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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Sorriso brilhante? Dentes de ouro podem contribuir com doenças bucais

Alessandro di Meo/EFE
Moda entre os famosos pode gerar danos irreversível se mal higienizada
 
Parece que o estilo pirata está cada vez mais em alta. Não faltam celebridades adpetas dosgrillz ou blings, placas de ouro que cobrem total ou parcialmente os dentes feitas de ouro. Há ainda quem decore sua boca com brilhantes para conquistar um sorriso mais inovador. Outras, como cantora Miley Cyrus, possuem uma versão do acessório e andam com eles sempre à mão.
 
Até Madonna foi vista com o "sorriso dourado". A loira não perdeu a chance de aderir à moda e apostou em uma versão menos usual em que os dentes são contornados pelo metal. Se você acha que já viu isso antes, não está enganado. A prática das capas de ouro surgiram nos anos 1980 e podem ser tanto fixos ou móveis.

Segundo o presidente da Comissão de Ensino do CFO (Conselho Federal de Odontologia), Emanuel Dias de Oliveira e Silva, não há nenhuma regulamentação ou estudo aprofundado sobre esse tipo de produto. O especialista alerta sobre a higienização rigorosa que seu usuário deve ter. Caso contrário, os dentes podem ficar manchados, terem prejuízos na mastigação e até danos irreversíveis para a saúde bucal graças a proliferação de bactérias como, problemas na gengiva e cáries.
 
Alergias não são tão recorrentes, mas Oliveira afirma que a American Dental Association (Associação Dental Americana) afirma que isso acontece em alguns casos. A recomendação do CFO é que os profissionais conscientizem seus pacientes sobre o uso e os cuidados necessários para adotar o acessório. 

R7

Cerca de 46% das crianças de até sete anos são atingidas pela anemia

Cerca de 46% das crianças de até sete anos são atingidas pela anemia Mats Heyman,stock.xchng/Divulgação
O feijão é rico em ferro
Estudo foi feito pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre
 
Seu filho anda desmotivado, irritado e desatento às aulas? Fique de olho, o problema pode estar no prato. A alimentação inadequada - que resulta na deficiência de ferro - é a principal responsável pela anemia infantil, uma condição que acomete, no Rio Grande do Sul, cerca de 46% das crianças de até sete anos e 76% das menores de dois anos. Os dados são resultado de um estudo coordenado pela hematologista Lúcia Mariano da Rocha Silla, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).
 
A pesquisa apontou ainda que a condição atinge 36% das mulheres gaúchas em idade fértil. A anemia, causada pela diminuição da hemoglobina, proteína responsável por levar oxigênio para as células, manifesta-se de diversas formas, podendo gerar cansaço, desânimo, falta de força, indisposição e mal-estar em crianças e adultos. Nos pequenos, ela pode ainda trazer consequências mais graves se não tratada a tempo, como atrasos no crescimento e problemas no aprendizado. A boa notícia é que a solução pode ser simples.
 
- Tudo isso pode ser revertido com uma dieta reforçada e variada para as crianças - explica Lúcia.
 
Educar para comer mais proteínas
A melhor maneira, tanto de tratar como prevenir, é educar a criançada a ter uma alimentação diversificada e rica em proteínas e que, naturalmente, tem ferro ou que seja enriquecida com o nutriente. Aos que pensam que leite de vaca e ovo em abundância resolvem o problema, a nutricionista Daieni Fernandes, do Complexo Hospitalar da  Santa Casa de Porto Alegre, alerta: eles não são fontes importantes de ferro.
 
- Os alimentos indicados para essa prevenção são as carnes de qualquer tipo animal e o fígado. Entre os de origem vegetal, dar as leguminosas (feijão, lentilha, ervilha), os grãos como nozes, açúcar mascavo, castanhas e as hortaliças como couve, agrião, salsa etc. são as melhores opções - detalha a especialista.
 
De mãe para filho 
Considerado um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a anemia pode trazer consequências ainda mais graves para as gestantes e seus futuros bebês. Conforme a hematologista Lúcia, mulheres grávidas devem prestar especial atenção para os níveis de ferro no sangue, já que a deficiência de hemoglobina da mãe aumenta o risco de bebês prematuros e pode causar  problemas irreversíveis ao filho.
 
- A presença de anemia na gestante pode levar a criança a ter diminuição da capacidade cognitiva de forma irreversível, mesmo depois de tratada. Não adianta investir em educação se não houver comida boa para as crianças - alerta a especialista.
 
Principais sintomas da anemia
 
- Fadiga generalizada
 
- Anorexia (falta de apetite)
 
- Menor disposição para o trabalho
 
- Dificuldade de aprendizagem nas crianças e apatia (elas se apresentam pouco ativas)
 
- Alterações na pele e em mucosas, nas  unhas e nos cabelos, que se tornam frágeis
 
- Palidez
 
- Tonturas ao levantar
 
 Alimentos que previnem
 
- Carne de qualquer tipo
 
- Leguminosas
 
- Grãos
 
- Hortaliças

O nutriente
Essencial para a vida, o ferro atua principalmente na síntese (fabricação) das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo
 
Importância
 
- Reduz o nascimento de bebês prematuros e com baixo peso
 
- Diminui o risco de morte materna no parto e no pós-parto imediato
 
- Melhora a capacidade de aprendizagem da criança
 
- Desenvolve a resistência às infecções
 
- É fundamental para o crescimento saudável

A anemia 
Estado em que a concentração de hemoglobina no sangue está anormalmente baixa, em consequência da carência de um ou mais nutrientes essenciais, qualquer que seja a origem desta. Apesar da ausência de vários nutrientes contribuir para a ocorrência de anemias por carência de folatos, proteínas, vitamina B12 e cobre, indiscutivelmente a de ferro é, dentre todas, a mais preocupante. A anemia por deficiência desse nutriente é, atualmente, um dos mais graves problemas nutricionais mundiais, sendo determinada, quase sempre, pela ingestão deficiente de alimentos ricos em ferro ou pela inadequada utilização orgânica.
 
Causas
Tanto em crianças quanto em gestantes, são basicamente o consumo insuficiente de alimentos fontes de ferro ou com baixa biodisponibilidade. Na gestante, pode-se destacar também as baixas reservas de ferro pré-concepcionais e a elevada necessidade do mineral em função da formação dos tecidos maternos e fetais.
 
Zero Hora

Saiba como prevenir e aliviar as dores do nervo ciático

Ciático é responsável pela sensibilidade, flexibilidade e força
da região lombar, nádegas, pernas e pés
Cuidados simples podem ajudar a evitar o problema
 
Queimação, fisgadas, dormência, falta de sensibilidade e uma dor que "corre" pelas pernas, começa gradualmente e piora durante a noite. São esses os desconfortos mais comuns de quem algum dia já sofreu com a chamada dor ciática.

O incômodo não é à toa: o ciático é o nervo mais longo do corpo humano, leva inervação para toda a musculatura dos membros inferiores, sendo responsável pela sensibilidade, flexibilidade e força da região lombar, nádegas, pernas e pés.

Quando este nervo está irritado por causa de uma inflamação, por uma compressão externa decorrente de uma artrite ou pelo deslocamento do disco intervertebral (hérnia de disco) na coluna lombar, a dor aparece.
 
— A dor ciática causa um desconforto que começa na parte inferior das costas e se espalha pelas nádegas, pernas, tornozelos e, ocasionalmente, para o pé. A dor geralmente é sentida como um entorpecimento, uma pontada ou uma queimação. Ela também pode causar formigamento, parestesias (baixa sensibilidade) ou fraqueza nos músculos da perna afetada — explica o médico neurocirurgião Paulo Porto de Melo.
 
É preciso, no entanto, ficar atento às causas. A dor ciática não é uma doença, mas sim o sintoma de várias. A hérnia de disco, por exemplo, é a maior causadora desse tipo de dor, seguida da degeneração natural desses discos intervertebrais, cujas funções são evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto entre elas. O comprometimento do ciático também pode ser resultado do deslocamento da coluna e do encolhimento do canal vertebral, problemas que comprimem o nervo e, consequentemente, provocam a sensação dolorida.
 
Identificar origem da dor é importante para o diagnóstico
O diagnóstico da dor ciática é clínico, pelo relato do paciente; e laboratorial, através de exames. Após o problema constatado, o tratamento é aplicado. Segundo Melo, no entanto, os males da dor ciática podem ser controlados, sendo que apenas 10% dos pacientes precisam ser tratados ou passar pela cirurgia, que deve ser indicada apenas quando as outras terapias falharam.
 
O controle pode iniciar com períodos de descanso e diminuição da atividade, seguidos de exercícios para melhorar a mobilidade e fortalecer as costas. Se os sintomas persistirem, a fisioterapia pode ser útil.
 
— Para aliviar a inflamação ao redor do nervo, pode ser recomendável que se alterne o uso de compressas quentes e frias. Raramente, a cirurgia é necessária, apenas em casos, como por exemplo, quando a dor é causada por uma hérnia de disco — esclarece o especialista.
 
O neurocirurgião sugere uma série de cuidados para evitar problemas no nervo ciático:
 
Postura
Devemos cuidar de nossa postura. Procurar manter uma posição correta ao sentarmos, ao levantarmos (da cama, do carro, de uma cadeira, usando as mãos), ao carregar um peso, ao abaixar para pegar um objeto, ao inclinar para pegar um bebê no berço, ao receber um objeto pesado das mãos de outra pessoa. De acordo com Melo, prestando atenção nesses aspectos, são menores as chances de se ter um quadro de lombalgia, ciática ou lumbago agudo.
 
Dieta
Devemos procurar manter um peso adequado. Mais peso no corpo significa mais peso para a nossa coluna sustentar, maior probabilidade de dores na região
 
Frio
Cuidado com o frio. Procure se agasalhar bem, não deixe de praticar seu esporte no frio, porém procure realizar os alongamentos com cuidado nesta estação
 
Atividade física
Pratique esportes de forma regular. Se estiver enferrujado comece devagar, aumentando a intensidade progressivamente. Se tiver dores nas coxas e pernas, principalmente as que descem abaixo do joelho, procure a orientação do médico especialista antes de dar prosseguimento ao seu esporte.
 
Zero Hora

Especialista indica a maneira correta de armazenar medicamentos em casa

Medicamentos devem ser armazenados no guarda-roupa,
segundo farmacêutica
Cozinha e banheiro são locais mais comuns, mas apresentam riscos
 
Em que local da sua casa você guarda os seus remédios? Se você respondeu no banheiro ou na cozinha, cuidado. Apesar de serem os locais usados pela maioria das pessoas para armazenar a famosa "farmacinha" doméstica, esses locais não são os mais indicados para manter os medicamentos seguros.
 
Segundo a farmacêutica e professora da Ufrgs Louise Seixas, é importante seguir as recomendações que estão na embalagem desses produtos: mantenha-os sempre protegidos da umidade, do calor e da claridade.
 
— A cozinha é um lugar quente e o banheiro, úmido. Esse são fatores que podem alterar os medicamentos. Portanto, não guarde nada lá — explica.
 
A solução, segundo Louise, é o guarda-roupa. O quarto costuma ser um local arejado, com temperatura amena e longe da umidade. Coloque os medicamentos em uma caixa e guarde em uma gaveta ou prateleira.
 
— É importante colocar em um local que seja alto demais para uma criança e baixo o suficiente para um idoso. Mesmo que você não tenha pessoas nestas idades em casa, lembre-se que, se você precisa pegar um medicamento é porque está com alguma dor, indisposição ou incômodo qualquer. Não é o melhor momento para subir em um banquinho ou cadeira — lembra Louise.
 
Manter os medicamentos no local adequado é uma medida de segurança importante. A luz, o calor e a umidade podem interferir na ação dos produtos, que podem perder a eficácia e até causar prejuízos ao organismo.
 
— Os medicamentos não viram veneno da noite para o dia, mas podem ter seu efeito prejudicado. Se o sol desbota o papel da embalagem, imagina o que pode acontecer com o remédio? — alerta.
 
Descarte correto também é importante
Outro alerta é para a data de validade dos remédios. Medicamentos vencidos não têm mais a garantia de irão funcionar e também podem acabar fazendo mal ao organismo. O correto é descartar qualquer medicamento depois do vencimento.
 
E como fazer esse descarte? Este é outro ponto que merece atenção, segundo Louise.
 
— Muitas pessoas, para evitar que o medicamento seja reutilizado, fazem o descarte no vaso sanitário. Mas essa prática pode contaminar a água. Mesmo naquelas cidades em que há tratamento de efluentes, não há remoção de produtos químicos. Fica tudo na água, que volta para as nossas casas — afirma.
 
Para resolver o problema, Louise indica postos de coleta nas farmácias, que já estão disponíveis em algumas redes. Não há custo algum: basta levar seu medicamento até a farmácia que ela se encarrega de ao destino correto, em aterros específicos para produtos perigosos. Procure a mais próxima da sua casa e garanta o descarte adequado dos seus medicamentos.

Zero Hora

Nutricionista dá dicas para montar um cardápio saudável no verão

Nutricionista dá dicas para montar um cardápio saudável no verão Marcos Porto/Agencia RBS
Foto: Marcos Porto / Agencia RBS
De sabor adocicado e refrescante, água de coco é um
excelente hidratante
Diversos alimentos consumidos na estação são bastante nutritivos
 
Alguns alimentos parecem ficar mais apetitosos no verão. As altas temperaturas deixam mais convidativos pratos mais leves com frutas, verduras e legumes. Ao mesmo tempo, também fica mais difícil de resistir a uma cerveja gelada ou um refrescante sorvete no calor.
 
Para você aproveitar o melhor da estação, a nutricionista funcional Alice Müller destacou as propriedades nutricionais dos alimentos mais consumidos no verão. Conheça quais são e monte um cardápio mais saudável.
 
FRUTAS
 
Melancia
O licopeno, responsável pela coloração da fruta, é um antioxidante que previne o envelhecimento das células e está sendo muito estudado na prevenção de vários tipos de câncer, entre eles o de próstata. A fruta também é rica em betacaroteno, que protege a pele contra os efeitos nocivos dos raios solares. A dica da nutricionista para aproveitar a fruta é preparar um suco, batendo no liquidificador com algumas sementes para acrescentar mais fibras, e hortelã, que dá um sabor ainda mais refrescante.
 
Goiaba
Fruta riquíssima em vitamina C, que aumenta a proteção contra a queimadura solar, evitando a vermelhidão. Também é importante para a formação do colágeno, melhorando a elasticidade da pele.
 
Abacaxi
Tem uma enzima chamada bromelina que ajuda na digestão do alimentos, o que faz dele uma ótima sobremesa. Polvilhar com canela é uma opção para ficar ainda mais saboroso. A fruta fornece ainda fibras, vitamina C, vitamina B6, vitamina B1, manganês e cobre, entre outros nutrientes.
 
Açaí
Tem uma substância chamada antocianina, também presente em alimentos como a uva e a berinjela, com múltiplos efeitos: ação anti-inflamatória, antitumoral e antioxidante. Quando o corpo está desprovido de antioxidantes, as células podem sofrer estragos e levar a formação de células cancerígenas. O açaí também fortalece o coração e as células cerebrais, beneficiando a memória. Apesar de ser uma fruta mais calórica, deve-se levar em conta o seu valor nutritivo. E fique atento: o que aumenta mesmo o seu valor energético é a mistura com xarope, granola e banana, por exemplo. Por isso, evite composições que podem levar ao excesso de açúcar.
 
Melão
Contém grande quantidade de água (cerca de 90%) e fornece betacaroteno, vitamina C, cálcio, potássio e fibras. É indicado para os dias muito quentes, pois repõe a água e os nutrientes perdidos, além de ser refrescante.
 
LEGUMES E VERDURAS
 
Milho verde
Fonte de carboidratos, responsáveis por fornecer energia ao corpo, e de fibras, necessárias à saúde intestinal. Tem o antioxidante luteína, que protege a visão. Para comer o milho de forma saudável, use pouco sal e não adicione manteiga.
 
Cenoura
Assim como a moranga, a beterraba e o mamão, a cenoura é carregada de carotenoides, como o betacaroteno, que combate os radicais livres produzidos por exposição aos raios UVB, protegendo do câncer e prevenindo o aparecimento de rugas.
 
Couve
Rica em nutrientes como ferro, cálcio, vitamina C, potássio e antioxidantes. Assim como outros vegetais verdes, o seu consumo é relacionado a uma menor incidência de alguns tipos de câncer. Como auxilia o trabalho do fígado, pode ser usada também como um alimento desintoxicante. Você pode consumi-la crua, cozida no vapor ou adicionar a sucos de frutas.
 
BEBIDAS
 
Água de coco
De sabor adocicado e refrescante, é um excelente hidratante pois contém glicose (açúcar) e minerais como sódio, potássio e cloro. Não deve ser substituída pela água pura, mas utilizada como um complemento para manter o corpo hidratado.
 
DOCES

Sorvete e picolé

Para quem não resiste a estas delícias da estação, prefira sabores com fruta. Procure também ler os ingredientes e comparar as informações nutricionais, escolhendo aqueles com menor quantidade de gordura saturada, sem gordura trans, menor quantidade de quilocalorias e com mais fibras. Você ainda pode preparar seu picolé em casa, como sucos naturais como morango, laranja com mamão e abacaxi com hortelã, em uma versão sem açúcar e rica em nutrientes.
 
SEMENTES
Linhaça
Semente cheia de vitamina E e ômega 3, que ajudam a diminuir os danos provocados pelo sol como irritação da pele e formação de radicais livres, relacionados ao câncer e outras doenças. O ideal é sempre consumi-la triturada, para aproveitar melhor os seus compostos benéficos. Você também pode variar a linhaça com outros alimentos fontes destes nutrientes, comendo um punhado de oleaginosas como castanha do pará, nozes, amêndoas e semente de girassol.
 
Zero Hora