sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Postos sofrem com desabastecimento de várias vacinas
A constatação se deu quando a repórter do A TRIBUNA, Aline Balbino, precisou tomar uma vacina antitetânica por conta de um ferimento no pé e ao chegar à Policlínica Regional Carlos Antônio da Silva, no Centro, deparou-se com um bilhete no setor de vacinação informando que os dois medicamentos estavam em falta.
Algumas enfermeiras disseram que também não haveria vacinas nas Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) de São Gonçalo e Niterói porque a Secretaria Estadual de Saúde não teria feito o remasse dos medicamentos. Elas informaram ainda que diversos moradores de São Gonçalo procuraram as vacinas em Niterói e que por conta disso o estoque teria se esgotado.
“Cortei o pé mais cedo e procurei o posto mais próximo do meu trabalho. Lá vi uma folha de papel colada numa porta dizendo que não havia a vacina que eu precisava. Algumas enfermeiras me disseram ainda não adiantava procurar em outros hospitais porque eu não vou achar”, disse.
A assessoria de imprensa da Fundação Municipal de Saúde informou que o programa de imunização da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covig) esclarece que ainda não recebeu da Secretaria de Estado de Saúde as doses da vacina antitetânica referentes ao mês de outubro.
As solicitações têm sido feitas regularmente. Quanto à vacina antirrábica, houve problema pontual na entrega das doses, mas o fornecimento foi normalizado, na tarde desta quarta-feira, nas unidades básicas da rede municipal de saúde.
A Tribuna
Fique de olho para ver se há algo de errado com a visão de seu filho
| Fazer exames periódicos no oftalmologista é muito importante para a criança. Alguns problemas, como uma deficiência visual decorrente do estrabismo, só podem ser solucionados ainda na infância |
O cuidado com a visão deve começar imediatamente após o nascimento e se estender por toda a vida. Ainda na maternidade, é necessário investigar se aconteceram alterações genéticas durante a gestação e se a visão do bebê é saudável.
Logo após o nascimento, é a hora do teste do olhinho, como é conhecido popularmente o exame do reflexo vermelho. A oftalmologista Márcia Beatriz Tartarella, diretora da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica ressalta a importância desse exame. “Ele é feito ainda na maternidade e consegue detectar várias doenças que podem causar cegueira, como catarata, glaucoma e até mesmo tumor”, explica.
Fábio Pimenta, oftalmologista do hospital H. Olhos Paulista, explica que o teste do olhinho virou lei e é feito pelo próprio pediatra. “Quando jogamos um foco de luz dentro do olho de uma criança saudável, a luz vai refletir no fundo do olho – que tem uma cor laranja avermelhada. Se ela não refletir e o olho ficar esbranquiçado, alguma coisa está errada. Esse exame é muito importante para a detecção precoce de alterações visuais”, detalha o oftalmologista.
Márcia Beatriz também aconselha que os pais tirem ao menos uma foto com flash do filho durante o mês. “Se a criança não sair com os olhos vermelhos na foto, é um alerta para levar o filho para uma consulta com o oftalmologista”, diz.
Do nascimento até os dois anos de idade, os pais devem também prestar atenção se a criança tem algum desalinhamento ocular – o tão conhecido estrabismo. “Quanto mais cedo o problema for detectado, melhor é o tratamento”, explica Márcia.
Fábio conta que o estrabismo pode ser corrigido em qualquer idade, mas que o problema maior se concentra no desenvolvimento da visão, que pode ser mais fraca por conta do problema. “Depois dos sete ou oito anos é possível corrigir o alinhamento e a estética, mas se a criança tem uma deficiência visual por conta do estrabismo, já não existe tratamento a partir dessa idade. Por esse motivo, a detecção e tratamento precoce são tão importantes”, alerta.
Para aqueles bebês que visualmente parecem ter um desalinhamento ocular, o problema pode não ter nenhuma relação com estrabismo. “Em muitos bebês, principalmente nos asiáticos e nos mais gordinhos, a pálpebra cai um pouco sobre os olhos, não sendo motivo de preocupação. Se os pais tiverem dúvida, é melhor levar a criança ao oftalmologista”, explica Fábio.
O tratamento para o estrabismo, segundo Márcia, pode ser feito com óculos, tampão de olhos ou até mesmo cirurgia. “A hipermetropia gera o desvio ocular, se não for tratada. A criança vai usar mais o olho em que enxerga melhor, deixando o outro sem ser estimulado. Tampamos o olho ‘bom’ para que a criança force a visão com o ruim e ele se alinhe”, diz, explicando uma opção de correção.
Aos dois anos de idade, é ideal que a criança passe por um exame oftalmológico com dilatação da pupila. A oftalmologista Liana Toffano, da Clínica de Olhos São Francisco de Assis no Rio de Janeiro, explica que as crianças que têm hipermetropia muitas vezes não manifestam o problema espontaneamente. “Não podemos confiar na resposta de uma criança, acreditar se ela está enxergando bem ou não. Quando a vista é dilatada, temos uma refração mais precisa e conseguimos ver o grau real, independente da resposta dela”.
A idade pré-escolar convida para mais uma visita ao oftalmologista. “O exame de dilatação é feito novamente, para ver se não houve nenhuma alteração. Se os pais usam óculos, é importante avaliar a criança com frequência, pois o grau pode ser uma tendência genética”, diz Márcia.
Proteja a criança do sol
Fábio alerta para o problema que o sol pode causar aos pequenos. “O perigo está na radiação UVA e UVB, por esse motivo recomendamos se proteger logo cedo. Os raios envelhecem as estruturas dos olhos, ou seja, antecipa instalação da catarata, doenças da retina e até pode causar mutações”, explica.
O oftalmologista recomenda para as crianças que passam muito tempo ao sol, em parques ou praias, que usem óculos de sol com proteção solar e, se isso não for possível, que usem uma viseira. Olhos escuros têm mais proteção do que os claros, embora a proteção deva valer para todos. “Olhos mais claros são mais sensíveis ao sol e tem ainda mais chances de desenvolver doenças por causa dos raios UVA e UVB”, conta.
Fique alerta
O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier elenca os principais sintomas de que algo está errado com a visão da criança, para que os pais ou responsáveis fiquem atentos.
Nos dois primeiros anos de vida:
- Lacrimejamento
- Desinteresse pelo ambiente
- Olhos desviados para o nariz ou para fora
- “Menina dos olhos” muito grande, com reflexo luminoso, acinzentada ou opaca
- Olhos constantemente vermelhos e com secreção
- Tremor constante dos olhos
- Esbarra com freqüência nos objetos e móveis
Dos três aos seis anos de vida:
- Desvio nos olhos
- Cai com freqüência
- Assiste à televisão de uma distância muito pequena (miopia)
- Inclina a cabeça para um dos lados (ambliopia)
- Vira um dos olhos para fora quando está distraída (estrabismo)
- Fecha um dos olhos (ambliopia)
- Faz “careta” ou franze a testa para enxergar
- Queixa-se de dor nos olhos ou dor de cabeça
- Coça muito os olhos
- Queixa-se de visão dupla ou embaralhada
- Olhos vermelhos quando esforça a visão
Dos seis aos sete anos (início da fase escolar):
- Faz “careta” ou franze a testa para enxergar
- Queixa-se de dor ou cansaço nos olhos e dor de cabeça
- Coça muito os olhos
- Olhos vermelhos após esforço
- Dificuldade em ver o que está escrito na lousa (miopia)
- Chega o rosto muito próximo ao caderno ou livro (hipermetropia)
- Apresenta baixo rendimento escolar
- Desinteresse na sala de aula
- É excessivamente tímida
- Recusa-se em participar de atividades esportivas (miopia)
- Tem dificuldade em distinguir ou combinar cores (daltonismo)
iG
Área da saúde busca competitividade com gestão profissional
Simplesmente trocar os jalecos brancos por ternos bem alinhados não tem sido mais a estratégia usual das instituições de saúde para compor seu quadro de administrativo. Em um cenário de competitividade empresarial, essas organizações perceberam que precisam profissionalizar a administração e já buscam talentos em outros setores de negócio. "Não é mais possível fazer a gestão de forma amadora. As instituições se tornaram maiores e mais complexas", afirma Haino Burmester, professor da FGV-Eaesp (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas).
Pelo viés de mercado, em que recursos são disputados e o paciente é renomeado como usuário, a saúde do negócio passa a ser estratégica no planejamento de quem atua segmento. Nesse contexto, diz Burmester, temas como liderança, resultados, gestão de informação e de pessoas ganham destaque no dia a dia de hospitais e laboratórios.
Mas, segundo o professor, nesses locais, existem grandes particularidades no gerenciamento dos processos e das atividades realizadas. No que tange aos recursos humanos, é preciso lidar com uma quantidade significativa e variada de especialistas como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas, além de suas subespecialidades - cada grupo em defesa de seus interesses em ambientes de pesada carga emocional. Intensiva também é a tecnologia, sofisticada no conjunto de equipamentos usados nas operações.
Especificamente na linha do tempo da evolução dos hospitais de ponta brasileiros, conforme traça George Schahin, diretor-presidente do Hospital Santa Paula, à excelência do corpo clínico exigida nos anos 1980 e ao foco no aparelhamento tecnológico da década de 1990 somou-se, nos anos 2000, a necessidade de ser um bom prestador de serviços de hotelaria.
As múltiplas estruturações satisfazem não só às demandas de pacientes e seus acompanhantes, mas também dos próprios médicos, que são os que encaminham um bom número desses pacientes e requerem um contingencial humano de alta qualidade em áreas de apoio, além de "uma acreditação nacional e internacional" da instituição. Tudo isso sem esquecer das operadoras de saúde, importantes fontes pagadoras que pressionam para que os atendimentos sejam realizados a custos menores. "Gerir tudo isso não é uma equação fácil", diz Schahin.
Resolvê-la passa, em primeiro lugar, pela capacidade de equilibrar o assistencial e o gerencial, afirma Libânia Alvarenga Paes, coordenadora do CEAHS (Curso de Administração Hospitalar e Sistemas de Saúde) da FGV-Eaesp. Isso significa detectar problemas e prover soluções "sempre lembrando do cobertor curto: se enxugo um processo, posso prejudicar o paciente", diz. "O gestor tem de saber, por exemplo, contratar um consultor de TI e se o resultado que ele trouxe é bom. É preciso desenvolver uma visão mais estratégica em relação ao negócio, conciliando uma assistência segundo princípios éticos com a preocupação de que o hospital precisa sobreviver economicamente".
Na procura por esse administrador híbrido, surgem duas possibilidades. Uma é capacitar o profissional da saúde em técnicas de gerenciamento, e esse ainda é o caminho predominante, diz Libânia. A outra é importar gestores "puros" de outros ramos de negócio. No caso da primeira opção, as próprias instituições têm se preocupado em fomentar a qualificação de seus administradores, seja promovendo cursos internos, seja mandando-os para escolas específicas de formação e eventualmente ajudando a custear os estudos.
"Ainda tendemos a privilegiar alguém bom tecnicamente em saúde em relação a quem possui mais arrojo gerencial", diz Patrus, do Sírio Libanês.
No Hospital Sírio-Libanês, todos os 180 líderes, desde supervisores até superintendentes corporativos, passam por programas de especialização, informa Fábio Patrus, superintendente de gestão de pessoas e qualidade do hospital e coordenador do Grupo de Gestão de Pessoas da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados).
O próprio Sírio desenvolveu, em parceria com a Fundação Dom Cabral, um MBA lato sensu para a formação de gestores em saúde com duração de dois anos, e que está em seu quinto ano, e um mestrado profissional em tecnologias e gestão de saúde, em sua segunda edição. Patrus destaca que dá prioridade ao recrutamento interno no momento de eleger seus gestores - entre 60% e 70%, são oriundos dos quadros da instituição.
Quando há busca no mercado, ela se concentra em profissionais que atuam ou atuaram na área da saúde. No caso daqueles que chegam de outros setores, é preciso que sejam assessorados para um rápido aprendizado das particularidades da administração hospitalar. "Ainda tendemos a privilegiar alguém que seja muito bom tecnicamente em saúde em relação a quem possui mais o arrojo gerencial", diz Patrus.
No Hospital Israelita Albert Einstein, 77% das posições de liderança foram preenchidas internamente em 2012 - um salto em relação a 2011, ano em que 29% dessas vagas foram ocupadas por pratas da casa, e 2010, quando a porcentagem foi de 11%, contabiliza Miriam Branco, diretora de recursos humanos.
Ela explica que, para conseguir os maiores índices de aproveitamento dos funcionários do próprio hospital em cargos de gestão, existe um PDO - Plano de Desenvolvimento da Organização - que mapeia futuros líderes e prepara essas pessoas para funções gerenciais em um MBA em parceria com o Insper. Com duração de um ano e meio, o programas está em sua oitava turma. Anualmente o Einstein banca 12 bolsistas que seleciona em seu quadro.
Executivos provenientes de outros negócios, contudo, também ganham espaço entre os postos de comando da organização, especialmente em diretorias como as de TI e financeira. Para atraí-los, é preciso oferecer remunerações compatíveis com as do mercado empresarial e desafios de carreira que podem ser até maiores que os de outras searas.
O superintendente corporativo Henrique Sutton de Sousa Neves é um dos que chegaram, há seis anos, para consolidar a profissionalização da gestão do Einstein, iniciada em 2002. O executivo já havia construído uma carreira em companhias de diversos setores da economia como a Shell, onde ficou por 22 anos e chegou a vice-presidente de varejo, e a Brasil Telecom.
Formado em direito e com uma especialização em gestão em Harvard no currículo, seu primeiro contato com os meandros da área da saúde foi como consultor do próprio Einstein, entre 2004 e 2005. "O mundo da medicina é muito complexo. Raramente é um mesmo profissional que entenderá todos os aspectos do assunto tratado", enfatiza.
Segundo ele, o papel do gestor não é ter um conhecimento técnico e científico na área, mas saber como o processo de gestão deve agir sobre esse conhecimento. Desse modo, Neves afirma que sua experiência em grandes organizações atende a determinadas necessidades do Einstein. "A diferença é que, como somos uma instituição sem fins lucrativos, o resultado financeiro não é a nossa missão, mas um meio para realizá-la. Cerca de 60% da minha avaliação de desempenho se referem a resultados qualitativos", afirma.
Nos cursos de especialização em gestão hospitalar em geral, a maioria dos matriculados já possui familiaridade com esse segmento. "Eles mesmos percebem a necessidade de fazer o curso, ou os próprios chefes recomendaram", afirma Cristina de Araújo Lasevicius, coordenadora do curso de graduação em tecnologia em gestão hospitalar do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).
O programa do Senac dura três anos e inclui disciplinas relativas a políticas de saúde, gestão de finanças, operação de cadeia de suprimentos, gestão da tecnologia de informação em saúde, ética, marketing, hotelaria, arquitetura hospitalar entre outras.
A predominância entre os estudantes da pós em administração hospitalar do Centro Universitário São Camilo também é de "profissionais que atuam no setor da saúde e que tiveram um crescimento de função", informa Claudio Colucci, coordenador geral da pós-graduação lato sensu. O São Camilo oferece também um curso de graduação em administração voltado para a atuação em hospitais, de quatro anos, e busca credenciamento para ministrar, a partir do ano que vem, um programa a distância de tecnólogo em gestão hospitalar, com duração de três anos.
Se cresce a tendência de os médicos se especializarem em práticas de gestão, tornam-se mais raros os que conseguem conciliar funções clínicas e administrativas. "Os que fazem carreira de gestor começam a abandonar suas carreiras médicas", considera Enrico de Vetori, sócio da área de life science e healthcare da consultoria Deloitte. "Não dá mais para administrar em tempo parcial, a jornada tem de ser exclusiva", corrobora Burmester.
Valor Online
Ministério da Justiça notifica operadoras por alienação de carteira de planos de saúde
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) também solicitou
informações à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e ao Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para obter mais detalhes sobre os
processos que autorizaram a alienação da carteira, além das exigências e
garantias prestadas pelas operadoras envolvidas. As notificações e ofícios
solicitam que os esclarecimentos sejam respondidos em caráter de urgência.
Em nota, a Golden Cross informou que recebeu notificação de esclarecimentos
do Ministério da Justiça e irá fornecer todas as informações, conforme
solicitado. A operadora ressalta ainda que a migração da carteira de clientes
individuais e familiares para a Unimed-Rio foi aprovada pelo Cade e pela
ANS.
A Unimed-Rio também informou, em nota, que vai prestar todos os
esclarecimentos solicitados ao Ministério da Justiça e que está seguindo todas
as determinações da ANS. A operadora está trabalhando sem medir esforços para
esclarecer as dúvidas dos clientes nesse momento de transição.
Agência Brasil
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