a redução dos produtos industrializados que, sempre que possível, devem ser substituídos por alimentos naturais, como frutas, fonte de açúcar natural — explicou.
 
Já o historiador e escritor Fernando de Carvalho, é radical. Diabético, ele defende o fim do uso do açúcar para todos. Em seu libelo contra o produto, "O Livro Negro do Açúcar", disponível na internet, Carvalho alerta que, com o tempo, praticamente todos os alimentos industrializados, até mesmo o pão francês, foram sendo modificados pela adição de açúcar, criando o que chama de 'a era das doenças crônicas, metabólicas e degenerativas'. A finalidade foi torná-los mais agradáveis ao paladar contemporâneo. O problema é que nem sempre isso é informado aos consumidores.
 
Em entrevista, Carvalho apontou que, nos últimos anos, houve um avanço no tocante ao surgimento e a popularização de alimentos de baixo teor calórico, o que ajudou a despertar a atenção de muitos consumidores. De acordo com ele, contudo, há um movimento contrário.
 
— O poder econômico da indústria do açúcar é muito grande. Uma deputada chegou a propor uma lei obrigando as empresas a informar o risco de alguns de seus produtos causarem cáries. Não passou de uma proposta — comentou Carvalho, que critica a falta de leis que controlem o excesso nos alimentos e informem o risco da substância para os consumidores.
 
Agência Brasil