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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Uso frequente de celular deixa jovem mais ansioso e infeliz, diz estudo

Estresse, ansiedade e insatisfação com a vida podem ser resultados de uso frequente de celular
Mike Segar/Reuters
Estresse, ansiedade e insatisfação com a vida podem ser resultados
 de uso frequente de celular
Pesquisadores da Universidade de Kent, em Ohio, nos EUA, descobriram que o uso constante de celulares por universitários pode aumentar seus níveis de ansiedade, além de reduzir seu desempenho escolar.
 
Num estudo realizado com 500 jovens da Universidade de Kent, os cientistas Jacob Barkley, Aryn Karpinski e Andrew Lepp chegaram à conclusão de que os indicadores de felicidade e de satisfação de participantes frequentemente conectados eram menores que os de estudantes que não usavam o aparelho com tanta regularidade.
 
Barkley, Karpinski e Lepp acreditam que tais condições negativas resultam do estresse, já que alguns estudantes têm problemas em se desconectar e se sentem obrigados a manter contato com seus amigos.
 
Ao longo de um ano, os universitários não só reportaram aos pesquisadores o uso diário de celulares e seus níveis de ansiedade e satisfação com a vida, como também permitiram que seus registros oficiais, como boletins, fossem acessados.
 
Os cientistas constataram que as notas dos estudantes que utilizavam muito seus celulares eram mais baixas que as de seus colegas menos conectados, pois o uso frequente também implicava em problemas de concentração.
 
A pesquisa da Universidade de Kent vai contra outros estudos recentes que dizem que os celulares podem melhorar as interações sociais e reduzir a sensação de isolamento.
 
"Esses resultados sugerem que os estudantes devem ser encorajados a monitorar o quanto usam seu celular e a refletir sobre isso de maneira crítica, para que isso não seja prejudicial ao seu desempenho acadêmico, à sua saúde física e mental e ao seu bem-estar ou felicidade", ressaltaram os pesquisadores.

Folhaonline

Mortes por câncer chegam a 8,2 milhões, tumor de mama cresceu 20% em 4 anos

Os casos de câncer de mama foram os que mais cresceram
No mundo, os cânceres mais comuns são os de pulmão, mama e colorretal. Apenas no Brasil, devem ser diagnosticados 576.580 novos casos de câncer no próximo ano
 
O número global de mortes por câncer subiu para 8,2 milhões em 2012, refletindo principalmente a expansão da doença nos países em desenvolvimento. Os casos de câncer de mama foram os que mais cresceram.
 
A mortalidade por câncer subiu 8% em relação aos 7,6 milhões da pesquisa anterior, em 2008, segundo dados da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (Iarc, na sigla em inglês), da Organização Mundial da Saúde (OMS). O câncer de mama matou 522 mil mulheres no ano passado, alta de 14% no mesmo período.
 
"O câncer de mama também é uma importante causa de morte nos países menos desenvolvidos do mundo", disse David Forman, diretor do Departamento de Informação sobre o Câncer da Iarc.
 
Segundo ele, tal expansão "se deve em parte a uma mudança no estilo de vida, e em parte porque os avanços clínicos para o combate à doença não estão chegando às mulheres que vivem nessas regiões".
 
Estima-se que 14,1 milhões de pessoas tenham desenvolvido câncer em 2012, o que é cerca de 1,4 milhão a mais do que em 2008. Houve 1,7 milhão de diagnósticos de câncer de mama no ano passado, ou 20% a mais do que em 2008.
 
O relatório da Iarc, chamado Globocan 2012, oferece a mais atualizada estimativa a respeito de 28 tipos de câncer em 184 países. No conjunto da população, os cânceres mais comuns são os de pulmão, mama e colorretal. Os mais letais são os de pulmão, fígado e estômago.
 
A Iarc ainda prevê um "aumento substancial" nos casos mundiais de câncer, podem chegar a 19,3 milhões em 2025, acompanhando a expansão e envelhecimento da população.
 
Brasil
No Brasil, a previsão é de que, em 2014, surjam 576.580 novos casos de câncer no Brasil. A previsão é que o tumor de pele não melanoma, o mais frequente na população feminina e masculina, atinja 182 mil pessoas no próximo ano, equivalente a 31,5% do total. Depois deste, o que mais acomete homens é o câncer de próstata (68,8 mil), que responde por 33,7% da incidência nesse público quando se exclui o de pele. Em relação às mulheres, o segundo de maior ocorrência é o de mama (57,1 mil), responsável por 30% dos casos em relação aos demais tipos. 
 
O câncer atualmente é a segunda causa de morte no Brasil e no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Em 2011, 184.384 pessoas morreram por conta da doença no País.
 
O maior número de casos da doença no Brasil e no mundo está relacionado ao envelhecimento da população, às mudanças na alimentação, à pouca prática de exercícios físicos e ao hábito de fumar, entre outros fatores de risco.
 
"Uma necessidade urgente para o controle do câncer hoje é desenvolver abordagens eficazes e acessíveis para a detecção precoce, diagnóstico e tratamento do câncer de mama entre mulheres que vivem em países menos desenvolvidos", disse Christopher Wild, diretor do Iarc.
 
Com informações da Agência Reuters
 
iG

Menos sódio: aprenda a fazer o sal de ervas

Se você não lê os rótulos dos alimentos e não se preocupa com a quantidade de sódio, preste atenção: os brasileiros estão consumindo até o dobro do recomendado. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma pessoa pode consumir até 2g de sódio por dia, o que equivale a 5g de sal, se for considerado que cerca de 40% do sal é composto de sódio.
 
Os alimentos industrializados, embutidos e fast-foods são os campeões. Segundo a nutricionista do ambulatório de Nutrição do Hospital Samaritano de São Paulo, Marisa Chiconelli Bailer, “além de conferir sabor aos alimentos, o sódio proporciona a garantia da segurança sanitária, aumentando o prazo de validade dos alimentos e estabelece funções tecnológicas como textura e estrutura dos produtos”.
 
Marisa reforça que os alimentos ricos em sódio devem ser consumidos com moderação, principalmente enlatados, alimentos industrializados, como caldos de carne e salgadinhos de pacote, refrigerantes, embutidos (linguiça, salsicha, mortadela, presunto), queijos amarelos, macarrão instantâneo, alimentos congelados, queijos, azeitonas, entre outros.
 
Para solucionar o problema do excesso, a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação, seus parceiros e o Ministério da Saúde assinaram, no início de novembro, mais uma etapa de acordos, com metas e termos, para a redução de sódio nos alimentos, que integram o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Essas medidas devem ser adotadas pelas indústrias de 2014 a 2017.
 
Um termo foi assinado em 2011 e outro em 2012. Somando este último, já são três e a estimativa é de que, até 2020, sejam retirados mais de 20 mil toneladas de sal do mercado.
 
Uma dieta rica em sódio pode trazer sérias consequências para a saúde, como hipertensão arterial, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral conhecido como AVC e até o comprometimento da função renal. Mas, cuidado. A partir do momento em que se reduz a quantidade de sódio dos alimentos, há a inclusão de cloreto de potássio.
 
“O consumo excessivo do cloreto de potássio, conhecido como “sal light” poderá ser prejudicial para a saúde, principalmente em paciente portadores de doenças cardíacas e renais”, explica a nutricionista, que dá a dica para substituir o sódio na alimentação. Segundo ela, “uma maneira simples de reduzir a ingestão de sódio sem prejudicar o sabor das preparações é substituir o sal de cozinha (cloreto de sódio) pelo sal de ervas. Desta forma é possível reduzir em até 75% o consumo de sódio adicionado às preparações”.
 
Veja como preparar:
Você vai precisar de 100g de sal de cozinha (cloreto de sódio), 100g de salsinha desidratada moída, 100g de manjericão desidratado moído e 100g de orégano desidratado e moído.
 
Misture todos os ingredientes e assim, você terá 400g de sal de ervas.

Universo Jatobá

Brasil participa pela primeira vez de levantamento global sobre uso de drogas

Pesquisadores investigam uso de drogas e dão informações sobre o impacto delas no usuário. Questionário online, disponível em 14 línguas, deve ser preenchido até dia 20 de dezembro
 
O Brasil participa, pela primeira vez, de uma grande pesquisa mundial sobre o uso de drogas. O Levantamento Global de Drogas (Global Drugs Survey - GDS) é organizado pelo professor Adam Winstock, da instituição Kings College em Londres, com a ajuda de especialistas em dependência química do mundo todo. A pesquisa está sendo feita em 33 países.
 
Uma das grandes vantagens da pesquisa, segundo explica a pesquisadora Clarice Sandi Madruga, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é o sigilo do questionário. Preenchido pela internet, o formulário está disponível em 14 línguas. “As respostas são anônimas e confidenciais. Os dados se tornam mais confiáveis”, afirma.
 
Clarice é parceira do estudo e será responsável pela análise dos dados brasileiros. O objetivo da pesquisa é conhecer e comparar padrões de consumo de drogas em todo o mundo. Há perguntas sobre o uso de maconha, álcool, tabaco, opinião sobre política de drogas, danos. No Brasil, os pesquisadores ainda precisam de voluntários.
 
O questionário, que é online, estará disponível até 20 de dezembro, no site. Lá é possível escolher o idioma para as perguntas. Mais de 60 mil voluntários responderam aos formulários em todo o mundo até agora. No Brasil, porém, há pouco mais de 1 mil participantes.
 
“Esse é um levantamento fantástico, porque utiliza a mesma metodologia para o mundo inteiro. O questionário traz informações extras, coletando dados e mostrando informações sobre impacto do uso de drogas, política de redução de danos. E a partir das respostas, novas perguntas sobre aquele padrão de consumo são feitas”, conta a pesquisadora.
 
Mais informações sobre a pesquisa no site: www.globaldrugsurvey.com
 
iG

Alimentos antienvelhecimento

Alimentos antioxidantes: eles ajudam a prevenir o envelhecimento
das células e até a evitar doenças
Eles são chamados assim porque estão cheios de antioxidantes. Saiba como agem esses compostos que ajudam a combater os sinais da idade e a proteger o corpo de doenças
 
Eles ficaram famosos pela capacidade de combater os radicais livres no organismo e com isso retardar o envelhecimento das células.
 
Mais recentemente, pesquisas indicam que, inseridos na alimentação diária, ao antioxidantes auxiliam na boa saúde do organismo e podem inclusive ajudar a proteger o organismo do câncer e de doenças do coração.
            
Os efeitos dos antioxidantes na prevenção de doenças crônicas têm sido estudados há alguns anos, informa a nutricionista Milene Amarante Pufal, do Centro da Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS.
 
“A função deles é combater os chamados radicais livres, que afetam negativamente o organismo e são produzidos naturalmente pela respiração e na produção de energia”, explica Milene.
 
Entre os alimentos mais ricos em antioxidantes estão os vegetais verdes folhosos – especialmente as ervas aromáticas. Sobre isso, aliás, a nutricionista dá uma dica importante: eles são melhor aproveitados quando o alimento que os contém é ingerido in natura.
                          
As principais vitaminas antioxidantes são A, C e E, ensina a nutricionista Karina Barros. Portanto, frutas e verduras em geral são alimentos ricos nestas substâncias.
 
“Entre elas, algumas são capazes de agir combatendo os radicais livres, como o licopeno, encontrado no tomate, e os polifenóis, encontrados em chás, suco de uva, azeite de oliva e frutas oleaginosas” diz Karina.
           
Os cientistas no Instituto Nacional do Envelhecimento, uma divisão dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos criaram um método para medir a capacidade antioxidante de alimentos, a tabela ORAC (do inglês, Oxygen Radical Absorbance Capacity).
 
“O método ORAC é interessante para saber a capacidade de antioxidação de um alimento, mas ter uma dieta saudável e variada já é capaz de garantir o equilíbrio entre as substâncias oxidantes e antioxidantes no organismo”, ressalta a nutricionista Karina Barros, lembrando que é importante haver equilíbrio entre os compostos oxidantes e antioxidantes para a manutenção da boa saúde.
                          
“Quando há um desequilíbrio entre essas substâncias e um excesso de radicais livres formados, ocorre o estresse oxidativo. É ele que danifica as células e os tecidos, e pode ser responsável pelo início do envelhecimento precoce e de muitas doenças”, esclarece a nutricionista.
 
Conheça os principais compostos antioxidantes encontrados nos alimentos: 
          
Vitamina E –  também previne a oxidação da LDL, o mau colesterol. É encontrada em: avelãs, nozes, sementes, óleo de peixe
 
Vitamina C – também age nutrindo as células e protegendo-as de danos causados pelos oxidantes. É encontrada em: morango, laranja, abacaxi ou kiwi
 
Carotenoides – o betacaroteno e o licopeno pertencem a este grupo. São encontrados em: cenoura, frutas vermelhas, tomate, abóbora, damasco, beterraba, pitanga, mamão, manga e batata-doce
 
Polifenois – o resveratrol e os flavonoides são os principais integrantes do grupo. São encontrados em: alface roxa, couve, chocolate, canela, orégano, azeite, chá, rúcula, espinafre, brócolis, uva, banana, goiaba, gengibre, nozes, cravo e vinho tinto
 
Veja os alimentos campeões em antioxidantes, de acordo com a tabela ORAC:
 
Açafrão da Terra
 
Açaí
 
Alecrin seco
 
Baunilha em fava
 
Cacau em pó
 
Canela
 
Chocolate Meio Amargo
 
Cominho (semente)
 
Cravo
 
Curry em pó
 
Estragão
 
FArelo de Sumagre
 
Framboesa
 
Gengibre em pó
 
Manjericão seco
 
Manjerona Fresca
 
Mostarda Amarela (semente)
 
Noz Moscada
 
Nozes
 
Orégano seco
 
Pimenta Branca
 
Pimenta Preta
 
Pimenta Vermelha
 
Salsa
 
Tomilho fresco
 
Tomilho seco
 
iG