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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Entenda o que é e como funciona o Baby Led Weaning

Entenda o que é e como funciona o Baby Led Weaning Diego Vara/Agencia RBS
Foto: Diego Vara / Agencia RBS
Antonella, sete meses, rejeitou o uso da colher
Método propõe que bebês com mais de seis meses se alimentem sozinhos e com as próprias mãos, mantendo o próprio ritmo para a refeição
 
Esqueça as papinhas e colheres e simplesmente deixe que o bebê se alimente sozinho. Essa é a proposta de um novo método, o BLW (Baby Led Weaning, desmame que o bebê lidera, traduzido do inglês), que substitui as papinhas por frutas e legumes, e os talheres pelas próprias mãos.

Criado pela consultora em saúde Gill Rapley, a técnica defende que os bebês com mais de seis meses — período em que começa a introdução de sólidos na dieta — alimentem a si mesmos, com as mãos, estabelecendo o próprio ritmo para a refeição. Quem é adepto diz que, além de a criança desenvolver autonomia, evita que os pais precisem carregar para todo lado as papinhas. Especialistas fazem ressalvas.

Pediatra nutróloga da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Elza Mello alerta para alguns cuidados que os pais devem ter ao se lançar no BLW. Embora seja quase essencial que a criança se suje — para evitar possíveis “nojinhos” futuros — e desenvolva a autoalimentação, a papa principal também é fundamental na dieta infantil.

— Se o próprio bebê for sempre pegar os alimentos, ele provavelmente não vai ingerir a quantidade de nutrientes de que precisa — explica.

Ela sugere que a alimentação seja feita de forma mista. Ou seja, que a mãe dê algumas comidinhas para a criança, mas que nunca negue caso ela queira pegá-las sozinha.

Compartilha da mesma opinião a secretária-geral da Associação Gaúcha de Nutrição, Claudia Mallmann. Especialista em nutrição infantil, ela tem receio de que a criança não chegue ao valor calórico necessário caso se alimente exclusivamente sozinha. Apesar de julgar importante que o bebê tenha a oportunidade de esmagar e sentir a textura dos alimentos, ela reitera que a mãe precisa garantir que o filho tenha uma alimentação adequada.

A nutricionista aponta, como pontos positivos do BLW a rejeição das mães por liquidificadores — o que estimula a função mastigatória do bebê — e a integração da criança à rotina familiar. Mas alerta que devem ser tomados cuidados na hora de dividir a comida, pois há restrições à consistência e à quantidade de sal, açúcar e temperos de certos alimentos.

Facilidade nos restaurantes
Bastante conhecido em países como Europa e Estados Unidos, o Baby Led Weaning ainda é visto com estranheza no Brasil. Mesmo assim, tem ganhado adeptos. Dona de um grupo no Facebook sobre a técnica, Tiê Granetto acha que o método tem crescido no país. E isso por experiência própria. Segundo ela, diariamente, cinco ou seis pessoas pedem aceitação no grupo.

Além de ocupar o tempo administrando a página, a coordenadora de marketing é também mãe de Lucca, um ano. Há seis meses, ela começou a aplicar o método com o primogênito. Mais do que a descoberta de alimentos, texturas e sabores, ela afirma que o BLW também traz muito mais facilidade para os pais, pois as crianças acabam comendo o mesmo que toda a família.

— Na papinha, tenho a impressão de que fica tudo muito misturado, e eles não conseguem desenvolver um paladar para distinguir os alimentos — completa.

Foi navegando na internet que Greice Veiga, mãe de Antonella, sete meses, descobriu o método. Há um mês aplicando a técnica, ela já percebe benefícios na filha, que se mostrou contente com a escolha. Isso porque, nas primeiras vezes que tentou alimentá-la com a colher, a filha rejeitou. Greice decidiu, assim, tentar o BLW, que, segundo ela, tem dado bastante certo.

— Acho bom porque eles desenvolvem autonomia, além de ser mais cômodo para os pais. Não preciso ficar levando papinha a cada restaurante que vamos. Ela come de tudo — explica a mãe.

O medo do engasgo
Um dos maiores medos de quem não conhece a técnica, ou quer começar a aplicá-la, é em relação ao risco de engasgar. No entanto, tanto as mães quanto os especialistas dizem que o bebê passa a entender o mecanismo do engasgo e tenta, por conta própria, evitá-lo.

Greice e Tiê assinam embaixo. Segundo as mães, quando os filhos colocam um pedaço maior na boca, eles mesmos tiram. Elas alertam que as crianças devem ser sempre monitoradas. A pediatra Elza reitera, também, que para que os riscos sejam menores ainda, devem ser evitados pedacinhos muito pequenos, como pipoca, amendoim e milho.

Dicas para adotar a técnica do BLW
- O bebê deve estar sentado e ser capaz de se manter com o mínimo suporte

- Castanhas e frutas com sementes grandes, como cerejas e azeitonas, não devem ser oferecidas

- Os bebês devem ser sempre supervisionados enquanto estiverem comendo

- Os alimentos devem ser introduzidos aos poucos

- A comida deve ser cortada em palitinhos

- Cuidar com os alimentos alergênicos (como amendoim e trigo) e com pedaços muito pequenos, que as crianças podem aspirar

- Os bebês devem ter, no mínimo, seis meses, que é quando o sistema motor já está mais desenvolvido
 
Zero Hora

Dermatologistas defendem filtro solar inclusive para quem precisa obter vitamina D

Dermatologistas defendem filtro solar inclusive para quem precisa obter vitamina D Stock Photos/Stock Photos
Foto: Stock Photos
Cerca de 90% da vitamina D é obtida por meio da radiação solar
Absorção da radiação solar é essencial para produção do nutriente
 
Em um documento lançado nesta quinta-feira, com diretrizes sobre fotoproteção, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) condenou a exposição solar sem proteção para a obtenção da vitamina D.
 
Nos últimos anos, o aumento do número de pessoas com deficiência do nutriente fez com que especialistas passassem a recomendar aos pacientes a exposição ao sol sem filtro solar, por um período de 15 a 20 minutos por dia, para possibilitar ao organismo a produção da vitamina. O argumento era de que o protetor impedia a absorção da radiação solar, essencial para a obtenção do nutriente.
 
Durante o lançamento do Consenso Brasileiro de Fotoproteção, primeiro documento do tipo no país, o órgão questionou o argumento.
 
— É impossível que a proteção solar, da forma que é feita, seja a responsável pela deficiência de vitamina D. Estudo feito em São Paulo mostra que bastam 10 minutos de exposição ao ar livre, mesmo em dias nublados, para que a pessoa atinja os níveis recomendados. Portanto, dizer que a fotoproteção leva à deficiência da vitamina é prejudicial e gera uma mensagem antagônica à população — afirmou Marcus Maia, coordenador do Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele.
 
A vitamina D tem como principal função ajudar no desenvolvimento do sistema esquelético. Cerca de 90% do nutriente é obtido por meio da radiação solar. Sua deficiência está relacionada a doenças como raquitismo e osteoporose. Segundo a SBD, pacientes de risco para o desenvolvimento da deficiência devem passar por exames periódicos e, se necessário, receber suplementação vitamínica.
 
Para lembrar o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele, celebrado neste sábado, 30, a SBD vai reunir quatro mil médicos voluntários em 139 postos de todo o país para atender a população com o objetivo da detecção precoce da doença.
 
Os endereços dos postos podem ser consultados no site da SBD. Na campanha do ano passado, 33 mil pessoas passaram por avaliação e 12% foram diagnosticadas com câncer de pele. A previsão do Ministério da Saúde é de que 182 mil pessoas manifestem a doença no ano que vem.
 
Estadão

Alimentação, atividade física e controle do peso são fundamentais para prevenir o câncer

Alimentação, atividade física e controle do peso são fundamentais para prevenir o câncer  Maria Komap/Deposit Photos
Foto: Maria Komap / Deposit Photos
Estilo de vida saudável é grande aliado da prevenção do câncer
Brasil deve ter 576 mil novos casos da doença no próximo ano
 
Somente em 2014, o Brasil deve ter 576 mil novos casos de câncer, de acordo com estimativa apresentada pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) e pelo Ministério da Saúde nesta semana. Segundo especialistas na área, a fórmula ideal para combater o aparecimento dessa temida doença é baseada em três receitas: alimentação saudável, prática de atividade física e controle de peso.
 
— Isso é uma questão de estilo de vida. Precisamos praticar mais atividades físicas, usar menos o carro, caminhar mais, pegar mais sol, ter uma alimentação com alimentos naturais, como frutas e verduras e menos comidas industrializadas entre outros fatores — reflete o médico do Centro de Prevenção do Câncer da Clinionco, Rafael Castilho.
 
Segundo ele, o envelhecimento de um maior número de pessoas ao longo dos anos deve aumentar a incidência de câncer, principalmente de mama, próstata e intestino, por isso, a atenção deve começar desde muito cedo, na própria infância.
 
— O foco está nos hábitos dos pais, que vão ser passados ou aprendidos pelas crianças. Se tivermos pais que comem mal, são sedentários ou obesos, isso possivelmente vai refletir nos hábitos de vida das crianças. Outro fator é o tabagismo: é muito comum adolescentes começarem a fumar usando como exemplo, os pais — comenta.
 
O tabaco é um dos fatores de risco mais predominantes para incidência do câncer. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 75% dos fumantes começam a fumar antes dos 18 anos.
 
Sedentarismo é um alerta
O sedentarismo já é considerado entre alguns pesquisadores como pandemia mundial: a inatividade física é o quarto maior fator de risco para doenças crônicas. E o problema está atingindo cada vez mais os jovens. Segundo o IBGE, apenas três em cada dez adolescentes brasileiros são considerados ativos, ou seja, que praticam 300 minutos ou mais de exercício por semana.
 
— A questão do sedentarismo é muito importante em expectativa de vida para qualquer tipo de doença, não só o câncer, mas para doença cardiovascular ou mesmo para doenças neurológicas. E a atividade física leve na terceira idade é uma das coisas que têm mais impacto na qualidade de vida do indivíduo. Nunca é tarde para mudar — lembra o médico.
 
Mantenha em dia os exames preventivos
Além da vida saudável, existem alguns exames que podem auxiliar na prevenção e na detecção de lesões pré-malignas.
 
O médico Rafael Castilho explica alguns:
 
Cólon do útero: não é um câncer tão comum porque a prevenção já se estabeleceu há muito tempo, reduzindo em até 70% os índices com os exames preventivos de HPV, doença que provoca esse tipo.
 
Intestino: colonoscopia é um exame que detecta lesões pré-malignas. Os países que fazem campanhas de prevenção conseguem até 60% de redução dos casos de câncer de intestino.
 
Mama e próstata: não existem exames de prevenção e sim, de detecção precoce, como a mamografia e o exame de toque. Não conseguimos achar as lesões antes dos tumores, mas quando encontramos cedo o indício das neoplasias, isso tem um impacto muito grande no tratamento da doença.
 
Pele: as pessoas de pele mais clara ou mais exposta ao sol, devem fazer o exame com o dermatologista como a dermatoscopia digital, que ajuda na detecção e na prevenção de lesões.
 
Fígado: se diminuirmos os índices de hepatite B e C e aumentarmos o uso da camisinha, vamos diminuir o risco de câncer desse órgão, que é um tipo de tumor de diagnóstico precoce difícil.
 
Pulmão: para fumantes, consultas preventivas a partir dos 40 anos, mas o que há mais impacto na prevenção é, claro, parar de fumar.
 
Conheça as características dos principais fatores de risco que podemos prevenir:
 
Alimentação: em algumas literaturas, estima-se que, entre as causas que envolvem o surgimento de neoplasias, 20% delas podem ser explicadas através da alimentação
 
Obesidade: presente em 15% da população brasileira, ela pode estar relacionada a 26 doenças. Estudos indicam que os tumores do sistema digestivo, de mama, cólon e de próstata, estão relacionados à dieta do excesso de peso, além de problemas cardiovasculares e outros
 
Sedentarismo: a previsão é que até 2030, a inatividade física possa abreviar em até cinco anos a expectativa de vida, caso seja mantido o ritmo atual. Entre as mulheres, o risco ainda é maior: segundo o Inca, um estudo divulgado pela revista médica Lancet afirma que 13,4% dos casos de câncer de mama são diagnosticados em mulheres sedentárias
 
Tabagismo: todo ano cinco milhões de pessoas morrem no mundo por causa do cigarro. Não só o fumo ativo, mas o passivo também aumenta os riscos de doença. E a nicotina participa indiretamente com mais de 70 substâncias cancerígenas existentes na fumaça do cigarro
 
Genética: entre 10% a 15% dos casos há uma predisposição genética como fator mais importante. É preciso relevá-lo quando há na família, pessoas com tumores abaixo dos 50 anos ou quando há o mesmo caso pelo menos duas pessoas familiares, principalmente antes dos 50

Zero Hora

Maioria das fraturas por osteoporose pode reduzir expectativa de vida, aponta estudo

Maioria das fraturas por osteoporose pode reduzir expectativa de vida, aponta estudo Susi Padilha/Agencia RBS
Foto: Susi Padilha / Agencia RBS
Fraturas prejudicam significativamente a vida dos pacientes
Todas exigem cuidados médicos e tratamento adequado
 
Já é sabido que as fraturas vertebrais e no quadril aumentam o risco de morte prematura. Entretanto, pouco se sabe sobre o impacto clínico das fraturas em outras partes do corpo.

Uma nova pesquisa australiana mostra que elas também podem aumentar o risco de morte, descoberta que indica melhores formas de realizar o tratamento.
 
Esse tipo de fraturas correspondem a 50% daquelas causadas pela osteoporose e podem se tornar graves. Por isso, devem ser tratadas com medicamentos para reforço ósseo para reduzir o risco de uma fratura maior.
 
Os professores Jackie Center e Dana Bliuc examinaram os dados do Dubbo Osteoporose Epidemiology Study, o mais longo estudo em larga escala do mundo já realizado sobre fraturas ósseas por osteoporose. Os pesquisadores calcularam o risco de morte após uma fratura, bem como o risco de sofrer outra fratura. Os resultados foram publicados no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism.
 
— O ponto importante que descobrimos é que todas as fraturas são sérias, algumas mais graves do que outras, mas a maioria tem o potencial de reduzir a expectativa de vida — disse Dana Bliuc.
 
As fraturas como do úmero, das costelas ou pélvica podem ser tão graves como as fraturas vertebrais e podem reduzir a expectativa de vida. Já fraturas como do pulso ou do tornozelo não causam esse efeito, mas devem ser levadas a sério pois podem dobrar o risco sofrer novo trauma.
 
A professora Jackie Center acredita que a maioria das fraturas por osteoporose deve ser tratada com medicamentos para reduzir o risco de novos traumas.
 
— Fraturas prejudicam significativamente a vida dos pacientes e de suas famílias. Quanto mais rápido agirmos para reduzir o risco de novos traumas, melhor para todos — conclui.
 
Zero Hora

Academias e estúdios apostam em novas modalidades para animar alunos no verão

Com a chegada do verão, academias e estúdios apostam em novas modalidades para animar alunos antigos e receber os recém-chegados. Confira quais são as novidades.
 
Ze Carlos Barretta/Folhapress
AQUA ZUMBA
A zumba, aula de dança colombiana, chegou ao Brasil há cerca de três anos e virou mania nas academias. Agora, a atividade aeróbia foi para a água --se fechar os olhos, dá até para imaginar que está em Porto Seguro em uma daquelas aulas coreografadas. Nesse caso, sai o axé e entram ritmos latinos.
 
Professora certificada de "aqua zumba", Daniela da Silva conta que os movimentos são praticamente os mesmos da aula tradicional, mas ficam mais lentos e intensos com a resistência da água. "Tem os benefícios da hidroginástica, mas é mais divertido."
 
Por enquanto, a aula acontece uma vez por semana e dura 45 minutos. Segundo Daniela, tem gasto calórico alto, de cerca de 600 calorias. E, diz, melhora o condicionamento físico, a tonificação muscular e o equilíbrio. Por ser uma aula de baixo impacto, qualquer pessoa pode participar.
 
Competition. R. Oscar Freire, 2.066, Pinheiros, região oeste, tel. 3060-5555. Mens.: R$ 450 (plano anual, em média).

Divulgação
SH'BAM
Os movimentos são fáceis, qualquer um pode acompanhar. "O foco é na simplicidade. Por isso, é a aula de dança mais procurada", conta Marcos Ayran, preparador físico e coordenador de fitness da K2. Ele está falando do "sh'bam", na rede há dois anos.
 
A aula acontece ao som de hits de sucesso nas baladas e ritmos como salsa, merengue e "zouk". As coreografias são simples, com saltinhos e braços para o ar.
 
Entre um passo e outro, até 600 calorias são gastas em uma hora de aula. "Em um mês já se notam perda de gordura e melhora no tônus muscular. Trabalha muito o abdômen e os glúteos." Quem tem problemas de joelho ou labirintite, porém, deve evitar o sacolejo.
 
K2. Av. Luiz Dumont Villares, 200, Santana, região norte, tel. 2283-3600. Mens.: R$ 219 (em média, plano anual).

Curves. Av. 11 de Junho, 559, Vila Mariana, região sul, tel. 5571-9022. Mens.: R$ 149 (plano anual).

Bio Ritmo. Av. Paulista, 2.073, Bela Vista, região central, tel. 3145-6555. Mens.: a partir de R$ 409 (plano anual).

Companhia Athletica. R. Kansas, 1.582, Brooklin, região sul, tel. 5105-7000. Mens.: R$ 484.
 
Divulgação
Na Reebok, o remo no solo faz parte do aquecimento do crossfit
CROSSFIT
O "crossfit" é daquelas aulas que os preguiçosos ficam cansados só de olhar -o programa de condicionamento físico e força criado nos EUA combina exercícios de alta intensidade.
 
No treino na Reebok, onde a modalidade estreou em agosto, só o aquecimento consiste em 40 flexões de braço, 200 metros no aparelho de remo (no solo) e 15 movimentos com a kettlebell (bola de ferro com alça; na Reebok, elas variam de 8 kg a 32 kg). Na sequência, levantamento de barra (15 kg para as mulheres e 20 kg para os homens) e saltos sobre grandes caixas de madeira.
 
A aula dura uma hora e reúne exercícios de atletismo e musculação que mudam diariamente. O instrutor Caio Revite garante que qualquer pessoa com mais de 13 anos pode participar.
 
Reebok Sports Club. Shopping Cidade Jardim. Av. Magalhães de Castro, 12.000, Cidade Jardim, região oeste, tel. 3759-7878. Mens.: R$ 477 (plano bianual) + custo pelo crossfit a partir de R$ 60

CrossFit Brasil. R. Clélia, 970, Perdizes, região oeste, equipe@crossfitbrasil.com.br. Mens.: R$ 290 (plano semestral) e R$ 365 (primeiro mês)

Crossfit Proteus. R. Cantagalo, 481, Tatuapé, região leste, tel. 96123-7263. Mens.: R$ 350
 
Divulgação
XTEND BARRE
Há mais variantes entre as versões de pilates do que julga nossa vã filosofia. E elas levam o nome dos acessórios utilizados, como o "flow" (carrinho de rodas que trabalha o alongamento dos músculos), o "barrel" (equipamento para exercícios de equilíbrio e força) e o "sliding" (plataforma deslizante em que os alunos escorregam para trabalhar sobretudo as coxas).
 
Nas aulas de 30 minutos é possível gastar até 400 calorias. Os movimentos são orientados pela respiração e feitos suavemente, sem muitas repetições.
 
Outra inovação é o "xtend barre", que une o pilates a passos de balé clássico. A atividade, que dura 55 minutos, alonga e fortalece o corpo.
 
Bodytech - Shopping Iguatemi. Av. Brigadeiro Faria Lima, 2.232, Jardim Paulistano, região oeste, tel. 3032-5644. Mens.: R$ 900.

Studio Let's Pilates (xtend barre). R. Teixeira da Silva, 329, lj. 1, Paraíso, região sul, tel. 3571-2222. Mens.: R$ 320 (2x por semana).

Espaço Steps (xtend barre). R. Teodoro Sampaio, 1035, Pinheiros, região oeste, tel. 3088-0291. Men.: R$ 300 (2x por semana).
 
Divulgação
BALÉ FITNESS
Foi uma certa aversão à musculação que fez com que a bailarina Betina Dantas criasse, há dez anos, o embrião do balé fitness. Ela havia machucado o tornozelo e ficado um tempo sem poder dançar. Para fortalecer o corpo, tentou malhar, mas logo viu que não teria paciência.
 
Foi aí que ela começou a transformar "pliés" em agachamentos, a elaborar exercícios de abdominal com equilíbrio e a injetar força em movimentos de braço feito os de "O Lago dos Cisnes".
 
"A atividade trabalha o corpo todo e não deixa a mulher forte demais. Ela fica delicada, longilínea, definida."
 
O treino dura uma hora, e a recomendação é ir de sapatilha. Betina, que dá aula na Anacã Corpo e Movimento, garante que quem fizer a aula três vezes por semana não precisará de mais nenhum exercício. "O gasto calórico é alto. Quem praticar intensamente poderá perder até 790 calorias em meia hora."
 
Anacã Corpo e Movimento. Av. Brasil, 649, Jardim América, região oeste, tel. 3052-0763. Mens.: R$ 490 (média)

Reebok Sports Club. R. Olimpíadas, 205, Vila Olímpia, região sul tel. 3847-7878. Mens.: R$ 477 (média do plano bianual)
 
Marcelo Saraiva Chaves/Divulgação
 
HOT IOGA
Sabe o alívio de deixar o calor da rua ao entrar num ambiente fresquinho? Em um estúdio de ioga na Vila Madalena, aberto em setembro, não é bem o que acontece.
 
Lá, o aquecimento que precede o exercício é levado a sério. As aulas de "hot ioga" (ou Bikram Yoga) acontecem numa sala com temperaturas que variam de 38°C a 40°C. A professora Andrea Wellbaum, que conheceu o método em Londres, explica que o calor ajuda a relaxar os músculos e as articulações, evitando lesões.
 
"O aluno acaba avançando nas posturas com mais profundidade. Também é um desafio respirar numa sala quente da forma correta, tentando ao mesmo tempo se equilibrar numa perna só."
 
A aula dura 90 minutos, nos quais 26 posturas são executadas, além de exercícios de respiração.
 
Recomenda-se ir para a classe hidratado, já tendo consumido pelo menos 1,5 litro de água, e, se necessário, tomar pequenos goles durante a prática. A dica é levar, além do tapete, duas toalhas grandes.
 
Apesar de não ser uma aula de "malhação", como Andrea faz questão de sublinhar, a queima calórica é alta, entre 400 e 1.000 calorias, a depender da intensidade do esforço. Ela prefere ressaltar benefícios como a melhora na postura e na tonificação muscular. "O sujeito tende a se sentir mais saudável e com mais vigor por mais tempo."
 
Para sentir os efeitos, o ideal é fazer as aulas ao menos duas vezes na semana. A prática não é indicada para grávidas no início da gestação nem para crianças com menos de 12 anos. Idosos podem frequentar sem restrições.
 
Hot Yoga. R. Mourato Coelho, 755, Vila Madalena, região oeste, tel. 4563-0205. Aulas avulsas: R$ 50. Mens.: R$ 380
 
Folhaonline