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domingo, 20 de outubro de 2013

Conheça os benefícios de consumir amendoim para quem pratica atividades físicas

Conheça os benefícios de consumir amendoim para quem pratica atividades físicas Michaela Kobyakov/Stock.xchng
Amendoim possui diversos nutrientes
Alimento proporciona energia e redução da fadiga muscular
 
O amendoim é um alimento bastante apreciado pelos brasileiros, seja como petisco ou em receitas doces e salgadas. Para quem pratica exercícios físicos, ele tem ainda mais vantagens. O amendoim é associado à maior ingestão de proteína, gordura insaturada (ácidos graxos mono e poli-insaturados), fibras, vitamina A, vitamina E, cálcio, magnésio, zinco, ferro, compostos bioativos como os polifenóis, além da redução no consumo de gordura saturada e colesterol.
 
— O amendoim é comprovadamente um alimento nutritivo, e para os praticantes de exercício físico significa mais energia e disposição, redução de risco de lesões e redução de fadiga muscular — afirma a nutricionista e fisioterapeuta Vanderlí Marchiori.
 
Quando consumido em quantidades entre 30 e 40 gramas por dia ao final do dia, o amendoim auxilia na redução de peso corporal e gordura abdominal e proporciona uma maior saciedade do que o consumo de vários outros alimentos no período.
 
— Isso torna o amendoim altamente recomendável e deve ser incluído em planos de reeducação alimentar, inclusive para a redução de peso, sendo ideal para atletas no desenvolvimento de suas atividades — completa Vanderlí.
 
Zero Hora

Manifestação em maternidade do Rio defende parto humanizado e redução de cesarianas

Foto: Agência Brasil
Rio de Janeiro - Um grupo de mulheres a favor da humanização do parto, com o apoio de ativistas e de profissionais de saúde, fez ontem (19) um ato silencioso no Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no centro da capital fluminense. A manifestação dá continuidade a uma série de atividades que vêm ocorrendo desde o ano passado, quando foram realizados os primeiros protestos nacionais. Este ano, as ações envolvem 34 cidades.
 
O Brasil tem a mais alta taxa de cesarianas do mundo: o número de cirurgias aumentou de 37,8% para 52,3% entre 2000 e 2010. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que essa taxa seja 15%, tanto na rede pública, quanto na privada.
 
"O nosso ato é para apoiar neste local [Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda] todos os profissionais que lutam para que a mulher seja protagonista do seu trabalho de parto e, isso faz com que as cesáreas feitas por conveniências médicas não aconteçam", destacou a funcionária pública Paula Inara, de 38 anos, uma das coordenadoras do Movimento pela Humanização do Parto.
 
Segundo a médica e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Maria do Carmo Leal, o número de cesarianas está aumentando a cada ano, na contramão do que acontece em países desenvolvidos, como os na Europa, onde não ocorre a prática indiscriminada de partos cirúrgicos.
 
"Nos Estados Unidos, que têm um modelo de atenção um pouco parecido com o nosso, eram 33% de cesáreas e agora estão com 31%, porque estão fazendo um imenso esforço para diminuir essa taxa.”
 
Em março de 2014, Maria do Carmo lançará a pesquisa Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento, feita nos últimos três anos em todo o país. O documento vai descrever como é a assistência ao parto; quais são as intervenções que vêm sendo feitas sobre o parto vaginal; qual é a aprovação de cesáreas; como a decisão pela cesárea está sendo feita no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede privada. "É uma pesquisa muito grande, que também vai contemplar os resultados sobre como o parto é feito, sobre a mãe e o recém-nascido.”
 
O Movimento pelo Parto Humanizado também se solidariza com as mães que perderam quatro bebês de cesariana no início do ano na Maternidade Maria Amélia e pede que as causas sejam apuradas rapidamente. O movimento afirma ainda que não é contra as cesarianas. Apenas considera que elas devem ser feitas quando há indicação clara e real para mãe ou para o bebê e não de forma indiscriminada, como tem sido feita no país.
 
Segundo a enfermeira obstétrica Mara Libertad, que acompanha partos normais em casa e trabalha junto ao Movimento pela Humanização do Parto, o que a maternidade faz é o recomendado pelo Ministério da Saúde como mais adequado para as mulheres em trabalho de parto. "Ela tem acompanhamento em uma sala individual, com recursos para o alívio da dor, e direito ao acompanhante, reconhecido por lei.”
 
Agência Brasil

Prepare o corpo para o horário de verão

Mudança nos ponteiros do relógio pode provocar alterações no organismo. Veja como se adaptar mais facilmente
 
O cenário está anunciado: na próxima semana, devem crescer as queixas de dor de cabeça, cansaço intenso, dificuldades com o sono, mal-estar e tontura. É que a simples mudança dos ponteiros do relógio, que se adiantarão em uma hora na passagem de sábado para domingo, pode impactar no funcionamento do organismo.
 
As primeiras alterações sentidas são no sono e o motivo é um hormônio chamado melatonina. Ele é acionado pela falta de luz e o fato dos dias serem mais longos pode fazer com que o corpo humano tenha dificuldade em produzi-lo.
 
Logo, para se adaptar ao novo horário, é importante evitar situações estimulantes no final da tarde ou no início da noite. Quanto mais estímulo, maior a dificuldade do organismo para relaxar e pior a qualidade do sono. Quem cobra a fatura é o corpo, no dia seguinte, quando o despertador toca.
 
Para evitar tudo isso, confira algumas dicas para que o sono não te abandone nesta alteração dos ponteiros:
 
1. Nos primeiros dias do novo horário faça refeições leves, ricas em frutas, verduras e legumes, que facilitam a digestão.
 
2. Procure deitar mais cedo, mesmo que encontre dificuldades para pegar no sono, o ambiente calmo ajudará a dormir melhor.
 
3. Evite realizar exercícios físicos pesados. Prefira atividades relaxantes como alongamento e ioga.
 
4. Evite o consumo de café à noite.
 
5. Cigarro e bebidas alcoólicas no período noturno também atrapalham a qualidade do sono.
 
6. Nas primeiras semanas procure fazer refeições sempre no mesmo horário, isso evita a fome fora de hora.
 
7. Não faça uso de medicamentos para dormir sem prescrição médica.
 
8. Não tome banho muito quente ou muito frio.
 
9. Não leia livros ou assista a filmes muito estimulantes nas horas que antecedem o sono.
 
Mesmo quem não convive com problemas com o sono, portanto, pode ficar durante os primeiros cinco dias de novo horário rolando na cama, de um lado para o outro. É uma situação parecida com outros fenômenos que podem acontecer em qualquer época do ano, como a mudança de turno no trabalho ou o jetleg, aquela situação estranha que surge depois de viagens de avião, em especial quando a origem e o destino têm diferenças grandes no fuso horário.
 
O problema é que dormir mal não causa só cansaço, pode ser prejudicial para outras áreas: o sistema cardiovascular pode ficar alterado e a incidência de doenças como o infarto tendem a ser mais comuns. Há piora no sistema metabólico e o diabetes também pode ficar descontrolado. Até o regime é comprometido, já que pesquisas recentes já mostraram que dormir pouco é um dos vilões para perder peso.
 
iG

Saiba quais são as causas da hipertensão e as doenças associadas a ela

Entre os principais causadores da doença estão o cigarro, o sedentarismo, a obesidade e o álcool. Atualmente, no Brasil, um em cada três adultos tem pressão arterial elevada
 
Silenciosa, a hipertensão vai chegando aos poucos, sem que a pessoa perceba. Suas consequências, no entanto, são alarmantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pressão alta é responsável por 45% dos ataques cardíacos e 51% dos acidentes vasculares cerebrais. E o número de hipertensos não para de crescer. Hoje, no Brasil, um em cada três brasileiros em idade adulta sofre com a pressão arterial elevada.
 
De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde, o índice de pacientes com idade entre 18 e 24 anos é de 8% contra 50% para a faixa etária acima de 55 anos. O diagnóstico de hipertensão é maior em mulheres (25,5%), do que em homens (20,7%). Entre os principais causadores da doença estão o cigarro, o sedentarismo, a obesidade e o álcool.
 
Veja o que a hipertensão faz em seu corpo:
 
                         
iG

sábado, 19 de outubro de 2013

Respondemos 13 dúvidas sobre a superbactéria KPC

Caso precise entrar em contato com pacientes,
lave bem as mãos antes e depois.  
Infecção pode matar e tem se alastrado, fique atento e saiba como se prevenir
 
Desde o ano passado, a superbactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) começou a assustar os pacientes e médicos. De acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 24 pessoas infectadas pela superbactéria morreram no Estado de São Paulo desde julho de 2009 - mesmo não se sabendo se todos os casos de morte foram causados pela bactéria. Nesse mesmo período, 70 casos de contaminação foram confirmados.

No Brasil, até o momento, já são 43 mortes associadas à KPC. No Distrito Federal, o número de contaminações é ainda maior - 183 casos, das quais 18 morreram. A KPC já apareceu em vários estados: São Paulo, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás e Santa Catarina.

A Anvisa prevê multa de R$ 1,5 milhão para farmácias que venderem antibióticos (remédios que atuam principalmente contra bactérias e fungos) sem reter a receita médica. Atualmente, a regra estabelece que o paciente apresente a receita médica, mas ele pode ficar com ela. Isso tudo é para conter o uso indiscriminado desse tipo de medicamento - apontado pelo Ministério da Saúde como um dos fatores do surgimento de organismos resistentes, como a KPC.

Outra resolução da agência obriga clínicas e hospitais a disponibilizarem álcool líquido ou em gel para médicos e enfermeiros limparem as mãos. Mas o que fazer para prevenir-se contra a doença? Quais são os riscos? Confira abaixo 13 dúvidas esclarecidas pela infectologista Ana Cristina Gales, da Unifesp.

1 - O que é a bactéria KPC?
KPC não é o nome da bactéria, mas de uma enzima produzida por ela, que é capaz de inativar os antibióticos mais potentes disponíveis para o tratamento de infecções graves, principalmente aquelas adquiridas no ambiente hospitalar.

2 - Ela é chamada de superbactéria? Por quê?
As superbactérias só são assim denominadas quando produzem uma enzima tão potente capaz de inativar a eficácia de outros antibióticos, limitando, assim, as possíveis opções para o tratamento de infecções graves.

3 - A KPC é uma mutação?
Não se trata de uma mutação. "Ninguém sabe ao certo como a primeira dessas bactérias surgiu, mas acredita-se que o uso dos antibióticos do tipo carbapenens, de uso comum, favoreceu sua aparição, mas ninguém sabe a origem do gene, nem como isto ocorreu exatamente", diz a especialista.  
 
4 - Qual a velocidade de reprodução dessa bactéria?
As bactérias do emsmo tipo das KPC, geralmente se multiplicam muito rápido, duplicando de número a cada 20 minutos.

5 - Qualquer pessoa pode ser infectada pela KPC? Há grupo de risco?
As pessoas que estão hospitalizadas, ou em contato com ambiente hospitalar têm maiores riscos. "Porém, pacientes hospitalizados em UTI's com doenças debilitantes como câncer ou com transplante, e que receberam antibióticos apresentam maior risco de ser contaminado com a bactéria", diz Ana.

6 - Como ocorre a transmissão entre as pessoas?
A transmissão ocorre por meio do contato direto, como tocar a outra pessoa, ou por contato indireto, por meio do uso de um objeto comum, por exemplo. Assim, é bom evitar tocar superfícies de hospitais, como camas, portas e paredes. Para evitar a maior proliferação, não tome antibióticos por conta própria e siga as orientações médicas. Caso precise entrar em contato com pacientes, lave bem as mãos antes e depois.  

7 - A KPC está espalhada nas ruas ou em qualquer ambiente?
Até o momento, as bactérias produtoras de KPC foram observadas somente em pacientes hospitalizados ou que estiveram no ambiente hospitalar. "No ambiente, provavelmente esta bactéria teria menos chance de sobreviver quando "competisse" com outras, pois não criou ainda resistência", explica a médica. 

8 - Quais são os maiores riscos?
O maior risco reside na não detecção da superbactéria, o que pode ocorrer com frequência por ser um organismo ainda desconhecido, causando eventual tratamento inadequado do paciente, o que aumenta as chances de morte do paciente.

9 - Como é feito o diagnóstico?
Existem testes especiais feitos caso o paciente apresente sinais e sintomas de infecção urinária, por exemplo. O médico irá solicitar exames urina e o antibiograma, que é o teste realizado para confirmar se a bactéria é sensível ou resistente a determinado antibiótico. "Por outro lado, se quero saber se um paciente está contaminado com a bactéria porque está ao lado de um paciente infectado por esta bactéria ou colonizado (que tem a bactéria no organismo, mas não apresenta infecção), solicitamos a realização de outro exame, o swab retal (introdução de um "cotonete"), para que seja avaliado se há o crescimento desta bactéria", afirma a especialista. 

10 - Quais procedimentos devem ser adotados se houver o diagnóstico positivo?
Independentemente de o paciente estar infectado ou colonizado no ambiente hospitalar, ele será isolado em um quarto, as visitas serão restringidas, os profissionais da área saúde que o atenderem usarão medidas de barreira como avental e luvas que deverão ser desprezados antes de saírem do quarto do paciente. Se possível, estes profissionais não deverão prestar atendimento a pacientes não infectados ou colonizados, para não contaminá-los também.

11 - Como é o tratamento?
A maioria das amostras de KPC encontradas até agora são sensíveis aos antibióticos como aminoglicosídeos, polimixinas e tigeciclinas. "Porém, existe o risco de a bactéria desenvolver resistência a estas drogas, ou de o gene ser adquirido por uma espécie bacteriana que é naturalmente resistente à tigeciclina ou às polimixinas", diz Ana.

12 - Os hospitais devem fazer exames específicos nas pessoas em geral?
Não, uma vez que não existem casos de infecção fora dos quadros de risco descritos no país.

13 - Como posso me prevenir?
A lavagem das mãos, com sabão ou álcool gel, é a medida mais simples, mais barata e mais eficaz no controle da disseminação de das bactérias. Além disso, os profissionais de saúde devem manter todo o protocolo de medidas preventivas.  
 
Minha Vida