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domingo, 20 de outubro de 2013

Tinta com chumbo causa 600 mil casos de deficiência em crianças

Foto: Lars Klove
'Thomas e seus amigos': nem tão amigáveis assim
O alerta acontece durante a Semana Internacional de Envenenamento por Chumbo. Apenas 30 países proibiram o uso do metal
 
A presença de chumbo em tintas causa sérios danos à saúde das crianças, com 600 mil casos por ano de menores que sofrem deficiência intelectual após exposição ao produto.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde, 99% das crianças afetadas vivem em países de rendas baixa e média. A diretora de Saúde Pública da OMS, Maria Neira, disse que são necessárias várias ações a nível global para minimizar o problema.
 
"É um grave problema para muitos sistemas do corpo. A parte positiva é que a gente é que podemos tomar medidas para minimizar este problema, eliminando o chumbo da composição das tintas.
 
Por ano, mais de 143 mil pessoas morrem pela contaminação com o chumbo. O metal é um dos 10 químicos de grande preocupação para a saúde pública, segundo a OMS.
 
Além das mortes, o contato com o chumbo pode causar convulsões, coma, nanismo e abortos.
 
A alerta foi divulgado durante a Semana Internacional da Prevenção de Envenenamento por Chumbo.

O elemento pode ser encontrado em casas, brinquedos e móveis. Quanto a pintura de uma parede descasca, por exemplo, o pó causado pela tinta com chumbo pode ser facilmente absorvido por crianças pequenas.
 
A OMS destaca que muitas crianças também colocam na boca brinquedos pintados com tinta com chumbo ou engolem pequenas lascas de tinta, já que o metal tem um gosto adocicado.
 
Até o momento, 30 países já eliminaram o metal, mas a meta é que o número cheque à 70 nações até 2015.
 
Isaude.net

Casos de dengue em Minas Gerais chegam a 320 mil neste ano

Divulgação
Larvas do mosquito se desenvolvem em água parada
O número é maior que os dos últimos quatro anos somados; mortes subiram para 106
 
Minas Gerais já tem mais de 320 mil casos de dengue confirmados em 2013. Segundo balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde nesta sexta-feira (18), 320.130 pessoas foram diagnosticadas com a doença no Estado.
 
O número é maior que os dos últimos quatro anos somados. Entre 2009 e 2012 foram registrados 297.568 casos de dengue em Minas. Em um intervalo de duas semanas foram mais de dez mil novos casos.
 
Desde o último balanço divulgado pela secretaria uma pessoa morreu por causa da dengue. Ao todo, a dengue causou 106 óbitos em Minas Gerais neste ano.
 
Veja as cidades onde houve mortes registradas: Uberaba (20), Uberlândia (3), Juiz de Fora (3), Mamonas (1), Carangola (2), Frei Gaspar (1), Buritizeiro (1), Ituiutaba (2), Ipanema (3), Teófilo Otoni (6), Cataguases (1), Pirapetinga (1), Pirapora (1), São Geraldo do Baixio (1), Montes Claros (3), São João da Ponte (1), Cláudio (1), Carneirinho (1), Campos Altos (1), Contagem (3), Muriaé (3), Sete Lagoas (4), Sacramento (1), Aimorés (1), Itauna (1), Belo Horizonte (8), Pedro Leopoldo (1), Santa Luzia (3), Águas Formosas (1), Santa Margarida (1), Carlos Chagas (1), Bocaiúva (1), Ubaporanga (1), Nova Serrana (1), Conquista (1), Itambacuri (1), Ponto Chique (1), Patos de Minas (1), Manhuaçu (1), Monte Carmelo (1), Santo Antônio do Monte (1), Iturama (1), Além Paraíba (1), Santana do Paraíso (1), Divinópolis (2), Ribeirão das Neves (1), Caetanópolis (1), Ipatinga (1), Piumhi (1), Ubá (1), Itabira (1), Leandro Ferreira (1), Tabuleiro (1), Araguari (1), Manga (1).
 
R7

Horário de verão pode aumentar predisposição a acidentes de trânsito, alerta especialista

Adiantamento do relógio em uma hora pode aumentar a predisposição a
 acidentes de trânsito
Adiantamento do relógio provoca sonolência, lentidão de raciocínio e falta de apetite
 
A maioria das pessoas costuma ficar cansada e com sono devido à chegada do horário de verão, marcada para este domingo (20). Segundo a professora Rosemeire dos Santos Vieira, coordenadora da especialização em enfermagem pediátrica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, além do cansaço, o adiantamento do relógio em uma hora pode aumentar a predisposição a acidentes de trânsito e de trabalho.
 
— O corpo, de acordo com o seu relógio biológico, está preparado para liberar o cortisol e a insulina [substâncias responsáveis pelo despertar] uma hora mais tarde, na parte da manhã. Com a alteração do horário, aumenta as chances de a pessoa ter sonolência, lentidão de raciocínio, perda de memória, falta de apetite, queda no rendimento escolar, ansiedade, baixa autoestima e flutuação do humor.
 
Por conta dessas alterações orgânicas, o sono também é prejudicado. De acordo com a especialista, “o ciclo do organismo estava preparado para liberar a melatonina, substância química do sono, uma hora mais tarde. Agora, o corpo precisa adaptar esse processo para uma hora mais cedo”.
 
— É por isso que a pessoa fica na cama uma hora sem dormir.
 
Crianças, adultos e idosos sentem bastante esse impacto negativo causado pelo horário de verão. Mas, para que o organismo não sofra tanto com essa alteração, a dica é dormir 30 minutos antes do horário habitual, duas noites anteriores ao início do adiantamento do relógio.   
 
— Ajustar a luminosidade e a sonoridade do ambiente, diminuir o ritmo das atividades, evitar comidas gordurosas à noite e não deixar a televisão ligada também ajudam a ter um sono de boa qualidade.
 
No caso de crianças, a professora recomenda a mudança do horário da alimentação, pois evita a falta de apetite e a troca de alimentos saudáveis por guloseimas.
 
— Os pais também podem adquirir rituais como a leitura de histórias infantis, banhos relaxantes, massagem e músicas calmas para que o filho durma melhor.  
 
Vantagens do horário de verão para a saúde
O horário de verão também tem suas vantagens. Para a especialista, o maior período de exposição à luz do sol aumenta as chances de o corpo absorver vitamina D.
 
— Essa vantagem depende de onde a pessoa mora ou trabalha. Se ela não tem muito contato com a luz do sol, ela não vai adquirir esse benefício.
 
Em contrapartida, a exposição aos raios ultravioletas exige o uso do protetor solar.
 
— A falta do bloqueador solar aumenta o risco de desenvolver câncer de pele.

R7

Boa alimentação na gravidez é determinante para prevenir osteoporose

Quantidade de cálcio ingerida durante a gestação é determinante
para definir a densidade óssea do bebê
No Dia Mundial de Combate à Osteoporose, nutricionista alerta para baixo consumo de cálcio
 
Não tem jeito, logo que a idade avança uma das doenças que podem aparecer é a osteoporose, que deixa os ossos porosos e facilita o risco de fraturas. Apesar deste risco ser praticamente genético (80%), é possível controlar os fatores ambientais (20%) e, assim, ajudar a evitar o problema, de acordo com a nutricionista Lisia Kiehl.
 
No Brasil, 10 milhões de pessoas sofrem com o problema. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a osteoporose é responsável pelo alto índice de mortalidade entre os idosos. Um em cada cinco mulheres e um a cada cinco homens sofrem da doença.
 
— Estilo de vida, atividade física e alimentação adequada interferem na saúde óssea. Já na gestação, a quantidade que a mulher ingere de cálcio já é determinante para se definir a densidade óssea do bebê. A alimentação saudável com nutrientes que fortalecem os ossos, principalmente o cálcio, ajuda na prevenção e no tratamento da doença.
 
A especialista ainda explica que o índice de densidade corpórea reduz com o passar dos anos, principalmente após os 60 anos, e nas mulheres depois da menopausa. Por isso, é necessário se preocupar com a saúde óssea desde cedo.
 
— É necessário ficar atento aos fatores de risco, como histórico de saúde óssea na família, tabagismo, sedentarismo e pessoas com massa muscular abaixo do ideal, como as anoréxicas.
 
Brasil ingere pouco cálcio
No Dia Mundial de Combate à Osteoporose, comemorado neste domingo (20), Lisia afirma que o brasileiro ingere pouco cálcio.
 
— 20% das mulheres com 45 anos ou mais consomem menos de três porções de leite por dia. 49% das mulheres consomem duas ou menos porções por dia. Os jovens consomem apenas 10% da porção ideal. Lembrando que a menopausa é fator de risco para as mulheres.
 
R7

Conheça os riscos de ingerir álcool durante a gravidez

O álcool também deve ser evitado pela mulher durante o tempo
 de amamentação
Bebida pode prejudicar desenvolvimento do bebê
 
A ingestão de álcool durante a gravidez pode causar diversos problemas de saúde para o bebê. Em apenas dez minutos, a bebida pode aturar sobre a criança, já que possui livre passagem pela placenta. Além disso, durante a gravidez, o fígado do bebê ainda está em formação e metaboliza duas vezes mais lentamente o álcool ingerido pela mãe, comprometendo seu desenvolvimento saudável. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano, 12 mil bebês no mundo nascem com a Síndrome do Alcoolismo Fetal (SAF).
 
A ginecologista Paula Bortolai explica que a SAF traz consequências irreversíveis.
 
— O problema pode comprometer o crescimento intrauterino, ocasionar distúrbios do comportamento, má formação na face e membros inferiores, má formação cardíaca e, ainda, aumento da taxa de mortalidade — afirma.
 
A médica também alerta que, em alguns casos, os sintomas como defeitos físicos não são aparentes no nascimento, mas o bebê pode apresentar sequelas como alteração de peso ou ter implicações durante a infância.
 
O álcool também deve ser evitado pela mulher durante o tempo de amamentação.
 
— Nas crianças, a substância afeta o sistema imunológico, a fome e o sono, interfere na capacidade de sucção e ainda diminui o aporte de vitamina A, uma das responsáveis por defender o organismo contra infecções. O mais indicado é que a mãe corte de vez qualquer dosagem alcoólica nessa fase — orienta a especialista.
 
O consumo excessivo de álcool deve ser evitado pelo casal que deseja engravidar. A bebida pode comprometer a fertilidade feminina e, nos homens, afetar a qualidade do esperma e reduzir os níveis de testosterona.
 
— O álcool, por si só, já é um grande inimigo da saúde. Nas mulheres, por exemplo, pode causar falha da menstruação e da ovulação, diminuição da libido e a infertilidade — afirma a especialista.
 
Zero Hora