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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Profissionais de saúde protestam no Hospital Federal do Andaraí

Rio de Janeiro – Pelo menos 100 profissionais de saúde de hospitais federais da capital, entre eles médicos e enfermeiros, fizeram ontem (17) uma manifestação em frente ao Hospital Federal do Andaraí, na zona norte, por melhores condições de trabalho.
 
Os manifestantes estenderam uma faixa com mais de 10 metros de comprimento no prédio do hospital com a frase "SOS Andaraí". A Rua Gastão Penalva, que dá acesso ao hospital, foi interditada por policiais militares o que complicou o trânsito no entorno do bairro e atrapalhou quem tentava chegar à unidade de saúde.
 
De acordo com o presidente do corpo clínico do hospital, Cláudio Pimenta Moraes, a unidade de saúde vem sofrendo com a falta de material hospitalar, com a área de emergência saturada, pacientes atendidos nos corredores, elevadores quebrados e obras interrompidas. "Nós estamos diante de uma situação calamitosa. A emergência está funcionando de maneira precária e temporária, em uma região de ambulatório com dois anexos que foram construídos para tentar resolver o problema”, ressaltou.
 
Pimenta Moraes destacou que essas eram obras temporárias que “vêm se perpetuando ao longo do ano”. Ele acrescentou que falta material hospitalar e “diversas cirurgias estão sendo desmarcadas em função disso. Quem vêm aqui esperando ser atendido infelizmente tem que contar com a sorte", disse ele.
 
O médico também informou que a paralisação de hoje afetou as cirurgias de rotina e os ambulatórios, mas o atendimento do setor de emergência funcionou normalmente. "Estamos tentando chamar a atenção da sociedade para esse crime que está sendo cometido contra a saúde da nossa cidade.
 
Queremos movimentar os profissionais e chamar a atenção para a falta de ação da estrutura pública e isso só prejudica a população" concluiu.
 
O presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremerj), Sidnei Ferreira, defendeu a necessidade de novos concursos em caráter emergencial para a contratação de médicos e enfermeiros, com o objetivo de atender a demanda da população. Segundo ele, os problemas que os hospitais enfrentam são crônicos e amplamente denunciados. Ferreira disse que o fato é conhecido do Ministério da Saúde. “Somente com pessoal qualificado e obras sérias de infraestrutura reverteremos esse quadro".
 
Até o fechamento dessa matéria, o Ministério da Saúde e a direção do Hospital do Andaraí não haviam se pronunciado sobre o assunto.
 
Agência Brasil

Padilha anuncia mais bolsas para médicos e outros profissionais de saúde

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou ontem (17) a expansão das bolsas para especialistas em medicina e de outras áreas da saúde. Serão oferecidas 3.613 vagas em 91 especialidades e áreas de atuação, com orçamento de R$ 262,8 milhões e ampliação de 95% na oferta de bolsas.
 
O benefício faz parte do Pró-Residência, programa criado em 2010 pelo Ministério da Saúde, que oferta bolsas no valor de R$ 2,9 mil para as especialidades da medicina com maior demanda no Sistema Único de Saúde (SUS), como clínica médica, pediatria, ginecologia e obstetrícia, cirurgia geral e medicina da família.
 
“Oitenta e oito por cento das vagas ofertadas são concentradas nas especialidades de que mais precisamos, e uma grande prioridade do SUS é formar médicos em saúde da família. O Mais Médicos tem mostrado a importância da atenção básica de saúde, ter um médico que faça parte da comunidade e conheça a realidade das pessoas faz diferença para o SUS”, disse Padilha.
 
O objetivo do Ministério da Saúde é atingir a meta do Programa Mais Médicos de oferecer vagas de residência para todos os graduados em medicina até 2018.
 
A seleção das instituições a serem contempladas leva em conta, além da estrutura, a tradição na formação profissional, com servidores e professores capacitados para isso. Foram mais de 4 mil propostas de instituições em todo país, que passaram pela seleção do Ministério da Saúde. De acordo com Padilha, a a partir de janeiro, a Comissão Nacional de Residência Médica, que reúne os ministérios da Saúde e da Educação e entidades médicas, fará visitas às instituições para definir a abertura das vagas em 2014 ou para programas em 2015.
 
O critério é a oferta, pela instituição, de cursos nas especialidades prioritárias do SUS, além do esforço para levar mais vagas de residência para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e isso depende também da mobilização das instituições, informou o ministro. Este ano, o Ministério da Saúde disponibilizou R$ 100 milhões para as instituições aprimorarem a infraestrutura de suas instalações a fim de ampliar seus programas de residência.
 
A maior parte das novas bolsas de residência ofertadas está no Sudeste (2.278), o que se deve à maior infraestrutura da região. Em seguida vem as regiões Sul, com 591 bolsas, Nordeste, com 458, Norte, com 198, e Centro-Oeste, com 88. Segundo o ministro, a  concentração de vagas no Sul e no Sudeste é devida ao fato de estas serem as regiões com mais tradição em formar especialistas. "E o Ministério da Saúde não quer abrir mão da possibilidade de aproveitar as estruturas já existentes para formar especialistas”, disse ele, explicando que parte dos médicos formados no Sul e no Sudeste acaba voltando para o estado de origem.
 
O ministério vai custear também 691 bolsas já existentes, seguindo a regra do programa de que, para cada duas vagas criadas dentro das especialidades prioritárias, o ministério pagaria por uma já ofertada dentro da instituição selecionada.
 
Além das bolsas para residência médica, serão disponibilizadas 1.086 vagas para residência multiprofissional em 102 instituições. São 14 categorias profissionais, a maior parte em enfermagem, fisioterapia, psicologia e farmácia. “São especialistas tão importantes quanto os médicos para cuidar da saúde da população”, destacou Padilha.
 
O Programa Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, que prevê mais investimentos em infraestrutura, expansão do número de vagas de medicina e de residência médica, além de levar mais médicos para regiões onde há escassez e ausência de profissionais, inclusive profissionais formados no exterior.
 
Em nota, o Conselho Federal de Medicina (CFM) alertou que, embora o aumento do número de vagas de residência médica seja uma "luta histórica" das entidades médicas, a medida pode não ter "o lastro necessário para garantir a boa formação dos futuros especialistas". Para o CFM, é preciso assegurar que critérios mínimos de infraestrutura e de corpo docente sejam oferecidos aos residentes. “Sem isso, o processo de ensino não se concluirá, devolvendo à sociedade um profissional sem a qualificação esperada, comprometendo o atendimento dos pacientes.”
 
O conselho diz ainda temer que a decisão do governo seja uma tentativa de “mascarar a crise nos hospitais gerais e prontos-socorros, como denunciado pela imprensa”. Para o CFM, a crise das emergências passa, principalmente, por aumento de investimentos e melhor gestão.
 
Agência Brasil

Pesquisa mostra que crianças fumantes passivas chegam a 51%

São Paulo - Um estudo sobre o tabagismo passivo revelou que 51% das crianças até 5 anos são consideradas fumantes passivas por causa do vício dos pais. A pesquisa foi coordenada pelo diretor do Ambulatório de Drogas do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), João Paulo Lotufo. Segundo a pesquisa, essas crianças desenvolvem mais otites, bronquites, rinites, asma e duas vezes mais morte súbita quando comparadas com as de pais não fumantes.
 
Segundo ele, a pesquisa foi feita com a urina do fumante e de alguém da família que não fuma quando foi constatada a presença de nicotina também no sangue dos fumantes passivos.

“O fumante passivo também corre o risco de dependência e de inflamação das mucosas. Todos os que têm tendência a desenvolver doenças como as otites, rinites, bronquites, asma, vão sofrer e ter mais problemas. Nesses casos a mucosa já é inflamada e com a fumaça isso piora muito”.
 
Ele destacou que muitos pais alegam que fumam fora de casa para não prejudicar os filhos, mas isso não adianta, pois o cheiro do cigarro fica no corpo e nas roupas do fumante e, consequentemente, as crianças acabam respirando isso. “Só o cheiro já é motivo de inflamação. Sem dúvida é melhor fumar fora, mas o ideal é parar de fumar. Pelo menos 305 de quem vem ao ambulatório para parar de fumar, tem como motivação os filhos”.
 
Lotufo observou que depois que São Paulo aprovou a Lei Antifumo houve diminuição dos casos de doenças cardiocirculatórias. “Infelizmente são só sete estados que tem essa lei em vigor. O Brasil ainda não é um ambiente livre de fumaça, mas a lei que abrange todo o país já foi aprovada, mas ainda não regulamentada. Estamos em um movimento para que ela ente em vigor o quanto antes”.

Agência Brasil

Tecnologia 3D é tema de livro

A publicação, que será lançada no dia 19 próximo, apresenta como a impressão em terceira dimensão é aplicada no cotidiano e em diferentes áreas da ciência. A obra será distribuída em universidades brasileiras e internacionais.
 
  Renomados pesquisadores de diferentes áreas científicas vão lançar, dia 19, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, às 19h, o livro Tecnologias 3D: desvendando o passado, modelando o futuro. A obra pretende apresentar ao público como a técnica de impressão em terceira dimensão pode ser aplicada em diversas situações, desde o acompanhamento do pré-natal, com a impressão fetal em 3D, passando pelo estudo de espécies de plantas ou animais, até uma grande descoberta arqueológica. O livro bilíngue será distribuído em universidades brasileiras e internacionais.
 
Com autoria de Jorge Lopes, designer industrial da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio); Antônio Brancaglion, arqueólogo; Sérgio Alex Azevedo, pesquisador do Museu Nacional; e Heron Werner, ginecologista e obstetra especialista em medicina fetal do Alta Excelência Diagnóstica, a publicação aborda pesquisas e projetos brasileiros desenvolvidos recentemente que se baseiam no uso da tecnologia 3D.
 
A obra tem a diversidade dos temas e a linguagem simples como marcas de uma leitura descontraída e repleta de curiosidades sobre as áreas de arqueologia, paleontologia, medicina, biologia e design, entre outros assuntos, divididos em 247 páginas e 10 capítulos ilustrados.
 
“A cada capítulo, os leitores são remetidos a uma viagem no tempo e no espaço. Nela poderão conhecer mais sobre a era dos dinossauros, aldeias pré-históricas, tumbas de faraós e outros locais e períodos fascinantes da história”, enfatiza Heron Werner.
 
Segundo o médico, o objetivo do livro é compartilhar a aplicabilidade da técnica de impressão 3D em áreas multidisciplinares, mostrando a amplitude e a capacidade de adaptação ao cotidiano da população. “A tecnologia 3D representa o futuro da ciência, pois permite uma análise profunda a partir da reconstrução e reprodução virtual e material, tanto de objetos como de seres vivos”, afirma.
 
O conteúdo é resultado de pesquisas conduzidas em diferentes laboratórios do Rio de Janeiro, entre eles a Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI), que disponibilizou equipamento de ressonância magnética para a obtenção das imagens tridimensionais, que também foram obtidas por meio de software de modelagem e por scanners 3D.
 
O livro, que conta com a participação de outros pesquisadores espalhados pelo mundo, será distribuído em universidades brasileiras e internacionais como leitura paradidática de diversos cursos superiores.
 
Serviço
Publicação: Tecnologias 3D: desvendando o passado, modelando o futuro – livro ilustrado e bilíngue.
 
Lançamento: dia 19/12/2013, às 19h, na Livraria da Travessa – Shopping Leblon, (Av. Afrânio de Melo Franco, 290/loja 205, Leblon, Rio de Janeiro).
 
Autores: Jorge Lopes, Antônio Brancaglion, Sérgio Alex Azevedo e Heron Werner.
 
Editora: Lexikon.
 
Páginas: 247.

À venda nas principais livrarias.

Após quase falência, grupo equilibra contas e expande complexo hospitalar com 394 anos de tradição no Rio de Janeiro

Com 550 leitos e, aproximadamente, 1,8 mil funcionários, o Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF), antigo Hospital da Ordem Terceira, na Tijuca, Rio de Janeiro, quase fechou as portas há cerca de dois anos devido a dívidas que superavam R$ 140 milhões e atrasos na folha de pagamento de funcionários. Em 2011, a convite do arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, a Associação Lar São Francisco na Providência de Deus, com sede em Jaci (SP), passou a administrar o complexo hospitalar, que tem 8 prédios e 42.278m² de área construída.
 
A Associação, formada por frades franciscanos e presidida por Frei Francisco Belotti, tem em seu histórico a recuperação e administração de diversas obras de saúde, gerenciando mais de 60 instituições da área espalhadas por São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, além de um hospital em Porto Príncipe, no Haiti.
 
Apenas no primeiro ano de administração, funcionários e pacientes já notavam as melhorias. Com um investimento de 40 milhões, a emergência, que até então disponibilizava apenas quatro leitos, recebeu novos equipamentos, além de uma expansão, aumentando o número de leitos para onze. Houve melhorias no centro cirúrgico e na CTI, além de novas aquisições de equipamentos de diagnósticos e hotelaria. "Em menos de dois anos de administração da Associação notamos muitas mudanças no hospital. Estávamos em uma situação muita difícil, não recebíamos passagem para vir trabalhar, não recebíamos salários e as condições de trabalho eram péssimas. A gente não tinha muito que fazer quando os pacientes chegavam aqui, não tinha médicos e muito menos material e equipamentos para recebê-los", relembra a funcionária Iara Rodrigues, do setor de manutenção.
 
"Quando assumimos o hospital havia mais de 480 processos trabalhistas e uma enorme dívida. Estamos ainda nos reestruturando, administrando as dívidas e já nos encontramos em um cenário de expansão. O nosso desafio é continuar e manter os investimentos", afirma o diretor do hospital, Frei Paulo Batista.
 
Nos primeiros seis meses desse ano, os investimentos continuaram e três andares, antes fechados, foram reabertos, o que representa um aumento de 72 leitos na Unidade de Internação Clínica e Cirúrgica. O CTI e a Unidade Pós-Cirúrgica foram reformados e ampliados, com mais 18 leitos. Além disso, cerca de 150 profissionais de saúde já foram contratados.
 
Parceria público-privada
Em março do ano passado, a direção do Hospital São Francisco na Providência de Deus firmou convênio com a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, se tornando a primeira OSS (Organização Social de Saúde) a disponibilizar clínica médica, leitos de CTI, cirurgia cardíaca, procedimentos cardiológicos, serviço de infectologia e atendimentos ambulatoriais para pacientes do SUS, além do Centro Estadual de Trauma do Idoso.
 
Outro motivo para celebrar é o sucesso do Centro Estadual de Transplantes que, em apenas sete meses, já alcançou o primeiro lugar no Rio de Janeiro e o segundo do Brasil em transplantes de fígado. A central do HSF também é uma das cinco que mais realiza transplantes de rim no país, e já alcançou a marca de 100 cirurgias deste tipo. As taxas de sucesso também estão acima da média nacional: 97,5% para renal frente a 90-95% no país e, 86% para hepático, frente a 72%.
 
Papel social
Uma das grandes obras realizadas nesses dois anos de administração foi a inauguração do Polo de Atenção Integral à Saúde Mental - Papa Francisco (PAI), abençoado pelo pontífice em sua visita ao Brasil. Direcionado a prestar atendimento psiquiátrico, em especial aos dependentes químicos, principalmente vítimas do crack, o PAI, que ocupa uma área de dois mil m² e quatro andares, tem 46 leitos em pleno funcionamento e até o final do ano chega ao total de 80.
 
"O PAI caminha junto com que acreditamos e sabemos fazer: acolher os mais necessitados. O grande diferencial desse projeto é que toda a estrutura física, tecnológica e equipe médica do nosso hospital darão apoio às necessidades advindas do PAI", explica Frei Francisco Belotti, fundador da Associação e superintendente do Hospital São Francisco na Providência de Deus.
 
ASSESSORIA DE IMPRENSA
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Leonardo Martes, (21)98333-6338