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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A mais letal das doenças mentais

Imagem ilustrativa retirada da internet
A anorexia tem a mais alta taxa de mortalidade das desordens psiquiátricas; Keel e associados estimaram que 17% das anoréxicas morrem em decorrência da doença
 
Claudia é parte de uma família com uma incrível história de superação. Ela é a mais velha de cinco irmãs, que nasceram e passaram a infância nas áreas pobres de Bogotá. Ficaram órfãs cedo, devido às mortes violentas do pai e da mãe. Ainda uma pré-adolescente, Claudia teve que assumir os papéis de pai e mãe.              
 
Cedo, muito cedo, ela percebeu que a única maneira de sair da miséria era através da educação. Com mão de ferro, manteve e dirigiu sua família, com resultados impressionantes: quatro terminaram a universidade e duas, inclusive Claudia, obtiveram um doutorado. Trabalhando muito, Claudia ajudou as irmãs. Somente a menor ficou fora da sua influência, engravidando e casando cedo.             
 
É uma linda estória, de um sucesso improvável. Contudo, não é a única característica que a diferencia da maioria das mulheres: aos cinquenta anos, com estatura normal, Claudia pesa menos de trinta quilos. É anoréxica.
 
Infelizmente, uma nuvem de noções erradas e romantizadas sobre os distúrbios alimentares intencionais impede que campanhas de prevenção e de sua contenção sejam bem sucedidas. Os distúrbios usualmente começam durante a adolescência ou pré-adolescência, estimulando a noção errada de que são distúrbios leves, típicos da idade, tendendo a desaparecer com a maturidade. Seriam, temporárias, chatas, mas não graves.
 
Nada mais errado. A anorexia tem a mais alta taxa de mortalidade das desordens psiquiátricas. Keel e associados estimaram que 17% das anoréxicas morrem em decorrência, direta ou indireta, da doença. É uma percentagem altíssima.              
 
Em 1995, Sullivan publicou um artigo que deixou marcas profundas: analisou 42 pesquisas publicadas, através de uma técnica chamada de meta-análise, concluindo que a taxa de mortalidade (por todas as causas) das anoréxicas era muito mais alta do que a da população total e do que a das pacientes internadas por todas as demais causas psiquiátricas.
 
De que morrem? Em 2007, Fedorowicz et al. demonstraram que a maior parte das mortes de mulheres anoréxicas se devia ao suicídio. Embora possamos definir que uma história de anorexia seja, em muitos casos, um suicídio lento, a taxa de suicídio de anoréxicas é a mais alta de todas as doenças mentais.
 
O que causa isso? Uma história de abuso físico e/ou sexual na infância, alcoolismo, uso de drogas e depressão se correlacionam com a tendência ao suicídio de mulheres com desordens alimentares. Aumentam o risco, por si já elevado, causado pela própria doença.
 
Há outros comportamentos que fazem parte de uma síndrome: entre um quarto e metade das pessoas com desordens alimentares também se machucam ou mutilam, levantando uma bandeira vermelha. Porém, a bandeira só não basta: são necessários olhos que saibam vê-la.
 
Contudo, os olhos de muitos profissionais da saúde, de parentes, professores e outros que poderiam evitar esses suicídios não foram treinados, em parte devido ao conceito errado e muito difundido de que os distúrbios alimentares intencionais não são perigosos para a vida.
 
Há diferenças entre as desordens alimentares. Franko e Keel, após revisão da literatura, apresentaram dados que demonstram que a taxa de suicídio de anoréxicas é alta e a de bulímicas é mais baixa, mas as taxas de ideações e de tentativas são mais altas entre as bulímicas. É um fenômeno global.
 
Fedorowicz e outros analisaram mais de mil pacientes parisienses internadas por desordens alimentares. Confirmaram que as que sofrem de bulimia têm taxas mais altas de ideações e de tentativas suicidas e as anoréxicas de suicídio. Fennig e Hadas encontraram resultados semelhantes em Tel Aviv. Duas em três tiveram ideações suicidas e uma em quatro chegou a tentar o suicídio. A depressão também está presente: 58% das pacientes.
 
O abuso infantil está presente na vida de Claudia: um dos segredos familiares da sua sofrida história é o abuso de que foi vítima quando criança.
 
Fatores econômicos podem facilitar a passagem de ideações suicidas para o suicídio. Não determinam, mas podem facilitar. Claudia foi uma das vitimas da crise americana. A firma americana onde trabalhava faliu e parte considerável da sua poupança, em forma de ações da firma, foi perdida. Vinha perdendo peso, mas perdeu mais rapidamente a partir de então.
 
Há desinformação no que concerne o suicídio de anoréxicas. Pior: muitas das próprias anoréxicas são desinformadas. É mais um tipo de suicídio sobre o qual há uma pletora de informações românticas, falsas, erradas.
 
Claudia quis acreditar que morreria de forma indolor, gradual e pacifica. Embora sua formação acadêmica permitisse buscar a informação adequada, ela foi uma vitima fácil de sua própria doença mental. Preferiu ignorar que o corpo busca água, inclusive num estado semiconsciente, mas que, com a debilidade extrema, a capacidade de caminhar é mínima. Há quedas e mais quedas. A osteoporose significa que pequenos impactos causam fraturas.
 
Anne Klibanski, desde a década de 80, vem sublinhando que os ossos de adolescentes anoréxicas são semelhantes aos de mulheres muitas décadas mais velhas. Algumas perdem muita substância óssea e seus ossos podem quebrar sem queda nem exercício violento. Noventa por cento das anoréxicas sofrem de osteopenia e 40% sofrem de osteoporose.
 
Um fato não divulgado é que a maior parte das pessoas que são encontradas está desfigurada, com várias fraturas. Muitas entre as que são socorridas a tempo não recuperam suas capacidades. Um número substancial fica dependente para o resto da vida.
 
Claudia foi encontrada pela família, excepcionalmente, sem fraturas, mas com danos permanentes em vários órgãos, inclusive no cérebro. A mídia romântica não informa a população em geral dos danos estruturais no cérebro de anoréxicas.
 
Na Austrália, Kingston e outros demonstraram que pacientes tinham rendimento pior em atenção, habilidade visual-espacial e memória - mesmo depois de ganharem dez por cento do peso. Parte dos danos era permanente.
 
A ONG Anorexia Nervosa and Related Eating Disorders informa que perto de vinte por cento das pessoas com desordens alimentares sérias morrem em decorrência da doença. Apresentam a prevalência e a incidência mais altas de todas as doenças mentais. O tratamento funciona e reduz o risco de morte em mais de dez vezes, mas não é panaceia: 40% não se recuperam integralmente.
 
A informação que trata a anorexia como uma “chateação” típica da adolescência ignora outras sérias consequências, como as mudanças hormonais profundas, que afetam, inclusive, os hormônios reprodutivos, os relacionados com o estresse, os vinculados ao crescimento e à tireoide; a tendência aos ritmos cardíacos anormais; o desequilíbrio nos eletrólitos, os sérios problemas de fertilidade; a anemia; a perda de densidade óssea, os sérios problemas neurológicos e muito mais.
 
Hoje, Claudia está em um hospital. Ainda há risco de vida; se sobreviver, será dependente. Uma das terapias mais exitosas, a FBT, se baseia na família. Felizmente, a de Claudia, pela qual tanto se sacrificou, retribui o amor e a dedicação.             

GLÁUCIO SOARES, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticas (IESP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
 
Post-Scriptum de Bogotá:
O corpo de Claudia, depois de tanto tempo de abuso, não resistiu. Ela faleceu.
 
iG

Uma pessoa é internada a cada dois dias em SP por bulimia ou anorexia

Transtornos alimentares predispõe à morte
De acordo com balanço da Secretaria de Saúde, de janeiro até julho deste ano, 97 pessoas deram entrada nos hospitais do Estado que atendem pelo SUS por causa dos distúrbios
 
Um balanço da Secretaria de Estado da Saúde divulgada nesta quarta-feira (23) mostra que a cada dois dias, em média, uma pessoa é internada por anorexia ou bulimia nos hospitais que atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no Estado de São Paulo. Segundo os dados, somente nos primeiros sete meses do ano, foram 97 internações devido a estes distúrbios alimentares.            

No ano de 2012, 165 pacientes precisaram de internação e 1.220 pacientes fizeram tratamento ambulatorial no Estado de São Paulo contra os dois distúrbios. 
 
Em nota enviada pela secretaria, a nutricionista Lara Natacci, do Programa Meu Prato Saudável, explica que existe um consenso de que a vulnerabilidade genética aumenta os riscos, porém pesquisas recentes apontam que também é comum entre os pacientes, relatos de traumas ligados à alimentação. Outro fator importante é o padrão de beleza ligado à magreza, que tem vigorado na indústria da moda desde os anos 60. De acordo com ela, pais e professores têm papel extremamente importante na prevenção dos distúrbios.            
           
De acordo com a nutricionista, quando se tem bulimia ou anorexia, a rapidez da intervenção será um dos fatores determinantes do sucesso do tratamento, pois é mais difícil reverter quadros instalados há muito tempo.
 
Conheça os 12 principais indícios de distúrbios alimentares:
 
1) Ansiedade;
 
2) Fuga de situações que envolvam alimentação, como almoços entre amigos e familiares;
 
3) Percepção de estar gordo, mesmo estando magro demais;
 
4) Resistência ao ganho ou à manutenção do peso;
 
5) Restrição dietética exagerada;
 
6) Comportamento de pesagem ou medição excessiva, várias vezes ao dia, por exemplo;
 
7) Compulsão por exercícios físicos e dietas;
 
8) Depressão e insônia;
 
9) Uso excessivo do banheiro;
 
10) Excesso de autocrítica sobre o peso e o corpo;
 
11) Abuso de substâncias (álcool e outras drogas);
 
12) Uso descontrolado de laxantes e de diuréticos.

iG

'Anorexia é a doença mental que mais mata no mundo', diz pesquisador

Anorexia é a doença mental que mais mata no mundo
Pesquisador diz que pessoas com anorexia são mais propensas a cometer suicídio
 
O sociólogo Gláucio Soares, pesquisador o Instituto de Estudos Sociais e Políticos, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro ( IESP-UERJ) é um estudioso que se deu a missão de combater mortes violentas. Ele já trabalhou no Paz no Trânsito, no Distrito Federal, escreveu um livro chamado “Não matarás”, sobre homicídio, e agora está trabalhando sobre o suicídio. Leia a entrevista abaixo sobre anorexia , a mais letal das doenças mentais e veja a sua relação com o suicídio.
 
iG: Quais são as causas da anorexia?
Gláucio Soares: Seria bom saber. Não se sabe quais são. Sabemos apenas algumas situações que aparecem com mais frequência entre as pessoas anoréxicas, como terem sofrido violências na infância, terem tido uma relação conturbada com a mãe ou terem sido vítimas de bullying em relação ao corpo. Mas, a verdade é que sabemos ainda muito pouco sobre isto ainda.
 
iG: A incidência da anorexia está aumentando?
Gláucio Soares: Não tenho dados sobre isso porque no Brasil as nossas estatísticas são catastróficas. Nós estamos num patamar de evolução em estatística que é de muitas décadas atrás. Nós estamos correndo atrás do prejuízo. Então, como não temos dados, não temos como saber se a incidência está aumentando ou se o reportar do fenômeno é que está crescendo.
 
iG: Como a família pode perceber que o caso se trata de anorexia e não uma questão mais simples, ligada apenas a vaidade?
Gláucio Soares: Por causa dos limites. A anorexia vai além do admissível e causa danos. Uma coisa é dizer “puxa, fulana perdeu 5 quilos. Não precisava”. Outra coisa é uma mulher adulta que pesa 30 quilos. Em geral a anorexia chega acompanhada de outros problemas como depressão. E o sintoma aparente da anorexia também não é só deixar de comer. Ela é mais do que isso e inlcui hábitos como a da pessoa se cortar, se machucar. 
           
iG: Por que a anorexia é a doença mental que mais mata?
Gláucio Soares: Em grande parte porque as ações que a definem são ações que comprometem a saúde da pessoa. Ou seja, está embutido no conceito de anorexia um dano voluntário ao seu próprio corpo. É diferente da depressão, por exemplo, que causa danos ao corpo e a mente, não necessariamente voluntários. Ou seja, quem está num estado muito sério de depressão também dorme mal, se alimenta mal e isso não é bom para a saúde. Mas no caso da anorexia é voluntário e persiste. Uma das estratégias de tratamento é a terapia de família, que impede que a pessoa com anorexia seja jogada de volta numa família que não compreende o problema que ela tem, não compreende sequer que é uma doença muito perigosa, possivelmente letal.
 
iG: A morte ocorre em consequência da doença ou do suicídio?
Gláucio Soares: As duas coisas. Você encontra em anoréxicas uma disponibilidade para o suicídio. Algumas vezes há um arrependimento, mas com frequência este arrependimento é tardio. É o caso de uma amiga minha que planejou o suicídio, deixando de comer e beber. Porém a pessoa não consegue executar o que planejou, porque a fome e a sede são desesperadoras. Só que com 30 ou 40 quilos a pessoa não tem força nem para buscar água e acaba caindo. Os ossos já são muito quebradiços, elas têm osteopenia e osteoporose até por conta da pouca alimentação. Logo, quando se encontra este corpo, está cheio de hematomas, quebrado e com danos graves nos órgãos. Mesmo que a pessa resista e chegue ao hospital, o chance de sobreviver é muito pequena. Minha amiga não resistiu.
 
iG

ONG internacional destaca esforço brasileiro para reduzir mortalidade infantil

Brasília – O esforço do Brasil para combater a mortalidade infantil (até 5 anos de idade) é citado como exemplar em relatório divulgado ontem (23) pela organização não governamental (ONG) Save the Children. Segundo o relatório, isso se deve à prestação sistemática de programas de imunização, aos cuidados de saúde voltados para comunidades carentes e a melhorias em saneamento básico.
 
Segundo o documento, a experiência de países como o Brasil comprova que a erradicação de mortes evitáveis relativas a essa parcela da população ​​depende da construção de sistemas de saúde com serviços de qualidade e acessíveis a todos os segmentos da sociedade, incluindo comunidades de difícil acesso, grupos vulneráveis ​​e populações menos favorecidas.
 
O relatório ressalta que, em 1990, a taxa de mortalidade infantil no Brasil era 62 mortes por mil nascidos vivos. "Em uma geração, o país reduziu a mortalidade infantil em mais de três quartos, para 14 mortes por mil nascidos vivos." O documento enfatiza que, com isso, o país conquistou patamar inferior ao considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como limite para classificar o cenário de erradicação da mortalidade infantil – 20 mortes por mil nascidos vivos.
 
A organização também destaca que, em todo o mundo, houve importante redução no índice, que caiu quase pela metade entre 1990 e 2012, passando de 12 milhões de crianças por ano para 6,6 milhões, mas destaca que o conjunto de países ainda está longe de atingir a Meta do Milênio, definida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que determina a redução dessas mortes em dois terços entre 1990 e 2015.
 
Na maioria dos países em desenvolvimento, persistem as grandes desigualdades no acesso aos cuidados de saúde.

"As famílias mais pobres enfrentam altos custos diretos, indiretos e de oportunidade no acesso aos cuidados de saúde, além de não contarem com informação adequada e voz política para exigir melhores serviços", destaca o relatório.
 
De acordo com a Save the Children, o Níger é o país que lidera a redução da mortalidade infantil, embora ainda tenha índice elevado, com 114 mortes para cada mil nascidos vivos em 2012. Em 1990, no entanto, morriam 326 crianças até os 5 anos de idade para cada mil nascidas vivas.

O documento atribui o resultado a políticas desenvolvidas naquele país, considerado um dos mais pobres do mundo, como acesso universal, serviços gratuitos de saúde para mulheres grávidas e crianças e programas de nutrição.
 
No ranking da entidade, que lista os países que mais reduziram a mortalidade infantil, aparecem em seguida a Libéria, Ruanda, a Indonésia, Madagascar, a Índia, a China e o Egito. O Brasil ocupa a 15ª posição.

Agência Brasil

Diário Oficial da União publica lei que institui o Mais Médicos

Brasília - A lei que institui o Programa Mais Médicos está publicada na edição de ontem (23) do Diário Oficial da União. O texto foi sancionado nesta terça-feira (22) pela presidenta Dilma Rousseff, em cerimônia no Palácio do Planalto.
 
Criado por medida provisória editada em julho e aprovada na semana passada pelo Congresso Nacional, o programa tem o objetivo de levar médicos para regiões consideradas prioritárias e com carência desses profissionais, como as periferias das grandes capitais e o interior do país, além de aprimorar a capacitação dos profissionais.
 
Alvo de críticas das principais entidades médicas do país, principalmente por contratar profissionais estrangeiros sem a necessidade de passar pela revalidação do diploma, a proposta enviada pelo governo foi alterada pelos parlamentares durante a tramitação no Congresso. Uma das mudanças transferiu para o Ministério da Saúde a responsabilidade de emitir o registro provisório para que os médicos com diplomas do exterior possam trabalhar no programa. Antes, a emissão era feita pelos conselhos regionais de Medicina (CRMs).
 
O decreto que trata do assunto também está publicado  no Diário Oficial da União de ontem. De acordo com o Ministério da Saúde, em decorrência dos atrasos na concessão do documento pelos conselhos, 196 profissionais ainda não começaram a trabalhar.
 
Com a mudança, a partir desta semana, todos os estrangeiros participantes do programa começam a receber o registro, que é uma declaração provisória para exercer suas atividades nos municípios até que a carteira fique pronta. A carteira funcionará como uma cédula de identidade médica, elaborada especificamente para o programa, e será produzida pela Casa da Moeda, devendo ser entregue em 30 dias.
 
A cédula de identidade do médico, que terá validade de três anos, autoriza o exercício da medicina exclusivamente na atenção básica, em atividades do programa e apenas nos municípios para onde os profissionais foram designados. O nome da cidade vai constar na identificação. Para emissão do registro serão exigidos os documentos previstos na lei, como o diploma de graduação e habilitação para o exercício da medicina em um país com mais médicos que o Brasil.
 
Segundo o Ministério da Saúde, a relação dos primeiros médicos que receberão a declaração será publicada no Diário Oficial da União ainda esta semana. A mesma lista, incluindo dados como nacionalidade, número do registro e cidade de atuação, será encaminhada aos conselhos regionais de Medicina, que continuarão responsáveis por fiscalizar a atuação dos profissionais do programa.
 
Agência Brasil