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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Brasil produzirá mais 19 itens considerados estratégicos pelo SUS

Brasília – O Brasil vai produzir mais 19 itens considerados estratégicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 15 equipamentos e quatro medicamentos, usados principalmente em tratamentos cardíacos e renais. O anúncio foi feito ontem (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
 
A expectativa da pasta é que, em cinco anos, a produção nacional desses itens, que também atendem às áreas oftalmológica, oncológica, de transplante e diagnóstico e monitoração, gere aos cofres públicos economia de R$ 5,5 bilhões.
 
De acordo com Padilha, a redução dos gastos com a importação varia entre 14% e 25%, dependendo do produto. As 15 novas parcerias para desenvolvimento produtivo (PDPs) envolvem sete laboratórios públicos e oito privados e ajudam a consolidar a "segurança sanitária" no país, ao garantir o acesso de pacientes que precisam de tais medicamentos.
 
"Essas parcerias permitem, de um lado, construir uma indústria inovadora, com grande produtividade e incorporação tecnológica, e, ao mesmo tempo, o que é o nosso diferencial, ampliar o acesso da população aos produtos. Modelos de países com inovação tecnológica onde só 10% têm acesso aos equipamentos e medicamentos não nos interessam ", disse o ministro, ao participar do 6º. Encontro do Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde (Gecis).
 
Padilha ressaltou que, entre os equipamentos que fazem parte das parcerias firmadas, estão dois para hemodiálise – filtro dialisador e máquina – que, sozinhos, vão permitir uma redução de R$ 108 milhões por ano em gastos do SUS. As parcerias na área de cardiologia incluem a fabricação de marcapassos, eletrodos, stents coronários e arteriais, desfibriladores e cateteres.
 
Dados do Ministério da Saúde indicam que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil. Somente em 2011, foram notificadas mais de 335 mil mortes por esse motivo. Entre os produtos que passarão a ser produzidos nacionalmente também estão a vacina HPV, que garantirá a oferta do produto a meninas de 11 a 13 anos nas escolas da rede pública, a partir do início do ano letivo de 2014, e a dTpa (difteria, tétano e coqueluche).
 
Com as novas parcerias, chega a 104 o número de acordos feitos pelo Ministério da Saúde para a fabricação nacional de 97 produtos em saúde, envolvendo 19 laboratórios públicos e 60 privados. Ao todo, os produtos fabricados no Brasil geram economia de R$ 4,1 bilhões por ano ao governo. Segundo a pasta, os primeiros itens produzidos por meio dessas parcerias – aparelhos auditivos e DIU – já estão prontos e começarão a ser distribuídos ao SUS no ano que vem.
 
O Ministério da Saúde também informou que a economia decorrente da produção nacional permitiu ampliar, em três anos, de 118 para 303 o número de produtos, entre medicamentos equipamentos considerados estratégicos para o SUS, entre eles vacinas, antirretrovirais e medicamentos oncológicos.
 
A lista atualizada dos itens produzidos em território nacional por meio dessas parcerias, com o rol de produtos considerados estratégicos, será disponibilizada no site do Ministério da Saúde.

Agência Brasil

Consumo de cigarros cresce entre os mais ricos do país, aponta pesquisa

São Paulo – A classe A foi a única a aumentar o consumo de cigarro nos últimos seis anos, aponta estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), divulgado ontem (11). Na contramão da média nacional, com queda de 20% no uso de tabaco, a população mais rica do país elevou o consumo de cigarros em 110%, entre 2006 e 2012.
 
A pesquisadora Ana Cecília Marques, que participa do estudo, acredita que, no momento da decisão sobre comprar ou não um maço de cigarros, o dinheiro no bolso pesa mais que alta escolaridade e maior esclarecimento sobre os efeitos nocivos do fumo. “Embora a classe econômica mais privilegiada tenha mais conhecimento, o fato de ter dinheiro para comprar se torna mais importante. Eu acho que isso mostra a importância de se pensar em aumentar o imposto, porque é um fator que pode, muito provavelmente, ser mais eficaz que campanhas de conhecimento de que o cigarro faz mal”, defendeu.
 
Desde o final de 2011, o governo estipulou aumento gradativo da carga tributária sobre os cigarros e do preço mínimo para a venda do maço.
 
Segundo a pesquisa, o percentual de fumantes da classe A, em 2006, era 5,2%; e subiu para 10,9%, no ano passado. Nas outras camadas sociais, houve redução. Na classe B, passou de 14,7%, em 2006; para 12,7%, em 2012; na classe C, caiu de 21,8% para 19,1%; na faixa D, recuou de 22,7% para 19%; e na E, houve redução de 24,9% para 22,9%.
 
O estudo comparou os consumos nas diferentes regiões do país. Apesar de ter apresentado queda, o Sul despontou como a que mais consumiu cigarros: 20,2% em 2012, contra 25,9% em 2006. Os fumantes nas demais regiões do Brasil também diminuíram: Norte (20%), Sudeste (19%), Nordeste (18%) e Centro-Oeste (15%).
 
Metade dos entrevistados admitiu já ter experimentado cigarro pelo menos uma vez na vida e, desses, 51% continuaram fumando. A maioria dos fumantes (73%) disse que tentaria parar de fumar se tivesse acesso a tratamento gratuito.
 
Outro aspecto abordado pelo estudo foram os indicadores de dependência. Um deles é fumar o primeiro cigarro até cinco minutos após acordar – 25,3% admitiram essa necessidade em 2012, contra 17,9% em 2006. Achar difícil ou bem difícil passar um dia sem fumar foi outro indicador usado para avaliar a dependência: 67,8% admitiram essa dificuldade no ano passado, ante 59% em 2006. Os fumantes que tentaram parar de fumar e não conseguiram diminuíram, passando de 72% em 2006 para 63% no ano passado.
 
Os dados fazem parte do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad). Foram ouvidos mais de 3 mil brasileiros com mais de 14 anos em 2006, e 4,6 mil participantes em 2012. As entrevistas foram feitas em quase 150 municípios.
 
Agência Brasil

Número de fumantes cai 20% no país em seis anos, mostra estudo

São Paulo - O número de pessoas que fumam caiu 20% nos últimos seis anos no Brasil, segundo estudo divulgado ontem (11) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista. Em 2006, o percentual de tabagistas era 19,3% e, no ano passado, caiu para 15,6%.
 
No total, o Brasil tem 20 milhões de fumantes, sendo que 533 mil são adolescentes. Esse público foi o que mais reduziu o consumo de tabaco. Em 2006, 6,2% dos jovens eram fumantes e, em 2012, esse índice caiu para 3,4%, o que representa uma diminuição de 45%.
 
Na comparação entre gêneros, os homens continuam sendo os que mais fumam. Em 2006, 27% deles eram tabagistas e, no ano passado, o percentual caiu para 21%, uma redução de 22%. Entre as mulheres, o percentual de fumantes era 15%, em 2006, e houve uma queda para 13% em 2012 – redução de 13%.
 
A pesquisa da Unifesp faz parte do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad). Foram ouvidos mais de 3 mil brasileiros a partir de 14 anos, em 2006, e 4,6 mil participantes em 2012. As entrevistas foram feitas em quase 150 municípios.
 
Agência Brasil

Ministério da Saúde repassa recursos para hospitais universitários federais

Brasília - O Ministério da Saúde determinou a liberação de R$ 163.916.778,27 aos hospitais universitários federais. Os recursos que contemplarão 47 unidades, fazem parte do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), coordenado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares e executado em parceria pelos ministérios da Educação e da Saúde.
 
De acordo com portaria publicada na edição de ontem (11) no Diário Oficial da União o repasse da verba fica condicionado à "comprovação, pelo hospital, da sua necessidade para pagamento imediato, de forma a não comprometer o fluxo de caixa do Fundo Nacional de Saúde".
 
O Rehuf é uma parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação e busca melhorar a gestão administrativa, financeira e hospitalar nas áreas de assistência e ensino. Os hospitais universitários são vinculados às instituições de ensino superior do Ministério da Educação, responsável pelo pagamento dos profissionais concursados.
 
O Ministério da Saúde repassa, além do financiamento do Rehuf, recursos para o custeio dos serviços prestados à população nas unidades, entre outros incentivos. Este ano serão investidos R$ 560 milhões em recursos federais no Rehuf.
 
Agência Brasil

Projeto Bandeira Científica vai a Pedra Azul ajudar na melhoria dos índices de saúde

Brasília - Uma equipe de cerca de 200 profissionais e estudantes do projeto Bandeira Científica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo chegou ontem  (11) ao município mineiro de Pedra Azul.
 
O objetivo é colaborar para a melhoria dos índices de saúde e aprender a trabalhar em situações adversas, sem estrutura ou recursos disponíveis. Alguns integrantes do projeto visitaram a cidade anteriormente e constataram que os jovens enfrentam problemas com drogas e álcool – ponto importante para a atuação do Bandeira Científica.
 
Médicos de diversas especialidades, fisioterapeutas, dentistas e psicólogos, entre outros profissionais, passarão dez dias em Pedra Azul tentando desafogar a demanda por atendimento, além de ajudar no treinamento dos gestores locais. "Os dois objetivos principais da expedição são colocar os estudantes em áreas carentes para eles aprenderem lidar com a falta de estrutura, usando o que têm para extrair o melhor de si, e também dar um empurrãozinho para que o município possa aprender a caminhar com as próprias pernas", explicou o coordenador.
 
Uma equipe de engenharia também vai fazer parte da expedição. Os profissionais vão elaborar projetos necessários na área de saneamento básico, setor que afeta a saúde da população. Luiz Fernando Ferraz, coordenador do projeto, ressalta que a intenção é fazer com que a comunidade se desenvolva de maneira independente. "Deixamos os projetos e indicamos os tipos de financiamento que eles podem conseguir para a execução, mas não executamos."
 
A cidade fica na região do Vale do Jequitinhonha, a 700 quilômetros da capital mineira, e tem quase 24 mil habitantes, dos quais em torno de 6 mil serão atendidos pela equipe da expedição. Com o apoio de órgãos públicos e privados – como a Fundação e Instituto de Pesquisas Econômicas, o Exército Brasileiro e a Colgate –, eles levam atendimento e informação a lugares com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo. A Força Aérea Brasileira, por exemplo, ajuda no transporte da equipe, enquanto o grupo farmacêutico Sanofi Brasil fornece os medicamentos necessários e envia funcionários voluntários para ajudar no trabalho.
 
O coordenador contou à Agência Brasil que Pedra Azul tem uma estrutura básica de saúde, com médicos generalistas, mas a população não tem acesso a exames e consultas em várias especialidades. Eles vão tentar diminuir a fila de pessoas que precisam de atendimento de especialistas e, com a ajuda de patrocínio, dão óculos, remédios e próteses dentárias a quem precisa.
 
Pedro Yoshikawa, farmacêutico da Sanofi, participou do projeto em 2012, em Afogados do Ingazeira (PE). Ele disse que encontrou muita pobreza, miséria e uma cidade que estava há quase um ano sem chuva. Lá, Pedro fez o processo de triagem dos pacientes para encaminhá-los aos médicos, aferiu pressão, verificou glicemia e até se fantasiou de mosquito da dengue em um teatrinho para mostrar às crianças como combater a doença.
 
Pedra Azul fica próximo à fronteira de Minas Gerais com a Bahia. Em relação aos 853 municípios de Minas Gerais, a cidade ocupava a 668ª posição no IDHM, em 2010. A esperança de vida é 72,08 anos. Em 2010, esse índice em Minas Gerais era 75,3 anos.
 
Agência Brasil