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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Aids: os tabus que ainda amarram o teste de HIV

A partir de fevereiro de 2014, o teste rápido para a detecção do HIV será vendido em farmácias, o que ajuda no diagnóstico precoce da doença. Ele será feito com a saliva e fica pronto em 20 minutos.
 
Hoje, detectar a doença ficou mais fácil, pois os métodos diagnósticos, criados em 1985, evoluíram bastante e estão na quarta geração. Só que muitos fatores ainda atrapalham o diagnóstico da doença. Além do medo da morte e do sofrimento físico e emocional, muita gente não faz o exame por causa do preconceito que relaciona ao HIV à promiscuidade e ao uso de drogas ilícitas. Mesmo que a quantidade de exames realizados no Brasil tenha aumentado nos últimos seis anos - foi de 3,3 milhões em 2005 para 6,3 milhões em 2011 - muita gente não sabe que está infectada. Os números do  Ministério da Saúde confirmam: de um total de 530 mil soropositivos no país, 135 mil desconhecem que estão com a doença.
 
Leia abaixo a íntegra da reportagem.

Peste gay já apavora São Paulo. Essa foi a manchete do jornal Notícias Populares do dia 12 de junho de 1983, um ano marcado pela explosão mundial do número de casos da aids, doença causada pelo vírus da imunodeficiência humana, o HIV. O grau de desinformação era tão grande que surgiram diversos mitos acerca da síndrome um dos mais corriqueiros, evocado pela matéria do extinto periódico paulista, é que a nova epidemia era restrita a homossexuais.

 Naquela época, receber o diagnóstico parecia assinar uma sentença de morte?, lembra o psicólogo Esdras Vasconcellos, professor da Universidade de São Paulo e diretor científico do Instituto Paulista de Stress, Psicossomática e Psiconeuroendocrinoimunologia. O especialista, que acompanhou a doença desde os seus primeiros casos no Brasil, se recorda do impacto no imaginário provocado pela infecção nos anos 1980 e 90. O estigma era tão forte que muitas pessoas morreram não pela deterioração do sistema imunológico, mas pelo medo de enfrentar o problema?, opina.

Passados 30 anos, diversos preconceitos ainda persistem e atrapalham os esforços que visam flagrar o HIV o mais cedo possível. Dados do Ministério da Saúde calculam que, atualmente, 530 mil brasileiros são soropositivos. Desses, 135 mil nunca realizaram um teste e, portanto, não sabem que estão infectados e a aids leva uma média de seis a sete anos para dar sintomas. O diagnóstico precoce seguido do tratamento diminui consideravelmente a agressão do vírus ao corpo, afirma o médico Caio Rosenthal, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista.

Um estudo do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, reforça a importância de saber que o HIV está circulando pelo organismo e partir para o contra-ataque. Os pesquisadores viram que 93% dos pacientes que iniciaram a medicação antirretroviral após a detecção precoce sobreviveram, ante 83% daqueles que postergaram o uso dos fármacos. Isso sem contar que, ao saber da soropositividade, fica mais fácil adotar medidas preventivas a fim de não transmitir o vírus para os outros e até não se infectar com outros subtipos do inimigo, piorando tudo.

A quantidade de exames realizados no Brasil aumentou, passando de 3,3 milhões em 2005 para 6,3 milhões em 2011. Mas necessitamos que esse número cresça cada vez mais, ressalta o infectologista Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Nossas próximas campanhas vão focar justamente no teste de HIV, já que ele é a porta de entrada para qualquer atitude no tratamento e controle da aids, antecipa.

O grande impedimento para que os testes não se popularizem aqui ainda parece ser o temor diante do vírus. Um levantamento do Emílio Ribas revelou o seguinte: 20% dos indivíduos que fazem o exame não voltam para pegar o resultado. Há um temor da morte, do sofrimento físico e emocional e, sobretudo, do preconceito que relaciona a doença à promiscuidade e ao uso de drogas ilícitas, diz o urologista Sylvio Quadros, chefe do Departamento de DST da Sociedade Brasileira de Urologia. Mas os tabus não param por aí...

Uma segunda barreira na popularização dos testes anti-HIV se encontra exatamente na classe médica. Existem estudos revelando que o profissional da saúde elege alguns perfis que ele considera precisarem da checagem e, assim, exclui uma parcela da população importante que deveria passar pelo exame, aponta o sociólogo Alexandre Grangeiro, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

A responsabilidade por buscar o teste não deve ser transferida totalmente para a iniciativa individual. Ginecologistas, urologistas e clínicos poderiam ter um comportamento mais proativo e receitá-lo para todos os indivíduos que estejam sexualmente ativos, sugere Grangeiro.

Muitas vezes, o receio de que o paciente fique ofendido com um pedido delicado impossibilita que diversos casos da infecção sejam detectados. Essa questão dos médicos está cada vez mais superada, até porque grande parte tem a consciência de que o teste é relevante?, acredita o infectologista Aluísio Cotrim Segurado, do comitê de retrovírus (HIV/HTLV) da Sociedade Brasileira de Infectologia. Uma medida interessante, que acontece em países como os Estados Unidos, seria incluir a procura pelo vírus do HIV nos checkups anuais, junto com os exames de rotina como o hemograma, o colesterol e a glicemia.

Muita labuta pela frente
As próprias empresas têm um papel a desempenhar na luta contra o HIV e seus tabus. Uma pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que apenas 14% das companhias nacionais realizaram alguma campanha de prevenção à aids no último ano. Para piorar, 48% delas não veem necessidade em fazer ações de tal natureza e 13% alegam falta de interesse no tema. Elaine Saad, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, acredita que ações corporativas no combate a essa e a outras doenças sexualmente transmissíveis é fundamental. Além de sua função econômica, a empresa tem uma missão a cumprir na sociedade e, de acordo com seus objetivos, deve investir em temas como esse.

Obviamente, um exame anti-HIV não pode servir para bloquear a contratação de um soropositivo ou para demitir um funcionário  o diagnóstico, inclusive, é proibido na consulta admissional. Mas os estigmas ainda permanecem: 36% dos soropositivos relatam piora na condição financeira e 20% chegam a perder o emprego depois de o teste acusar a presença do vírus. Ora, se o trabalho não envolve um risco considerável de acidentes com cortes, a soropositividade não impede nenhum profissional de exercer o seu ofício.

O coquetel antirretroviral, conjunto de fármacos tomados pelo resto da vida, evoluiu tanto que a aids já é considerada hoje doença crônica. Dá pra viver bem com o problema, mas não há como resolvê-lo de vez. Enquanto as apostas de cura ficam na manipulação genética ou em drogas mais eficientes, existe uma maneira bem simples e eficaz de desatar os nós que amarram o HIV: a informação sem tabus. Seja para o diagnóstico, seja para a prevenção.

O que fazer após uma situação arriscada?
Se você fez sexo sem camisinha e está muito preocupado, não adianta sair correndo. A recomendação é aguardar até três semanas para se submeter ao exame. Esse é o tempo que o sistema imune leva para criar anticorpos contra o HIV. Mas, se o risco de infecção for pra lá de alto, procure o serviço de saúde em até 72 horas. A prescrição de drogas nesse período pode evitar que o vírus invada as células de defesa?, diz o infectologista Gabriel Cuba, do Hospital 9 de julho, em São Paulo.
 
Onde eu posso fazer os exames?
Os testes anti-HIV estão disponíveis no Sistema Único de Saúde e nos Centros de Testagem e Aconselhamento de todo o país. Esses locais disponibilizam um serviço psicológico tanto antes quanto depois do diagnóstico. O apoio de psicólogos e assistentes sociais é essencial, principalmente para passar informações corretas e confiáveis sobre a doença, afirma Caio Rosenthal. Para saber o posto mais perto de sua casa, acesse o site do Ministério da Saúde ou ligue para 156.

Vírus rastreado
Os métodos de diagnóstico foram criados em 1985 e evoluíram bastante nesses anos  já estamos em sua quarta geração
 
Elisa
Foi um dos primeiros a serem lançados, lá na década de 1980. Ele flagra os anticorpos produzidos pelo sistema imune no combate ao vírus do HIV. É preciso retirar uma amostra de sangue e esperar alguns dias para saber se deu positivo ou negativo. ?Ele tem 99,7% de sensibilidade e uma possibilidade mínima de erro, conta o infectologista Celso Granato, assessor médico do Fleury Medicina e Saúde.
 
Western Blot
Se o exame preliminar der positivo, o protocolo é pedir um teste confirmatório, que costuma ser o Western Blot, relata a infectologista Maria Lavínea Figueiredo, do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica. Por ser mais caro, só é indicado para as situações em que o risco de soropositividade é elevado. Seu nível de acurácia é ainda maior que o Elisa. A resposta também demora um tempinho, pois o sangue passa por análise em laboratório.
 
Testes rápidos
Basta furar o dedo e colher uma gotinha do líquido vermelho, que é colocada numa fita reagente. O resultado sai em 20 minutos, uma estratégia promissora para aqueles

 que não têm coragem de voltar para pegar os papéis. Se der positivo, o paciente é encaminhado para tratamento no sistema público, explica a psicóloga Judit Lia Busanello, diretora do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, em São Paulo.

Exame de saliva
Ele poderá ser comprado em farmácias e revela em minutos se o vírus está no pedaço. Aprovado nos Estados Unidos, deve chegar ao mercado brasileiro em janeiro ou fevereiro de 2014, segundo o Ministério da Saúde. A angústia dos médicos é saber como vai ficar a estrutura emocional das pessoas que descobrirem um resultado positivo sozinhas, sem suporte especializado.  

M de Mulher

Hospital de Foz suspende cirurgias até janeiro de 2014

O Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, suspenderá, a partir desta quarta-feira (4), cirurgias eletivas, consultas e exames. Com o pagamento de funcionários em atraso, o estabelecimento não tem condições de prestar todos os serviços.
 
A decisão consta em um comunicado interno assinado por diretores do hospital, cujo teor tornou-se público e foi debatido na terça-feira (3) na Câmara de Vereadores. Conforme o comunicado, os serviços serão retomados no dia 13 de janeiro de 2014.
 
Entre os exames que deixarão de ser feitos estão os de endoscopia, ultrassonografia e colonoscopia. A estratégia de suspender os serviços visa evitar o fechamento do pronto-socorro.
 
O Conselho Regional de Medicina (CRM) já está ciente dos problemas e fará uma fiscalização no hospital. A diretora do órgão em Foz, Marta Boger, diz que além dos salários dos médicos, em atraso há dois meses, a Fundação Municipal, responsável pela administração do hospital desde o dia 19 de junho, não fez o registro obrigatório junto ao CRM. Há também denúncias de falta de material e medicamentos. ?Quem sofre é a população?, diz a médica.
 
Ainda segundo Marta, o hospital não apresentou o relatório do último trimestre ao Programa de Apoio e Qualificação de Hospitais Públicos e Filantrópicos do SUS Paraná ? Hospsus. A falta do relatório impede o estabelecimento de receber repasses. Ainda segundo o CRM, o corpo clínico do hospital ainda não foi eleito.

Repasses
Segundo a prefeitura de Foz do Iguaçu, os problemas do hospital devem-se à falta de recursos. O governo do estado não teria repassado dinheiro para o estabelecimento. A dívida da prefeitura com a Fundação chega a quase R$ 5 milhões.
 
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou, via assessoria de imprensa, que não há atraso no repasse de verbas. O governo se comprometeu a enviar R$ 15 milhões ao hospital este ano e, desse total, R$ 9 milhões já foram destinados. Outros R$ 2 milhões entraram nesta terça no caixa do hospital.
 
Em nota à imprensa, a diretoria do hospital informou que está fazendo esforços para contornar a situação. Com o mais recente repasse feito pelo governo, serão pagos os salários atrasados de funcionários e médicos, o que afasta o risco de fechamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Gazeta do Povo -  PR

Ministério Público fiscaliza 50 unidades públicas de saúde no Rio

Rio de Janeiro – O Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro fiscalizou 50 unidades públicas de saúde na cidade do Rio, entre os dias 12 e 19 de agosto. Várias irregularidades foram constatadas, principalmente relativas ao tempo de espera por internação em leitos hospitalares.
 
O relatório completo será apresentado hoje (5), durante audiência pública na sede da entidade. Um texto com informações preliminares foi divulgado ontem (4), indicando que o maior tempo de espera é verificado nas especialidades de ortopedia (9 dias), oncologia (12 dias) e infectologia (16 dias).
 
A fiscalização foi conduzida pelas promotorias de Justiça e de Tutela Coletiva da Saúde da Capital, com a participação das promotoras Anabelle Macedo Silva, Patrícia Silveira Tavares e Madalena Junqueira. Além da falta de leitos, o MP detectou falta de sistema informatizado para organizar as filas de pacientes que aguardam por vaga, a falta de critérios claros para definir quem deve receber prioritariamente a vaga no hospital e ausência de cooperação entre hospitais federais, estaduais e municipais.
 
Para a promotora Madalena Junqueira, o levantamento, apesar de inédito, mostrou uma realidade que não é nova. “O dado alarmante encontrado foi que de 1.225 pacientes encontrados nas emergências, 812 aguardavam internação e, desses, 220 esperavam para ser internados em leitos de unidades de tratamento intensivo. Além disso, foi constatado que 32 leitos estavam vazios e que, nesse período, houve 209 óbitos. Isso demonstra uma total desorganização do sistema”, disse a promotora.
 
A audiência pública ocorrerá das 12h às 19h, no auditório do Ministério Público, no centro do Rio. Além das promotoras, participarão gestores públicos, representantes de conselhos profissionais de Saúde, do Poder Judiciário e da Defensoria Pública.
 
Agência Brasil

Empresas aéreas assinam acordo para dar prioridade nos voos ao transporte de órgãos

Foto: Reprodução/TV Globo
Órgãos para transplantes terão prioridade em voos de 5
 companhias aéreas
Brasília - O Ministério da Saúde assinou ontem (4) à noite acordo com as cinco principais empresas aéreas para que elas deem prioridade ao transporte de órgãos e tecidos para transplantes. Em voos lotados, a empresa poderá pedir a um passageiro que ceda sua vaga para o transporte do órgão, apresentando a solicitação do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
 
De acordo com Eduardo Sanovicz, presidente da Associação das Empresas Aéreas, são raras as situações em que um passageiro precisa ceder a vaga para transporte de órgão. "Geralmente é levado na cabine, mas algumas vezes é preciso o acompanhamento de um médico. É importante estarmos preparados para essa situação", disse.
 
Com o acordo, que inclui como participantes a Secretaria de Aviação Civil e a Força Aérea Brasileira, as aeronaves que estiverem transportando órgão passam a ter prioridade para pousos e decolagens. O encarregado de acompanhar o órgão também terá prioridade no embarque e desembarque.
 
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, essa será a formalização de uma relação que já existe, de forma voluntária, por parte das empresas aéreas. "Nenhum passageiro será obrigado a não embarcar ou sair do avião para o transporte do órgão", ressaltou o ministro, acrescentando que conta com a solidariedade dos passageiros. O acordo inclui o transporte de hemoderivados e outros tecidos enviados a locais de catástrofe.
 
De acordo com Sanovicz, diariamente são feitos 2.700 voos comerciais, enquanto o transporte de tecidos e órgãos ocorrem em 35 voos por dia. O transporte de órgãos é feito de forma gratuita pela empresa e, caso algum passageiro precise ceder sua vaga, a empresa terá que realocar o cliente em outro voo.
 
No próximo final de semana, uma equipe do SNT será instalada no Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea, localizado no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para monitorar informações como voos disponíveis, conexões, condições meteorológicas e aeroportos em reforma, por exemplo, para agilizar o transporte. Essa equipe vai trabalhar 24 horas por dia, todos os dias da semana.
 
Em alguns estados, quase 60% dos transplantes necessitam de logística aérea comercial ou militar. No Distrito Federal, 61,1% dos transplantes de coração precisaram de deslocamento aéreo.
 
O Ministério da Saúde espera aumentar em 10% o número de órgãos sólidos transportados, que são os que exigem maior rapidez por conta do tempo de falência biológica. Em 2012, 1.296 órgãos e tecidos foram transportados. Este ano, até agora, foram feitos 3.514 transportes de órgãos.
 
Agência Brasil

Secretaria de Saúde confirma dois casos de hepatite A entre frequentadores de academia

Fechada pela Vigilância Sanitária: academia Fitness Club amanheceu fechada na terça-feira
Foto: Lucas Figueiredo / Extra
Fechada pela Vigilância Sanitária: academia Fitness Club
amanheceu fechada na terça-feira
Rio de Janeiro - Após suspeita de contaminação da água em uma academia de ginástica na Ilha do Governador, na zona norte da cidade, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou dois casos de hepatite A entre os cerca de 250 frequentadores do local. A academia foi interditada pela Vigilância Sanitária na segunda-feira (2) por falta de licenciamento.
 
Ao todo, são 31 casos suspeitos de hepatite viral relacionados à academia. Desse total, nove pessoas já fizeram exames em laboratório e aguardam o resultado. O restante está em processo de investigação epidemiológica, informou a secretaria.
 
Desde domingo (1º), pelo menos 17 pessoas que tinham apresentado sintomas da doença, como dor de cabeça, enjoo e olho amarelados, procuraram a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da região. As demais foram atendidas em unidades de saúde privadas.
 
Em nota, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) informou que o fornecimento de água da academia está suspenso desde abril deste ano por falta de pagamento, e que o estabelecimento não está utilizando água fornecida pela rede oficial, mas por carro-pipa cuja procedência não é do conhecimento da companhia.
 
A Cedae informou também que coletou amostras de água, encaminhou para análise e que o resultado deve sair ainda hoje.  De acordo com a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, será solicitada a perícia do caminhão-pipa que estava abastecendo o estabelecimento. Foi instaurado inquérito para investigar o caso.
 
Segundo o gerente da academia, Marcelo Soares, está havendo um surto de hepatite na Ilha do Governador. Ele disse que não há problemas com o fornecimento de água no local e também não quis comentar a interdição da academia pela Vigilância Sanitária. A secretaria negou a existência de qualquer tipo de surto de hepatite na região.
 
Para o estudante de educação física Maurício Valentim, que há quatro meses frequenta a academia, nenhum aluno foi informado sobre a situação do fornecimento de água. "Eu fui ontem à UPA fazer o exame. Estou aguardando o resultado. Eu não tinha conhecimento de que o fornecimento de água estava suspenso. Isso é um verdadeiro absurdo, nós nem sabemos a procedência dessa água. Agora, um monte de pessoas está passando mal por causa de uma irresponsabilidade dessas", contou.
 
Agência Brasil