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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Descubra qual a melhor opção entre ventilador e ar-condicionado para o verão em SP

Se você fica com um friozinho na barriga só de pensar no calorão que vem por aí, já pode começar a pesar prós e contras entre ter um ventilador ou um ar-condicionado em casa.
 
Os primeiros são de longe a opção mais barata e sustentável. O consumo médio mensal do aparelho é cerca de dez vezes menor. Exemplo: para refrescar uma sala durante quatro horas diárias, um ar-condicionado do tipo "split" demanda em torno de 71 kWh por mês. Um ventilador de teto consumiria cerca de 8,76 kWh.
 
Editoria de Arte/Folhapress
 
Quem não se contenta com aquele ventinho e está disposto a pagar o preço tem um bom argumento: em cidades muito poluídas, caso de São Paulo, o ar-condicionado pode deixar o ambiente mais saudável. "O filtro do aparelho remove boa parte [das impurezas] e deixa o ar mais limpo", diz Eduardo Meyer, pneumologista do Hospital Israelita Albert Einstein.
 
Mas atenção: só vale se a manutenção dos filtros estiver em dia. "Ou pode espalhar fungos no ambiente."
 
Outra ressalva: o sistema de refrigeração retira a umidade do ambiente, o que resseca as mucosas e diminui as defesas do organismo.
 
Bebês, idosos e alérgicos são os que mais se ressentem com o ar seco e frio. A alergista Ariana Yang, do Hospital das Clínicas, recomenda que se evite mudanças bruscas de temperatura e o uso contínuo. "Há agora aparelhos com umidificadores que são uma opção mais interessante."
 
O ventilador também traz problemas. "A pessoa deixa o ventilador guardado e só o retira nesta época do ano. Precisa limpar as pás, retirar poeira acumulada e estar atenta à limpeza do ambiente, para evitar a circulação de impurezas", diz Ariana.
 
Ah: cautela para quem tem pets, principalmente filhotes. Ronaldo Lucas, coordenador do Hospital Veterinário Anhembi Morumbi, alerta para acidentes com a grade do ventilador. "Tem que ser bem fechadinha. Eles são curiosos e podem se machucar."
 
No caso do ar-condicionado, providencie uma forma para o animal deixar o local, como uma portinhola. "Há até quem durma de cobertor no verão. O bicho não tem essa opção."
 
Folhaonline

Transexualismo deve sair da lista de doenças mentais

A advogada e empresária Márcia Rocha, 47, é travesti. Usa próteses de silicone, tem pênis e se autodefine como bissexual. Foi casada duas vezes com mulheres e tem uma filha de 18 anos.
 
O webdesigner Leonardo Tenorio, 23, nasceu mulher, mas desde a adolescência se sente homem.
 
Com o uso de hormônio masculino, ganhou barba e esconde os seios sob uma faixa apertada. Agora, ele briga com o plano de saúde pelo direito de fazer uma mastectomia.
 
Ambos estão prestes a obter uma conquista histórica: deixar de serem classificados como doentes mentais. Hoje, o manual que orienta os psiquiatras considera transexualismo (que passou a se chamar incongruência de gênero) um transtorno.
 
Mas a nova versão da lista de doenças que orienta a saúde em todo o mundo, a CID-11 (Classificação Internacional de Doenças), editada pela Organização Mundial da Saúde, deverá eliminar isso.
 
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
 
Vários comportamentos tidos hoje como transtornos, como o sadomasoquismo e o travestismo fetichista, serão varridos da CID. Outros, como o transexualismo, vão mudar de categoria.
 
Os trans, por exemplo, vão ganhar um novo capítulo, longe das doenças, que deve reunir outras "condições relativas à sexualidade", ainda a serem definidas.
 
A ordem é "despatologizar" o sexo. "Comportamentos sexuais que são inteiramente privados ou consensuais e que não resultem em danos às outras pessoas não devem ser considerados uma condição de saúde. Não há razão para isso", disse à Folha Geoffrey Reed, diretor de saúde mental da OMS.
 
Leonardo Tenorio, 23, se sente homem desde a adolescência
Zé Carlos Barretta/Folhapress
Leonardo Tenorio, 23, se sente homem desde a adolescência
Reed esteve em São Paulo em encontro para discutir pesquisas e análises que serão feitas no país sobre as novas propostas. No Brasil, a coordenação dos trabalhos é da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). 
 
Segundo Reed, a ideia é reduzir preconceitos e facilitar o acesso a terapias a quem realmente precisa delas.
 
"Por que nós, trans, precisamos de um diagnóstico? Por que precisa de um médico para dizer que a pessoa é o que ela é? Nosso direito de autonomia é totalmente ceifado com essa atual patologização", diz Tenorio, presidente da Associação Brasileira de Homens Trans.
 
Polêmica
A questão, porém, é complexa. Existe o temor que ao, perder a classificação de doença, esses comportamentos deixem de ser cobertos pelos sistemas de saúde. No Brasil, por exemplo, os transgêneros têm direito a cirurgias de mudança de sexo e outras terapias no SUS.
 
"Estamos analisando o impacto nas leis da mudança de diagnóstico como um todo para evitar qualquer eventual prejuízo ao acesso aos serviços de saúde", afirma a psiquiatra Denise Vieira, uma das coordenadoras brasileiras da revisão da CID na área de saúde sexual.
 
Para a cirurgia de troca de sexo no SUS, por exemplo, a pessoa precisa ser avaliada, dois anos antes, por uma equipe de psiquiatra, cirurgião, psicólogo, endocrinologista e assistente social.
 
Segundo os médicos, o cuidado é porque, se feita em pacientes sem o diagnóstico de transexualismo, pode resultar em distúrbios psíquicos graves e até levar ao suicídio.
 
Mas a burocracia só ocorre no SUS, segundo a advogada Márcia Rocha, que estampa em seu registro profissional o nome de Marcos Fazzini da Rocha.
 
"Quem tem dinheiro consegue colocar ou tirar o que quiser", afirma ela, integrante da comissão de direitos da diversidade sexual e combate à homofobia da OAB/SP, citando os próprios seios.
 
Criança trans
Outra polêmica em curso é o diagnóstico da criança trans. Há grupos que defendem que elas não sejam rotuladas como tal na infância porque estudos mostram que, no futuro, muitas tendem a ser gays ou lésbicas, e não transexuais.
 
Para o psiquiatra Jair de Jesus Mari, professor titular da Unifesp, ainda há várias questões no campo da sexualidade que devem ser levantadas até a conclusão da revisão da CID-11, prevista para ser publicada em 2015.
 
"Não há um conceito biológico claro do que são transtornos mentais ou de sexualidade. Não vamos dar conta de toda a complexidade do comportamento humano."
 
Folhaonline

Pesquisa mostra que crise de epilepsia compromete memória verbal e não verbal

Estudo da Faculdade de Medicina da USP com portadores de epilepsia de difícil controle mostra que crise, ainda que originada de um lado do cérebro, afeta ambos os lados do órgão
 
Uma pesquisa da Faculdade de Medicina (FM) da USP analisou os efeitos na memória em pacientes que sofrem de epilepsia de difícil controle. Os resultados apontaram que as crises, ainda que originais de um lado do cérebro, afetam ambos os lados do órgão, comprometendo a memória verbal e não verbal das pessoas.
 
O estudo do médico Lecio Figueira Pinto avaliou pacientes com epilepsia, acompanhados no Hospital das Clínicas (HC) da FM. Dessa população, foram escolhidos aqueles que apresentam a chamada esclerose de hipocampo, uma lesão cortical dessa área cerebral que é a causa mais frequente de epilepsia de difícil controle.
 
Para o pesquisador, esse tipo de epilepsia consiste um bom modelo de estudo, pois os pacientes “apresentam crises que afetam uma parte do cérebro chamada lobo temporal, mais especificamente o hipocampo, parte crucial nos processos cognitivos, em especial a memória, o que o torna uma estrutura chave para que as informações sejam armazenadas e, posteriormente, recordadas”.
 
No total, 121 pacientes tiveram seus exames de eletroencefalograma avaliados, em um estudo retrospectivo que buscou medir as funções cognitivas das pessoas, o que inclui aspectos como memória verbal, não verbal, atenção e linguagem. O exame analisado consiste em o paciente ficar internado por um ou mais dias, e durante esse período eles têm a atividade eletroencefalográfica continuamente gravada e concomitantemente são filmados, de forma a registrar o que acontece, tanto na hora das crises, como entre elas.
 
Muito a ser esclarecido
Os dados dos participantes foram estudados estatisticamente, de forma a comparar se aqueles que apresentavam uma lesão cerebral unilateral, à direita ou à esquerda, e que apresentaram alteração eletroencefalográfica unilateral ou bilateral, apresentam também diferença no desempenho nos testes neuropsicológicos, que incluiu memória verbal, não verbal, funções executivas, linguagem, escalas de ansiedade e depressão e questionário de queixas de memória.
 
Lecio ressalta que, apesar de o assunto ser muito estudado, ainda faltam esclarecimentos. “Nesse sentido, resolvemos investigar se, nos pacientes que apresentam alteração elétrica medida pelo eletroencefalograma que atinge não apenas o lado onde existe a lesão causadora da epilepsia, existiria maior impacto sobre memória e outros aspectos cognitivos”.
 
Ele explica que pacientes com lesão no lado esquerdo no lobo temporal apresentam alteração de memória que envolve conteúdo verbal, pois as estruturas presentes neste lado do cérebro são responsáveis pela linguagem e também pela memorização de conteúdos com significado verbal.
 
Por outro lado, pacientes que possuem lesões no lado direito, apresentam alterações na memorização de aspectos não verbais, incluindo pontos visuais e espaciais. Entretanto, a análise dos dados permitiu identificar que, pacientes com lesão à esquerda têm um desempenho ainda pior das funções não verbais, ligadas ao lado oposto do cérebro. “Conseguimos perceber que o outro lado, com relação à parte afetada pelas crises, também possui importância e é afetado pelas crises”.
 
iG

'Não sinto dor na hora que me corto, só alívio', diz borderline em tratamento

Transtorno se caracteriza por vazio, dependência emocional profunda,
 comportamento manipulador e automutilações
Incidência mundial do Transtorno de Personalidade Borderline chega a 5% da população e representa 20% dos atendimentos nos centros psiquiátricos
 
Juliana* (nome fictício) começou a se ferir aos seis anos de idade. Se mordia e arrancava os próprios fios de cabelo. Aos 12, vieram as automutilações: começou a se cortar. Hoje, aos 18 anos, se sente confusa e já tentou tirar a própria vida. Um vazio emocional muito grande a invade com frequência. A garota também tem medo de ser abandonada e sabe o porquê de todos esses sentimentos: ela tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).
 
Esse transtorno acomete de 2% a 5% da população mundial - para efeitos comparativos, seria a metade do número de canhotos, que somam 10% - e é responsável por cerca de 20% dos atendimentos nos centros psiquiátricos, segundo o psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas em São Paulo, Rodrigo Fonseca Martins Leite.
 
Segundo Ana Cristina Fraia, psicóloga e coordenadora terapêutica da Clínica Maia Prime, o transtorno costuma aparecer na adolescência e é de difícil diagnóstico. Mas, se tratado, tem controle e tendência a diminuir depois dos 35 anos de idade.O tratamento de maior eficácia é a terapia cognitivo-comportamental associada à medicações para controlar a ansiedade e agressividade.
 
Leite explica que o transtorno se caracteriza por esse abismo emocional muito grande e que o borderline tem dificuldade no controle de impulsos, corre maior risco de se envolver em brigas e em relacionamentos tempestuosos. “Os borders têm uma expectativa pouco realista do mundo. Sabemos que podemos esperar até certo ponto de uma pessoa, os borders não, querem todo o cuidado e apoio".
 
Além disso, diz Leite, eles são mais suscetíveis ao uso de drogas e álcool. “Podem também tentar o suicídio e se agredir quando estão irritados.”
 
É importante dizer que o transtorno tem diferentes graus de severidade. "As pessoas podem ter algum traço border e isso não significa que têm o transtorno. O caso da Juliana é bem extremo, com muitos sintomas"
 
"Quando vejo que estou ficando ruim, imploro para minha mãe me levar ao psiquiatra"
Aos 14 anos Juliana tentou suicídio e passou uma noite em um hospital psiquiátrico. “Como era muito nova, minha mãe preferiu que não fosse internada", lembra. Nessa época, começou a fazer um tratamento direcionado que a ajudou a perceber quando algo está errado. “Até hoje, quando vejo que estou ficando ruim, imploro para minha mãe me levar ao psiquiatra. Só neste ano, fui internada três vezes”, conta ela, que toma medicação diariamente.
 
Juliana define o que sente como uma confusão ou um vazio emocional. “Sinto muita falta de ter pessoas junto comigo. Brigo com meus amigos e digo que eles não me dão atenção".
 
Um traço tipicamente border, segundo os especialistas. “Eles têm medo do abandono e não conseguem tolerar frustrações”, explica Leite. 
 
Hoje com 52 quilos, Juliana chegou a pesar 46. Com 1,68 de altura, emagreceu 16 quilos em apenas dois meses. “Cheguei a ficar 11 dias sem comer. Acho que tenho tendência para a anorexia. Quando eu tinha 12 anos, tive uma úlcera hemorrágica porque comia apenas uma vez a cada três dias e só bebia coca-cola com bala ardida”.
 
Seu dependência das drogas - ela usava maconha e cocaína - ela transferiu par aos remédios. "Às vezes o médico me manda tomar 2mg, eu tomo 10mg. É bom para fugir da realidade".
 
E, mesmo consciente dos sintomas do transtorno de bordeline, ela ainda se machuca. “Aos 12, comecei a me cortar sempre que me sentia confusa. Quando via a cicatriz, ficava com raiva dela e me cortava ainda mais. Hoje, parei de me cortar, mas me queimo com vela”.
 
Quando questionada sobre a dor dos cortes ou da queimadura, ela explica que não sente nada. “Não sinto dor na hora, eu sinto só alívio. A dor só vem depois que o surto passou, que pode durar horas ou até dois dias”, conta.
 
Leite explica que a necessidade do border em se mutilar é a de transferir uma dor interna para uma lesão física, sentindo um alívio na sensação de vazio. “Também pode acontecer para chamar a atenção e causar impacto, como chocar e agredir outras pessoas”, explica.
 
Depois que sua melhor amiga – também borderline - cometeu suicídio, Juliana passou por um período negro em que desacreditou do tratamento. De volta ao consultório, ela conta que hoje se sente inspirada a tentar se controlar e não se machucar. “Vou fazer isso pela Daniela*(nome fictício). Tudo o que faço hoje é pela Daniela”.
 
Alguns sinais do transtorno
 
- Dificuldade no controle de impulsos e riscos de se envolver em brigas
 
- Relacionamentos tempestuosos
 
- Vício em álcool e em drogas
 
- Tentativas de suicídio e de autoagressão quando irritadas
 
- Hipersensibilidade
 
- Não reconhecer as próprias falhas
 
- Compras descontroladas
 
- Transtornos alimentares
 
- Projetos pessoais caóticos
 
- Dúvida em relação à própria identidade sexual
 
- Dificuldade para terminar um curso ou definir qual carreira seguir
 
- Depressão e ansiedade
 
* Os nomes foram trocados para preservar a identidade das entrevistadas
 
iG

Medicamento terá novo recorde de vendas

BandNews
Vendas de genéricos aumentaram 24%
As vendas de medicamentos no Brasil devem encerrar o ano com crescimento de 13%
 
As vendas de medicamentos no Brasil devem encerrar o ano com crescimento de 13%. Se confirmadas as estimativas, alcançará a marca recorde de R$ 56 bilhões, de acordo com previsões das indústrias do setor.
 
A expansão das farmacêuticas será puxada novamente pelos genéricos, que registram expansão robusta ano a ano, acima de dois dígitos, desde seu lançamento há 13 anos.
 
No acumulado de janeiro a outubro, as vendas totais de remédios somam R$ 48,3 bilhões, um aumento de 17% sobre igual período do ano anterior, de acordo com dados da consultoria IMS Health.
 
No mesmo período, as vendas só de genéricos atingiram R$ 11,39 bilhões, alta de 24%. Em 2012, as vendas de medicamentos totais foram de R$ 49,6 bilhões.
 
"Esse resultado mostra que o mercado de genéricos tem se consolidado no País", afirma Telma Salles, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos).
 
De acordo com a entidade, desde que foram criados, os genéricos geraram R$ 40,8 bilhões em economia aos consumidores. Esses medicamentos, por lei, têm de ser, no mínimo, 35% mais baratos que os de referência (com patente).
 
Até outubro, a participação dos genéricos na venda total de medicamentos representou 24% da receita. A expectativa é que essa fatia dobre nos próximos anos.
 
Apesar do crescimento tímido da economia para este ano, o setor de medicamentos vai crescer o equivalente a cinco vezes o Produto Interno Bruto (PIB), afirma Nelson Mussolini, presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma).
 
"O atual nível de emprego contribui em muito para a indústria", diz. "Costumo dizer que um desempregado, quando tem dor de cabeça, apaga a luz do quarto e vai dormir. Agora, o momento é outro. O aumento de renda elevou o acesso da população aos medicamentos", diz Mussolini.
 
Para 2014, as indústrias projetam crescimento parecido com o deste ano. A expectativa de expiração de dez patentes de medicamentos no próximo ano deverá impulsionar o segmento de genéricos.
 
Segundo o presidente do Sindusfarma, não há previsões de grandes riscos que possam comprometer a expansão do setor no próximo ano. As indústrias deverão ter sua rentabilidade afetada, em razão do aumento dos custos de produção.
 
"A folha de pagamentos subiu cerca de 8,5%. Sem contar o câmbio, que iniciou o ano a R$ 1,80 e deve encerrar perto de R$ 2,40. As indústrias importam cerca de 70% dos insumos para medicamentos", diz Mussolini.
 
Patente. Levantamento da Pró Genéricos, com base nos dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), mostra que dez produtos de referência (inovadores) terão as patentes vencidas.
 
Esses dez produtos registraram receita nos últimos 12 meses de R$ 761,6 milhões no varejo farmacêutico brasileiro, de acordo com o IMS Health.
 
Entre os medicamentos previstos para perder a patente estão o Cialis (para disfunção erétil) e o Cymbalta (antidepressivo e analgésico), ambos da Eli Lilly; Celebra (anti-inflamatório), da Pfizer; e o Avalox (antibiótico), da Bayer.
 
A expectativa é de que as indústrias produtoras de genéricos façam investimentos de US$ 1,5 bilhão na ampliação da capacidade produtiva, desenvolvimento de novos genéricos, de acordo com a entidade.
 
No País, há 102 laboratórios fabricantes de genéricos. No ranking das dez maiores empresas farmacêuticas, oito produzem ou têm linha de medicamentos genéricos.
 
Desde 2009, o setor tem sido alvo de um forte movimento de consolidação, com o interesse de multinacionais em comprar o controle ou participação em indústrias nacionais com o foco em genéricos, com objetivo de diversificar o seu portfólio.
 
Essa tendência ganhou força depois com a redução de medicamentos "blockbusters" (campeões de venda). 
 
Agência Estado