domingo, 17 de novembro de 2013
Dois chás por dia reduzem o risco de câncer de próstata, diz estudo
Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Maastricht, na Holanda, descobriu que homens que bebem pelo menos duas xícaras de qualquer tipo de chá por dia apresentam menor risco de desenvolver câncer de próstata. Os resultados foram publicados em março no jornal Cancer Causes & Control.
A equipe comparou 892 homens diagnosticados com câncer de próstata com um grupo controle de cerca de 800 homens que estavam em boa saúde. Os pesquisadores estudaram a dieta e os hábitos de consumo dos dois grupos e notaram que aqueles que ingeriam duas ou mais xícaras de chá por dia apresentavam um risco 37% menor de desenvolver câncer de próstata do que aqueles que não consumiam a bebida. Além disso, os autores notaram que a maioria dos participantes consumia café, e que essa bebida não causava impacto significativo na redução do risco de câncer.
O estudo não examinou como o chá pode ajudar a prevenir tumores de próstata. No entanto, investigações anteriores já demonstraram que a bebida contém substâncias chamadas polifenois, que podem proteger os tecidos e órgãos vitais contra uma invasão de células cancerosas.
Compare os benefícios de 14 tipos de chá
Chás quentinhos são muito bem-vindos, ainda mais quando os termômetros despencam. Para aproveitar as vantagens terapêuticas que eles fornecem, no entanto, é preciso saber a forma correta de preparo. "Desligue o fogo assim que a água começar a ferver, acrescente duas colheres de sopa para um litro ou duas colheres de chá para cada 250 ml, abafe por três a cinco minutos e coe", explica a nutricionista Flávia Cyfer, do Rio de Janeiro. Ela ainda aconselha a armazenar sempre na geladeira ou na garrafa térmica e jamais reaquecer a bebida, porque parte de suas propriedades serão perdidas.
A equipe comparou 892 homens diagnosticados com câncer de próstata com um grupo controle de cerca de 800 homens que estavam em boa saúde. Os pesquisadores estudaram a dieta e os hábitos de consumo dos dois grupos e notaram que aqueles que ingeriam duas ou mais xícaras de chá por dia apresentavam um risco 37% menor de desenvolver câncer de próstata do que aqueles que não consumiam a bebida. Além disso, os autores notaram que a maioria dos participantes consumia café, e que essa bebida não causava impacto significativo na redução do risco de câncer.
O estudo não examinou como o chá pode ajudar a prevenir tumores de próstata. No entanto, investigações anteriores já demonstraram que a bebida contém substâncias chamadas polifenois, que podem proteger os tecidos e órgãos vitais contra uma invasão de células cancerosas.
Compare os benefícios de 14 tipos de chá
Chás quentinhos são muito bem-vindos, ainda mais quando os termômetros despencam. Para aproveitar as vantagens terapêuticas que eles fornecem, no entanto, é preciso saber a forma correta de preparo. "Desligue o fogo assim que a água começar a ferver, acrescente duas colheres de sopa para um litro ou duas colheres de chá para cada 250 ml, abafe por três a cinco minutos e coe", explica a nutricionista Flávia Cyfer, do Rio de Janeiro. Ela ainda aconselha a armazenar sempre na geladeira ou na garrafa térmica e jamais reaquecer a bebida, porque parte de suas propriedades serão perdidas.
Confira abaixo os benefícios de 14 chás diferentes e escolha o seu preferido!
Essa erva é aliada do sistema digestivo e ainda ajuda a aliviar gases. "É um chá ótimo para ser tomado depois das refeições por pessoas que tem problemas de digestão", conta a nutricionista Flávia Cyfer. A nutricionista Bruna Murta, da Rede Mundo Verde, também lembra que esse chá serve de calmante, como se fosse um sedativo natural.
Também de ação calmante, a camomila é boa para combater ansiedade e insônia e tem sido muito usada para aliviar a enxaqueca. "Essa opção é muito indicada no período da TPM, já que ajuda a amenizar cólicas, além da ação calmante", conta a nutricionista Bruna Murta. A nutricionista Flávia Cyfer dá outra dica: "A pessoa que quiser dormir melhor à noite pode misturar uma colher de camomila e outra de erva cidreira, para um efeito sedativo melhor".
Essa folhinha de aroma revigorante serve como antiparasita e antifúngica, ou seja, ajuda a matar bactérias ruins, principalmente do intestino, e auxilia pessoas que estão com complicações de gases. A nutricionista Bruna Murta acrescenta que ela é ótima para melhorar a digestão, combatendo azias.
"É um digestivo excelente, melhor ainda do que a hortelã", conta a nutricionista Bruna Murta. O alecrim também é muito usado para ajudar pessoas que querem controlar o peso, pois aumenta a sensação de saciedade.
De acordo com a nutricionista Flávia Cyfer, esse chá ainda tem ações antipasmódica e anti-inflamatória - boas para cólica renal e menstrual -, ação antifúngica - ótima para ajudar a mandar embora o fungo cândida do organismo - e ação desintoxicante. "É um verdadeiro tônico para o fígado", comenta a profissional.
O chá, além de propiciar esse benefício, também ajuda no combate a cólicas e gases, além de melhorar a digestão.
Preferido de muitos, o chá mate tem ação termogênica e antioxidante, bom para acelerar o metabolismo e evitar o envelhecimento precoce. É preciso um cuidado, apenas, com o seu poder estimulante, por conter cafeína. "Pessoas com hipertensão precisam evitar exageros, porque o chá mate aumenta a circulação e ainda pode irritar ainda mais a parede do estômago de quem tem gastrite", lembra a nutricionista Bruna Murta.
A canela pode ser uma ótima aliada no controle de diabetes. A nutricionista Bruna Murta explica que ela ajuda na redução da glicemia, regulando o açúcar no sangue. Além disso, a nutricionista Flávia Cyfer lembra que ela ajuda a diminuir a vontade de comer doces e melhora a circulação.
Um estudo, realizado pelo Kansas State University, nos Estados Unidos, constatou que consumir meia colher de sopa por dia de canela ajuda a regular o colesterol. Os pesquisadores acreditam que tal redução é resultado da ação dos antioxidantes, que ajudariam a eliminar parte da gordura ruim que ingerimos com maior rapidez.
Esse é mais um chá campeão. "É desintoxicante, ajuda a fortalecer o sistema imunológico, previne problemas cardiovasculares por controlar o colesterol e ainda tem vários princípios ativos que ajudam na prevenção do câncer", afirma a nutricionista Bruna Murta.
Flávia Cyfer complementa as vantagens dessa bebida: ajuda a combater cáries - basta fazer bochechos com ela - e serve de protetor solar interno, ajudando a proteger a pele contra raios ultravioletas. Tomar o chá, no entanto, não dispensa o uso do protetor solar externo.
O chá verde também é muito famoso pela ação termogênica, ou seja, acelera o metabolismo na queima de gorduras e pode contribuir para quem quer perder os quilos extras. Mas vale lembrar que a bebida não é milagrosa e nem ajuda a emagrecer sozinha - sempre é preciso aliar uma dieta equilibrada com exercícios físicos.
Segundo a nutricionista Flávia Cyfer, o hibisco ajuda no controle do colesterol e é muito diurético, capaz de fazer uma varredura de toxinas no organismo. "Ele ajuda a eliminar gordura e pode ser uma boa opção para hipertensos, porque tem menos cafeína que o chá verde, mas benefícios semelhantes", conta a profissional.
A nutricionista Bruna Murta explica que o fator que torna o chá de hibisco aliado do combate ao excesso de peso é a ação anti-inflamatória. "A bebida ajuda a diminuir a inflamação da obesidade, que é considerada um estado inflamatório do corpo", afirma.
"O gengibre é um dos melhores anti-inflamatório que temos na natureza", diz a nutricionista Flávia Cyfer. Ele também atua no sistema digestivo contra cólicas e gases e ajuda no combate à celulite, tão indesejada pelas mulheres. A nutricionista ainda indica esse chá para combater enjoos e náuseas, principalmente em gestantes, que não podem usar muitos remédios durante a fase da gestação.
Além de a fruta ser rica em vitamina C, a nutricionista Flávia Cyfer conta que ela tem ação alcalinizante, ou seja, ajuda a deixar o pH do sangue dentro do nível alcalino, que é como ele deve ficar. "Com esse nível estabilizado, não há perda desnecessária de nutrientes e todos os sistemas do corpo atuam da forma correta, garantindo saúde plena", diz a profissional.
O conselho de Flávia é fazer o chá junto com a casca, porque ela tem uma ação muito forte de desintoxicação do organismo.
As nutricionistas indicam esse chá para combater ansiedade, estresse, insônia, irritação e agitação.
A nutricionista Flávia Cyfer também indica que ela é diurética, com efeito laxante.
De propriedade calmante e bactericida, a alfazema também é muito usada para amenizar dores de cabeça.
Minha Vida
Tire dúvidas sobre a cirurgia de retirada da próstata e quando é indicada
O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata é comemorado oficialmente no dia 17 de novembro, mas as ações de prevenção se estendem por todo mês como parte da campanha de conscientização da doença, o Novembro Azul. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que 60 mil homens serão diagnosticados com este tipo de câncer a cada ano no Brasil.
Parte natural do desenvolvimento do homem, a hiperplasia prostática benigna (aumento da próstata) pode acometer até 80% dos homens com 50 anos ou mais, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia. Em alguns casos, esse crescimento é exagerado, e pode causar complicações durante a micção, uma vez que a próstata aumentada pode pressionar a uretra, canal responsável por excretar a urina.
Essa condição benigna pode evoluir para um câncer de próstata - o segundo câncer mais incidente entre os brasileiros do sexo masculino. O tratamento padrão para o câncer de próstata é a prostatectomia radical, que consiste na retirada da próstata e, consequentemente, do tumor que ali se instala. Por envolver questões relacionadas à sexualidade, muitos homens preferem tratar o assunto como um tabu e não buscam mais informações a respeito da cirurgia ou mesmo da doença.
Se você tem algum fator de risco para o câncer de próstata ou já sofre com a doença e quer saber mais sobre o procedimento usado para tratá-lo, tire suas dúvidas:
Sim, a prostatectomia é, por excelência, a cirurgia para retirada da próstata. "O procedimento cirúrgico é indicado para pacientes que podem se beneficiar do tratamento", explica o urologista Alfredo Canalini, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia regional Rio de janeiro. A cirurgia é realizada nos casos de câncer de próstata pois seu objetivo é retirar todo o tumor maligno - e essa é a única maneira de obter êxito. Entretanto, em alguns casos, ela pode ser indicada para a hiperplasia prostática, doença definida pelo crescimento anormal da próstata. A hiperplasia, embora possa se transformar em um câncer, é uma condição ainda benigna.
Nem sempre. "No tratamento do câncer de próstata, sim, é necessário retirar todo o órgão para extirpação total da doença, visando cura e diminuindo a possibilidade de recidiva ou necessidade de tratamento complementar", afirma o urologista e cirurgião geral Rodrigo Frota, diretor da Sociedade de Urologia do Rio de Janeiro. Nesse caso a cirurgia é chamada de prostatectomia radical, e são retiradas a próstata e as vesículas seminais. "Mas também pode ser feita a prostatectomia retropúbica, para tratamento da hiperplasia de próstata, onde se retira parcialmente o órgão."
É muito comum a hiperplasia prostática causar urgência para urinar ou gotejamento de urina, e a expectativa do paciente é que esse problema seja extinguido com a cirurgia. Entretanto, a prostatectomia envolve a retirada de uma parte da musculatura que controla a abertura e o fechamento da uretra - e o resultado disso é a incontinência urinária. "Parte da uretra passa pela próstata, e com a sua retirada, é necessário ligar a bexiga com parte da uretra, o que ocasiona incontinência pós-operatória", afirma o urologista Rodrigo. Essa complicação no geral é transitória, e, de acordo com Alfredo Canalini, o tratamento fisioterápico específico é uma opção para aumentar as chances de recuperação no pós-operatório.
Além disso, a técnica robótica usada hoje em dia para a realização desse tipo de cirurgia possibilita uma maior liberdade de movimentos dos instrumentos e melhor visualização do local. "Dessa forma, evoluímos com uma melhora importante na recuperação da continência urinária, além de garantir que ela permaneça por um tempo mais curto", diz Rodrigo.
Além disso, a técnica robótica usada hoje em dia para a realização desse tipo de cirurgia possibilita uma maior liberdade de movimentos dos instrumentos e melhor visualização do local. "Dessa forma, evoluímos com uma melhora importante na recuperação da continência urinária, além de garantir que ela permaneça por um tempo mais curto", diz Rodrigo.
Sim, o problema pode acontecer em menor ou maior grau. Mas atualmente há mais cuidado e técnicas avançadas para que a cirurgia afete o mínimo possível a função sexual masculina. "A dificuldade de ereção após esta cirurgia ocorre porque os nervos que inervam o pênis, comandando a ereção, passam ao lado da próstata, e por vezes podem ser lesados em casos que, devido ao tamanho e extensão do câncer, uma dissecção mais ampla em torno da próstata seja necessária", conta o urologista Alfredo. Segundo Rodrigo Ueta, a técnica robótica também pode ajudar nesse sentido, uma vez que proporciona melhor visualização dos nervos, portanto, menos danos e menor possibilidade de impotência no pós-operatório. "Nos casos em que a neoplasia permite a preservação dos feixes nervosos, há possibilidade de manutenção e recuperação precoce da função erétil", afirma Ravendra Ryan Moniz, coordenador do Departamento de Urologia do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer. Ele afirma que, atualmente, tanto a disfunção erétil quanto a incontinência urinária podem ser revertidas com o tempo médio de seis meses a um ano.
A próstata é uma importante glândula, acessória do aparelho reprodutor masculino. "Com a retirada total da próstata e vesículas seminais não ocorrerá mais a ejaculação, uma vez que são esses os órgãos responsáveis pela formação do sêmen", afirma o urologista Rodrigo. Por isso que, para pacientes que pretendem ter filhos após a cirurgia, é recomendada a criopreservação do esperma, que é o congelamento do espermatozoide para ser usado em futuras técnicas de fertilização. "É importante ressaltar que não há mais ejaculação, porém, o orgasmo continua normal."
Não, a cirurgia não é responsável por possíveis alterações na libido. "A alteração da libido está relacionada com fatores hormonais, que não são afetados com esta cirurgia", explica o urologista Alfredo. Dessa forma, a prostatectomia não irá interferir organicamente do desejo sexual do homem. Entretanto, o homem poderá se sentir psicologicamente afetado pela cirurgia e, com isso, ter sua libido prejudicada. Caso isso aconteça, é importante o acompanhamento com um profissional.
De forma alguma. A prostatectomia é a retirada da próstata e glândulas seminais, não tendo qualquer relação com o pênis. A cirurgia não interfere no tamanho do pênis ou qualquer outro tipo de deformação, uma vez que não envolve qualquer procedimento com esse órgão.
Segundo o urologista Rodrigo, é importante ficar atento a sintomas como incontinência urinária (com o uso de mais de três fraldas por dia), trombose vascular, lesões no intestino e hemorragias. No geral, os pacientes devem ser acompanhados e qualquer mudança perceptível após a cirurgia deve ser informada ao médico. "Pacientes mais jovens e que tem por hábito, já no pré-operatório, a prática de atividade física e mantém o peso ideal costumam ter uma recuperação mais breve", afirma o urologista Ravendra.
Minha Vida
DPOC: oito cuidados que o paciente deve ter ao se exercitar
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, mais conhecida pela sigla DPOC, é um distúrbio do sistema respiratório com duas causas diferentes: a primeira é a bronquite crônica, marcada pela tosse prolongada com muco, e a segunda está relacionada ao enfisema, doença que envolve a deterioração dos pulmões ao longo do tempo, causada pelo tabagismo. O que une essas duas alterações sob uma única nomenclatura é o fato de se tratarem de problemas crônicos, portanto sem cura, porém com tratamento eficaz, e que causam as mesmas dificuldades de respiração. Além disso, elas costumam aparecer associadas.
O pneumologista Oliver Nascimento, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pneumonia e Tisiologia, explica que a DPOC não é uma doença apenas pulmonar. "Ela causa uma inflamação que atinge a corrente sanguínea, que, por sua vez, libera mediadores inflamatórios que enfraquecem a musculatura". Essa perda de força muscular leva a pessoa que tem a doença a se tornar sedentária e ficar mais em casa, perdendo cada vez mais musculatura de pernas e braços. A falta de ar causada pelo distúrbio pulmonar é outro fator limitante.
"A prática de exercícios físicos vai atuar nessas duas frentes: os exercícios aeróbicos ajudarão a recuperar e manter o condicionamento cardiorrespiratório e os exercícios de resistência, feitos com pesinhos ou halteres, ajudarão a fortalecer a massa muscular", explica o pneumologista Oliver Nascimento. "Portanto, a atividade física é uma boa maneira de tornar a DPOC mais fácil de conviver". Mas antes de calçar o tênis e sair por aí se exercitando, existem alguns cuidados que você deve tomar. Eles impedem que você pratique mais exercícios do que o recomendado ou ignore sinais de que seu corpo está cansado, por exemplo.
O pneumologista Oliver Nascimento, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pneumonia e Tisiologia, explica que a DPOC não é uma doença apenas pulmonar. "Ela causa uma inflamação que atinge a corrente sanguínea, que, por sua vez, libera mediadores inflamatórios que enfraquecem a musculatura". Essa perda de força muscular leva a pessoa que tem a doença a se tornar sedentária e ficar mais em casa, perdendo cada vez mais musculatura de pernas e braços. A falta de ar causada pelo distúrbio pulmonar é outro fator limitante.
"A prática de exercícios físicos vai atuar nessas duas frentes: os exercícios aeróbicos ajudarão a recuperar e manter o condicionamento cardiorrespiratório e os exercícios de resistência, feitos com pesinhos ou halteres, ajudarão a fortalecer a massa muscular", explica o pneumologista Oliver Nascimento. "Portanto, a atividade física é uma boa maneira de tornar a DPOC mais fácil de conviver". Mas antes de calçar o tênis e sair por aí se exercitando, existem alguns cuidados que você deve tomar. Eles impedem que você pratique mais exercícios do que o recomendado ou ignore sinais de que seu corpo está cansado, por exemplo.
Confira quais são eles a seguir e recupere - ou mantenha - a sua qualidade de vida:
Antes de começar a fazer exercício físico, é fundamental que o portador de DPOC vá ao médico e faça exames para ver se ele está apto a fazer a atividade e ainda quais são os limites que devem ser respeitados durante o treino. "Além da avaliação clínica que inclui o estado geral do paciente, verificação do uso das medicações e exames mais simples, como o de sangue, o portador de DPOC passará por um teste de esforço feito na esteira, em que será observado, principalmente, se há queda da oxigenação do sangue", explica Oliver Nascimento. Caso o paciente esteja bem, mas apresente queda da oxigenação, haverá a necessidade de usar oxigênio extra através de uma cateter nasal durante o exercício. Caso o paciente esteja bem e não tenha queda da oxigenação, poderá se exercitar sem uso de oxigênio extra, apenas prestando atenção aos sinais do corpo, como cansaço e falta de ar.
Como foi dito acima, o uso de suplementação de oxigênio não é um impeditivo para a realização de exercícios físicos. O pneumologista Oliver Nascimento explica que existem três formas de ofertar oxigênio: através de grandes cilindros, de concentradores de oxigênio - que são ligados na tomada e separam o oxigênio de todos os outros componentes do ar - e do oxigênio líquido, que se transforma em gás para respiração. Tanto os concentradores de oxigênio quanto o oxigênio líquido podem ser portáteis: o primeiro pode funcionar à bateria, com duração média de seis horas, e ser transportado numa maleta, enquanto o oxigênio líquido pode ser levado numa garrafa. O oxigênio chegará ao paciente através de um cateter plástico que sai do recipiente é encaixado no nariz. Ele pode ser retirado quando não for mais necessária a oferta de oxigênio.
"Dentre todos os sinais que podem aparecer durante a atividade física o que sempre aparece primeiro é falta de ar", explica Oliver Nascimento. "Depois podem surgir cansaço extremo, chiado no peito, tontura e sensação de coração acelerado". Caso isso aconteça com você, o recomendado é parar o exercício e respirar tranquilamente até que se sinta bem novamente. Caso esteja difícil de respirar, a dica é, em vez de soltar o ar pela boca de uma vez só, expirar fazendo bico, como se estivesse soprando. Essa manobra ajuda a fazer com que o ar chegue a todo o pulmão.
Quem tem DPOC deve sempre ficar atento à respiração na hora de fazer exercícios físicos, no entanto não é preciso forçá-la a seguir algum padrão, basta fazê-la naturalmente, de maneira confortável e que não falte ar. Mas vale lembrar que a respiração pelo nariz é sempre melhor, pois aquece, umidifica e filtra o ar, mas se você sentir necessidade de respirar pela boca, faça isso, pois pode ser um sinal de que o seu corpo precisa de mais oxigênio. O pneumologista Oliver explica que pacientes que usam cateter nasal com suplementação de oxigenação devem, em toda respiração, puxar o ar pelo nariz, caso contrário não conseguirão todo o oxigênio de que precisam. Caso você sinta falta de ar, além de parar o exercício, solte o ar fazendo bico, como se estivesse soprando, permitindo que o oxigênio chegue a todo o pulmão.
O fisiologista do exercício Raul Santo, da Unifesp, explica que os portadores de DPOC têm uma restrição funcional que deve ser respeitada na hora de começar a praticar exercícios físicos. ?Os sistemas respiratório e cardiovascular terão mais dificuldade em fazer que o oxigênio chegue até os músculos, portanto o desempenho sempre será menor em comparação com um indivíduo saudável no mesmo nível de treinamento - a fadiga do músculo acontecerá em menos tempo?. Por isso, as únicas regras quanto à intensidade do exercício é começar sempre de maneira leve e elevar de maneira sutil.
"Caminhadas leves de 30 minutos feitas de três a quatro vezes por semana são uma boa forma de iniciar", recomenda Oliver Nascimento. "Mas o ideal é sempre obedecer as recomendações do seu médico sobre a intensidade a ser seguida". A evolução da atividade física dependerá de muitos fatores, como idade, condicionamento físico e estágio da doença, por isso, o recomendado é conversar com o médico ou com o profissional que acompanha os exercícios quando o paciente se sentir apto a progredir a intensidade. Mas a regra geral é jamais fazer essa alteração por conta própria.
"Caminhadas leves de 30 minutos feitas de três a quatro vezes por semana são uma boa forma de iniciar", recomenda Oliver Nascimento. "Mas o ideal é sempre obedecer as recomendações do seu médico sobre a intensidade a ser seguida". A evolução da atividade física dependerá de muitos fatores, como idade, condicionamento físico e estágio da doença, por isso, o recomendado é conversar com o médico ou com o profissional que acompanha os exercícios quando o paciente se sentir apto a progredir a intensidade. Mas a regra geral é jamais fazer essa alteração por conta própria.
Caso o paciente de DPOC sinta cansaço frequente durante o exercício, pode fazer pausas ou diminuir o ritmo sem maiores problemas. "O objetivo do exercício nesse caso é promover qualidade de vida, não gerar qualquer tipo de competitividade", explica o fisiologista do exercício Raul Santo. As pausas são uma boa estratégia para que a oxigenação do sangue mantenha-se estável durante a atividade física. Elas devem ser feitas de acordo com a falta de ar, caso ela apareça, o ideal é descansar por um ou dois minutos. Se ela passar, é possível continuar num ritmo mais baixo. Mas se ela persistir ou for muito forte, é importante parar a atividade.
"Uma ideia para manter o exercício físico numa intensidade adequada é fazer um relatório sobre a atividade realizada e como o paciente se sentiu durante ela", recomenda Raul Santo. "O ideal é compartilhar esse material com o pneumologista para que ele diga se o paciente está no caminho certo ou se o treino precisa de adaptações". Outra dica é anotar o tempo, a intensidade e o tipo de atividade física, além de pausas e da sua sensação.
Oliver Nascimento explica que a doença pulmonar obstrutiva crônica causa a liberação de mediadores inflamatórios na corrente sanguínea que chegam aos músculos e causam seu enfraquecimento. Para brecar esse efeito danoso, o ideal é fazer exercícios físicos de resistência, como a musculação, por exemplo. Ela ajuda a reverter a perda de massa muscular e de quebra pode melhorar a restrição pulmonar, já que o músculo treinado capta o oxigênio do sangue com mais facilidade. Mas antes de começar esse treino, o paciente deve conversar com o médico e sempre iniciar com exercícios leves.
Minha Vida
Silecioso, câncer de pulmão é o que mais causa de mortes no mundo
| Cigarro é a principal causa do câncer de pulmão |
O câncer de pulmão se desenvolve de forma silenciosa no organismo. Sem apresentar sintomas na fase inicial, o tumor maligno é, na maioria das vezes, diagnosticado apenas em casos mais avançados.
O tratamento tardio faz com que o câncer de pulmão seja o tipo que mais faz vítimas. Em 2010, quase 22 mil brasileiros morreram em decorrência da doença, sendo a maioria do sexo masculino, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Ainda segundo o Inca, 90% dos casos são causados pelo tabagismo.
O tratamento tardio faz com que o câncer de pulmão seja o tipo que mais faz vítimas. Em 2010, quase 22 mil brasileiros morreram em decorrência da doença, sendo a maioria do sexo masculino, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Ainda segundo o Inca, 90% dos casos são causados pelo tabagismo.
— Embora seja altamente letal, o câncer de pulmão é um dos poucos tipos da doença que podem ser prevenidos. Para diminuir a chance de adquirir a doença, o mais indicado é que as pessoas não fumem. Aos já adeptos ao vício, recomenda-se uma consulta com um médico para orientações sobre os possíveis tratamentos. Nunca é tarde para parar de fumar — alerta a oncologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Miriam Hatsue Honda Federico.
A oncologista esclareceu as principais dúvidas sobre o assunto. Confira:
1) Quais são as causas do câncer de pulmão?
Há muitos fatores que podem ocasionar um tumor maligno. Entre os principais, estão: fumo, exposição a agentes químicos presentes em áreas específicas de atuação profissional, como arsênico, asbesto, berílio, cromo, radônio, urânio, níquel, cádmio, cloreto de vinila, gás de mostarda e éter de clorometil, poluição do ar, deficiência e excesso de vitamina A, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) e fatores genéticos.
Há muitos fatores que podem ocasionar um tumor maligno. Entre os principais, estão: fumo, exposição a agentes químicos presentes em áreas específicas de atuação profissional, como arsênico, asbesto, berílio, cromo, radônio, urânio, níquel, cádmio, cloreto de vinila, gás de mostarda e éter de clorometil, poluição do ar, deficiência e excesso de vitamina A, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) e fatores genéticos.
2) Quais são os sintomas?
Na fase inicial, o câncer de pulmão não apresenta nenhum sintoma. Por isso, ter uma vida saudável e realizar exames de rotina são iniciativas fundamentais para prevenir a doença. Com o desenvolvimento do tumor, uma tosse que não passa e piora com o passar do tempo e dor no peito constante podem ser notadas. Em casos mais avançados, os sintomas são tosse com sangue, falta de ar, chiado ou rouquidão, pneumonia ou bronquite de repetição, inchaço do rosto e pescoço, perda de apetite ou de peso e fadiga.
Na fase inicial, o câncer de pulmão não apresenta nenhum sintoma. Por isso, ter uma vida saudável e realizar exames de rotina são iniciativas fundamentais para prevenir a doença. Com o desenvolvimento do tumor, uma tosse que não passa e piora com o passar do tempo e dor no peito constante podem ser notadas. Em casos mais avançados, os sintomas são tosse com sangue, falta de ar, chiado ou rouquidão, pneumonia ou bronquite de repetição, inchaço do rosto e pescoço, perda de apetite ou de peso e fadiga.
3) Como é feito o diagnóstico?
O exame básico para verificar alterações no pulmão é o raio-X. Caso alguma anomalia seja encontrada, o médico vai recomendar a realização de uma tomografia computadorizada, exame de imagem que auxilia o especialista a analisar o tumor. Para verificar se o câncer é maligno ou benigno, é feita uma biópsia. Após a confirmação da doença, o oncologista vai realizar a avaliação do estágio da evolução do câncer, ou seja, descobrir se está restrito ao pulmão ou disseminado para outros órgãos. Esta análise é feita por meio de exames de sangue e radiológicos, como ultrassonografia.
O exame básico para verificar alterações no pulmão é o raio-X. Caso alguma anomalia seja encontrada, o médico vai recomendar a realização de uma tomografia computadorizada, exame de imagem que auxilia o especialista a analisar o tumor. Para verificar se o câncer é maligno ou benigno, é feita uma biópsia. Após a confirmação da doença, o oncologista vai realizar a avaliação do estágio da evolução do câncer, ou seja, descobrir se está restrito ao pulmão ou disseminado para outros órgãos. Esta análise é feita por meio de exames de sangue e radiológicos, como ultrassonografia.
4) Qual o tratamento?
O tratamento do câncer de pulmão é feito por cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia. Após a realização dos exames, o oncologista vai definir o tratamento mais adequado para o paciente.
O tratamento do câncer de pulmão é feito por cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia. Após a realização dos exames, o oncologista vai definir o tratamento mais adequado para o paciente.
Dependendo do caso, podem ser empregados um, dois ou até mesmo os três procedimentos.
O objetivo da cirurgia é a retirada das células cancerígenas. O médico avaliará se é possível apenas a remoção do tumor ou se é necessária a retirada de uma parte do pulmão ou do órgão inteiro. Em 90% dos casos, a cirurgia não é possível devido à extensão da doença, proximidade do tumor a outros órgãos, como o coração, ou risco do paciente. Por isso, a quimioterapia é indicada para destruir as células cancerígenas, reduzir o crescimento do tumor ou amenizar os sintomas da doença. A radioterapia pode ser utilizada antes ou após a cirurgia e é uma aliada da quimioterapia na destruição das células cancerígenas.
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