Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Câmara aprova bula obrigatória para medicamentos manipulados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6) a proposta que obriga as farmácias de manipulação a incluírem bula em seus medicamentos.
 
O projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa em caráter terminativo. Com isso, se em cinco dias um recurso não for apresentado para o texto ser votado em plenário, a proposta segue para análise do Senado.
 
Pelo projeto, a bula dos remédios manipulados terá que conter a composição do medicamento, dados técnicos, indicações e contraindicações, uso do medicamento durante a gravidez e lactação, precauções e advertências, interações medicamentosas, reações adversas, posologia e superdose, pacientes idosos e venda sob prescrição médica.
 
Folhaonline

EUA propõem proibição da gordura trans em alimentos processados

A ingestão de gordura trans nos EUA evitaria 20 mil infartos
 por ano, afirma FDA
É provado que os óleos parcialmente hidrogenados, principal origem alimentar das gorduras, contribuem para a elevação do colesterol "ruim"
 
A Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos propôs nesta quinta-feira (7) a proibição de gorduras artificiais transaturadas em alimentos processados, como biscoitos ou pizzas congeladas, por causa dos riscos à saúde.
 
É provado que os óleos parcialmente hidrogenados, principal origem alimentar das gorduras, contribuem para a elevação do colesterol "ruim". A redução da ingestão de gorduras trans evitaria 20 mil infartos e 7.000 mortes por doenças cardíacas anualmente nos EUA, segundo a FDA.
 
"Embora o consumo de gordura trans artificial potencialmente nociva tenha declinado nas últimas duas décadas nos Estados Unidos, a atual ingestão continua sendo uma preocupação significativa para a saúde pública", disse a comissária da FDA, Margaret Hamburg.
Ativistas da saúde pública elogiaram a medida.
 
"A gordura trans artificial é um fator inigualavelmente poderoso de promoção da doença cardíaca, e o anúncio de hoje irá acelerar sua futura desaparição da cadeia alimentar", disse Michael Jacobson, diretor-executivo da ONG Centro para a Ciência no Interesse Público.
 
A cidade de Nova York já proíbe o uso de gorduras trans em seus restaurantes, e muitos estabelecimentos, inclusive de redes como o McDonald's, já as aboliram também.
           
Hamburg disse a jornalistas que a eliminação das gorduras trans "não é um problema tecnicamente insolúvel", e que essa já é uma tendência desde que em 2006 a FDA passou a exigir que os índices de gordura trans fossem citados na embalagem dos alimentos.
 
A proposta do FDA será sujeita a uma consulta pública por um período de 60 dias, no qual as companhias de alimentos devem apontar o tempo que elas levarão para reformular os produtos.
 
Se a proposta prosseguir, óleos parcialmente hidrogenados poderiam ser considerados aditivos alimentares e não seriam permitidos em alimentos, a menos que fossem autorizados pelos reguladores de saúde.

iG

Urologistas aumentam de 45 para 50 anos a idade mínima para exame de próstata

Quem tem histórico familiar de câncer de próstata deve procurar
 o médico aos 45 anos de idade
Segundo médicos, excesso de diagnóstico leva a tratamentos desnecessários, com efeitos colaterais como impotência, de cânceres que não se desenvolveriam de forma agressiva
 
Em pleno Novembro Azul, mês em que são realizadas campanhas sobre a importância da detecção precoce do câncer de próstata, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) vai aumentar de 45 para 50 anos a idade mínima recomendada para que um homem procure um médico para fazer os exames rotineiros para diagnóstico precoce da doença.
 
A nova orientação será anunciada no 34.º Congresso Brasileiro de Urologia, que começa no dia 16 deste mês, durante o lançamento de um livro que vai nortear a prática no País.
 
No caso de homens de pele negra, obesos ou que tenham histórico familiar a recomendação também muda: a idade mínima para o monitoramento salta dos atuais 40 para 45 anos.
 
O Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, nem sequer recomenda uma idade mínima para que o homem faça exames de rotina - o órgão é contra o rastreamento populacional e recomenda que o homem procure o médico somente quando tiver sintomas.
 
Segundo Aguinaldo Nardi, presidente da SBU, 25 especialistas se reuniram para discutir os estudos existentes no mundo todo e as atualizações sobre essa prática. Ele diz que o "rastreamento oportunista" (quando o homem procura voluntariamente o médico para fazer exames a partir de uma certa idade) precisa existir como forma de prevenir a doença. "Todo homem com mais de 50 anos deve ir ao médico fazer os exames de PSA (proteína que, em níveis aumentados, pode indicar existência de câncer) e de toque retal."
 
Mudanças
Segundo Nardi, a alteração na idade mínima será feita porque há um excesso de diagnósticos de cânceres de próstata que não se desenvolveriam de forma agressiva. "São os chamados cânceres indolentes. O homem tem câncer, mas ele não chega a ser invasivo, não sai da próstata e se desenvolve tão lentamente que não traria problemas. "Acredita-se que cerca de 20% dos tumores são indolentes", explica.
 
O professor Carlos D’Ancona, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), diz ainda que o excesso de diagnóstico leva a tratamentos desnecessários, que podem causar efeitos colaterais, como disfunção erétil e incontinência urinária.
 
O problema disso, reconhece Nardi, é que não existe um marcador de risco que aponte com segurança se o câncer diagnosticado no paciente será ou não agressivo. Por isso, foram estabelecidos critérios para definir qual seria o câncer indolente.
 
"Se a biópsia da próstata apontar no máximo dois fragmentos alterados que estejam menos de 50% comprometidos e o resultado do PSA for menor do que 10, a suspeita é que esse será um câncer indolente", diz. Nesses casos, a indicação será monitorar o PSA a cada três meses e refazer a biópsia a cada dois anos.
 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Família do Nepal com 'síndrome do lobisomem' passa por tratamento

Mãe e três filhos sofreram a vida toda com excesso de pelos no rosto. Família está passando por tratamento a laser para aliviar sintomas

A nepalesa Devi Budhathouki, de 38 anos, e três de seus filhos - Manjura, Mandira, e Niraj - sofrem de uma doença chamada hipertricose lanuginosa congênita, cujo sintoma é o excesso de pelos.
 
Depois de sofrerem com o problema durante toda a vida, a família passou por um tratamento a laser para diminuir os sintomas da condição, também conhecida como "síndrome do lobisomem". O tratamento está sendo feito no Hospital Dhulikhel, nas proximidades de Katmandu, capital do Nepal.
 
Veja fotos que mostram a família depois do tratamento.
Devi e seus dois filhos posam para foto após terem comoeçado o tratamento a laser com o objetivo de diminuir os pelos da face. (Foto: Reuters/Navesh Chitrakar)
Foto: Reuters/Navesh Chitrakar. Devi e seus dois filhos posam para foto após terem começado o tratamento a laser
 com o objetivo de diminuir os pelos da face
G1

Prefeituras atrasam pagamento de auxílios moradia e alimentação para Mais Médicos em SP

Segundo Ministério da Saúde, situação já foi normalizada e verbas deverão sair neste mês

Nenhum dos 57 profissionais do Mais Médicos que atuam em 24 cidades do Estado de São Paulo recebeu até agora os auxílios moradia e alimentação das respectivas prefeituras. As ajudas de custo estão atrasadas desde setembro, quando os profissionais se apresentaram nos municípios. 
O R7 recebeu a denúncia de uma estrangeira que atua no programa no interior do Estado e a informação foi confirmada nesta terça-feira (5) pelo Ministério da Saúde.
A profissional informou que "está pagando as despesas do próprio bolso", pois não viu "um centavo" da prefeitura onde trabalha.
De acordo com o edital do Mais Médicos, os dois auxílios devem ser pagos pela prefeitura que recebeu o profissional e os valores variam entre as diferentes cidades. Segundo as regras do programa, o mínimo de ajuda para moradia é de R$ 500 e o máximo R$ 2.500 e para alimentação é de pelo menos R$ 371.
Segundo o governo federal, o atraso aconteceu por causa da demora na aprovação de lei municipal que autoriza o pagamento dos auxílios. Todas as 24 cidades, da Baixada Santista, Região Metropolitana de São Paulo e Região Metroplitana de Campinas, informaram que já estão com a situação regularizada e farão o pagamento ainda no mês de novembro de forma retroativa.
A cidade de São Paulo, que conta com a maioria dos médicos (16 profissionais no total), informou que os pagamentos serão feitos hoje, quinta-feira (7), de acordo com o ministério.
A reportagem procurou a CNM (Confederação Nacional dos Municípios), mas até a publicação desta matéria não obteve resposta.
Médicos no programa
Atualmente, 3.664 profissionais participam do programa, sendo 819 brasileiros e 2.845 estrangeiros. Esses médicos estão atendendo à população de 1.098 municípios e 19 distritos indígenas, a maioria no Norte e Nordeste do País.
De acordo com o Ministério da Saúde, 2.600 médicos chegam ao País até 10 de novembro. Na semana seguinte, chegam mais 400 profissionais, todos cubanos.
R7