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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Cochilo depois do almoço favorece a memória e o coração

Cochilo hora do almoço
Bastam apenas 15 minutos para que o seu organismo se beneficie com a soneca
 
Em casa, ele já reinava absoluto. Nas empresas e escritórios, além de liberado tem virado febre mundial. Se para alguns o cochilo (aqueles poucos minutos de sono) não faz a menor diferença ou é sinônimo de preguiça, para a maioria é tão valioso que revigora o corpo e fortalece a memória.

O fato foi recentemente comprovado por pesquisadores da Universidade de Berkeley, na Califórnia (EUA), após testes feitos com 39 jovens saudáveis. Os participantes tinham que decorar cem nomes e rostos na hora do almoço. Em seguida, uma parte deles era liberado para dormir.

Às 18h, o grupo voltava e precisava decorar outros cem nomes e rostos. A conclusão do estudo foi de que os 20 jovens que tiraram uma soneca apresentaram desempenho 10% melhor na tarefa, o que apontou para um melhor funcionamento do cérebro após a soneca.

Mas será que todo o organismo se beneficia com o cochilo após a hora do almoço? O MinhaVida conversou com os especialistas em sono, o pneumologista Denis Martinez, e o neurologista Shigueo Yonekura, do Instituto de Medicina e Sono, que mostram por que o cochilo faz bem para o corpo e para a mente 
 
Almoço: horário nobre do cochilo
Ao contrário do que muita gente pensa, o sono que bate logo depois do almoço não é conseqüência da ação da alimentação no organismo e sim, um instinto natural do nosso organismo, que reage assim quando nossas reservas de energia caem.

"Fomos nos adaptando a correria dos tempos modernos e deixando de cochilar na hora do almoço, mas a sesta é tradicional em muitos países (principalmente nos países europeus) até hoje, por ser uma necessidade biológica do ser humano já que por volta deste horário, as reservas de ATP e glicogênio que nos dão energia sofrem uma baixa", explica Denis Martinez. "Nestes casos, o cochilo não indica nenhum tipo de distúrbio e não interfere na qualidade de sono à noite", afirma. 
 
Mas e o papel da comida nesta história então?
Ela deixa nosso organismo um pouco mais lento já que o processo de digestão requer certo gasto energético para se concretizar, porém, este gasto é praticamente insignificante, o que explica a pouca relação da ingestão de alimentos e o sono na hora do almoço: "juntando a baixa de energia natural e biológica que sofremos na hora do almoço, com a pequena moleza típica da digestão, ficamos mais sonolentos, mas o processo digestivo interfere muito pouco na sonolência que sentimos", explica Denis Martinez.
 
Insônia
Noites mal dormidas x cochilos constantes
Se por um lado o sono na hora do almoço é um processo natural e biológico, por outro, sua recorrência em outros períodos do dia de forma intensa, pode ser sinal de que você tem algum distúrbio do sono.

Em geral, pessoas que se sentem sonolentas ao longo do dia ou não se sentem descansadas depois da soneca, sofrem de insônia, apneia do sono ou algum distúrbio do sono, e como não conseguem repor a energia de forma suficiente durante a noite e até mesmo depois de um cochilo, continuam sonolentas.

"Quando isso acontece, o ideal é procurar um especialista e identificar o distúrbio, para manter a qualidade de seu sono e evitar o estado de soneca constante. Tem gente que acha que o cochilo atrapalha o sono à noite e na verdade não é assim que funciona. Muitas vezes, um simples e gostoso cochilo não atrapalha o sono, mas é um indício de que ele já não vai bem", explica Denis. 
 
30 minutos depois, você já está pronto para outra!
Se já está comprovado que 15 minutos são suficientes para deixar nosso corpo em ordem, a média de tempo que levamos para voltar ao estado normal depois do cochilo ainda é bastante discutível:

"Alguns especialistas acreditam que apenas cinco minutos já são suficientes para a pessoa voltar a ativa numa boa depois do cochilo, já outros, explicam que este tempo depende da duração do cochilo.
 
Se a pessoa cochilou mais de 20 minutos, deve demorar cerca de uma hora e meia para voltar ao normal. Acredito que uma média razoável são 30 minutos após a soneca", explica Denis.  
 
Haja memória!
A parte do cérebro que mais trabalha ao longo do dia é exatamente a que está ligada a memória. Quando não dormimos bem, ela reflete o nosso cansaço, e é por isso, que em geral, pessoas sonolentas não conseguem focar sua atenção e muito menos se lembrar de algo.

O sono funciona para nós seres humanos como um repositor de energia. Durante a noite, enquanto dormimos, repomos nossas energias através da produção de ATP e glicogênio, que abastecem nosso organismo para o dia seguinte: "se a pessoa não dorme, se sente muito mais cansada e desatenta porque está com suas reservas de glicogênio e ATP em baixa. Quando cochilamos por cerca de 15 a 20 minutos, conseguimos ativar este mecanismo de forma a repor parte das energias perdidas ou que não foram repostas durante a noite", explica Denis.  
 
Memória e concentração: além do cansaço e da irritabilidade, a pessoa que sofre de insônia também apresenta dificuldades de concentração e memorização de fatos recentes.

Para Shigueo Yonekura, isso acontece porque interrompemos um processo natural de memorização e aprendizado. "É durante o sono que gravamos o que aprendemos ao longo do dia. Se o sono falha, a memória e a concentração ficam prejudicadas", diz. 
 
15 minutinhos que valem ouro
Se você é do tipo que acha sinal de preguiça tirar uma sonequinha na hora do almoço, preste atenção em alguns dos benefícios que ela traz a saúde:

-Fortalece a memória

-Diminui os riscos de ataques cardíacos

-Confere mais disposição e energia

- Aumenta a concentração, reduzindo acidente

- Aumenta a sua produtividade no trabalho 
 
Consequências para a saúde de quem não dorme bem
-Obesidade: "durante a noite produzimos a leptina, um inibidor natural de apetite. Quando não dormimos, cai a produção deste hormônio e a pessoa fica mais propensa a ganhar peso", explica Shigueo.

-Envelhecimento precoce e dificuldade de crescimento: Shigueo explica que é também durante o sono que produzimos o GH, hormônio do crescimento, responsável pelo crescimento do nosso corpo e pela elasticidade da nossa pele.

-Baixa de testosterona: outra consequência da insônia, para os homens, é a baixa da produção de testosterona, diminuindo a libido. "É durante o sono que repomos muitos de nossos hormônios, se dormimos mal, deixamos de produzi-los de maneira natural", finaliza Shigueo.   
 
Minha Vida

Insônia infantil é normal ou merece mais atenção?

Veja quando o problema é corriqueiro e como você pode resolvê-lo
 
Por Dr. Moisés Chencinski
 
Dormir. Repousar. Recuperar energias. Crescer. E quando isso não acontece de forma adequada com a gente? Ou pior... E quando isso não acontece de forma esperada com nossos filhos?
 
Não há como negar que um dia ruim começa mesmo por uma noite mal dormida. E a insônia, que é uma situação que pode afetar tanto adultos quanto crianças, pode ser tanto o demorar para adormecer quanto ter o sono interrompido por qualquer razão, com dificuldade de adormecer novamente. 
 
Quando falamos em crianças, cada idade pode ter algum fator que interfere no sono de uma criança: desde as cólicas, os gases e o refluxo ácido de bebês; além dos quadros febris, questões emocionais (nascimento de um irmãozinho, entrada na escola), ansiedade, depressão, falta de rotina, mudança no dia a dia (em uma viagem, por exemplo). 
 
O pediatra é um profissional que acompanha a saúde da criança e suas alterações. E qualquer mudança sempre deve ser comunicada a ele, até para que ele possa utilizar as informações para uma melhor orientação dos pais e da família. Muitos mitos não são esclarecidos por serem de "conhecimento público" e os pais, imaginando que são situações corriqueiras, não informam o pediatra. 
 
 É como os pais acharem, por exemplo, que para fazer a criança dormir melhor à noite, é importante cansá-la bem durante o dia e assim, antes de ela ir dormir, é bom que ela corra bastante. E se essas são situações que se não forem discutidas com o pediatra podem se perpetuar e causar transtornos importantes no sono da criança.
 
Mas quando a insônia merece atenção especial?
As situações mais importantes são as que estão relacionadas a transtornos ou mudanças da rotina da criança. Falta de atenção, muita irritabilidade, apneias de sono, falta ou excesso de apetite, cansaço excessivo estão entre as questões que merecem uma atenção mais especial. 
 
Uma falta de rotina na hora de dormir pode fazer com que crianças que já frequentam escolinha (ou escola) durmam muito tarde, acordem muito tarde e não tenham tempo de tomar café ou de almoçar em um prazo adequado. Assim, a queixa que traz essas crianças ao pediatra é: "Meu filho não come", quando na verdade deveria ser "Meu filho não dorme".
 
Estudos mostram que crianças com TV no quarto têm mais dificuldade em adormecer. Assim, não é interessante que crianças tenham equipamentos que possam distrair sua atenção no quarto de dormir, como TV, DVD, computadores, videogames... Há que se ter uma recomendação quanto ao tempo gasto com esse tipo de atividade diariamente, recomendada para um máximo de 2 horas ao dia (somando tudo). 
 
Até os 3 anos de idade, em média, a soneca do dia é fundamental para o sono noturno adequado das crianças durante a noite. Mas é importante ter atenção para que essas sonecas não ocorram após as 16 horas. Isso pode fazer com que a criança possa não ter sono em um horário adequado. 
 
Buscando soluções
Para começar a tentar resolver a insônia, o ideal é impor uma rotina, é tudo o que uma criança precisa. Respeitar seu ritmo, principalmente. Se quando mudamos para o horário de verão, uma hora mais cedo ou mais tarde já faz uma diferença enorme para nós, imagine para uma criança. 
 
Questões como jantar não muito pesado, evitando-se café, chás escuros e refrigerantes tipo cola - que na realidade devem ser evitados mesmo sem essa questão do sono, não é? O leite, pela presença de triptofano, favorece o sono também. 
 
Um banho morno, uma diminuição de ritmo, um ambiente favorável, acolhedor, pouca luz, pouco barulho, uma historinha contada pelos pais... Tudo isso pode fazer milagres nessa hora. E se nada disso resolver, conversar com o pediatra sobre isso é o caminho a seguir. 
 
Minha Vida

Só uma em cada três pessoas lê a tabela nutricional dos restaurantes

supermercado - Foto Getty ImagesAqueles que analisam informações fazem escolhas mais saudáveis, diz estudo
 
Muitas redes de fast food e restaurantes estão divulgando as calorias de outras informações nutricionais de seus alimentos - entretanto, um estudo sugere que apenas uma em cada três pessoas se interessa por ler essa informação. O trabalho foi desenvolvido pelo National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion, do Centers for Disease Control and Prevention, localizado na Georgia (EUA).

A equipe analisou 4.363 pessoas, que responderam questionários sobre seus hábitos em restaurantes, incluindo a leitura das informações nutricionais. Para aqueles que liam as tabelas, foi perguntado se eles levavam aquela informação em conta.

Mais da metade dos entrevistados disseram ter feito refeições em fast food ou restaurantes menos de uma vez por semana, enquanto 10% relataram ir três ou mais vezes por semana e outros 10% disseram que nunca frequentavam restaurantes, mostram os resultados publicados dia 20 de novembro no Journal of Public Health.

A boa notícia é que aqueles consumidores que se preocupam com as informações nutricionais acabam por fazer escolhas mais saudáveis e inteligentes. Das 36% pessoas que viram a informação de calorias em restaurantes pararam para analisá-la. Destes, 95% relataram usar as informações pelo menos às vezes. Os entrevistados que foram para a cadeia de fast food e restaurantes três ou mais vezes por semana eram menos propensos a ler contagens de calorias do que aqueles que foram menos frequentemente. As mulheres eram mais propensas a ler as tabelas do que os homens.

Os autores afirmam que é importante observar as informações calóricas dos alimentos dos restaurantes antes de escolher, para fazer escolhas mais saudáveis. Segundo eles, pessoas que comem nos restaurantes com mais frequência tendem a ignorar essas tabelas, ingerindo alimentos mais calóricos - e essas deveriam ser as mais beneficiadas.

Traduza os rótulos e escolha bem os alimentos
Colesterol, gordura trans, carboidratos, proteínas... já foi o tempo em que ir ao supermercado era uma coisinha simples, acomodada entre uma atividade e outra. Escolher bem os alimentos que bom! é uma preocupação cada vez mais comum. Mas a tarefa leva tempo e requer preparo. Ei, mas nada de torcer o nariz.
 
A nutricionista do Minha Vida, Roberta Stella, encarou a missão de traduzir o que está por trás da maioria dos rótulos existentes por aí, incluindo aqueles mais complicados e cheios de palavras difíceis. A seguir, ela destrinça tudo (tu-di-nho mesmo) sobre os principais conceitos que precisam estar na ponta da língua de qualquer pessoa interessada em manter a alimentação saudável e o peso em dia.
 
supermercado - Foto Getty ImagesCalorias
Nos alimentos, a unidade correta a ser usada é quilocalorias (kcal. No dia a dia, o nome foi substituído simplesmente por calorias. Os nutrientes que fornecem energia para o corpo são três, denominados macronutrientes: carboidratos (4 kcal/g), proteínas (4 kcal/g) e as gorduras (9 kcal/g). 
                   
carboidratos - Foto Getty ImagesCarboidratos
Eles são a primeira fonte de energia para o organismo e não devem jamais ser cortados da alimentação. São de três tipos: monossacarídeos (frutose, glicose e galactose), dissacarídeos (sacarose, maltose e lactose) e polissacarídeos (amido, dextrina, celulose e glicogênio).

Não existe alimentação saudável sem frutas, legumes, verduras e grãos integrais, todos exemplos de carboidratos. Mas, cuidado: evite os açúcares simples ou refinados, porque eles fornecem muita energia sem uma variedade de nutrientes importante para o bom funcionamento do organismo. De toda a quantidade de calorias ingeridas no dia, de 50 a 60% devem vir dos carboidratos.
 
Proteínas - Foto Getty ImagesProteínas
São os nutrientes envolvidos com a formação de células, enzimas e hormônios, daí sua denominação de construtores. São fontes de substâncias que nosso organismo não produz, conhecidas por aminoácidos essenciais.

Por isso, alimentos ricos em proteínas devem fazer parte do cardápio diário , explica a especialista do Dieta e Saúde. Os alimentos fontes de proteínas são os de origem animal (carnes, leites) e alguns de origem vegetal (leguminosas, como soja e feijão). De toda a quantidade de calorias ingeridas no dia, de 15 a 20% devem vir das proteínas.
 
supermercado - Foto Getty ImagesGordura Trans
Desde 31 de julho de 2006, as empresas são obrigadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a indicar, no rótulo dos alimentos, a quantidade de gordura trans. Trata-se de um tipo de nutriente originado na gordura vegetal (que, naturalmente, é insaturada e não prejudica a saúde). Para a gordura vegetal dar sabor, forma e textura aos alimentos industrializados, ela passa por um processo denominado hidrogenação (daí o termo gordura hidrogenada).

Nesse momento, a gordura que era líquida e insaturada passa a ser sólida e saturada, trazendo riscos quando consumida em grandes quantidades. Bolos e tortas industrializadas, biscoitos salgados, biscoitos recheados, pratos congelados, sorvetes cremosos e margarinas incluem essa gordura em suas receitas.

Ainda não existe uma recomendação de quantidade de gordura trans para a dieta, mas sugerimos o consumo de, no máximo, 2 gramas por dia , afirma Roberta.
 
cebola frita - Foto Getty ImagesGordura saturada
Sólida em temperatura ambiente e, assim como a gordura trans, está relacionada com o aumento do colesterol ruim. Consequentemente, o excesso dela é fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Os alimentos de origem animal são a principal fonte de gorduras saturadas. Mas os óleos de coco e de dendê (origem vegetal) também fornecem esse tipo de gordura.
 
colesterol - Foto Getty ImagesColesterol
O colesterol é um tipo de gordura, importante para o organismo, pois está envolvido na produção de hormônios sexuais e das glândulas suprarrenais, na formação da membrana celular e da bile, usada na digestão das gorduras.

O corpo obtém o colesterol de duas maneiras: o próprio organismo produz, no fígado, e a partir das refeições. Mas somente os alimentos de origem animal contêm colesterol, explica Roberta Stella. Todos os tipos de carnes, leite e derivados, por exemplo. Bacon, vísceras, embutidos e gema de ovo são campeões em quantidade de mau colesterol, cuja ingestão diária não deve ultrapassar 300mg.
 
cereal com framboesas - Foto Getty ImagesFibras
É um termo genérico para várias substâncias que não são absorvidas pelo organismo durante a digestão dos alimentos. Há dois tipos de fibras: as solúveis e as insolúveis.

As fibras solúveis, durante o processo de digestão, absorvem água e formam um gel, ajudando na redução dos níveis de colesterol ruim no sangue. Já as fibras insolúveis estão relacionadas com a melhora do funcionamento intestinal e com a prevenção de câncer do cólon e reto.

Os alimentos ricos em fibras são as frutas, os grãos integrais, as leguminosas, os legumes e verduras. A quantidade de fibra recomendada por dia é de 30 gramas.
 
mulher escrevendo - Foto Getty ImagesAnote as dicas
O ganho de peso acontece devido ao consumo excessivo de calorias não gastas durante o dia. Assim, as calorias excedentes serão depositadas no corpo na forma de gordura.

Entretanto, a recomendação é que todos os nutrientes sejam distribuídos entre todas as refeições do dia. Se você não conhece a composição dos alimentos, é fácil: varie. Inclua no seu cardápio alimentos de origem animal (carnes e leites), vegetais (cereais, frutas, legumes e verduras) e faça pequenos lanches entre essas refeições.

Assim, você terá uma variedade de alimentos e evitará o acúmulo de um determinado nutriente. 
 
Minha Vida

Falta de vitamina D causa problemas físicos e cognitivos

Falta desse nutriente causa fraturas, depressão e dor nos músculos
 
Por Dra. Juliana M. Korth
 
Segundo estudos recentemente publicado nos Estados Unidos, cerca de 10% da população de países desenvolvidos ou em desenvolvimento possui deficiência de vitamina D. Esta deficiência eleva em aproximadamente quatro vezes as chances de quedas, fraturas ósseas, sintomas depressivos, câncer de cólon e problemas cognitivos (de memória e da capacidade de raciocínio).

A vitamina D protege o fluxo sanguíneo e limpa o organismo de toxinas, incluindo as proteínas amilóides associadas à doença de Alzheimer, promovendo um melhor funcionamento do organismo como um todo. A grande maioria das pessoas deficientes em vitamina D apenas irão apresentar sintomas na idade adulta, sobretudo na terceira idade (a partir dos 65 anos). Por isso, tomar cuidado com a falta desse nutriente vital para o nosso organismo é importante desde a juventude. 
 

 
Um exame simples de sangue ( 25OH Vit. D3) detecta os níveis de vitamina D e deve ser solicitado por um médico experiente sobretudo na presença de sinais e sintomas de carência desse nutriente. As queixas mais comuns são dores ósseas (latejamento/desconforto) na coluna lombar, quadril e pernas e dor e fraqueza na musculatura dos braços. Existe também um risco aumentado de quedas e osteoporose. Muitos pacientes também se queixam de fraqueza e desânimo. 
 
Fatores de risco associados à deficiência de vitamina D
  • Idade superior a 65 anos
  • Pele negra
  • Insuficiente exposição à luz solar
  • Medicamentos (anticonvulsivantes e corticóides)
  • A obesidade (índice de massa corporal superior a 30)
  • Falta de atividade física
 
Benefícios da suplementação de vitamina D
Ao certificar-se de que está ingerindo quantidades diárias recomendadas à sua faixa etária, você está prevenindo problemas futuros de quedas, osteoporose, fraturas e doenças cardiovasculares (infarto, trombose e derrame cerebral).

Outros benefícios são a melhora da capacidade física (aumento da disposição e do ânimo) e uma menor chance apresentar problemas cognitivos (demência senil e Mal de Alzheimer) na terceira idade, a prevenção do câncer de cólon e de sintomas depressivos. 
 
Alimentos ricos em Vitamina D
Óleo de peixe - 400 miligramas por colher de chá.
Gema de ovo - 20 miligramas por unidade
Salmão fresco -100 a 250 miligramas por 100 gramas.
Sardinha e atum - 200-300 miligramas por 100 gramas
Leite de soja - 200 miligramas (um copo ) 
 
Prevenção e tratamento
Para prevenir a deficiência de vitamina D em pessoas com exposição solar inadequada, recomenda-se uma dieta rica em vitamina D que varia conforme a faixa etária. O tratamento da deficiência consiste em suplementação oral por cerca de oito semanas.

-Bebês- 400 miligramas
-Crianças e Adolescentes 400 miligramas
-Adultos com menos de 51 anos 400 miligramas
-Maiores de 51 anos 600 miligramas
 
Minha Vida

Justiça proíbe a venda de andadores infantis em todo o país

andador (Foto: reproducao)
Foto: TV Globo/Reprodução
Andador
Decisão de juíza do RS atende ação da Sociedade Brasileira de Pediatria.  Associação de fabricantes diz que vai recorrer da decisão
 
Uma liminar da Justiça de Passo Fundo (RS) determinou a proibição da comercialização de andadores infantis em todo o país. Na decisão, a juíza Lizandra Cericato Villarroel destaca que nenhuma das marcas comercializadas estão dentro das normas do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e que "a natureza do produto se destina a bebês e crianças na fase de aprendizagem do ato de caminhar, portanto, em situação biológica de vulnerabilidade potencializada".
 
A decisão é em primeira instância e ainda cabe recurso. Os fabricantes dizem que vão recorrer.
 
Segundo a decisão, a empresa que não cumprir a determinação será multada em R$ 5 mil por dia.
 
A proibição do RS atende a uma solicitação de ação civil pública da Associação Carazinhense de Defesa do Consumidor, por solicitação do pediatra Rui Locatelli Wolf, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). No início do ano, uma campanha iniciada pela SBP foi lançada para coibir no país o uso do andador de bebês, com o objetivo de aumentar a proteção de crianças contra acidentes que, segundo os pediatras, podem ser ocasionados pelo uso do equipamento.
 
O andador infantil é um aparelho usado para ajusar bebês no aprendizado de andar. Compõe-se de estruturas rígidas, de formato variado – normalmente circulares –, dentro das quais fica o bebê, preso à estrutura por meio de tiras ou similares. A parte superior é construída de maneira a proporcionar apoio à criança, ao passo que a parte inferior é aberta ou mais larga, permitindo o movimento das pernas e dos pés. Um conjunto de rodas presas à estrutura possibilita o deslocamento do aparelho em diferentes direções.
 
O produto, que segundo os fabricantes proporciona "liberdade" a bebês com idade entre 6 e 15 meses, que ainda não andam sozinhos, é considerado "perigoso" por especialistas. Eles alertam para o risco de acidentes e traumatismos decorrentes da queda de crianças em escadas, ou mesmo queimaduras, já que dentro deles os bebês podem encostar em superfícies quentes.
 
Segundo o pediatra Danilo Blank, membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP, o andador também pode retardar a atividade muscular da criança, "que fica pendurada, sem mexer a perna ou as articulações". "É um instrumento que não tem benefício e oferece risco grave de traumatismo", explicou o médico.
 
Fabricantes vão recorrer
O presidente da Associação Brasileira de Produtos Infantis (Abrapur), Synesio Batista da Costa, critica a decisão judicial e afirma que os fabricantes vão entrar com recurso. Ele considera a determinação "emocional" e ressalta que o andador infantil é usado no mundo todo.
 
"Nem os europeus, que são muito certificadores, proibiram o uso", afirmou. O Canadá é o único país onde os andadores são proibidos.
 
Costa destacou que no Brasil são vendidos, em média, 2 milhões de andadores por ano, e que é de responsabilidade dos pais usar o equipamento corretamente. "Acidentes com crianças acontecem sempre por falta de cuidado das mães. Andador não é para descer escada, é para andar em espaço doméstico sob supervisão de um adulto."
 
Em julho, o Inmetro avaliou dez marcas de andadores disponíveis no mercado. Todas foram reprovadas pelo órgão. Em agosto, o Inmetro anunciou que vai fazer uma certificação compulsória dos equipamentos. Segundo o órgão, de todos os relatos feitos sobre a categoria de "produtos infantis", 9,3% são relacionados a andadores.
 
"Ainda não existe uma norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) relacionada aos andadores infantis", destacou Costa. Ele afirmou, ainda, que a decisão da juíza não considera os equipamentos importados. "Trabalhamos para crianças, temos de fazer produtos cada vez mais seguros."
 
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