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domingo, 17 de novembro de 2013

Uso da pílula do dia seguinte é alto entre jovens

Estudo da USP com 800 mulheres mostra que 60% delas usaram o contraceptivo de emergência; 18,5% recorreram ao remédio mais de uma vez em 1 ano
 
A pílula do dia seguinte chegou a entrar na rotina de Bárbara (nome fictício) durante parte da adolescência. Aos 16 anos, ela começou a namorar sério, abandonou a camisinha e decidiu confiar apenas na tabelinha. "Evitava ter relação quando estava no período fértil, mas teve uma vez que o impulso foi mais forte", conta ela, hoje com 18 anos. Bárbara, moradora da zona norte de São Paulo, faz parte de um universo no qual quase 60% das jovens já usaram o método emergencial contraceptivo uma vez na vida.
 
O porcentual surpreendeu pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), que ouviram 800 jovens. "Estudos anteriores em regiões metropolitanas indicavam taxas menores, em torno de 50%", afirma Ana Luiza Borges, professora da Escola de Enfermagem e coordenadora do trabalho apresentado na Conferência Internacional de Planejamento Familiar, na semana passada na Etiópia.

Feito em Arujá em 2011, o trabalho entrevistou alunos entre 15 e 19 anos e seus resultados podem, segundo os pesquisadores, ser estendidos à Região Metropolitana. Do total, 307 jovens disseram ter vida sexual ativa. Entre os alunos de escolas públicas, 57,9% disseram ter usado a pílula e 57% dos estudantes das particulares também já recorreram ao método.

O medo de engravidar e "decepcionar a família" levou Bárbara a ir com uma amiga a uma farmácia em busca do medicamento. "Sempre tinha ouvido que essa pílula causava vários efeitos colaterais, mas não senti nada de diferente quando tomei. Por isso, acho que acabei relaxando. Se na primeira vez usei por desespero, a partir da segunda, virou comodismo", diz ela, que tomou o remédio por quatro meses seguidos.

A maioria fez como Bárbara e comprou o produto nas farmácias: 74,6%. Apenas 6,8% obtiveram os contraceptivos em posto de saúde. A pílula é acessível e custa em torno de R$ 12. Para a professora, o comportamento tem um lado positivo: "Jovens conseguem tomar medidas para evitar gravidez indesejada", diz. Para Ana Luiza, no entanto, a baixa procura por profissionais de saúde representa a perda de oportunidade de se repassar informações aos jovens.

Abuso. Ana Luiza, porém, destaca que não é a maioria dos jovens que seguem o comportamento de Bárbara, que usou a pílula por diversas vezes. "O receio de que a pílula de emergência fosse usada indiscriminadamente não foi confirmado", diz. Do total, 18,5% dos jovens recorreram ao método mais de três vezes em um ano. "Só no quarto mês de uso comecei a ver que aquilo estava me fazendo mal. Meu ciclo menstrual ficou desregulado", diz Bárbara.

A professora observa que a maior parte dos jovens (31,6%) recorre à contracepção de emergência por insegurança. "É o medo de não ter usado de forma adequada o contraceptivo", diz Ana Luiza. Foi esse sentimento, por exemplo, que levou a universitária Camila (nome fictício), de 18 anos, ao uso da pílula do dia seguinte. Ela usou quando ainda era virgem. "Tinha 16 anos e meu maior medo era engravidar. Minha irmã tinha engravidado e eu sabia como era difícil. Só que teve um dia que eu e meu namorado começamos a nos beijar, foi dando aquela vontade e quase aconteceu. Como teve contato direto do meu corpo com o dele, fiquei desesperada", conta a jovem moradora de Diadema, no ABC paulista.

"O aconselhamento é importante para todos os grupos", diz a pesquisadora, mas um dado é preocupante: 19,8% não quiseram usar nenhum contraceptivo. Remédio de emergência, a pílula do dia seguinte deve ser usada no máximo até 72 horas depois da relação sexual. O acesso ao medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS) foi facilitado em abril deste ano.
 
Estadão

É caso de pronto-socorro?

Antes de ir ao hospital, mãe deve ligar para o pediatra para pedir orientação. Isso evita a exposição desnecessária

Levar ou não ao pronto-socorro? Essa pergunta costuma assombrar até as mães mais experientes.  Algumas doenças precisam ser tratadas imediatamente para que o quadro não piore. Mas levar o bebê sem necessidade ao hospital também pode trazer sérias complicações.
 
O que fazer nessas horas? “Esse é o grande dilema. A gente tem uma emergência pediátrica que atende de 10% a 15% de urgências. O resto poderia ser feito no consultório do pediatra”, revela Martha Fabíola, gerente médica do Pronto Baby, no Rio de Janeiro.
 
Segundo Martha, isso acontece porque muitas mães trabalham e acabam não tendo tempo de marcar consultas com o médico. Apesar de parecer prático, essa atitude não é uma boa alternativa.
 
Perigos da emergência
Ao entrar no hospital para tratar de uma doença, você pode acabar se expondo a novas ameaças. Se isso é complicado até para os adultos, imagine para um bebê que ainda não tem o sistema imunológico maduro. “Na emergência, às vezes há crianças com doenças infectocontagiosas”, alerta a médica. “Pode ter uma criança com meningite, com catapora.”
 
Alguns lugares separam a fila de espera seguindo uma classificação de risco. Ou seja, uma criança com sintomas de doença contagiosa não aguarda em contato com outros pacientes. Isso minimiza os problemas, mas não é uma garantia. Não são todos os locais que contam com o procedimento, ou então, o quadro não é identificado com facilidade.
 
Quando levar ao pronto-socorro
Isso não significa que você nunca deve levar seu filho ao hospital. Pelo contrário. Em alguns casos, o socorro imediato é fundamental. Segundo Martha, quadros como os de traumas, principalmente com lesões na cabeça, feridas causadas por objeto cortante, febre alta intensa, faltas de ar causadas por laringite ou crises de asma, devem ser analisados o mais rápido possível.
 
Apesar da pressa, o recomendado é consultar antes o pediatra por telefone. Ele pode orientar alguns procedimentos e avaliar se é necessário ou não levar ao pronto-socorro. “O profissional que está na emergência trata, mas não conhece o caso completo da criança”, explica Martha. O ideal, segundo ela, é que o médico do pronto-socorro entre em contato com o pediatra da criança para passar as informações e aí, sim, traçar a conduta junto com ele.
 
Manter a calma nessas horas é fundamental para acertar nas decisões. Ficar nervosa só vai assustar seu filho e tornar a situação ainda mais complicada.

Meu Bebê

Vida de gestante: o que não posso fazer?

Alimentos crus, musculação intensa e bebida alcoólica nos primeiros meses são contraindicados
 
A alimentação correta é uma das prioridades de toda gestante. É importante fazer o pré-natal para saber se você pode comer alimentos crus.
 
© Stephanie Fields
 
“Não são todas as gestantes que podem comer salada fora de casa, carne malpassada e gema de ovo crua”, exemplifica Adriana Lippi, obstetra da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). A restrição se dá pelo risco de toxoplasmose.
 
© Stephanie Fields
 
Se você gosta de malhar na academia, prepare-se para diminuir o ritmo. Não é preciso parar a atividade, mas procure mudar o treinamento. “Diminua a carga e aumente a repetição”, indica a médica. Em uma gestação saudável, a atividade física não é contraindicada. Mas é preciso que haja um cuidado especial, principalmente no primeiro trimestre. Boas opções para manter o corpo em movimento são hidroginástica e ioga.
 
© Stephanie Fields
 
O cinto de segurança e a proximidade com o volante dificultam a vida das grávidas motoristas. Se você não tem nenhum problema de saúde, o indicado é dirigir no máximo até a 36ª semana. “Às vezes, elas acham que o airbag protege, mas ele pode abrir em cima da barriga”, avisa Adriana.
 
© Stephanie Fields
 
Nem todos os médicos permitem a ingestão de álcool durante a gravidez. Mesmo os que permitem, pedem para que o consumo não seja feito durante os três primeiros meses. “Essa é a fase de formação do bebê”, conta Adriana. “Depois disso, pode-se tomar com muita cautela uma dose de vinho na semana, por exemplo.” Mas verifique antes a opinião do seu médico.
 
© Stephanie Fields
 
Não há um consenso se a gestante pode ou não viajar de avião. “Na verdade, são as empresas aéreas que proíbem depois de 34 semanas”, explica a médica. “Se tiver algum problema no voo, a responsabilidade legal é da companhia.” Não vale a pena correr o risco de ter algo dentro do avião - nem para a mãe, nem para a empresa.
 
© Stephanie Fields
 
A exposição solar pode provocar manchas na pele da grávida. Não é preciso evitar ir à praia, mas procure uma sombra confortável e lembre-se do filtro solar. “Não se pode ficar muito tempo no sol”, conta Adriana. O excesso de sol está relacionado à questão estética da mãe, mas não traz nenhum mal para o feto.
 
© Stephanie Fields
 
Meu Bebê

Beber refrigerante aumenta risco de câncer de próstata

Uma única latinha por dia já é prejudicial, aponta estudo sueco
 
Refrigerantes já saíram do cardápio de inúmeras mulheres preocupadas com o peso e até o aumento da celulite. Agora, o consumo da bebida também deve cair entre os homens: um estudo descobriu que beber refrigerante pode favorecer o surgimento de tipos agressivos de câncer de próstata. A pesquisa será publicada na próxima edição do American Journal of Clinical Nutrition, mas já foi divulgada online,
 
Especialistas da Lund University, na Suécia, acompanharam oito mil homens com idades entre 45 e 73 anos por um período de 15 anos. Todos foram submetidos a uma bateria de exames regularmente e tiveram seus hábitos alimentares avaliados.
 
Os resultados mostraram um aumento de 40% no risco de desenvolver formas graves de câncer de próstata entre homens que bebiam 330 mililitros de refrigerante diariamente, o que equivale a quase uma latinha por dia. Outra conclusão foi de que consumir uma dieta rica em carboidratos, como arroz e massas, aumentava o risco de desenvolver tipos menos agressivos de câncer de próstata em 31%. Por fim, açúcar e cereais matinais foram associados a uma probabilidade 38% maior de desenvolver tipos menos agressivos desse câncer.
 
O câncer de próstata é o segundo mais comum entre o público masculino, ficando atrás apenas do câncer de pulmão. Para se prevenir da doença, especialistas dão uma lista de recomendações, além, é claro, da redução do consumo de refrigerante.
 
Confira quais são eles:
 
1. Beba leite
Fonte de vitamina D e cálcio, o leite ajuda no processo de autodestruição de células cancerígenas. Recomenda-se a ingestão de 500 ml da bebida por dia. Mais do que isso pode ser prejudicial.
 
2. Tempere com alho e cebola
Alho e cebola podem diminuir em até 30% o risco de desenvolver o câncer de próstata. Isso acontece graças a compostos sulfurosos e nutrientes antioxidantes neles presentes. Meia cebola ou dois dentes de alho por dia já são o suficiente.
 
3. Coma tomate
Rico em licopeno, o tomate é um famoso aliado de quem deseja se prevenir do câncer de próstata. A substância com alto poder antioxidante diminui em até 33% o risco de ter a doença.
 
4. Soja
A genisteína, um tipo de isoflavona, foi apontada em diversos estudos como um elemento capaz de favorecer a autodestruição de células cancerígenas. Invista em bebidas à base de soja ou mesmo em carnes de soja.
 
Minha Vida

Use a dieta para prevenir câncer de próstata

Tomate- Foto Getty Images
Talvez o mais famoso amigo da próstata, o tomate é rico em
licopeno, substância de alto poder antioxidante
Sete alimentos que não podem faltar à mesa do homem saudável
 
A preocupação aumenta com a chegada da idade. Até os homens que reclamam de ir ao médico acabam cedendo e aceitam o exame de toque retal, usado para fazer o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Mesmo assim, a doença ainda é uma grande ameaça à saúde masculina, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer ? só perde para o câncer de pulmão no número de mortes provocadas anualmente.

Mas a prevenção pode começar bem antes dos 45 anos, idade em que o homem deve começar a fazer consultas anuais com o urologista. "Há alimentos que previnem o câncer de próstata e outros que podem influenciar o aparecimento da doença, em pacientes com pré-disposição a ela", afirma o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São Luiz.

Fazer uma dieta seletiva, portanto, é fundamental para a saúde do aparelho reprodutor. A melhor parte dessa história? "Existem opções muito saborosas, disponíveis no dia a dia, indicadas para prevenir o câncer na próstata, não são alimentos difíceis de encontrar", diz o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Médica Brasileira de Nutrologia. Os dois especialistas mostram a seguir quais são os itens indispensáveis na mesa do homem saudável. 
 
Leite e derivados - Foto Getty ImagesLeite
O leite é uma ótima fonte de vitamina D e cálcio, substâncias que ajudam no processo de apoptose (autodestruição de células que não estão funcionando bem, característica das células cancerígenas). Além disso, essas sustâncias melhoram o funcionamento do sistema imunológico, ajudando a combater doenças. "Consumir até 500 ml de leite por dia realmente ajuda a afastar o câncer de próstata", diz o nutrólogo Roberto Navarro.

Mas, se consumidos em excesso, o leite e seus derivados podem ter o efeito contrário, aumentando as chances desse tipo de câncer. De acordo com um estudo feito pela Universidade de Harvard, consumir mais do que meio litro de leite por dia pode aumentar em até 20% as chances de câncer de mama e de próstata. "O cálcio em excesso diminui a absorção de vitamina D no organismo, essencial no processo de proteção contra câncer de próstata", alerta o especialista.          
         
Alho e cebola - Foto Getty ImagesAlho e cebola
O consumo de alho e cebola pode diminuir em até 30% as chances de câncer de próstata, de acordo com estudo publicado pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI). Compostos sulfurosos, nutrientes antioxidantes que impedem a ação dos radicais livres, assinam a boa notícia. "Meia cebola ou dois dentes de alho por dia já diminuem as chances desse tipo de câncer", diz o nutrólogo.
 
Tomate- Foto Getty ImagesTomate
Talvez o mais famoso amigo da próstata, o tomate é rico em licopeno, substância de alto poder antioxidante. Essa proteção pode diminuir em até 33% as chances de desenvolvimento de tumores na próstata, segundo estudo feito pela Universidade de Harvard. Mas atenção: o organismo só consegue absorver o licopeno de alimentos cozidos - o estudo americano mostrou que homens com mais de 50 anos, habituados a consumir molho de tomate ou catchup mais de 10 vezes por semana, podem diminuir em até 50% as chances da doença.
 
Soja - Foto Getty ImagesSoja
Conhecida por ser um alimento bastante versátil, a soja também desempenha um papel importante na hora de prevenir câncer de próstata. "A revisão de vários estudos indica que a genisteína, um tipo de isoflavona, aumenta a capacidade de autodestruição (apoptose) das células cancerígenas", diz o nutrólogo Roberto Navarro. 
 
 
Oleaginosas - Foto Getty imagesOleaginosas
As oleaginosas, como nozes, amêndoas, avelã e amendoim, são ricas em selênio, mineral com ação antioxidante e que ajuda na renovação das células. "Duas nozes por dia, por exemplo, já suprem as quantidades diárias recomentadas de selênio", diz Roberto Navarro.Além disso, as oleaginosas contêm vitamina E, nutriente que melhora o funcionamento do sistema imunológico.
 
Brócolis - Foto Getty ImagesVegetais verde-escuros
Vegetais como brócolis couve flor e espinafre diminuem os casos de câncer de próstata. Isso acontece porque esses alimentos são ricos em ácido fólico, nutriente que combate o efeito dos radicais livres nas células. O estudo, publicado na revista especializada Cancer Prevention Research, dos Estados Unidos, recomenda o consumo de pelo menos um vegetal verde por dia para garantir o efeito preventivo.
 
Chá verde - Foto Getty ImagesChá-verde
Beber cinco xícaras de chá verde diariamente pode ajudar a diminuir em 50% o risco de desenvolvimento do câncer de próstata, segundo estudo do Centro Nacional Epidemiológico de Prevenção contra o Câncer, no Japão. O estudo avaliou cerca de 50 mil pessoas, com idades entre 40 e 69 anos para descobrir que a catequina, substância encontrada em abundância na bebida, além de inibir o crescimento das células cancerígenas, também pode reduzir a quantidade de testosterona presente no corpo ? hormônio relacionado ao desenvolvimento do tumor. 
 
Minha Vida