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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Estudo sugere que leitura excessiva sobre tragédias pode traumatizar

Imagem de fotógrafo amador mostra pânico logo após explosão durante Maratona de Boston.  (Foto: Ben Thorndike / AP Photo)
Foto: Ben Thorndike / AP Photo
Imagem de fotógrafo amador mostra pânico logo após explosão
durante Maratona de Boston
Cientistas analisaram quem buscou notícias sobre a Maratona de Boston.Trauma em quem leu foi pior do que naquele que viveu incidente
 
Depois dos atentados na maratona de Boston, pessoas que passaram seis horas ou mais por dia vasculhando a mídia em busca de atualizações sobre o ataque ficaram mais traumatizadas do que aquelas que estavam no local, sugere um estudo publicado nesta semana na revista da Academia Americana de Ciências, a "PNAS".
 
A pesquisa levantou questões sobre o impacto psicológico da exposição repetida à violência através da mídia digital e tradicional no primeiro grande ataque terrorista em solo americano depois de 11 de setembro de 2001.
 
As descobertas se basearam em uma consulta com 4.675 adultos americanos, feita logo após os mortais ataques de 15 de abril e à frenética caçada humana de cinco dias que se seguiu e após a qual um suspeito, Tamerlan Tsarnaev, foi morto, e seu irmão, Dzhokhar, foi preso.
 
Dzhokhar Tsarnaev é acusado de plantar bombas caseiras feitas com panelas de pressão na linha de chegada da maratona, matando três pessoas e ferindo 260, algumas das quais tiveram pernas e braços arrancados pelo impacto das explosões.
 
Muitas das imagens mais sangrentas foram cortadas ou editadas pelos grandes veículos, mas fotos e vídeos sem edição, feitos por testemunhas, circularam amplamente no Twitter, YouTube, Facebook e outras mídias sociais, explicou a co-autora do estudo, Roxane Cohen Silver.
 
"O chocante foi o impacto desta exposição à mídia mesmo até mesmo nas pessoas que não conheciam ninguém e que não estavam lá naquele dia", declarou Silver, professora de psicologia da Universidade da Califórnia em Irvine. "A exposição à mídia foi um indício de reação aguda ao estresse mais forte do que ter estado lá", continuou.
 
Ápice do estresse
A reação aguda ao estresse é definida como um conjunto de sintomas, que inclui pensamentos invasivos e repetitivos, flashbacks, sentimento de estar no limite ou hipervigilância e tentativa de evitar a lembrança do evento.
 
De duas a quatro semanas após os ataques, os estudiosos perguntaram às pessoas que participaram da consulta sobre seu consumo de mídia na semana que se seguiu ao atentado e seus sintomas de estresse psicológico.
 
As pessoas que estiveram no local ou que conheciam alguém que estava eram mais propensas a experimentar sinais de estresse agudo do que as pessoas que não estiveram lá e também mais propensas a assistir mais a notícias sobre os ataques, revelou o estudo.
 
Mas um indicador mais forte ainda de estresse psicológico foi se uma pessoa assistiu ou leu mais de seis horas ou mais por dia sobre os ataques, disse Silver. "Não é que a exposição direta não tenha sido importante, mas mais do que ter estado lá, a exposição à mídia foi um indicador até mesmo mais forte de reação aguda ao estresse", afirmou.
 
Ao comparar as pessoas que viram notícias sobre o atentado durante uma hora e meia e aqueles que consumiram seis horas ou mais, este último grupo demonstrou ser nove vezes mais propenso a apresentar estresse agudo, destacou o estudo.
 
Silver disse que o consumo midiático médio das pessoas que participaram do estudo foi de 4,7 horas por dia e incluiu, tipicamente, navegar por mídias sociais, assistir a vídeos sobre os ataques, ler novas matérias e assistir a noticiários na televisão.
 
Discussão sobre divulgação de imagens
Bruce Shapiro, diretor-executivo do Centro Dart para Jornalismo e Trauma, da Universidade de Columbia, disse que as descobertas do estudo levantam importantes questões éticas para as empresas noticiosas.
 
No entanto, ele indicou que o estresse agudo visto no curto prazo não é necessariamente um indicador de distúrbio de estresse pós-traumático (PTSD, na sigla em inglês). "É preciso fazer mais estudos antes que saibamos se o aumento de sintomas de estresse agudo nas pessoas se torna ou alimenta o dano psicológico de longo prazo", disse Shapiro.
 
"Não vira PTSD até que os problemas característicos permaneçam por mais de seis semanas e interfiram de alguma forma significativa na vida das pessoas", declarou.
 
Silver disse que a mídia moderna tornou mais fácil do que nunca que as pessoas acessem imagens que podem ser perturbadoras, especialmente se vistas repetidamente, e a nova paisagem digital permite com frequência que o indivíduo decida olhar ou não. "As pessoas deveriam se conscientizar de que não há benefício psicológico na exposição repetida a imagens de horror", concluiu.
 
G1

Games 'ativos' ajudam a controlar diabetes, diz estudo

Pacientes que participaram da pesquisa conseguiram diminuir os níveis de glicose no sangue (Foto: PA/BBC)
Foto: PA/BBC
Pacientes que participaram da pesquisa conseguiram diminuir os
 níveis de glicose no sangue
Pesquisa observou redução de níveis de glicose em voluntários que se exercitavam com Nintendo Wii Fit
 
Um teste clínico indicou que jogar jogos de computador que requerem movimento pode ajudar pessoas com diabetes tipo 2 a controlar melhor o nível de açúcar no sangue.
 
Pesquisadores alemães recrutaram 220 pacientes diabéticos para o estudo e pediu que metade deles usassem o jogo de Nintendo Wii Fit Plus.
 
Os jogadores não só perderam peso como também conseguiram diminuir os níveis de glicose. Quando o outro grupo passou a jogar o Wii Fit eles apresentaram benefícios bastante similares, segundo a publicação científica BMC Endocrine Disorder.
 
Especialistas disseram que qualquer forma de exercício pode ser benéfica, mas reforçou que algumas atividades oferecem maiores benefícios que outras.
 
Alternativa
Se manter ativo é particularmente importante para pessoas com diabetes. Ajuda o corpo a processar insulina de forma mais eficaz, assim como ajuda a manter a forma e um peso saudável.
 
Para alguns, fazer exercício e seguir uma dieta saudável pode ser suficiente para manter a diabetes controlada.
 
Stephan Martin e seus colegas do Centro para Diabetes e Saúde da Alemanha Ocidental, responsáveis pelo estudo, dizem que jogos de computador que focam na prática de exercício oferecem uma alternativa para manter pessoas fisicamente ativas.
 
Mas eles também observaram que fazer com que as pessoas permaneçam fiéis à prática através dos jogos pode ser difícil - um terço dos participantes do estudo abandonaram a pesquisa.
 
Aqueles que permaneceram viram melhoras significativas no HbA1c, uma medida de controle do açúcar. E eles relataram melhorias no bem-estar e na qualidade de vida.
 
Mais pesquisas
Richard Elliott, da entidade filantrópica Diabetes UK, disse: 'Atividade física e uma dieta saudável balanceada, junto com os medicamentos necessários prescritos pelo médico, podem ajudar pessoas com diabetes tipo 2 a controlar sua condição e minimizar os riscos de complicações relacionadas à diabetes ao longo dos anos'.
 
"Para tornar o exercício físico parte da rotina diária é importante encontrar uma maneira que funcione pra você e seja algo agradável, o que tornará mais fácil se manter ativo a longo prazo."
 
"Jogos de computador que promovem um estilo de vida saudável podem ser uma maneira de alcançar isso, mas diferentes formas de atividades física podem funcionar melhor para diferentes pessoas."
 
Elliott reforçou que "mais pesquisas serão necessárias para identificar se a longo prazo os efeitos desses jogos se comparam com outras abordagens."

G1

Litoral de São Paulo tem mais de 5 casos de dengue por hora

Santos é a cidade do litoral com o maior número absoluto de casos no ano, com 9.782 registros no período avaliado
 
As cidades do litoral paulista estão vivendo uma explosão do número de casos de dengue. Segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, de 1.º de janeiro a 7 de outubro deste ano, último dado disponível no site do órgão, as 16 cidades da região litorânea registraram 36.990 casos da doença (mais de 5 por hora, em média).
 
Em todo o ano passado, o número de registros foi de apenas 1.471 (média de 4 por dia). O aumento é equivalente a 2.400%. Conforme os dados do Centro de Vigilância Epidemiológica, Santos é a cidade do litoral com o maior número absoluto de casos no ano, com 9.782 registros no período avaliado. No ano passado, o município da Baixada Santista havia registrado um só caso da doença.
 
Em seguida, na segunda colocação, aparece Praia Grande, com 9.343 pessoas infectadas. Em todo o ano de 2012, o município havia relatado 66 registros da doença.
 
Epidemia
Nenhum representante da prefeitura de Santos foi localizado até as 21h30 dessa segunda-feira (9), para comentar os dados. Já a prefeitura de Praia Grande informou, por meio da assessoria de imprensa, que a Secretaria de Estado da Saúde já havia alertado sobre o caráter epidêmico da infecção em 2013.
 
De acordo com a prefeitura, os agentes municipais têm realizado ações contra a doença em todos os bairros de Praia Grande, incluindo medidas preventivas, como campanhas educativas em locais de grande circulação e ações de combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti nas residências, borracharias e cemitérios.
 
A prefeitura de Praia Grande informou ainda que investiu em equipamentos de combate à dengue, como máquinas para nebulização e roupas especiais para os agentes, além de quatro novos veículos.
 
A gestão afirma que, apesar dos investimentos realizados, o trabalho dos agentes está sendo dificultado pelo grande número de casas de veraneio na cidade - que ficam fechadas por muito tempo - e pela resistência de alguns moradores em deixar os funcionários da prefeitura entrarem nas residências.
 
Estado
Considerando os dados de todo o Estado de São Paulo, o aumento do número de casos de dengue entre 2012 e 2013 foi de 805%. Neste ano, até 7 de outubro, o Estado registrou 198.897 casos, ante 21.967 em todo o ano de 2012.
 
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo não informou quantas pessoas já morreram neste ano em decorrência da doença nas cidades paulistas. No mês passado, levantamento do Ministério da Saúde mostrou que 157 municípios do País estão em situação de risco para a dengue.
 
O conceito é aplicado quando mais de 4% dos imóveis pesquisados na cidade apresentaram larvas do mosquito Aedes aegypti. Outros 523 municípios foram colocados em alerta, por ter entre 1% e 3,9% de imóveis com larvas.
 
Agência Estado

Confira novo manual da ONA para 2014

Entre as melhorias estão a formulação mais apurada de padrões e requisitos, com seções e subseções mais objetivas Entre as melhorias estão a formulação mais apurada de padrões e requisitos, com seções e subseções mais objetivas

O Manual Brasileiro de Acreditação das Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde – versão 2014, da Organização Nacional de Acreditação (ONA), traz melhorias, entre elas: a formulação mais apurada de padrões e requisitos, com seções e subseções mais claras e objetivas.

O novo manual incorpora também conceitos emitidos pela OMS, como a taxonomia utilizada internacionalmente e as diretrizes para a segurança do paciente, a partir de um processo constante de identificação e gestão de risco que permita seu controle contínuo. Segundo a ONA, os avanços obtidos contribuíram para que o manual recebesse a certificação internacional da ISQua em agosto último.

As seções do manual agora são cinco: Gestão e Liderança, que ganhou mais uma subseção, passando de cinco para seis, com a incorporação da estrutura fisico-funcional; Atenção ao Paciente/Cliente, com subseções reduzidas de 19 para 15; Diagnóstico e Terapêutica, seção renomeada, que passa de cinco para 9 subseções; Apoio Técnico, que mantém quatro subseções; Abastecimento e Apoio Logístico, com a redução de cinco para quatro subseções.

As inovações incluem as dimensões da qualidade (aceitabilidade, adequação, efetividade, eficácia, eficiência, equidade, integralidade e legitimidade) que orientam o desempenho organizacional em relação aos padrões e devem estar presentes em todos os processos.

Destacam-se também as alterações nos fundamentos da gestão em saúde, reduzidos de 11 para nove, mas apresentando maior objetividade: visão sistêmica, liderança, orientação por processos, desenvolvimento de pessoas, foco no paciente, foco na segurança, responsabilidade socioambiental, cultura da inovação e melhoria contínua.

“O foco na segurança e o cuidado centrado no paciente, reforçando a importância de sua participação e dos familiares nas decisões sobre seu tratamento, a identificação das necessidades em relação ao atendimento e a continuidade do cuidado em todos os processos organizacionais relacionados também são abordados de forma mais direta, ganhando maior ênfase no manual”, informou a organização em comunicado.

A administração segura de medicamentos e a assistência farmacêutica, por sua vez, passam a ser avaliados em todos os processos assistenciais; o mesmo acontecendo com o programa de higienização das mãos e as medidas de cirurgia segura, que devem estar em pleno funcionamento na organização de saúde que busca a certificação.

Novo manual está disponível no site da ONA.

Fonte: Imprensa/ONA

SaudeWeb

Fotografar prejudica a memória, mostra estudo

Reprodução
O avanço tecnológico permitiu o acesso a diversos
dispositivos fotográficos
Experimento com visitantes de museu revela que registrar fatos cotidianos todo o tempo arruína a capacidade humana de guardar recordações em sua mente
 
Em tempo de redes sociais e da ultraexposição da vida pessoal, fotografar se tornou mais do que um passatempo. Pois essa brincadeira, descobre agora a ciência, pode ser muito nociva para a memória humana.
 
Um estudo publicado pela Universidade de Fairfield na revista Psychological Science aponta que a obsessão por registrar momentos do cotidiano está diretamente ligada à gradual perda de capacidade de guardar, na lembrança, recordações desses eventos.
 
"Quando as pessoas confiam na tecnologia para lembrar por elas, contando com a câmera para registrar acontecimentos e, portanto, sem precisar ficar atento totalmente a eles, isso tem um impacto negativo na forma como recordamos nossas experiências", afirma a psicóloga Linda Henkel, responsável pelo grupo que realizou a pesquisa.
 
O estudo, realizado num museu, consistiu em enumerar o quanto de obras de arte em exposição as pessoas - vorazes fotógrafas - se lembravam de terem visto em comparação a outro grupo, que não fotografou dentro do museu. O resultado é devastador para os amantes do registro da vida em tempo real.
 
"O grupo que fotografou teve muito mais dificuldades de apontar objetos expostos", disse Linda.
 
Um desdobramento do estudo também chegou a um resultado inesperado: fotografar, por meio da função zoom, detalhes de um objeto ajuda na memorização total dele, não apenas da parte escolhida pelo fotógrafo. "Esse resultado mostra que o olho da câmera não é igual ao da mente", disse Linda.
 
iG