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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Cérebro de bebês reproduz movimentos de outras pessoas, afirma estudo

Cérebro de bebês reproduz movimentos de outras pessoas, afirma estudo Digital Property Ltd/Deposit Photos
Pesquisa oferece novas pistas para a compreensão da imitação
e aprendizagem cultural
Observando os movimentos do corpo de outros seres humanos, o córtex da criança ativa determinadas regiões do cérebro
 
O cérebro infantil é surpreendentemente sensível aos movimentos de outras pessoas, de acordo com uma novo estudo publicado nesta quarta-feira por uma equipe de pesquisadores das universidades de Temple e Washington.
 
Quando os adultos veem outros seres humanos fazendo movimentos com partes específicas do corpo, as partes de seus cérebros responsáveis pelo movimento de partes do corpo também se tornam ativados. Por exemplo: quando vemos alguém movendo as mãos, a parte do córtex dedicado a movimentação da mão também se torna ativo.
 
Existem várias teorias do desenvolvimento e da evolução a respeito das razões desse fenômeno. Uma delas é que ele pode ser uma base neurobiológica da nossa capacidade de imitar os outros, o que é necessário para a aprendizagem cultural e desenvolvimento da linguagem. Até agora, no entanto, esse fenômeno só foi observado em adultos, e os pesquisadores optaram por investigar se o cérebro infantil também mostra essa sensibilidade.
 
Neste estudo, os autores usaram gravadores não-invasivos sobre o couro cabeludo das crianças para mostrar que, quando observavam outras pessoas usando suas mãos, a atividade na parte do córtex aumentava. Da mesma forma, quando as crianças observavam outras pessoas que moviam seus pés, a atividade nas áreas do pé de seu córtex também aumentava.
 
Isso fornece evidências de que o cérebro infantil está sintonizado com a observação de ações de outras pessoas, o que oferece novas pistas para a compreensão da imitação e aprendizagem cultural.
 
— O sistema nervoso de bebês os conecta diretamente com outras pessoas, o que dá início a imitação social e emocional. Os bebês nos olham e veem eles mesmos — afirma o autor do estudo, Andrew Meltzoff.

Zero Hora

Saiba o que causa e como evitar o inchaço das pálpebras

Saiba o que causa e como evitar o inchaço das pálpebras Divulgação/Visão
Foto: Divulgação / Visão
Pálpebra fica inchada quando há inflamação no olho ou excesso
de fluidos nos tecidos conjuntivos
Incômodo pode ser sinal de problema de saúde mais grave
 
A  pálpebra fica inchada quando há uma inflamação no olho ou quando há um excesso de fluidos (edemas) nos tecidos conjuntivos em torno dos olhos. Esse inchaço pode ser doloroso ou não e afetar tanto as pálpebras superiores quanto as inferiores.
 
— Existem várias razões que podem explicar o inchaço nos olhos, tais como infecções, lesões oculares, traumas e alergias. O inchaço nas pálpebras pode ser também um sinal de um problema de saúde potencialmente mais grave, como a celulite orbitária, a doença de Graves ou o herpes ocular. Por isso é importante procurar um oftalmologista se os sintomas persistirem ou piorarem — afirma o oftalmologista Virgílio Centurion.
 
Sintomas associados ao inchaço

Olhos inchados são normalmente acompanhados por uma ou mais das seguintes características:
 
— Irritação nos olhos, como uma sensação de coceira ou arranhado

— Excesso de produção de lágrimas, resultando em olhos lacrimejantes

— Visão obstruída

— Vermelhidão da pálpebra

— Olhos vermelhos e inflamação da conjuntiva

— Secreção ocular

— Ressecamento ou descamação das pálpebras

— Dor, em particular, quando as pálpebras inchadas são causadas por infecção
 
Causas do inchaço
De acordo com a oftalmologista Sandra Alice Falvo, existem várias causas para o surgimento do inchaço nas pálpebras, que vão desde situações leves até aquelas que podem ameaçar a visão.
 
Conheça algumas:
 
Alergias: alergias oculares ocorrem quando o sistema imunológico reage exageradamente a uma substância estranha, chamada de alérgeno. Pólen, poeira, pelos de animais, alguns colírios e soluções para lentes de contato são alguns dos alérgenos oculares mais comuns. Uma reação alérgica a maquiagem também pode provocar o conhecido inchaço nos olhos.
 
Conjuntivite: a conjuntivite é uma inflamação da mucosa clara da superfície do olho, a conjuntiva. Pode ser alérgica, bacteriana e/ou viral e pode resultar em inchaço das pálpebras, dentre outros sintomas, como olhos lacrimejantes, vermelhos e coceira.
 
Terçol: o terçol é causado por uma infecção bacteriana e provoca uma inflamação na glândula meibomiana. Quando essas glândulas ficam bloqueadas, o inchaço na pálpebra é um sintoma típico. Um terçol pode provocar inchaço em toda a pálpebra, deixando-a sensível ao toque também.
 
Calázio: o calázio, também causado por bloqueio na glândula meibomiana, num primeiro momento "imita um terçol", mas então, se desenvolve e se transforma num cisto sebáceo duro. O terçol só ocorre na borda da pálpebra, enquanto o calázio se desenvolve tipicamente longe da borda. Ambos, terçol e calázio provocam inchaço nas pálpebras e sensibilidade da área afetada.
 
Lesões oculares: qualquer trauma na área dos olhos, incluindo uma contusão na pálpebra ou um trauma causado por uma cirurgia plástica (blefaroplastia) pode provocar inflamação e inchaço nos olhos.
 
Uso de lentes de contato: cuidados inadequados com o uso das lentes de contato — lentes mal higienizadas, nadar com lentes de contato ou armazenar a lente num estojo sujo — podem causar uma infecção nos olhos e inchaço nas pálpebras. Usar lentes de contato vencidas ou danificadas também podem irritar os olhos e causar o inchaço.
 
Blefarite: é uma inflamação das pálpebras, geralmente causada pela produção excessiva de uma camada lipídica gerada por uma glândula encontrada na pálpebra. A blefarite é caracterizada por pálpebras inchadas e dolorosas e podem ser acompanhadas por caspa, mudanças na pele da pálpebra, perda dos cílios.
 
Celulite orbitária: esta é uma infecção bacteriana rara e muito séria dos tecidos circundantes do olho, resultando em inchaço doloroso da pálpebra superior e inferior, e, eventualmente, da sobrancelha e da bochecha. Os sintomas ainda incluem olhos saltados, diminuição da visão, febre e dor quando o paciente move os olhos. É considerada uma emergência e precisa ser tratada rapidamente para evitar a lesão do nervo óptico, a perda permanente da visão, dentre outras complicações graves.
 
Herpes ocular: transmitida pelo vírus herpes simples comum, a herpes ocular é por vezes apelidada de "afta do olho" e causa inflamação (e às vezes cicatrizes) na córnea. "Os sintomas da herpes ocular podem ser semelhantes ao da conjuntivite, no entanto, podem surgir feridas dolorosas na pálpebra, visão embaçada devido à opacidade da córnea e inchaço nos olhos, que obstruem a visão. Os tipos de herpes ocular variam de uma infecção ligeira a uma forma mais grave que pode resultar em transplante de córnea ou mesmo em perda de visão", informa Sandra Falvo.
 
Doença de Graves: esse distúrbio ocular, decorrente de uma tireoide hiperativa (hipertireoidismo), muitas vezes está associado a inchaços, pálpebras inchadas, olhos saltados, visão dupla e pálpebras caídas (ptose). Se o paciente apresentar algum destes sintomas, deve consultar o oftalmologista o mais rápido possível.
 
Bolsas palpebrais: espécie de inchaço devido à flacidez dos tecidos que formam as pálpebras, com o aparecimento da gordura palpebral.
 
Confira cinco dicas para prevenir o inchaço nos olhos:
 
1) Vá ao médico oftalmologista. Não se automedique!
 
2) Faça um teste de alergia. Se pálpebras inchadas e outros sintomas de alergias são uma ocorrência regular, você precisa fazer um teste de alergia. Ao saber a que você é alérgico, você pode tentar evitar alguns alérgenos específicos ou, pelo menos, minimizar sua exposição a eles
 
3) Opte por maquiagem e outros produtos de beleza hipoalergênicos e sem perfume para ajudar a evitar crises alérgicas. Você também pode fazer um teste na parte interna do seu pulso antes de usar a maquiagem em seu rosto para afastar qualquer reação alérgica
 
4) Se você usa colírios regulamente, prefira os sem conservantes. Os conservantes em colírios inibem o crescimento de bactérias, mas algumas pessoas são alérgicas
 
5) Se você usa lentes de contato, você pode minimizar o risco de infecção ocular ou irritação, observando rigorosamente as normas de higiene adequadas, incluindo a substituição frequente de suas lentes de contato e do estojo de conservação das mesmas
 
Zero Hora

Saiba como uma escovação adequada pode proteger os dentes e a gengiva

O ideal é fazer movimentos circulares ao escovar
Mesmo quem realiza a escovação no mínimo duas vezes por dia não está livre de doenças se ela for feita de maneira inadequada
 
Os dentistas falam sempre sobre a importância de uma boa escovação dental para a saúde geral da população. Mas são poucos os adultos e crianças que fazem uma perfeita higiene dos dentes e da boca. Muitos pensam que basta encher a escova de creme dental e fazer espuma. Outros substituem uma boa escovação pelos enxaguantes bucais. Por trás desses erros, há uma série de mitos e desinformação.

A higiene correta dos dentes e da gengiva costuma ser um ponto crítico para toda a saúde bucal. Mesmo quem realiza a escovação no mínimo duas vezes por dia não está livre de doenças se essa tarefa não foi realizada de maneira adequada. O dentista Artur Cerri, coordenador da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD), explica que a cárie é a principal delas, mas a situação pode piorar com o tempo caso não haja uma mudança na escovação.

— É o caso das inflamações e infecções, que podem, inclusive, migrar para outras partes do corpo.

E não precisa ter a dentição completa para começar a ter essa preocupação. Dentistas recomendam que, desde que o bebê é pequeno, deve-se fazer a higiene e acostumar a criança a ter sua boca limpa, afinal, o leite materno também tem açúcar. Mas é quando começam a aparecer os primeiros dentes que surgem os problemas, por volta dos seis meses até os dois anos.

Cirurgiã-dentista de Saúde da Família, Tatiana Badalotti explica que, quando a criança é muito pequena, é recomendado utilizar uma gaze com água ou escova de dedo (com cerdas de silicone), e escovas infantis assim que o bebê começar a crescer. Para crianças que não conseguem cuspir e engolem a pasta, o ideal é usar pasta de dente sem flúor.

— Quando a criança tem uma boca saudável, os dentes já nascem em ambiente saudável — explica Tatiana.

Doenças ditam frequência ao dentista
Uma boa higiene bucal não substitui a visita periódica ao dentista. Badalotti explica que a necessidade de visitar um profissional varia de acordo com cada pessoa. Pacientes que têm gengivite e doença periodontal, por exemplo, devem ir a cada três meses, aqueles com dentes restaurados devem ir a cada seis meses, por prevenção, e os que têm boa higiene devem voltar a cada ano.

... não se deve escovar os dentes logo após comer?
O ideal é, primeiro, fazer um bochecho com água para reduzir a acidez e só depois realizar a escovação. Dessa forma, a correta higienização é facilitada – protegendo o esmalte dos dentes.

... não é bom ser rápido na escovação?
Muita gente ainda escova os dentes “por obrigação” e, por preguiça, acaba escovando os dentes rapidamente, sem fazer uma boa limpeza. É importante saber que uma boa escovação precisa de pelo menos dois minutos.

todos os dentes merecem a mesma atenção?
É comum pessoas começarem a escovar os dentes com vontade e ir perdendo interesse aos poucos, limpando muito mal algumas partes. Dividindo a boca em quatro partes (lados direito e esquerdo, em cima e embaixo), devemos escovar cada parte por pelo menos 30 segundos.

... o ideal é fazer movimentos circulares?
 Ao aplicar muita pressão na escovação, quem acaba saindo no prejuízo é o esmalte dental, que tem justamente a função de proteger contra as bactérias. O ideal é fazer movimentos circulares ao escovar.

... não é indicado ter pressa no enxague?
Ao lavar bem a boca, o indivíduo se livra de várias partículas, como restos de comida, que poderiam contribuir para a formação das temíveis placas bacterianas. Por isso, é recomendado enxaguar a boca antes e depois da escovação, com bastante água limpa e fria.

... a escova também merece atenção?
Ela também deve ser devidamente limpa logo após cada escovação para não acumular restos de alimento e se transformar numa colônia de bactérias. Além disso, esse instrumento tão importante para a saúde deve ser substituído por um novo ao menos três vezes ao ano.

... a limpeza antes de dormir é a mais importante?
A língua, através da fala, ajuda na remoção de placa durante o dia. Durante a noite, o alimento vai permanecer onde está, pois não há nenhum fator que remova. Por isso, a recomendação é que escovação mais caprichada (inclusive com uso de fio dental) seja a noturna.

... mais é menos quando falamos de pasta de dente?A pasta de dente serve para ajudar na limpeza interna da boca, e traz em sua fórmula quantidades adequadas de flúor. Mas se utilizada em excesso pode gerar uma doença chamada fluorose, responsável por causar manchas esbranquiçadas nos dentes de crianças. O ideial é quantidade equivalente ao tamanho de uma lentilha.

... a língua também deve ser escovada?
Não adianta escovar bem os dentes e passar fio dental se a língua for esquecida, pois é nela que estão concentradas boa parte das bactérias, e muitas vezes, são acumulados os restos de alimentos. A dica é utilizar a própria escova ou um raspador específico para esta finalidade.

Fonte: Artur Cerri, da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas e cirurgiã-dentista de Saúde da Família Tatiana Badalotti
 
Zero Hora

Saiba como evitar as alergias da primavera

Polinização mais intensa das plantas aumenta a incidência do problema
 
O período mais florido do ano já começou. E, nesta época, além de a temperatura ser mais elevada e as flores predominarem pelas cidades, também há um incômodo que pode se manifestar em algumas pessoas: as chamadas alergias sazonais ou primaveris. Conhecida como polinose ou febre dos fenos, a reação ao pólen é a alergia que prevalece na primavera devido à concentração desse alérgeno no ar atmosférico ser mais elevada.
 
Durante a primavera, a polinização das plantas ocorre com mais intensidade, principalmente em dias com vento e ensolarados, o que faz com que os grãos de pólen se concentrem em mais quantidades no ar. Quem sofre de rinite, asma, bronquite e outros problemas respiratórios precisa ter cuidado dobrado neste período, alerta o pneumologista Laerte Costa Alberton.
 
— Quando o pólen entra nas vias nasais, os sintomas das doenças respiratórias (espirros, coriza, falta de ar e congestão nasal) se manifestam. Além disso, a alergia ao pólen também pode provocar coceira e vermelhidão nos olhos, sinais da conjuntivite alérgica — explica.
 
O especialista ainda destaca que as alergias primaveris são mais comuns e intensas em regiões onde as estações do ano são bem definidas, como no Rio Grande do Sul.
 
Como evitar
Para impedir que a sensibilização alérgica aconteça e que os casos de quem já sofre de problemas respiratórios se agravem, algumas medidas se tornam fundamentais.
 
Confira as dicas do pneumologista:
 
— Mantenha as janelas de casa e carro fechadas, para que o pólen não circule no ar
 
— Ventile a casa primeiras horas da tarde, quando os índices de pólen são mais baixos
 
— Use ar-condicionado, tanto de carro, quanto de ambientes, que tenha filtro anti pólen. Também é importante limpar os filtros periodicamente
 
— Evite uso do ar-condicionado abaixo de 23°C
 
— Mantenha a casa sempre limpa, principalmente os ambientes mais utilizados, como o quarto
 
— Prefira limpar com aspirador de pó que tenha filtro HEPA, que consegue captar os alérgenos
 
— Use capas impermeáveis para forrar colchões, travesseiros e almofadas
 
— Evite o uso de carpetes e tapetes, objetos que acumulem pó, estofados e cobertores
 
— Evite o contato com cheiros fortes, como perfumes e tintas
 
— Use óculos de sol para evitar o contato do ar com os olhos
 
Zero Hora

Mulheres com câncer de mama relatam crescimento diante da adversidade

David Jay/The SCAR Project
O Scar Protect, do fotógrafo David Jay, contempla
mulheres que superaram o câncer de mama
De dar mais valor à vida a ficar mais próxima da família, pacientes listaram pequenas mudanças com muito significado ocorridas depois do diagnóstico
 
Embora um diagnóstico de câncer de mama possa ser uma notícia devastadora, algumas mulheres encontram um crescimento pessoal positivo ao passar pela experiência, diz um novo estudo.
 
A maioria das pessoas já ouviu falar de estresse pós-traumático, mas um novo conceito, conhecido como "crescimento pós-traumático", vem sendo notado: são as mudanças psicológicas positivas de uma pessoa que passa por uma história de superação.
 
O novo estudo foi feito com cerca de 700 pacientes com câncer de mama. Os pesquisadores descobriram que, em média, as mulheres relataram o crescimento pessoal no próprio ano do diagnóstico ou pouco depois disso. Foram relatados atos que vão de “valorizar mais a vida” a “sentir-se mais próxima da família e de amigos”.
 
E não foram apenas as mulheres com um temperamento naturalmente otimista que relataram este crescimento pessoal, disse a pesquisadora Suzanne Danhauer, professora no Wake Forest Baptist Medical Center, na Carolina do Norte, EUA. No início, o estudo também mediu a tendência geral das mulheres para ser otimista, e descobriu-se que o traço não está ligado ao objeto do estudo. “Não é apenas otimismo”, disse Suzanne. “Não foram só as mulheres que tendem a ver o copo meio cheio que apresentaram crescimento”.
 
As mulheres que disseram estar recebendo mais apoio de amigos e família estavam mais propensas a ver o crescimento pessoal em si mesmas. Para Suzanne, é possível que ter mais gente com quem conversar sobre a luta contra a doença aumenta a capacidade de crescer diante da adversidade.
 
Decisão consciente
Algumas mulheres também podem tomar uma decisão consciente para tirar algo de positivo de uma experiência difícil, disse a médica Mary Jane Massie , psiquiatra do Centro de Câncer Memorial Sloan- Kettering, em Nova York, EUA. Mary Jane não estava envolvida no novo estudo.
 
“Trabalho com mulheres com câncer de mama há algumas décadas”, disse. “E já ouvi muitas dizerem: ‘Se tiver que passar por isso, vou me certificar de tirar algo de bom da experiência’”.
 
O estudo, publicado online recentemente na revista Psico-Oncologia , incluiu 653 mulheres com diagnóstico recente de câncer de mama, principalmente de fase 1 ou fase 2 . As mulheres responderam a um questionário padrão sobre o crescimento pós-traumático no prazo de oito meses de seu diagnóstico e, em seguida, depois de mais seis, 12 e 18 meses.
 
O questionário tem perguntas que aferem a valorização da vida, sentimentos sobre relações pessoais, mudanças na espiritualidade e abertura para novas possibilidades.
 
Sem regras
Em média, a pontuação dos questionários aumentou durante o primeiro ano após o diagnóstico e depois se estabilizou. Mulheres que relataram aumento de apoio social após o diagnóstico apresentaram maior crescimento pós-traumático.
 
Mas nem toda mulher quer conversar. “Algumas mulheres não querem dizer a seus amigos que têm câncer”, disse Mary Jane. “E tudo bem. Não há uma regra que diga que você tem que contar a alguém”.
 
Porém, segundo ela, é importante que os sistemas de saúde tenham grupos de apoio para os pacientes com câncer que querem falar.
 
Mesmo com esse tipo de apoio, no entanto, pacientes com câncer não devem sentir que estão fazendo algo de errado se não sentirem ter crescido diante da adversidade, disse Suzanne. “Não quero dar a impressão de que todas as mulheres devem passar por isso”, disse ela. “Estamos apenas dizendo que algumas mulheres passam”.
 
Suzanne disse que pessoas com câncer podem se sentir pressionadas a “pensar positivo” e acabam sentindo-se culpadas quando não atendem a essa expectativa.
 
Para Mary Jane, não existe uma maneira padrão como um paciente com câncer deve se sentir. Ela acrescentou, porém, que o crescimento pessoal não precisa ser uma grande mudança.
 
“Pode ser que você repense a sua vida em pequenas coisas”, disse. “Talvez você trabalhe um pouco menos ou passe mais tempo com sua filha”.
 
Quanto a outros tipos de câncer, grande parte da pesquisa sobre o crescimento pós-traumático tem se concentrado no de mama. Mas há alguns estudos - dois mais recentes descobriram que sobreviventes de câncer de pulmão e jovens adultos que tinham sobrevivido ao câncer na infância também relataram crescimento pessoal a partir de sua experiência.
 
Delas