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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Profissionais de saúde vão pra rua cantar autos natalinos

O coral, criado em 2006, faz sua quinta apresentação para o
público nas comemorações natalinas
Coral formado por funcionários de laboratórios do Rio se apresentará nas calçadas do Leblon para celebrar o Natal
 
A rotina de alguns profissionais de saúde vai mudar neste final de ano. Acontece que cerca de 20 colaboradores do laboratório Sérgio Franco e da Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI) trocarão seus jalecos, as baias de atendimento, os telefones e os computadores pelas calçadas do Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro. Dia 20, o Coral Vozes, regido por Renato Rodriguez, fará uma apresentação aberta ao público, em frente ao CID Leblon. No repertório, clássicos como Vamos Festejar o Natal, Depende de Nós, A Paz e Então É Natal, entre outras canções com estilo gospel.
 
O coral, criado em 2006, faz sua quinta apresentação para o público nas comemorações natalinas. Segundo Juliana Erbisti, responsável pelo treinamento e desenvolvimento do grupo, os coristas, que ensaiam uma vez por semana, gostam muito de protagonizar esse espetáculo para a população.
 
“A música é contagiante. Dessa forma, todos participam: as pessoas que passam pela rua param e se emocionam; os motoristas que trafegam pelo local acenam e as janelas dos prédios vizinhos ficam lotadas de espectadores. Ampliar essa missão de cuidado e atenção de uma instituição de saúde é o grande objetivo da ação,” enfatiza.
 
Serviço:
Apresentação do Coral de Vozes Sérgio Franco/CDPI
Data: sexta-feira, 20/12/2013. Horário: 19h.
Local: calçada da Unidade Leblon – Av. Ataulfo de Paiva, 669.
Apresentação gratuita e aberta ao público.
 
Juliana Xavier
Jornalista (21) 7892-8299

Escoliose não é problema apenas de adolescentes

Escoliose não é problema apenas de adolescentes Ruth Gwily/The New York Times
Foto: Ruth Gwily / The New York Times
Cirurgia é recomendada apenas para quem tem sintomas
incapacitantes não aliviados pelos tratamentos não invasivos
Índice da doença deve crescer com o envelhecimento da população
 
Durante uma viagem de família ao Grand Canyon três verões atrás, meu filho Erik, que caminhava atrás de mim, comentou:

—  Mãe, o lado direito do seu quadril é mais alto do que o esquerdo.

— Eu sei — respondi, rapidamente desqualificando a observação.

Porém, ela voltou a me assombrar muitos meses mais tarde, quando tive duas percepções relacionadas: as pernas esquerdas das minhas calças eram todas mais compridas e eu havia encolhido alguns centímetros.

Diagnóstico: escoliose adulta, uma curvatura assimétrica da coluna vertebral que, se não cuidada, poderia vir a me deixar ainda mais baixa e torta, incapacitada por um nervo espinhal pinçado e dependendo de andador para manter o equilíbrio.

Determinada a minimizar mais o encolhimento e evitar dor e lesão ao nervo, marquei consulta com um médico que, após analisar as radiografias da minha coluna disforme, afirmou que os músculos do meu lado direito, onde se encontrava a protusão da coluna, estavam mais desenvolvidos que os da esquerda. Ele prescreveu um exercício de ioga — prancha lateral — para fortalecer os músculos da esquerda e exercer tração suficiente na coluna para a protusão não aumentar ainda mais à direita. O médico sugeriu que o exercício poderia até endireitar um pouco a curvatura.

Venho fazendo esse exercício, em conjunto com dois outros sugeridos por um fisioterapeuta, todos os dias, há oito meses. O fisioterapeuta também sugeriu o uso de calcanheiras no sapato esquerdo para ajudar a nivelar os quadris e ombros. Embora ainda seja muito cedo para saber se houve uma redução significativa da curva espinhal, ela certamente não piorou e, a não ser que meu espelho minta, eu pareço menos torta.

Embora se costume pensar que a escoliose seja um problema de adolescentes, que geralmente precisam de colete ou cirurgia para corrigir a curvatura, o problema é muito mais comum em adultos mais velhos. Segundo um estudo de ortopedistas do Centro Médico Maimonides, no Brooklyn, com 75 voluntários saudáveis com mais de 60 anos, 68% tinham deformidades na coluna que batiam com a definição de escoliose: desvio da curvatura em relação à vertical em mais de 10 graus.

Estudos anteriores relataram a prevalência da escoliose, em adultos mais velhos, de até 32%. Tais análises podem ter incluídos adultos que eram mais jovens do que os do estudo do Brooklyn, cuja média de idade era de 70,5 anos e não sentiam dor nem deficiência ligada ao problema de coluna.

Seja qual for o índice real, a prevalência de escoliose em adultos é alta e estima-se que cresça conforme a população envelhece. A causa mais comum por trás das deformidades da coluna na meia idade ou mais tarde é a degeneração dos discos entre as vértebras e, às vezes, das vértebras em si.

Prevenção e tratamento
Exercícios que fortalecem os músculos do tronco — do abdômen, costas e pélvis — ajudam a dar suporte à coluna e podem reduzir o risco de desenvolver escoliose, além de prevenir ou minimizar os sintomas. Demonstrações de exercícios para o tronco que podem ser feitos em casa, com ou sem auxílio de bola para ginástica, são facilmente encontrados na internet.

Eu sou nadadora e minha fisioterapeuta insistiu para que eu acrescentasse o nado de costas na minha ginástica diária na água, para fortalecer o tronco e os músculos dorsais e dos ombros, impedindo de me inclinar para frente conforme for envelhecendo.

Logo descobri que o nado costas é mais desafiante do que a natação estilo livre e, ao praticá-lo durante metade da minha sessão de 40 minutos na água, perdi peso e fiquei mais forte.

A maioria das pessoas que desenvolve sintomas de escoliose pode ser tratada com medicação comum e exercícios para aumentar a força e a flexibilidade. O uso de colete não é recomendado na escoliose adulta porque pode enfraquecer ainda mais os músculos do tronco.

O tratamento cirúrgico é reservado para quem tem sintomas incapacitantes não aliviados por tratamentos não invasivos. A cirurgia costuma envolver fusão vertebral para aliviar a pressão nos nervos afetados. É mais arriscada em adultos do que nos adolescentes com escoliose, a taxa de complicação é mais elevada e a recuperação, lenta, segundo a Sociedade de Pesquisa da Escoliose.

Todavia, estão havendo avanços no desenvolvimento de medidas menos invasivas, como o uso de substâncias biológicas que estimulam o crescimento do osso em vértebras degeneradas.

Consequências, prevenção e fatores
— Ao contrário da escoliose na juventude, que aflige mais garotas do que garotos, a escoliose adulta afeta homens e mulheres basicamente na mesma proporção

— Alguns tiveram escoliose quando criança, que voltou a progredir gradualmente à medida que a idade avançada cobrou seu preço sobre a coluna. Contudo, a grande maioria dos adultos com escoliose teve colunas normais durante a juventude

— O corpo desalinhado é a consequência menos séria da escoliose. Provoca dor em nádegas, costas ou pernas

— Também causa neuropatia, um distúrbio de sensação e função quando um nervo da coluna é comprimido entre as vértebras. A neuropatia deve ser tratada de imediato para prevenir a morte do nervo e a perda permanente da função

Problemas evitáveis 
— Embora não existam maneiras infalíveis de prevenir todos os casos de escoliose adulta, certos problemas aumentam as chances de ela se desenvolver e são evitáveis. Uma é estar com sobrepeso ou obeso e a outra é fumar

— Uma terceira causa é a falta de condicionamento físico, o que resulta em músculos fracos no tronco

Riscos 
— Entre os fatores de risco estão o desgaste da osteoartrite e da osteoporose, o afinamento e o enfraquecimento dos ossos, que podem fazer as vértebras se quebrarem e se comprimirem de forma desigual

— Quem passa por cirurgia de coluna para remoção de tecido pressionando os nervos às vezes fica com desequilíbrio na coluna. Uma lesão na coluna que deforme as vértebras também pode levar à escoliose

Sintomas
— Geralmente, os adultos não buscam tratamento para a escoliose até apresentarem sintomas. Os mais comuns são dores na região lombar, travamento e torpor, cãibra ou dor lancinante nas pernas

— Quem sofre com o problema costuma se inclinar para a frente tentando aliviar a pressão sobre os nervos afetados

— Pessoas com escoliose podem ainda se inclinar para frente porque perdem a curva natural na lombar

— A postura compensadora, por sua vez, pode prejudicar os músculos na lombar e nas pernas, causando fadiga indevida e dificuldade para realizar tarefas de rotina.
 
The New York Times

Exercícios físicos são aliados no combate à dor nas costas, afirmam especialistas

Exercícios físicos são aliados no combate à dor nas costas, afirmam especialistas Ricardo Duarte/Agencia RBS
Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS
Mesmo atividades físicas simples como a caminhada ajudariam
 para aliviar o sintoma
Prática fortalece a musculatura e reduz o risco de lesões na coluna vertebral
 
A prática de atividade física, mesmo que cause desconforto a quem sofre com a dor lombar, colabora para aliviar o sintoma. É o que indica um recente estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.
 
Na ocasião, 109 pessoas que apresentavam o problema foram divididas em dois grupos: enquanto o primeiro se manteve fisicamente ativo, apesar da dor, o segundo praticou menos exercícios, e somente até o ponto de os mesmos não serem dolorosos.
 
O resultado foi que os pacientes do primeiro grupo se recuperaram muito mais rapidamente e foram diagnosticados como menos propensos a se sentirem deprimidos, apesar de sentirem mais dores durante a prática do exercício.
 
— Se praticada regularmente, a atividade física não só alivia as dores de quem já sofre com a lombalgia, como também previne a dor nas costas em que ainda não a sentiu. O exercício ajuda a fortalecer a musculatura, o que aumenta a sustentação do corpo, diminui o risco de lesões e melhora a postura. Mas para quem é sedentário, é bom tomar cuidado com a intensidade dos exercícios, que deve progredir com o tempo — recomenda o médico neurocirurgião Paulo Porto de Melo.
 
O especialista ainda afirma que o sedentarismo é a principal causa da dor nas costas.
 
— Entre 25 e 30 anos, os discos intervertebrais, que protegem e amortecem o atrito entre as vértebras na coluna, podem começar a apresentar complicações. Esse desgaste ocorre por causa dos maus hábitos, como fumar, carregar excesso de peso e falta de consciência postural, mas, sem dúvida, a falta de atividades físicas é o principal fator hoje em dia — destaca Melo.
 
Ainda de acordo com ele, o mais indicado para quem sofre com a dor lombar é que a prática de exercícios físicos seja de, no mínimo, 30 minutos diários. Entre as atividades mais aconselhadas estão a natação, a caminhada e a corrida leve.
 
— A musculação é uma das grandes dúvidas dos pacientes. Ela não faz mal, mas quem tem lombalgia deve tomar cuidado para não forçar a coluna em flexão ou extensão exagerada. Além disso, o paciente nunca deve erguer pesos em pé, mas sempre o mais próximo possível do corpo e com os joelhos flexionados — orienta o médico.
 
Dicas simples para abandonar o sedentarismo e evitar a dor nas costas
— Prefira subir e descer escadas ao invés de usar o elevador ou a escada rolante;
 
— Deixe o carro na garagem para percorrer pequenas distâncias, como, por exemplo, aquela ida à padaria;
 
— No escritório, tente levantar a cada meia hora e caminhar um pouco pelo ambiete de trabalho - isto ajuda a evitar as dores;
 
— Quem pega ônibus para voltar para casa pode descer uma parada antes e fazer o restante do trajeto a pé;
 
— Pequenas tarefas domésticas, como fazer faxina, levar o cachorro para passear e arrumar a cama colaboram para colocar o corpo em movimento e evitar problemas futuros.

Zero Hora

Especialista dá dicas para cuidar da saúde dos olhos no verão

Especialista dá dicas para cuidar da saúde dos olhos no verão stock.schng/Divulgação
Divulgação
Usar óculos com proteção solar é fundamental para a saúde dos olhos
Excesso de sol pode causar queimaduras oculares
 
Não é somente na pele que a exposição excessiva ao sol pode causar queimaduras. Os olhos também podem ser prejudicados, desencadeando problemas como catarata, degeneração da retina e da mácula, e levar, inclusive, à perda da visão.
 
A exposição ao sol, os banhos no mar ou piscina, com contato com os produtos químicos como o cloro, são fatores que irritam os olhos e predispõem a conjuntivites ou inflamações oculares — alerta a oftalmologista e diretora da Sociedade de Oftalmologia Pediátrica da Latino América, Marcia Beatriz Tartarella.
 
Para a médica, proteger os olhos no verão exige cuidados específicos. Ela elaborou algumas dicas. Confira:
 
— Não é somente na praia ou na piscina que é necessário proteção contra os raios UV. Em qualquer ambiente externo é importante usar óculos com lentes com fator de proteção para a radiação ultravioleta
 
— Mesmo usando óculos escuros, não dispense o uso de chapéus ou bonés. Eles também protegem o rosto e os olhos da radiação ultravioleta
 
— Uma alimentação saudável, com bastante vitaminas A e C, também auxilia na saúde dos olhos. Inclua cenouras, ovos e vegetais verdes nas refeições. Além disso, mantenha boa hidratação, ingerindo bastante água
 
— Cuidado ao aplicar protetores solares na área ao redor dos olhos, pois podem causar irritação química

Zero Hora

Cada vez mais ocidentais recorrem a tratamentos chineses tradicionais

Médico tradicional chinês manipula insumos para preparações
David Gray/Reuters
Médico tradicional chinês manipula insumos para preparações
Durante uma visita a Pequim, há alguns anos, o professor de filosofia e autor americano Stephen P. Asma teve uma gripe. Com sua mulher, que é chinesa, ele foi a um restaurante em busca de um remédio. Dois garçons cortaram o pescoço de uma tartaruga viva, despejaram seu sangue em um copo com uma dose de álcool de cereais e mandaram Asma beber. Ele bebeu.
 
Naquela noite, ele se sentiu melhor. Seria efeito da poção, um remédio popular chinês? Ele não tinha certeza. Mas Asma, treinado nos princípios da prova e da lógica, se dispôs a explorar a fronteira das ciências médicas oriental e ocidental.
 
"Muitos ocidentais zombam da própria ideia de que o sangue de tartaruga possa ter efeitos medicinais", escreveu no "NYT".
 
"Mas essas mesmas pessoas podem beber uma tintura de casca de árvore ou colocar uma compressa de berinjela recomendada pelo doutor Oz para tratar câncer de pele. Estamos vivendo na vasta área cinzenta entre as sangrias e os antibióticos."
 
Mais ocidentais estão recorrendo à medicina chinesa tradicional e a outras práticas de saúde alternativas. Os americanos gastam cerca de US$ 5 bilhões por ano em suplementos fitoterápicos, muitas vezes consumidos sem aconselhamento médico. Mas, escreve Asma, "buscamos alguma validação científica para essas práticas antigas". Distinguir entre ciência e "pseudociência" é o que os filósofos chamam de "problema de demarcação".
 
Enquanto muitas pessoas confirmam a eficácia das terapias alternativas, evidências reais de que elas funcionam são raras.
 
Então que mal há em acreditar em remédios não testados, se eles parecem ajudar?
 
"Ceder um pouco à pseudociência em alguns casos pode ser relativamente inócuo, mas o problema é que fazer isso diminui suas defesas contra ilusões mais perigosas que se baseiam em confusões e falácias semelhantes", segundo Massimo Pigliucci, professor de filosofia na City University de Nova York, e Maarten Boudry, bolsista de pós-doutorado.
 
"Você pode se expor e expor outras pessoas porque suas inclinações pseudocientíficas o levam a aceitar ideias que foram cientificamente reprovadas, como a ideia popular (e preocupante) de que as vacinas causam autismo."
 
Então em quem podemos confiar? Os que acreditam nos rigores da medicina e pesquisa ocidentais foram recentemente lembrados de que nenhuma ciência é perfeita. Um grande estudo que durou cinco anos revisou radicalmente as diretrizes para se tomar estatinas, classe popular de remédios para reduzir o colesterol. Ele foi recebido com grande interesse. As estatinas, concluíram os pesquisadores, beneficiariam um grupo muito maior de pessoas do que se pensava antes, revelação que certamente impulsionou milhões de prescrições das drogas.
 
Apenas alguns dias depois, essas conclusões foram contestadas e a credibilidade das diretrizes ficou arruinada.
 
"Foi uma incompreensão catastrófica de como enfrentar esse tipo de mudança na política pública", disse ao "NYT" o doutor Steven Nissen, cardiologista da Cleveland Clinic. "Haverá uma grande reação."
 
Sobre sua própria saúde, Asma diz que é um "devoto da verdade pragmática falível".
"Apostamos em tratamentos de saúde", escreveu.
 
"Apostamos no maior número possível de opções; um pouco de acupuntura, um pouco de ibuprofeno, um pouco de sangue de tartaruga. Jogue cartas (ou remédios) suficientes e um dia a sorte cruzará o seu caminho."
 
The New York Times