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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Epidemia de peste bubônica causa pelo menos 36 mortes em Madagascar

Pelo menos 36 pessoas morreram nas últimas semanas em consequência de uma epidemia de peste bubônica que afeta várias regiões de Madagascar, informou nesta quinta-feira o jornal local "L'Express", citando fontes do Ministério da Saúde.
 
 Segundo o site do jornal, 86 pessoas foram contagiadas pela doença, entre elas 36 casos mortais. O desmatamento incontrolado da ilha provocou uma invasão de ratos em casas nos últimos meses, ocasionando a propagação da doença em cinco regiões de Madagascar, segundo um comunicado do Ministério da Saúde.
 
Para fazer frente ao surto, as autoridades malgaxes ordenaram uma operação de desratização nas zonas afetadas e o recolhimento do lixo.
 
"Desde setembro registramos 36 mortes em Madagascar. Esta situação é alarmante. É preciso ter cuidado com os cadáveres de ratos.
 
A peste é muito perigosa", comentou Tsito Ravalitera, médico e responsável do Ministério da Saúde. A peste bubônica afeta roedores como ratos e lebres e se transmite por vetores como a pulga, mas não de pessoa a pessoa.
 
A doença produz inflamação dos gânglios e febre e pode ser mortal se invadir a corrente sanguínea.

EFE/R7

Nova droga pode reduzir em mais da metade risco de câncer de mama

Um estudo britânico com 4 mil mulheres mostrou que o uso da droga anastrozol pode reduzir em mais da metade a probabilidade de desenvolvimento de câncer de mama em pacientes de alto risco.
 
O estudo da Universidade Queen Mary, de Londres, foi publicado na revista Lancet. Além de mais barato, o anastrozol se mostrou mais eficaz e apresentou menos efeitos colaterais que os medicamentos habituais.
 
O estudo dividiu as mulheres em dois grupos, ambos com pacientes consideradas de alto risco (por possuírem histórico de câncer na família).
 
No primeiro grupo, no qual as mulheres não receberam o anastrozol, 85 dentre 2 mil mulheres desenvolveram câncer de mama. Já no segundo grupo, que recebeu o medicamento, apenas 40 entre 20 mil mulheres tiveram câncer. Não houve registro de efeitos colaterais.
 
O estudo mostrou que o anastrozol impede a produção do hormônio estrógeno, substância que tende a impulsionar o crescimento da maioria dos cânceres de mama.
 
O chefe da pesquisa, professor Jack Cuzick, comemorou a descoberta, lembrando que 'o câncer de mama é de longe o mais comum entre as mulheres e agora temos chances de reduzir os casos'.
 
'Esse tipo de droga é mais efetiva que as habituais como o tamoxifeno e, o que é crucial, tem menos efeitos colaterais'.
 
Pós-menopausa
O estudo também concluiu que o anastrozol apenas não consegue impedir a produção de estrógeno nos ovários, o que o faz efetivo apenas se ministrado a mulheres que já passaram pela menopausa.
 
Nesse caso, o medicamento mais indicado seria o tamoxifeno, cujo custo é igualmente baixo, por causa da patente já vencida.
 
Alguns países já disponibilizam o tamoxifeno, além do raloxifeno, como medicamento preventivo. Ambas igualmente bloqueiam a produção de estrógeno. No caso do tamoxifeno, antes e depois da menopausa. O ponto negativo é que ambos também aumentam o risco de câncer de útero e trombose venosa profunda.
 
Rede pública
Médicos e ativistas já começaram a pedir que o medicamento esteja disponível na rede pública de saúde da Grã-Bretanha. Alguns chegam a sugerir que o remédio seja oferecido a mulheres saudáveis.
 
Em 2013, o Instituto Nacional de Saúde e Tratamento de Excelência da Inglaterra e do País de Gales recomendou o uso de tamoxifeno a mulheres de alto risco e com mais de 35 anos.
 
Considerando que a recomendação poder ser estendida ao anastrozol, isso significa que até 240 mil mulheres possam ser beneficiadas na Grã-Bretanha, segundo a ONG Cancer Research UK.
 
Para a professora Montserrat Garcia-Closas, do Institute of Cancer Research de Londres, que conduziu o maior estudo sobre câncer de mama, 'esta é uma descoberta muito significativa e muito importante'.
 
'A questão agora é se a droga vai reduzir a mortalidade e se vai requerer mais estudos. Mas isso já traz importantes evidências de que a droga pode ser uma alternativa ao tamoxifeno', disse.

BBC Brasil/R7

Homem luta para remover hérnia gigante no estômago

Canadense luta para remover hérnia de 12 kg
do estômago
Médicos se recusam a fazer a cirurgia antes de canadense de 108 kg perder peso
 
O canadense Yves Rivest, 36 anos, foi submetido a uma cirurgia de enxerto de pele após ser atropelado por um caminhão.

O problema é que o procedimento mal feito resultou em uma hérnia do tamanho de uma bola de futebol em seu estômago. As informações são do Daily Mail.
 
Rivest, que mora em Montreal, no Canadá, diz que seus problemas começaram em 2003, quando foi atropelado por um caminhão de lixo enquanto trabalhava.

Por causa do acidente, ele ficou em coma por três semanas e precisou de um enxerto de pele para “cobrir” a ferida no estômago.
 
— Fiquei com muita pressão no estômago que as suturas cederam completamente e ele começou a se abrir.
 
A pele do enxerto foi retirada da perna e o procedimento foi realizado em 2004. No entanto, o enxerto se transformou em uma hérnia gigante que pesa 13 kg.

Agora, Rivest precisa de nova cirurgia para a retirada da hérnia, mas os médicos se recusam a fazer a operação se ele não perder peso.  
 
Rivest, que pesa 108 kg, justifica que não consegue emagrecer porque não pode fazer qualquer movimento com peso por causa da hérnia.
 
R7

Uso frequente de celular deixa jovem mais ansioso e infeliz, diz estudo

Estresse, ansiedade e insatisfação com a vida podem ser resultados de uso frequente de celular
Mike Segar/Reuters
Estresse, ansiedade e insatisfação com a vida podem ser resultados
 de uso frequente de celular
Pesquisadores da Universidade de Kent, em Ohio, nos EUA, descobriram que o uso constante de celulares por universitários pode aumentar seus níveis de ansiedade, além de reduzir seu desempenho escolar.
 
Num estudo realizado com 500 jovens da Universidade de Kent, os cientistas Jacob Barkley, Aryn Karpinski e Andrew Lepp chegaram à conclusão de que os indicadores de felicidade e de satisfação de participantes frequentemente conectados eram menores que os de estudantes que não usavam o aparelho com tanta regularidade.
 
Barkley, Karpinski e Lepp acreditam que tais condições negativas resultam do estresse, já que alguns estudantes têm problemas em se desconectar e se sentem obrigados a manter contato com seus amigos.
 
Ao longo de um ano, os universitários não só reportaram aos pesquisadores o uso diário de celulares e seus níveis de ansiedade e satisfação com a vida, como também permitiram que seus registros oficiais, como boletins, fossem acessados.
 
Os cientistas constataram que as notas dos estudantes que utilizavam muito seus celulares eram mais baixas que as de seus colegas menos conectados, pois o uso frequente também implicava em problemas de concentração.
 
A pesquisa da Universidade de Kent vai contra outros estudos recentes que dizem que os celulares podem melhorar as interações sociais e reduzir a sensação de isolamento.
 
"Esses resultados sugerem que os estudantes devem ser encorajados a monitorar o quanto usam seu celular e a refletir sobre isso de maneira crítica, para que isso não seja prejudicial ao seu desempenho acadêmico, à sua saúde física e mental e ao seu bem-estar ou felicidade", ressaltaram os pesquisadores.

Folhaonline

Mortes por câncer chegam a 8,2 milhões, tumor de mama cresceu 20% em 4 anos

Os casos de câncer de mama foram os que mais cresceram
No mundo, os cânceres mais comuns são os de pulmão, mama e colorretal. Apenas no Brasil, devem ser diagnosticados 576.580 novos casos de câncer no próximo ano
 
O número global de mortes por câncer subiu para 8,2 milhões em 2012, refletindo principalmente a expansão da doença nos países em desenvolvimento. Os casos de câncer de mama foram os que mais cresceram.
 
A mortalidade por câncer subiu 8% em relação aos 7,6 milhões da pesquisa anterior, em 2008, segundo dados da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (Iarc, na sigla em inglês), da Organização Mundial da Saúde (OMS). O câncer de mama matou 522 mil mulheres no ano passado, alta de 14% no mesmo período.
 
"O câncer de mama também é uma importante causa de morte nos países menos desenvolvidos do mundo", disse David Forman, diretor do Departamento de Informação sobre o Câncer da Iarc.
 
Segundo ele, tal expansão "se deve em parte a uma mudança no estilo de vida, e em parte porque os avanços clínicos para o combate à doença não estão chegando às mulheres que vivem nessas regiões".
 
Estima-se que 14,1 milhões de pessoas tenham desenvolvido câncer em 2012, o que é cerca de 1,4 milhão a mais do que em 2008. Houve 1,7 milhão de diagnósticos de câncer de mama no ano passado, ou 20% a mais do que em 2008.
 
O relatório da Iarc, chamado Globocan 2012, oferece a mais atualizada estimativa a respeito de 28 tipos de câncer em 184 países. No conjunto da população, os cânceres mais comuns são os de pulmão, mama e colorretal. Os mais letais são os de pulmão, fígado e estômago.
 
A Iarc ainda prevê um "aumento substancial" nos casos mundiais de câncer, podem chegar a 19,3 milhões em 2025, acompanhando a expansão e envelhecimento da população.
 
Brasil
No Brasil, a previsão é de que, em 2014, surjam 576.580 novos casos de câncer no Brasil. A previsão é que o tumor de pele não melanoma, o mais frequente na população feminina e masculina, atinja 182 mil pessoas no próximo ano, equivalente a 31,5% do total. Depois deste, o que mais acomete homens é o câncer de próstata (68,8 mil), que responde por 33,7% da incidência nesse público quando se exclui o de pele. Em relação às mulheres, o segundo de maior ocorrência é o de mama (57,1 mil), responsável por 30% dos casos em relação aos demais tipos. 
 
O câncer atualmente é a segunda causa de morte no Brasil e no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Em 2011, 184.384 pessoas morreram por conta da doença no País.
 
O maior número de casos da doença no Brasil e no mundo está relacionado ao envelhecimento da população, às mudanças na alimentação, à pouca prática de exercícios físicos e ao hábito de fumar, entre outros fatores de risco.
 
"Uma necessidade urgente para o controle do câncer hoje é desenvolver abordagens eficazes e acessíveis para a detecção precoce, diagnóstico e tratamento do câncer de mama entre mulheres que vivem em países menos desenvolvidos", disse Christopher Wild, diretor do Iarc.
 
Com informações da Agência Reuters
 
iG