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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Alerta: Protetores solares em spray têm FPS mais baixo que o declarado, segundo teste

Dez marcas de filtros solares em spray à venda no país têm FPS (fator de proteção solar) menor que o declarado no rótulo, segundo análise da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor).
 
Todos os produtos avaliados são vendidos como tendo FPS 30, mas os índices obtidos na análise variam entre 13,1 e 22,8.
 
Quem se saiu pior foi o spray da Banana Boat, seguido pelo da Coppertone, que, segundo o teste, tem o FPS 14. O da Cenoura & Bronze teve o melhor resultado, apesar de ficar oito pontos abaixo do que anuncia na embalagem.
 
Também foram avaliadas as marcas Australian Gold, L'Oréal, Natura, Nivea, O Boticário, Red Apple e Sundown (veja quadro acima).
 
O teste mediu a proteção contra raios UVA e UVB e seguiu metodologias internacionais reconhecidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
 
Para a análise de FPS, que mede a proteção contra os raios UVB, foi feito teste in vivo, com em média dez voluntários por marca. A análise de UVA foi feita in vitro, e duas marcas foram consideradas ruins nesse quesito (Australian Gold e Red Apple).
 
"Em geral, os fabricantes usam o mesmo teste para aprovar os produtos. Não há justificativa metodológica para resultados tão ruins", diz Márcia Carvalho, pesquisadora da Proteste.
 
A Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) contestou os resultados e a metodologia do teste por meio de nota.
 
"Os filtros analisados são de empresas comprometidas com a qualidade e eficácia de seus produtos. [Protetores em spray] requerem procedimentos específicos para determinação do FPS, que, se não aplicados adequadamente, podem impactar negativamente no resultado final."
 
Em testes de eficácia, o filtro em spray é usado de forma diferente da que o consumidor está acostumado. Em vez de borrifado na pele, o produto é aplicado em gotas e espalhado com uma luva.
 
Tudo isso para ter certeza de que a pele está recebendo 2 mg de filtro por cm², explica o dermatologista Sérgio Schalka, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
 
"É mais complexo fazer um teste de filtro em spray do que em emulsão. É um produto volátil." Além disso, o método tem um grau de incerteza, porque mede a formação de vermelhidão da pele. "É uma resposta individual que depende da quantidade de produto e da forma que é usado."
 
De acordo com a Proteste, foram tomados todos os cuidados específicos para a aplicação do spray.
 
"Se os dados estiverem corretos, é preocupante. É preciso exigir que a indústria modifique o seu rótulo para que ele seja condizente com o conteúdo", diz o dermatologista Davi de Lacerda.
 
A Proteste enviou os resultados à Anvisa e pede readequação dos rótulos.
 
Fora do laboratório
O teste dos protetores em spray levanta uma questão: se a eficácia do filtro cai dependendo da forma de aplicação --e nos testes o produto é usado de um jeito que ninguém usa-- seriam esses filtros para borrifar menos eficazes do que as loções?
 
Não, afirma Schalka. "Funciona superbem, mas se aplicar mal ou pouco o efeito despenca. De FPS 30, pode cair para sete", diz.
 
Como ninguém consegue aplicar com precisão 2 mg de filtro por cm², o certo é pintar a pele de forma lenta, "como se estivesse pichando um muro", e com uma certa proximidade para que não evapore o produto e sem espalhar depois.
 
O médico recomenda que a primeira aplicação seja feita com o filtro em loção, em duas camadas, e o spray seja usado nas reaplicações.
 
A dermatologista Solange Teixeira, da Unifesp, indica o uso de produtos com fatores de proteção mais elevados para compensar os erros de aplicação.
 
"Se cair de FPS 50 para 25, é melhor do que se cair de 30 para 15. Mas aí há outro problema: sprays já são mais caros e o de FPS 50 é mais caro ainda", diz Schalka.

Folhaonline

O recém-nascido chegou em casa: como cuidar do bebê nos primeiros meses

Getty Images
Durante o banho, é importante segurar o corpo do bebê com
firmeza e apoiar bem a cabeça dele
Saber lidar com o choro, a limpeza, o conforto e a amamentação do filho ajuda a mãe de primeira viagem a curtir essa fase
 
Toda a leitura feita e todos os conselhos ouvidos ao longo dos meses de gestação ajudam a futura mamãe a se preparar para a chegada do bebê. Mas existem situações que só serão compreendidas e dominadas na prática, quando a família voltar da maternidade para casa com o recém-nascido no colo. “A convivência faz a mãe entender o filho, suas rotinas e suas necessidades”, diz Olívia Bernardes, pedagoga e criadora do Marinheira de Primeira, um curso de primeiros cuidados com o bebê.
 
Por mais óbvio que possa parecer, lembrar que o recém-nascido é um pequeno ser humano para quem este mundo é todo novo e estranho auxilia muito na hora de lidar com ele. Thalita Halasc, enfermeira do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo, explica: “Depois de meses restrito à barriga da mãe, o bebê sente uma insegurança natural ao encarar o espaço aberto a que é submetido. Sente calor, frio, desconforto, o corpinho dói. Os pais têm que levar isso em consideração para ajudá-lo na adaptação dos primeiros meses e entender que ele vai chorar porque não tem outra forma de se expressar”.
 
O que significa esse choro?
O choro: eis o maior desespero das mães de primeira viagem. Até entender o que cada manifestação significa - e isso pode levar alguns meses -, os adultos ficam com os cabelos em pé tentando adivinhar qual é o problema. Para facilitar, siga uma ordem de procedimentos.
 
Primeiro, pense na alimentação. Está na hora da mamada? Seu filho mamou bem na última vez (pode não ser exatamente o horário, mas que ele esteja com fome por ter mamado pouco anteriormente)? Se a resposta for sim para uma das perguntas, é muito provável que o choro seja de fome e que ele só precise de uma refeição. “O bebê também pode estar precisando arrotar. O arrotinho dado antes de deitar pode não ter sido suficiente”, alerta Olívia.
 
Caso não seja fome, verifique a roupa do recém-nascido. Veja se ela está apertada, se há alguma etiqueta em lugar inconveniente (normalmente perto da nuca ou na lateral da cintura), se ele está suando por vestir muitas peças. “As mães têm medo de que o bebê fique doente por ‘passar frio’, mas ele sente tanto calor quanto qualquer um de nós. Se a nuca estiver molhada, pode tirar um pouco de roupa, para ele ficar mais confortável”, aconselha Thalita.
 
Está tudo certo com a roupa? Então passe para a fralda. Talvez ela esteja apertada demais e seja preciso afrouxar um pouco a cintura. Ou, mais comumente, o bebê tenha feito xixi ou cocô e isso o esteja incomodando. Nesse caso, a solução é simples: troque a fralda.
 
Se não for nada disso, a sugestão de Olívia é que a mãe ceda ao instinto e pegue o bebê no colo: “Muitas vezes, ele só quer carinho, calor humano. Um recém-nascido pode se sentir desamparado e chorar para conquistar o aconchego dos braços de um adulto”.
 
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Um recém-nascido precisa, em média, de oito trocas de fralda por dia
Bebê limpinho em todas as situações
Um recém-nascido precisa, em média, de oito trocas de fralda por dia. Embora os lenços umedecidos sejam muito práticos para limpá-lo, é melhor deixar para usá-los esporadicamente, em situações fora de casa (em uma festa ou uma ida a um restaurante, por exemplo) – e com o cuidado de escolher lenços sem perfume, “pois os perfumados podem irritar a pele do bebê”, segundo Thalita.
 
Em casa, a forma ideal de tirar o excesso de fezes e urina do corpinho de seu filho é com algodão molhado apenas em água (que não precisa ser filtrada), sem sabonete. “Se tiver passado pomada, use outro pedaço de algodão com óleo específico para bebês para retirar a camada do produto”, recomenda Olívia. Thalita, por sua vez, é contra a utilização indiscriminada de pomadas. “Seu uso rotineiro escraviza a pele do bebê. Ela fica mais fina e sensível e, se não passar a pomada, vai assar. Só se deve lançar mão de pomadas sob orientação médica”, defende.
 
Além da limpeza rotineira, um momento importante na higiene do recém-nascido é o banho diário. É normal mães e pais ficarem inseguros quanto ao desempenho nessa função, principalmente quando o filho chora. “Ele vai chorar quase sempre nos primeiros meses. É o medo do desconhecido, daquele mundo todo ao redor dele. Os pais não precisam ter medo de estarem fazendo errado”, tranquiliza Thalita.
 
Importante nos banhos é segurar o corpo do bebê com firmeza, apoiar bem a cabeça dele e deixar tudo preparado (banheira, produtos, toalhas) antes de efetivamente despi-lo para a lavagem. A temperatura da água precisa estar em torno de 36°C e o sabonete deve ser o mais prático possível. Olívia indica os líquidos com válvulas de saída ativadas pela aproximação da mão do adulto. “É difícil segurar o bebê e apertar o frasco”, justifica.
 
O coto umbilical
Uma preocupação relacionada ao asseio do recém-nascido é o cuidado com o coto umbilical, que cai em um período de uma a duas semanas. Ele deve ser limpo uma vez por dia, sempre logo depois do banho, com cotonete embebido em álcool a 70%.
 
“O bebê não sente dor nessa região. Se sangrar, a mãe pode limpar normalmente com o cotonete”, afirma Thalita. Depois que o coto cair, a limpeza com álcool pode ser feita por mais três dias e, então, suspensa. Daí para a frente, a higiene é a mesma do resto do corpo.
 
Barriga para cima
No carrinho ou no berço, a recomendação atual do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Unicef é que os bebês sempre fiquem com a barriga para cima e com a cabeça para a frente ou para o lado. “Dessa forma, o risco de afogamento com o vômito é menor. Se ele engasga, tosse e é acudido”, esclarece a enfermeira Thalita.
 
Como o recém-nascido ainda é muito “molinho”, Olívia sugere que a mãe firme a cabeça dele com apoios confortáveis. “Dois bons auxiliares são uma almofadinha no carrinho e um travesseiro antirefluxo no berço”, exemplifica.
 
Amamentação
No primeiro mês de vida, o recém-nascido deve ser alimentado no esquema de amamentação por livre demanda. Isso quer dizer que, sempre que ele tiver fome, vai se manifestar (pelo choro, sua única forma de expressão) e mamar. Passados esses 30 primeiros dias, o padrão é que ele comece a ir para o peito da mãe de três em três horas.
 
Mas não é preciso dar uma de general: abre-se uma exceção durante a noite, como assegura Thalita:
 
“Se o bebê mamou bem antes de ir para o berço, deixe-o dormir e despertar naturalmente quando sentir fome. Não é preciso acordá-lo para cumprir rigorosamente o intervalo de três horas. Forçar nunca é bom”.
 
Delas

Maca peruana: a nova vedete das dietas

Thinkstock/Getty Images
A maca peruana tem poder de controlar a glicemia do sangue,
evitando o armazenamento de gordura
Tubérculo andino ajuda no controle da glicemia, impedindo o depósito de gorduras; além disso, contem nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo
 
Uma raiz que cresce no alto dos Andes, no Peru, está se popularizando no Brasil em forma de farinha ou cápsulas. De gosto suave, o tubérculo in natura é parecido com um rabanete e contém nutrientes que podem trazer vários benefícios à saúde. 
 
Por ser um alimento que contém fibras, explica a nutricionista Laís Coelho, a maca peruana ajuda na dieta porque diminui a absorção de gorduras, prolongando a sensação de saciedade. Além disso, ela controla o quanto de açúcar há no sangue.
 
“Quando ingerimos um alimento com alto índice glicêmico, os níveis de açúcar se elevam muito rápido, e pode sobrecarregar o pâncreas, podendo causar a resistência à insulina e levar até mesmo ao diabetes, além de estimular o organismo a armazenar gordura – logo, a pessoa ganha peso”, explica. "A maca evita com que isso aconteça"
 
Mas é preciso consumir com cautela, adverte Laís. “Pode-se consumir duas colheres de sopa (10g) por dia. É só adicionar aos sucos, vitaminas, iogurtes ou outras receitas. Se for usar em cápsulas, pode-se consumir duas cápsulas por dia”, explica.
 
O uso é desaconselhado, no entanto, para crianças, idosos, gestantes ou mulheres que ainda estejam amamentando.
 
Outros benefícios
Além do uso na dieta, a maca tem um tanto de outros benefícios, como auxiliar na calcificação e no desenvolvimento dos ossos, além de estimular as células vermelhas do sangue e aumentar a energia e disposição.
 
“Ela também contém substâncias que auxiliam na redução dos sintomas da menopausa e possui ação antioxidante, combatendo os radicais livres e, consequentemente, prevenindo o envelhecimento precoce e as doenças cardiovasculares”, explica a nutricionista.
 
Alguns estudos revelam, ainda, que a maca tem um papel importante na função sexual. “Ela contém vitamina C, que é muito importante para a síntese dos hormônios sexuais femininos envolvidos na fertilidade, sexualidade e libido, e vitamina E, que aumenta o fluxo de sangue e a oxigenação dos órgãos sexuais. Isso tudo além do zinco, mineral que atua na produção da testosterona, hormônio essencial para a libido”, conclui Laís. 

iG

Into inicia segundo mutirão de cirurgias de mão deste ano

Rio de Janeiro – O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) começou ontem (9) o segundo mutirão de cirurgias de mão do ano, beneficiando 80 pacientes que sofrem com a síndrome do túnel do carpo. O objetivo da ação é acelerar o atendimento aos pacientes com a doença, que leva à perda progressiva da sensibilidade nas mãos e nos dedos. O trabalho prossegue até sexta-feira (13).
 
A síndrome do túnel de carpo é a maior demanda recebida pelo centro especializado em mão do Into e suas causas podem ser diversas, como doenças reumáticas, diabetes e hipotireoidismo. De acordo com o chefe do Centro de Cirurgia de Mão, Anderson Monteiro, a doença tem maior incidência entre as mulheres com mais de 40 anos, devido à variação hormonal na menopausa.
 
"Em 95% dos casos, o problema atinge os dois punhos, causando a perda progressiva da sensibilidade da ponta dos dedos. Se a doença não for tratada de forma adequada e em tempo hábil, ela pode ocasionar a dormência total e permanente. Por conta disso, há uma alta incidência da pessoa que tem a síndrome de ser afastada do trabalho", informou Monteiro.
 
Ainda de acordo com o médico, o tratamento cirúrgico consiste na liberação do túnel do carpo, que fica localizado na parte anterior dos punhos, por onde passam os tendões flexores dos dedos e o nervo mediano. No primeiro mutirão de cirurgias de mão do ano, em setembro, 100 pacientes

Agência Brasil

Diário Oficial publica suspensão do medicamento Rowatinex para tratamento de cálculos renais

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da importação, comercialização, distribuição e do uso do medicamento Rowatinex em todo o território nacional.
 
De acordo com resolução publicada na edição de ontem(9) do Diário Oficial da União, trata-se de uma medida de interesse sanitário.
 
O produto fabricado pela empresa Rowa Pharmaceuticals - República da Irlanda, e importado por Zenimport Comércio e Importação Ltda, conforme informações do rótulo é usado no tratamento de cálculos renais e não tem registro na agência.
 
A divulgação do medicamento também foi proibido pela Anvisa, que determinou a "apreensão e inutilização de todos os lotes do produto".
 
A resolução entra em vigor nesta segunda-feira.

Agência Brasil