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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Padilha anuncia habilitação de centros para tratamento de pessoas com deficiência

São Paulo – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou ontem (3) a habilitação de 74 centros especializados no atendimento de pessoas com deficiência e o financiamento para mais 88 unidades em todo o país.
 
Ainda serão construídas 37 oficinas ortopédicas e entregues 88 veículos adaptados e liberados recursos para compra de equipamentos, reforma e ampliação de serviços já existentes. Segundo o Ministério da Saúde, serão investidos R$ 546 milhões para beneficiar cerca de 4,6 milhões de pessoas.
 
O pacote faz parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, que existe há dois anos, e foi anunciado durante cerimônia em uma das unidades entregues, no bairro de M'Boi Mirim, na capital paulista.  
 
Nos centros especializados em Reabilitação (CERs), o Sistema Único de Saúde (SUS) prestará serviços de reabilitação física, visual, auditiva e intelectual. Serão habilitados centros em 23 estados e construídos 18. Até o ano que vem, a meta do ministério é habilitar 45 unidades. Os 88 veículos serão doados aos centros para facilitar o transporte de pessoas que não têm mobilidade e acessibilidade aos meios de transporte comuns. As oficinas ortopédicas serão responsáveis pela produção de órteses sob medida e pelos ajustes que forem necessários nas próteses em cada usuário.
 
Segundo Padilha, com o centro especializado em reabilitação, todo o conceito de tratamento e reabilitação muda, porque tudo poderá ser feito em um local só. “Com os recursos que estão sendo colocados neste e em mais 15 centros na cidade de São Paulo a partir de hoje, eles podem contratar médicos de outras especialidades, o que não havia aqui, permitindo também interação do médico com a equipe daqui”. Padilha destacou ainda que, com os recursos repassados pelo ministério, será possível manter e aprimorar os equipamentos.
 
Agência Brasil

Rio lança plano para reduzir mortes por câncer no estado

Rio de Janeiro – Para melhorar o atendimento aos pacientes com câncer, foi lançado ontem (3) o Plano Estadual de Controle, Prevenção e Atenção ao Câncer, pelo governo do Rio de Janeiro. Com 47 metas a serem implementadas em dez anos, o objetivo é reduzir a incidência e as mortes causadas pela doença, contribuindo para aprimorar a estimativa de casos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
 
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, o câncer é a segunda causa de morte no estado, e ocasionou 19,9 mil vítimas em 2012. A estimativa é que 47,8 mil casos tenham surgido em 2013. Os tipos mais frequentes são: de mama, de próstata e de colo de útero.
 
O secretário da pasta, Sérgio Côrtes, explica que o tratamento desses cânceres é mais acessível por terem campanhas específicas. Com o plano, será possível planejar o atendimento para os tipos menos comuns, como o de pulmão, de cabeça e pescoço e o colorretal. “São de grande relevância e contam com poucos serviços”, disse Côrtes.
 
Além de melhorias no diagnóstico precoce e tratamento cirúrgico, radioterápico e quimioterápico, por exemplo, o plano vai focar na prevenção e prevê a criação de um portal na internet. Segundo o secretário, mais campanhas de esclarecimento podem ajudar na mudança de hábitos relacionados à doença, como o fumo, que leva ao câncer de pulmão.
 
A elaboração do projeto levou sete meses e incluiu o mapeamento de toda a rede de serviço especializado, feito com a consultoria da organização não governamental Fundação do Câncer e do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O desafio para implementação será integrar a rede de saúde, com a participação dos 92 municípios e dos hospitais conveniados.
 
O valor do investimento no plano, dependente do detalhamento das ações, ainda não foi estimado, explicou Cortês.
 
Agência Brasil

Distritos indígenas receberão reforço do Mais Médicos na próxima semana

Brasília – O secretário especial de Saúde Indígena, Antônio Alves de Souza, disse ontem (3) que 17 distritos sanitários especiais indígenas (Dsei) receberão o reforço, na próxima semana, de 49 profissionais do Programa Mais Médicos. Na 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena (CNSI), que ocorre em Brasília, ele informou que cinco desses distritos estão na Região Nordeste.
 
“Com esses novos médicos contabilizamos hoje o número de 125 profissionais em 28 Dseis. O programa beneficiará aproximadamente 212 mil indígenas. Atualmente, os indígenas são assistidos por 264 médicos distribuídos nas 34 Dseis”, informou o secretário.
 
Ele acrescentou que a secretaria conta com 34 distritos, 354 polos-bases, 68 casas de Saúde Indígena (Casai) e 751 postos de saúde. Antônio Alves ressaltou que as Casais funcionam como um estabelecimento de cuidados de enfermagem, de apoio aos pacientes encaminhados à rede do Sistema Único de Saúde (SUS). “A casa fornece alojamento e alimentação para os pacientes e acompanhantes e é a responsável por marcar e acompanhar os indígenas em consultas, exames ou internação hospitalar”.
 
O secretário destacou que melhorar as condições de trabalho sem garantir o acesso das equipes às aldeias de nada adianta. Segundo ele, as equipes de saúde têm dificuldades para chegar às aldeias, pode demorar horas para se locomoverem. “Com isso, passamos a investir na aquisição de barcos, motores de popa, contratação de horas de voo e reestruturamos a nossa frota de veículos naqueles distritos onde a maioria dos deslocamentos é feita por via terrestre”.
 
Outro problema que compromete o atendimento de profissionais de saúde aos indígenas é de aspecto cultural. O secretário frisou que, em algumas culturas, as crianças são as últimas a receber comida na hora das refeições. “[Elas só comem] depois das visitas, dos guerreiros, dos anciões e das mulheres”. O Ministério da Saúde tem feito um trabalho para conscientizar essas aldeias onde as crianças e as mulheres gestantes estão mais fragilizadas. Nos locais, acrescentou, é necessário a implementação de políticas de diminuição da mortalidade infantil, ainda alta.
 
Agência Brasil

Cubanos começam a chegar aos estados onde vão trabalhar pelo Mais Médicos

Brasília – Cento e setenta e sete médicos cubanos que participam da segunda etapa do Programa Mais Médicos desembarcam no Recife no início da tarde desta terça-feira (3). Eles vão trabalhar em 78 municípios pernambucanos.
 
Durante a semana, os profissionais conhecerão hospitais e clínicas do estado antes de irem para as cidades onde trabalharão a partir do dia 9 de dezembro. A diretora do Departamento de Gestão da Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Sônia Brito, recebe o grupo na Base Aérea do Recife.
 
Nessa segunda-feira (2), 98 médicos cubanos chegaram a Curitiba, no Paraná; 209 desembarcaram em São Luís, no Maranhão; 230 profissionais chegaram a Belo Horizonte, em Minas Gerais; 91 cubanos desembarcaram em Natal, no Rio Grande do Norte; e 75 médicos cubanos chegaram a João Pessoa, na Paraíba.
 
Os médicos passarão uma semana nas capitais dos estados conhecendo a estrutura de saúde e as doenças mais frequentes da região, antes de irem para os municípios e distritos indígenas. A partir do dia 9 de dezembro, eles se juntam aos 3.678 profissionais do programa que já estão atendendo a população nas unidades básicas de saúde, totalizando 5.796 médicos em 2.025 cidades.
 
Ao todo, três mil médicos cubanos estiveram, nas últimas três semanas, concentrados em cinco capitais – Brasília, Fortaleza, Vitória, Belo Horizonte e São Paulo  – participando do módulo de acolhimento e avaliação do Mais Médicos. A aprovação no curso é condição para a emissão do registro profissional provisório pelo Ministério da Saúde, sem o qual os médicos estrangeiros não podem atuar no Brasil.
 
As inscrições para a terceira etapa do Mais Médicos foram abertas na última quinta-feira (28). Os interessados devem se inscrever no site do programa. Para formados no Brasil, a inscrição vai até 9 de dezembro. Médicos com registro profissional em outros países devem anexar ao formulário os documentos validados pelos consulados até o dia 13. Estarão disponíveis para o preenchimento de vagas nesta etapa todos os municípios que ainda não receberam nenhum profissional do programa.
 
Agência Brasil

Portaria garante presença de índios em reuniões sobre destinação de verbas da saúde

Brasília - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nessa segunda-feira (2) à noite portaria que garante a participação de representantes indígenas em reuniões decisivas para a destinação das verbas do setor.
 
"Para as reuniões que ocorrem nos estados, entre as secretarias estaduais de Saúde e as municipais, e para as reuniões em uma região do estado que decidem, por exemplo, quantas vagas vai ter no hospital, quanto dinheiro vai para um determinado tipo de cirurgia, quanto vai ser destinado para o TFD, o transporte do paciente para fora do domicílio. Haverá um representante dos distritos sanitários especiais indígenas (Dsei) para discutir questões relacionadas ao povo indígena", explicou Padilha.
 
A portaria foi assinada na abertura da 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena (CNSI), que até sexta-feira (6) deve aprovar as diretrizes para as políticas de saúde a serem implementadas nas aldeias indígenas por 34 Dsei que integram o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).
 
De Mato Grosso do Sul, o articulador indígena Agnaldo Tereno trouxe o apelo por melhoria na estrutura do atendimento voltado para a população indígena do estado, que tem 75 mil pessoas. "Falta remédio, falta estrutura, às vezes o médico tem carro para ir nos atender, às vezes não. Precisamos de melhorias", defendeu.
 
Sônia Guajajara, da direção da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, fez um apelo ao ministro para que o atendimento à saúde seja implementado integralmente. "Não podemos permitir que crianças, jovens e idosos continuem morrendo por doenças consideradas tratáveis", sustentou Sônia.
 
Na abertura do evento, a presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro Souza, disse que todos devem lutar para que o governo dê prioridade ao saneamento rural, o que vai contribuir para a prevenção de doenças.
 
Padilha reconheceu que nem tudo o que foi acertado na última conferência foi cumprido, mas disse que o ministério vem trabalhando para atender às demandas. Até agora, 19 distritos indígenas receberam pouco mais de 70 médicos do Programa Mais Médicos, e de acordo com o ministro, a demanda apresentada de 250 profissionais vai ser suprida até março de 2014.
 
Representantes indígenas de Mato Grosso do Sul aproveitaram a ocasião para erguer cartazes pedindo a demarcação urgente das terras.
 
O tema central da conferência é Subsistema de Atenção à Saúde Indígena e SUS: Direito, Acesso, Diversidade e Atenção Diferenciada. Para o evento nacional, foram realizadas 306 conferências locais, 34 conferências distritais, com a participação de indígenas e não indígenas, abrangendo 305 etnias que estão distribuídas em todo o país. Cerca de 2 mil pessoas, entre delegados e interessados, devem participar da conferência.
 
Agência Brasil