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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Anvisa veta uso e venda de remédio para emagrecer

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou, no "Diário Oficial" da União desta quarta-feira (6), um aviso de que não se pode produzir, manipular, vender e usar produtos com o princípio ativo lorcaserin.
 
Conhecida também como lorcaserina ou Belviq (marca comercial aprovada em 2012 nos Estados Unidos), a substância é utilizada com fins de emagrecimento.
 
A Anvisa, diz a resolução publicada nesta quarta, "não avaliou a eficácia e segurança de medicamentos que contenham o insumo farmacêutico ativo lorcaserin".
 
Folhaonline

SUS oferece novas drogas contra câncer de pulmão

Câncer de pulmão
A rede pública de saúde vai passar a oferecer quatro novos medicamentos contra a hipertensão arterial pulmonar e o câncer de pulmão.
 
Hoje obtidos por meio de demandas judiciais, devem estar disponíveis já em 2014 a ambrisentana e a bosentana (usadas no combate à hipertensão arterial pulmonar) e o erlotinibe e o gefitinibe (contra o câncer de pulmão).
 
De acordo com o Ministério da Saúde, as inclusões serão publicadas no "Diário Oficial" da União de hoje.
 
O ministro Alexandre Padilha (Saúde) diz que as inclusões são demandas antigas de especialistas e ressalta o benefício para o paciente, pois os remédios são na forma de comprimidos. "O uso da medicação em domicílio contribui para a melhoria da qualidade de vida."
 
Os medicamentos contra a hipertensão arterial pulmonar serão oferecidos a pacientes que já tentaram tratamento com outro remédio (sildenafila), mas precisam de uma alternativa. Ou como primeira tentativa em situações especiais --como menores de 18 anos e pacientes com HIV que usam antirretrovirais.
 
Renato Maciel, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, comemorou a incorporação dos remédios, esperada há mais de ano, afirma ele.
 
"É uma doença de prognóstico grave, com mortalidade média quando não tratada em até 32 meses", diz.
 
Segundo a sociedade, entre 3.000 e 4.000 pacientes se tratam da doença no país.
 
O médico afirma que, em algum momento, a maior parte dos pacientes deixa de responder à primeira alternativa de tratamento, demandando uma segunda opção.
 
De acordo com Maciel, há uma terceira alternativa de droga, para além dos medicamentos agora ofertados. Ele acredita que, no prazo de dois anos, a demanda por essa terceira via deve crescer.
 
Já o erlotinibe e o gefitinibe devem beneficiar pacientes em estágio avançado ou metastático de um tipo específico de câncer de pulmão.
 
Segundo Anderson Silvestrini, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, mais de 20% dos pacientes são elegíveis à utilização dos remédios, que podem ter impacto no avanço da doença e na mortalidade.
 
Silvestrini alerta que o dinheiro dado pelo governo aos hospitais para cobrir esses medicamentos pode não ser o bastante. O ministério, porém, avalia que a quantia é suficiente.
 
Folhaonline

Câmara aprova bula obrigatória para medicamentos manipulados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6) a proposta que obriga as farmácias de manipulação a incluírem bula em seus medicamentos.
 
O projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa em caráter terminativo. Com isso, se em cinco dias um recurso não for apresentado para o texto ser votado em plenário, a proposta segue para análise do Senado.
 
Pelo projeto, a bula dos remédios manipulados terá que conter a composição do medicamento, dados técnicos, indicações e contraindicações, uso do medicamento durante a gravidez e lactação, precauções e advertências, interações medicamentosas, reações adversas, posologia e superdose, pacientes idosos e venda sob prescrição médica.
 
Folhaonline

EUA propõem proibição da gordura trans em alimentos processados

A ingestão de gordura trans nos EUA evitaria 20 mil infartos
 por ano, afirma FDA
É provado que os óleos parcialmente hidrogenados, principal origem alimentar das gorduras, contribuem para a elevação do colesterol "ruim"
 
A Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos propôs nesta quinta-feira (7) a proibição de gorduras artificiais transaturadas em alimentos processados, como biscoitos ou pizzas congeladas, por causa dos riscos à saúde.
 
É provado que os óleos parcialmente hidrogenados, principal origem alimentar das gorduras, contribuem para a elevação do colesterol "ruim". A redução da ingestão de gorduras trans evitaria 20 mil infartos e 7.000 mortes por doenças cardíacas anualmente nos EUA, segundo a FDA.
 
"Embora o consumo de gordura trans artificial potencialmente nociva tenha declinado nas últimas duas décadas nos Estados Unidos, a atual ingestão continua sendo uma preocupação significativa para a saúde pública", disse a comissária da FDA, Margaret Hamburg.
Ativistas da saúde pública elogiaram a medida.
 
"A gordura trans artificial é um fator inigualavelmente poderoso de promoção da doença cardíaca, e o anúncio de hoje irá acelerar sua futura desaparição da cadeia alimentar", disse Michael Jacobson, diretor-executivo da ONG Centro para a Ciência no Interesse Público.
 
A cidade de Nova York já proíbe o uso de gorduras trans em seus restaurantes, e muitos estabelecimentos, inclusive de redes como o McDonald's, já as aboliram também.
           
Hamburg disse a jornalistas que a eliminação das gorduras trans "não é um problema tecnicamente insolúvel", e que essa já é uma tendência desde que em 2006 a FDA passou a exigir que os índices de gordura trans fossem citados na embalagem dos alimentos.
 
A proposta do FDA será sujeita a uma consulta pública por um período de 60 dias, no qual as companhias de alimentos devem apontar o tempo que elas levarão para reformular os produtos.
 
Se a proposta prosseguir, óleos parcialmente hidrogenados poderiam ser considerados aditivos alimentares e não seriam permitidos em alimentos, a menos que fossem autorizados pelos reguladores de saúde.

iG

Urologistas aumentam de 45 para 50 anos a idade mínima para exame de próstata

Quem tem histórico familiar de câncer de próstata deve procurar
 o médico aos 45 anos de idade
Segundo médicos, excesso de diagnóstico leva a tratamentos desnecessários, com efeitos colaterais como impotência, de cânceres que não se desenvolveriam de forma agressiva
 
Em pleno Novembro Azul, mês em que são realizadas campanhas sobre a importância da detecção precoce do câncer de próstata, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) vai aumentar de 45 para 50 anos a idade mínima recomendada para que um homem procure um médico para fazer os exames rotineiros para diagnóstico precoce da doença.
 
A nova orientação será anunciada no 34.º Congresso Brasileiro de Urologia, que começa no dia 16 deste mês, durante o lançamento de um livro que vai nortear a prática no País.
 
No caso de homens de pele negra, obesos ou que tenham histórico familiar a recomendação também muda: a idade mínima para o monitoramento salta dos atuais 40 para 45 anos.
 
O Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, nem sequer recomenda uma idade mínima para que o homem faça exames de rotina - o órgão é contra o rastreamento populacional e recomenda que o homem procure o médico somente quando tiver sintomas.
 
Segundo Aguinaldo Nardi, presidente da SBU, 25 especialistas se reuniram para discutir os estudos existentes no mundo todo e as atualizações sobre essa prática. Ele diz que o "rastreamento oportunista" (quando o homem procura voluntariamente o médico para fazer exames a partir de uma certa idade) precisa existir como forma de prevenir a doença. "Todo homem com mais de 50 anos deve ir ao médico fazer os exames de PSA (proteína que, em níveis aumentados, pode indicar existência de câncer) e de toque retal."
 
Mudanças
Segundo Nardi, a alteração na idade mínima será feita porque há um excesso de diagnósticos de cânceres de próstata que não se desenvolveriam de forma agressiva. "São os chamados cânceres indolentes. O homem tem câncer, mas ele não chega a ser invasivo, não sai da próstata e se desenvolve tão lentamente que não traria problemas. "Acredita-se que cerca de 20% dos tumores são indolentes", explica.
 
O professor Carlos D’Ancona, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), diz ainda que o excesso de diagnóstico leva a tratamentos desnecessários, que podem causar efeitos colaterais, como disfunção erétil e incontinência urinária.
 
O problema disso, reconhece Nardi, é que não existe um marcador de risco que aponte com segurança se o câncer diagnosticado no paciente será ou não agressivo. Por isso, foram estabelecidos critérios para definir qual seria o câncer indolente.
 
"Se a biópsia da próstata apontar no máximo dois fragmentos alterados que estejam menos de 50% comprometidos e o resultado do PSA for menor do que 10, a suspeita é que esse será um câncer indolente", diz. Nesses casos, a indicação será monitorar o PSA a cada três meses e refazer a biópsia a cada dois anos.