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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Conheça os dez alimentos que ajudam a combater a celulite

Conheça os dez alimentos que ajudam a combater a celulite Stock.Xchng/Divulgação
Folhas verdes como espinafra melhoraram a circulação e desintoxicam
 o organismo
Antioxidantes e propriedades anti-inflamatórias colaboram para reduzir o incômodo
 
A celulite é a junção de moléculas de água e gordura presentes no organismo, que podem aparecer devido a diversos fatores. Hormônio, genética, má circulação, maus hábitos e sedentarismo podem ser os responsáveis pelo seu surgimento.
 
Diversos tratamentos estéticos prometem acabar com a celulite, mas eles serão pouco eficazes se não forem combinados a uma vida saudável. De acordo com o nutrólogo André Veinert, fazer exercícios e cuidar da alimentação são fundamentais para cuidar do problema.
 
— Não adianta se você abusa de gordura trans, gordura saturada, sal, alimentos industrializados, carboidratos refinados e açúcar. Esses alimentos são considerados os agentes causadores da celulite — revela o nutrólogo.
 
Por outro lado, existem alimentos que podem ser aliados para combater o problema. Alguns são ricos em fibras e vitaminas, com antioxidantes e propriedades anti-inflamatórias que ajudam a reduzir a celulite e ainda aceleram o resultado dos tratamentos.
 
Conheça os alimentos que ajudam a combater a celulite:
 
1) Alimentos integrais
Os alimentos integrais são uma ótima escolha para amenizar a celulite. Como são ricos em fibras, eles atuam na melhora do funcionamento intestinal, o que inibe a absorção de toxinas e ainda elimina as impurezas que podem prejudicar o quadro da celulite.
 
2) Folhas verde-escuras
Aposte em rúcula e espinafre para melhorar a circulação e desintoxicar o organismo. Essas verduras são antioxidantes que combatem os radicais livres e ajudam a evitar o envelhecimento precoce.
 
3) Oleaginosas
Nozes, castanhas e amêndoas atuam como antioxidante e evitam o surgimento da celulite e ainda contam com a presença do selênio.
 
4) Água de coco
Equilibra o organismo, beneficiando a saúde como um todo. Além disso, reduz as toxinas que dão origem à celulite.
 
5) Maçã
Quando a maçã é ingerida se forma um gel que retarda a absorção da glicose e dificulta a absorção das gorduras. Além disso, ela ajuda a neutralizar as toxinas do organismo causadoras do incômodo.
 
6) Salmão, sardinha e atum
Esses peixes são ricos em ômega 3 (um antioxidante) e em proteínas, ao mesmo tempo em que tem pouca gordura e ajudam a combater a celulite.
 
7) Abacaxi
O abacaxi é rico em bromelina, uma enzima que age como anti-inflamatório e por isso deve ser consumido por quem deseja eliminar a celulite
 
8) Banana
A banana contém potássio, que ajuda no processo de drenagem linfática. Além disso, regula o intestino e diminui a absorção de gorduras
 
9) Frutas vermelhas
Riquíssimas em vitamina C e A, elas combatem radicais livres por serem antioxidantes, fortalecem os vasos sanguíneos e diminuem a produção de insulina
 
10) Chá verde
O chá verde é famoso pela sua ação antioxidante e diurética, sendo um ótimo aliado no controle da celulite. O ideal é tomar três copos por dia para que, aos poucos, a celulite seja amenizada.
 
Zero Hora

Casos de tuberculose retrocedem, mas continuam sendo grande problema

Em 2012, 5,7 milhões de novos casos foram registrados
Apesar dos números diminuírem pelo terceiro ano consecutivo, a tuberculose continua a segunda doença infecciosa mais mortífera no mundo
 
A tuberculose, que em 2012 provocou a morte de 1,3 milhão de pessoas no mundo, retrocedeu pelo terceiro ano consecutivo. Entretanto, segundo anunciou, nesta quarta-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença continua sendo um grande problema de saúde.

A tuberculose é uma das doenças infecciosas mais mortíferas do mundo, em segundo lugar, logo atrás da Aids. De acordo com o relatório anual da OMS, 8,6 milhões de pessoas contraíram o bacilo em 2012 (destas, 1,1 milhão estavam contaminadas ao mesmo tempo com o vírus da Aids), contra 8,7 milhões no ano anterior. Desde 1990, este número caiu 45%.

Do total de novos casos registrados, 29% foram detectados no sudeste da Ásia, 27% na África e 19% nas regiões do Pacífico Oeste. Índia e China, por sua vez, registraram 26% e 12% dos casos, respectivamente.

As mortes caíram a 1,3 milhão (destas, 320 mil pessoas também estavam contaminadas pelo HIV) no mundo, contra 1,4 milhão no ano anterior.

A mortalidade registrou um pico em 2003, com 1,8 milhão de falecimentos. Mas, para a OMS, "a tuberculose continua sendo um grande problema de saúde global". Ocorreram progressos, mas estes não foram suficientemente rápidos, segundo a organização.

Em 2012, apenas 5,7 milhões de novos casos foram registrados. O que significa que cerca de um terço dos casos estimados não foram informados, um número estável em relação ao ano anterior.
 
AFP

Saiba como aliviar as dores na coluna durante a gravidez

Maioria das mulheres considera a lombalgia como um inevitável
 desconforto
Mais de dois terços das gestantes sofrem com a lombalgia
 
A dor nas costas é uma queixa muito comum entre as grávidas. Mais de dois terços das gestantes sentirão dor lombar e pélvica, geralmente no segundo e no terceiro trimestres da gestação. As informações são de um estudo publicado no Current Reviews in Musculoskeletal Medicine.
 
Segundo o estudo Pregnancy-related low back pain, a maioria das mulheres considera a lombalgia como um "inevitável desconforto normal" durante a gravidez. Apenas 50% das gestantes que sofrem com dores nas costas procuram o aconselhamento de um profissional de saúde.
 
Há muitas pesquisas sobre os fatores de risco para o aparecimento de dor lombar durante a gestação. O histórico de trauma pélvico, lombalgia crônica e dor lombar na gravidez anterior são os riscos mais comuns e aceitos entre os especialistas. O número de gestações anteriores também parece aumentar o risco. Não é possível, no entanto, prever quem vai sofrer de lombalgia durante a gravidez. Lombalgia durante a menstruação é um fator de risco adicional para dor nas costas na gestação.
 
— As queixas sobre dores na coluna durante a gravidez são justificadas pelo peso extra que a gestante carrega. Algumas chegam a engordar até 20 quilos por gestação, quando o recomendável é algo em torno de 9 a 12 quilos. Isso muda a forma como a mulher se levanta e caminha, exercendo uma forte pressão sobre sua coluna, que adicionada às alterações hormonais que fazem as articulações pélvicas ficarem vacilantes, resulta em dor nas costas — explica o neurocirurgião e membro da Sociedade Brasileira de ColunaCezar Augusto Oliveira.
 
As pílulas anticoncepcionais e o intervalo de tempo desde a última gravidez não são considerados como fatores de risco. A associação entre a idade da mulher ou entre a alta carga de trabalho e dor lombar durante a gravidez também continua não esclarecida.
 
Para a maioria das mulheres, a dor nas costas desaparece após o parto, geralmente dentro de seis meses. Mas a gestante não precisa esperar até lá para obter algum alívio. Exercícios, acupuntura e outros medicamentos podem amenizar as dores. E se a mulher ainda está pensando em engravidar, pode tomar medidas para tentar evitar a dor.
 
— As mulheres grávidas devem ser informadas sobre a importância de manter uma postura adequada ao fazer as atividades diárias, de modo que sua coluna não fique sobrecarregada ou desalinhada. É também muito importante ensinar às grávidas a levantar pesos sem forçar as costas, um hábito muito útil que precisa ser observado durante toda a gestação. As mulheres devem ser aconselhadas a usar cadeiras colchões e camas adequados. Elas também precisam aprender técnicas para entrar e sair da cama, de modo que o corpo mantenha-se em uma posição adequada e a coluna não sofra", orienta o médico.
 
Como a gravidez impacta a coluna
Diversos fatores fazem da gravidez um motivo para o aparecimento de dores nas costas. Além do aumento de peso, as alterações hormonais também podem contribuir para a dor nas costas. Na preparação para o parto, um hormônio chamado relaxina, produzido pelo corpo lúteo e pela placenta, produz um amolecimento das articulações pélvicas e das suas cápsulas articulares, o que dá a flexibilidade necessária para o parto, pois provoca o remodelamento do tecido conjuntivo, o que diminui a união dos ossos da pelve e alarga o canal de passagem do feto. O hormônio tem ação importante no útero, por distendê-lo à medida que o bebê cresce.
 
— Normalmente, as articulações pélvicas ajudam a sustentar a coluna vertebral. Quando ocorre esse relaxamento, durante a gravidez, pode ocorrer também dor e inflamação e não apenas na pelve, mas também em toda a parte inferior das costas — explica o médico.
 
Outro possível "culpado" é o útero em expansão. À medida que o útero cresce, ele pressiona determinados vasos sanguíneos, especialmente quando a mulher está deitada à noite. Esta pressão reduz o fluxo de sangue rico em oxigênio para a pélvis e para parte inferior da coluna, causando dor.
 
Maneiras de aliviar a dor
Independentemente do que está causando a dor na coluna da gestante, existem medidas que podem ser adotadas para obter alívio.
 
— Vários estudos mostram que os melhores resultados vêm de exercícios que fortalecem o abdômen e a parte inferior das costas, da hidroginástica, da acupuntura e do uso de almofadas de apoio, durante a noite. É muito importante destacar que a gestante precisa avisar o médico que a acompanha se a dor nas costas persistir. Dor nas costas que não vai embora pode ser um sinal de trabalho de parto prematuro, uma infecção ou de outros problemas sérios — alerta Oliveira.
 
Veja algumas dicas para aliviar a dor na coluna das grávidas:
— O uso de um banquinho ou de um suporte para as costas ao sentar evita a fadiga muscular. Usar uma cadeira que suporte a coluna e/ou tentar colocar um pequeno travesseiro atrás da parte inferior das costas para apoio extra ajuda a aliviar a dor
 
— A mulher grávida deve aprender a ficar de pé, andar ou curvar o corpo sem causar estresse extra sobre a coluna ou fadiga muscular
 
— As mulheres também devem ser incentivadas a evitar andar prolongadamente ou ficar em pé por muito tempo
 
— A massagem e a acupuntura podem ser úteis. Alguns estudos defendem que a acupuntura pode ser um bom complemento
 
— Aulas de hidroginástica aliviam a pressão sobre a coluna. É importante também incluir atividades físicas suaves como caminhar e nadar na rotina diária da gestante
 
— A massagem nas costas também é um recurso que pode ajudar a aliviar a dor nas costas durante a gravidez
 
— Dormir de lado, mantendo um ou ambos os joelhos dobrados também ajuda. O uso de um travesseiro para apoiar o abdômen, especialmente durante o último trimestre, pode fazer uma diferença real. Um travesseiro em forma de cunha parece funcionar melhor. Além disso, é recomendado colocar outro travesseiro entre os joelhos durante a noite
 
— Usar sapatos com saltos baixos e bom suporte também ajudam. Cintos de apoio à maternidade podem aliviar a dor, tornando as articulações pélvicas mais estáveis
 
— Uma almofada de aquecimento para aplicar calor na área dolorida também pode ser indicada
 
Zero Hora

Jovem de 15 anos cria teste que detecta três tipos de câncer em cinco minutos

Jovem de 15 anos cria teste que detecta três tipos de câncer em cinco minutos Reprodução/Youtube
Foto: Reprodução / Youtube
Jack Andraka com o sensor não invasivo, feito de papel
A técnica é 168 vezes mais rápida, 90% mais precisa, 400 vezes mais sensível e 26 mil vezes mais barata que as utilizadas atualmente
 
Todo o ano, a Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel ISEF) revela futuros talentos e descobertas. Em 2012, uma pesquisa em especial chamou a atenção dos jurados: uma técnica que detecta precocemente o câncer pancreático, de ovário e pulmão.

Incentivado pela morte de uma pessoa muito próxima devido a um câncer de pâncreas, o estudante de 15 anos (16 atualmente) Jack Andraka, de Crownsville, Maryland, começou a pesquisar sobre a doença, mais precisamente seus diagnósticos precoces. O que era apenas um interesse, entretanto, acabou lhe rendendo o maior prêmio da feira: o Gordon E. Moore.

O método, que consiste em um sensor não invasivo feito de papel, é 168 vezes mais rápido que os aparelhos usados atualmente, fornece resultados 90% mais precisos, 400 vezes mais sensíveis e 26 mil vezes mais baratos. O custo é de três centavos de dólar e o resultado chega em menos de cinco minutos.

O sensor pode testar urina ou sangue e, se o resultado for positivo para a proteína mesotelina, indica que o paciente é portador da doença. A tira também muda conforme a quantidade da proteína no sangue, o que pode, de acordo com Andraka, detectar o câncer antes mesmo dele se tornar invasivo.

— É crucial detectar esses tipos de doença em seus estágios iniciais, pois as probabilidades de vida são muito maiores — explica.

O prêmio de US$ 75 mil, arrematado pelo garoto, será utilizado para custear a faculdade. Andraka está, ainda, com um pedido pendente de patente e considerando abrir a sua própria empresa.

Sobre o câncer de pâncreas
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), pelo fato de ser de difícil detecção, o câncer de pâncreas apresenta alta taxa de mortalidade, por conta do diagnóstico tardio e de seu comportamento agressivo.

No Brasil, é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes por essa doença.

Confira, em vídeo, a reação do garoto ao saber que tinha ganhado o prêmio
 



Veja o TEDx feito com Jack, onde ele explica detalhadamente a experiência (disponível somente em inglês)


 
Zero Hora

Criança curada do HIV no nascimento continua sem vírus

Publicação de artigo comprova que, depois de um ano e meio sem medicação, menina americana está saudável
 
O caso do bebê nascido no Estado americano do Mississipi dito como curado do HIV, que convulsionou a Conferência sobre Retrovírus e Doenças Oportunistas em março deste ano, acaba de ser confirmado com uma publicação na revista The New England Journal of Medicine.
 
Os pesquisadores determinaram que a menina de três anos, que nasceu com HIV e foi tratada com uma incomum e agressiva combinação de remédios a poucas horas depois de nascer, está há um ano e meio sem medicação — e sem dar sinais de ter o vírus.
 
A publicação traz mais detalhes e confirma o que os investigadores consideram o primeiro caso documentado da remissão de HIV em crianças. Há um caso apenas de eliminação do vírus em um adulto: o de Timothy Brown, o "paciente de Berlim", tratado de uma leucemia: a quimioterapia destruiu os reservatórios do patógeno e depois ele teve a medula transplantada de uma pessoa geneticamente resistente ao vírus.
 
A viróloga e especialista em HIV infantil Debora Persaud, que assina o artigo, resiste a falar em cura. Falando ao jornal espanhol El País, a pesquisadora da Universidade John Hopkins, em Baltimore, assegura que ainda deverá acompanhar o caso por muito tempo.
 
— Falamos de um caso de remissão de HIV. A menina não mostra sinais de doença, nem de infecção ativa, seu sistema imunológico é normal e o vírus não está ativo no sangue, mesmo sem tratamento por mais de um ano e meio.
 
Quando apresentou o caso em março passado, muitas dúvidas ficaram no ar. A principal era se a menina realmente estava infectada quando nasceu. Agora, Debora pode afirmar com certeza:
 
— Sim. Nosso relatório detalha a evidência virológica com dados de DNA e RNA que respaldam que o bebê estava infectado com HIV. Estamos realmente seguros.
 
Zero Hora