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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mude oito hábitos e previna o desgaste nos dentes

Bruxismo - Foto: Getty Images
Bruxismo
Estresse, problemas de estômago e sono agitado prejudicam a saúde bucal
 
O Dia da Saúde Bucal (25 de outubro) ajuda a lembrar que escovar bem os dentes é o primeiro - e mais importante! - cuidado com a boca, mas só este hábito não garante um sorriso livre de problemas.
 
Desgaste do esmalte, manchas ou até pequenas fissuras nos dentes podem aparecer mesmo nos casos em que o kit de escovação chega a cansar de tanto ser usado.
 
"Estresse, muita força ao manusear a escova e até a escolha errada do creme dental contribuem para o desgaste dos dentes", afirma o dentista José Eduardo Lima, professor da Universidade de São Paulo.
 
Ele e outros especialistas ajudam você a mapear quais são os inimigos dos dentes impecáveis.
 
Bruxismo - Foto: Getty ImagesBruxismo
O hábito de apertar e ranger demais os dentes, principalmente durante o sono, pode provocar um desgaste intenso do esmalte e da dentina (parte mineralizada do dente, revestida pelo esmalte)."O hábito também causa fraturas nos dentes e dores de cabeça e nas articulações", afirma o cirurgião-dentista Mario Groisman, do Rio de Janeiro, mestre em Odontologia pela Universidade de Lund - Suécia.

Para limitar esses danos, existem aparelhos móveis (usados somente ao dormir). Outra opção é entender o motivo da tensão durante o sono, normalmente relacionada ao estresse emocional,
 
Estresse - Foto: Getty ImagesEstresse
Além de ser um dos grandes responsáveis pelo bruxismo, o estresse, indiretamente, favorece o aparecimento de cáries. Os microorganismos causadores da cárie encontram ambiente mais propício para se desenvolverem quando há estresse e a imunidade está abalada.

O dentista José Eduardo Lima diz ainda que a tensão excessiva pode provocar uma redução do fluxo salivar. "Com menos saliva, maiores serão as chances de desmineralização do dente, levando à formação de cáries", afirma.
 
Gastrite - Foto: Getty ImagesGastrite e problemas estomacais
Refluxo ou vômito frequente podem provocar erosão química dos dentes. "O problema acontece por causa do líquido altamente ácido que vem do estomago", explica o dentista José Eduardo.

Para evitar esse desgaste dentário, é preciso controlar buscar ajuda de um gastroenterologista, este médico pode indicar mudanças na alimentação e medicamentos capazes de aliviar os desconfortos estomacais.
 
Cigarro - Foto Getty ImagesCigarro
Ficar com os dentes amarelados é só um dos prejuízos de quem fuma. Pesquisas comprovam que fumantes perdem os dentes mais cedo - as toxinas do cigarro prejudicam a circulação nas gengivas e enfraquecem os dentes. Além disso, os odontologistas alertam que o tabagismo altera o pH da boca, facilita o surgimento de cáries e provoca periodontite e câncer bucal.

Estudo recente, feito por mais de 30 anos pela Boston University´s School of Dental Medicine, nos Estados Unidos, apontou que pessoas que fumam cigarro são os principais alvos de tratamento de canal.
 
Escovação - Foto: Getty ImagesEscovação inadequada
De acordo com o cirurgião-dentista Mário Groisman, a escovação inadequada, com pressão excessiva e de forma persistente, pode causar perda de estrutura dental, principalmente nos dentes pré-molares e caninos.

"Os dentes vão sendo desgastados aos poucos, começando pela camada mais externa do esmalte", afirma.
 
Quebras os dentes - Foto: Getty ImagesUsar dente como ferramenta
O hábito de usar os dentes para abrir garrafas, latas e outros objetos deve ser completamente esquecido. Você pode até não perceber, mas a força empregada nesses movimentos tira lascas dos dentes, desgasta o esmalte e fere a gengiva.

Casos mais graves podem terminar em fraturas que exijam a extração do dente.
 
Refrigerante - Foto: Getty ImagesAlimentos ácidos
Se consumidos com frequência, frutas, vinagre, refrigerantes, vinhos e outros alimentos ácidos podem enfraquecer a superfície do esmalte. "Esse desgaste é chamado de desmineralização e pode causar sensibilidade ou dor", explica o profissional Mario Groisman.

Fazer uma boa higiene bucal assim que terminar de comer qualquer um desses alimentos é a melhor maneira de se prevenir contra os inconvenientes.
  
Balas duras - Foto: Getty ImagesAlimentos muito duros
Assim como o hábito de usar os dentes como ferramenta, comer alimentos muito duros pode causar fraturas dentais.

"Além disso, balas, alimentos pegajosos e açucarados, por permaneceram na boca por mais tempo, aumentam o risco de cáries", lembra o dentista Mario Groisman. 
 
Minha Vida

Substitua os petiscos da praia por pratos saudáveis

Além de calóricos, eles podem fazer mal à saúde
 
Passar o dia inteiro na praia pode ser uma delícia, mas nos preocupamos tanto com a diversão e o descanso que a alimentação acaba sendo deixada de lado.
 
Quando a fome aperta, a primeira ocorrência é o vendedor ambulante, com o isopor cheio de alimentos que, além de calóricos, podem causar um prejuízo danado à sua saúde. "Os petiscos vendidos na praia podem oferecer risco à saúde, principalmente os que são feitos sem higiene", afirma a nutricionista Gabriela Marcelino, da Congelados da Sônia, no Rio de Janeiro.

Ela conta que alimentos à base de proteínas, por exemplo, precisam permanecer em uma temperatura adequada para não estragar. "Na praia, é legal você levar algo de casa, preparado com higiene e conservado na geladeira até a hora de sair.
 
Para transportar, deve-se levar tudo dentro de uma bolsa isotérmica", aconselha a nutricionista.
 
Confira as substituições mais saudáveis para os famosos petiscos de praia:
 
1. Queijo coalho
Esse tipo de queijo, além de ser calórico, deve ser mantido em temperatura de refrigeração - o que, na praia, fica difícil. "Cada 100g dele contém 343 kcal. Mas não é só a caloria que preocupa nesse petisco, a quantidade de sódio também é alta", diz a nutricionista Gabriela Marcelino. 

Substitua por: queijos pasteurizados.
Aproveite a sua bolsa térmica para carregar consigo queijos pasteurizados UHT, aqueles vendidos em embalagens individuais. "Além de práticos, não necessitam refrigeração e contêm menos sódio", diz Gabriela.  
 
2. Camarão frito
Para a nutricionista Gabriela, essa opção é permitida com cautela, e desde que comprada em um quiosque de confiança, onde é possível vê-lo sendo preparado. Segundo a tabela da USDA, 100g desse alimento conta com 308 kcal. Mas o problema maior é a fritura. "O camarão frito é prejudicial por possuir muita gordura saturada, que aumenta o risco de doenças cardiovasculares", afirma a nutricionista Paula Castilho, da Sabor Integral Consultoria em Nutrição, em São Paulo.

Substitua por: Camarão no bafo.
"Se você já é frequentador assíduo e conhece o dono do quiosque, peça a ele que faça a sua porção no 'bafo' da frigideira, sem adição de óleo, assim a caloria diminuirá", aconselha Gabriela. Se não for possível, Paula dá a dica: "Coloque um guardanapo de papel em cima do prato que vai servir o camarão, assim ele absorverá um pouco da gordura da fritura".  
 
3. Sorvete de massa
Ele refresca, mas pode ser bem calórico. Uma bola (60 g) de sorvete napolitano, por exemplo, tem 108 kcal, dependendo do fabricante. "O sorvete de massa tem um acúmulo muito grande de gordura saturada e trans, já que seus principais ingredientes são derivados do leite", justifica Paula Castilho. 

Substitua por: Picolé de frutas.
O picolé é uma boa opção para refrescar sem acumular muitas calorias no cardápio. "Um picolé de abacaxi de 60 g, por exemplo, possui 64 kcal e nenhum tipo de gordura", afirma a nutricionista Gabriela Marcelino.  
 
4. Pastel frito
O pastel deve ser evitado, assim como coxinhas, risoles e similares. ?Como toda fritura, eles têm calorias altas e nem sempre a qualidade do óleo utilizado é boa", afirma Gabriela Marcelino. Um pastel de carne com 50 g tem, em média, 165 kcal, e um pastel de queijo com o mesmo peso, 170 kcal.
 
Substitua por: salgados assados
Se, pra você, o salgado é uma maneira prática de se alimentar na praia, que tal dar preferência aos tipos assados, como um quibe ou esfiha? Eles não têm adição de óleo e, segundo a nutricionista Paula, contam com, aproximadamente, 80 kcal por unidade.  
 
5. Amendoim
Por si só, ele não é um alimento perigoso, já que se trata de uma oleaginosa - grupo alimentar conhecido pelos benefícios ao coração. O problema está no excesso, seja na quantidade ou no sal adicionado. ?Um 'canudo' daqueles vendidos na praia contém 208 kcal. Por conta da quantidade de sal adicionado nele, não é recomendado o consumo de grandes quantidades", diz Gabriela Marcelino.
 
Substitua por: Petiscos desidratados
Juntar uma porção de alimentos desidratados e carregar consigo na praia é uma solução prática, gostosa e saudável. "Você mesmo poderá fazer o seu petisco. Use frutas desidratadas - como maçã, abacaxi, - soja torrada, castanha de caju sem sal, ameixa e damasco. Misture, e coloque em saquinhos", ensina a nutricionista. 
 
6. Milho verde com manteiga 
Assim como o amendoim, não é o milho sozinho que causará danos à dieta e à saúde. Além do sal, a manteiga pode ser a vilã da dieta e da saúde, pois acrescenta muitas calorias e gorduras, o que não é nada bom para o coração. "Para cada colher de sopa de manteiga adicionada, são mais 245 kcal na espiga de milho", alerta Gabriela. 
 
Substitua por: Milho sem manteiga
A adaptação é simples: basta tirar a manteiga do preparo. Somente a espiga, que rende uma boa refeição e apresenta 130 kcal. 
 
7. Batata frita
A batata frita é uma bomba de calorias. "Para cada porção de 200g de batata frita, são 548 kcal a mais no seu dia", alerta Gabriela. 
 
Substitua por: Palitos de legumes ou batata assada
O conselho da nutricionista Paula Castilho é substituir essa bomba calórica por palitinhos de legumes, como pepino, cenoura e brócolis - 100 g deste petisco têm apenas 55 kcal. Agora, se pintar aquela vontade de comer batatas, opte pela versão assada, 100 g equivalem a 198 kcal.  
 
8. Salgadinho industrializado 
Muito popular entre as crianças, os salgadinhos industrializados são petiscos que ameaçam a boa forma e a saúde. "Eles devem ser evitados, por serem alimentos com calorias vazias, ou seja, não ofertam nutrientes ao organismo, possuem muito sódio e não matam a fome por muito tempo", diz Gabriela. As calorias desses salgadinhos variam entre 200 e 500 kcal a cada 100 g. 
 
Substitua por: Salgadinhos de soja
As crianças podem até fazer cara feia, mas esse salgadinho também é saboroso. Os benefícios da soja são conhecidos: ameniza os sintomas da menopausa, faz bem ao coração, melhora as funções cognitivas e por aí vai. Além disso, o petisco é pouco calórico, tem apenas 90 kcal a cada 100 g, segundo Paula Castilho.  
 
Minha Vida

Como a moda pode interferir na saúde da sua região íntima

A lingerie é um dos fatores que interferem na região íntima
Descubra quais os tipos de roupa que evitam o surgimento de odores desagradáveis
 
Os cuidados com a área íntima feminina devem estar presentes em todos os momentos do dia, independente das exigências e tendências que a moda impõe. Roupas apertadas e tecidos sintéticos, por exemplo, podem até causar um efeito legal na hora de se vestir, mas eles dificultam consideravelmente o fluxo de ar nessa parte do corpo, situação propícia para o surgimento de odores na região.
 
Isso acontece porque ao abafar a região íntima, ocorre um aquecimento associado a uma possível mudança de ph da área. Esse cenário é extremamente favorável à proliferação de microrganismos, dando assim origem a infecções causadas por fungos ou bactérias.
 
Mas tenha calma! Isso não significa que seja necessário abolir o uso das calças. O ideal é utilizar aquelas que possuem tecidos mais leves e que combinem com o clima de cada região. Alternar o uso de calças com saias e vestidos também é uma boa alternativa, principalmente em épocas mais quentes como o verão em que a transpiração da região íntima.
 
Do exercício à hora de dormir
O mesmo alerta vale para a hora de praticar exercícios. Ao realizar atividades físicas, dê preferência às roupas feitas de tecidos tecnológicos próprios para esporte, que permitem a circulação de ar e evitam o abafamento que pode causar odores indesejados.
 
Em relação à lingerie, é importante evitar o uso de calcinhas de tecido sintético ou ao menos alternar a utilização com as calcinhas 100% de algodão. Além de serem mais confortáveis, este tecido é mais indicado por permitir que a região íntima respire melhor.
 
Mesmo com todos esses cuidados, é preciso compensar o período em que a região ficou abafada durante o dia. Uma forma bastante indicada por médicos é dormir sem calcinha, deixando a região íntima mais arejada.
 
Somam-se a essas recomendações a necessidade de um cuidado redobrado com a higiene íntima, utilizando na hora do banho um sabonete íntimo que - por possuir grau de acidez semelhante ao da região genital – ajuda a prevenir possíveis odores e reduz as chances de irritação.
 
Mas fique alerta: a qualquer sinal de que algo esteja errado como secreções, coceira, irritação e sensação de ardor ao urinar ou durante as relação sexuais não deixe de consultar um médico especialista.

Delas

Aumento de renda e emprego "são combustíveis" da saúde suplementar, diz FenaSaúde

Rio de Janeiro - O ano de 2013 manteve o crescimento que vinha sendo observado há dois anos no número de beneficiários de planos de saúde. Até junho, de acordo com números da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o ritmo de crescimento mostrou um pequeno recuo, de 3,5% para 2,7%.
 
O dado mais recente divulgado pela agência mostra, porém, que o indicador voltou aos patamares anteriores, na faixa de 3,2%. “O crescimento continua respondendo ao ciclo positivo de aumento de renda e de manutenção do nível de emprego, que são os dois principais combustíveis do setor”, explicou o presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Marcio Coriolano. A expectativa é que a expansão do setor em 2014 fique entre 3,5% e 4%.
 
Para ele, o desenvolvimento do setor está se pautando nas pequenas e médias empresas. “Como a saúde é considerada importante pela população, passou a ser incorporada como uma política efetiva de benefício por parte das empresas. Hoje, plano de saúde é tão importante quanto salário.”
 
Outro dado importante para o resultado do setor é a interiorização do desenvolvimento e o alcance de regiões que não eram tão abastecidas por planos de saúde, em especial o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste. Segundo as estatísticas da ANS e das próprias operadoras, essas regiões são as que mostram maior crescimento em termos relativos. “Plano de saúde hoje não é só coisa de bacana. É um item não só desejado, como comprado por segmentos de amplas classes de renda e de todas as regiões do Brasil.”
 
A FenaSaúde não vê como positiva a suspensão da comercialização de planos de saúde das operadoras privadas pela ANS, disse Coriolano. Ele garantiu que a entidade apoia a regulação do setor e o órgão regulador, mas considera a metodologia de fiscalização equivocada. Por isso, entrou com medida judicial para derrubar a suspensão de 150 planos administrados por 41 operadoras, determinada pela ANS em novembro.
 
Apesar das críticas, avaliou como positiva a criação de um grupo técnico pela ANS para aprofundar o debate sobre a metodologia de monitoramento, atendendo a um pleito da própria FenaSaúde. Esse grupo técnico será integrado por representantes de entidades de defesa do consumidor, do Ministério Público, da Defensoria Pública e pelas empresas operadoras. Já ocorreu uma primeira reunião e, a partir de agora, começará a ser detalhado o plano de ação.
 
A FenaSaúde conta com 17 grupos empresariais associados que respondem pela proteção à saúde de 24,3 milhões de beneficiários, o que corresponde a cerca de 36,6% dos beneficiários da saúde suplementar no país.

Agência Brasil

Setor de saúde suplementar deve fechar o ano com 50 milhões de beneficiários

Rio de Janeiro – O ano de 2013 foi “muito positivo” para o setor de saúde suplementar e deve registrar um crescimento de 4% nos planos de assistência médico-hospitalar, segundo o presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), André Longo. “Nós vamos chegar ao final do ano com 50 milhões de beneficiários de planos de assistência médica.” A expectativa é que também seja registrada uma expansão superior a 7% nos planos odontológicos, que em novembro já haviam superado os 20 milhões de beneficiários.
 
Longo ressaltou que 2013 foi um ano de fortalecimento do papel da ANS. “Houve um crescimento na procura da agência, tanto para buscar informações, como para fazer reclamações. A agência hoje já é a principal referência para o consumidor de plano de saúde.” Em 2012, a ANS registrou quase três vezes mais reclamações que os Procons, explicou. De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), foram feitas 27 mil reclamações referentes a planos de saúde nos Procons, enquanto a agência contabilizou 78 mil.
 
O índice de solução de conflitos sobre as  negativas de cobertura atingiu 82,6% entre janeiro e outubro deste ano – de cada cinco reclamações, quatro foram resolvidas. “Isso é, para nós, fruto do monitoramento da garantia do atendimento, no sentido de induzir a uma mudança de comportamento das operadoras para que elas efetivamente passem a atender aquilo que o consumidor contratou.”
 
Segundo Longo, isso garante um protagonismo para o consumidor. “A agência adota uma medida cautelar a cada três meses para os produtos que estão com mais reclamações procedentes. Isso protege os beneficiários e indica que as operadoras precisam melhorar o atendimento para voltar a comercializar os produtos.” Ele lembrou que atualmente 150 planos de 41 operadoras estão suspensos – são 4,1 milhões de consumidores, o que equivale a 8% dos 50 milhões que têm planos de assistência médica privada.
 
O programa de monitoramento da garantia de atendimento aos clientes de planos de saúde ganhou velocidade em 2013. Longo explicou que até o ano passado a ANS examinava somente os prazos máximos de atendimento e, este ano, o programa foi ampliado para todas as negativas de cobertura de procedimentos assistenciais.
 
Em paralelo, foram criadas regras para que o consumidor seja melhor informado. Entre elas, citou a obrigatoriedade de a operadora informar por escrito em até 48 horas, em linguagem clara e acessível para o consumidor, o motivo da negativa de cobertura. “Obrigamos as maiores operadoras, com mais de 100 mil beneficiários, a criarem ouvidorias.” De acordo com Longo, 98 operadoras nessa condição implantaram ouvidorias ao longo deste ano.
 
Ele percebeu ainda uma maior atenção das operadoras para o cumprimento das regras da agência durante 2013. “Isso tende a garantir mais acesso, mais qualidade assistencial para os consumidores”. Nesse item, salientou a importância da revisão do rol de procedimentos, concluída em 2013 e que passará a vigorar no próximo dia 2 de janeiro. Foram incorporados 87 novos procedimentos, com destaque para os medicamentos orais para tratamento de câncer, que podem ser utilizados em casa, pelo beneficiário. “As operadoras vão ter a obrigação de entregar isso ou de reembolsar o beneficiário pela compra.”
 
André Longo reconheceu que o setor é complexo e ainda existem insatisfações e reclamações. “A agência tem se esmerado para melhorar os mecanismos de gestão, para dar mais protagonismo ao consumidor e interagir cada vez mais com as operadoras para entregar um serviço de mais qualidade, garantindo tudo aquilo que foi contratado pelo consumidor.”
 
Mais importante do que multar as operadoras pelo descumprimento de regras contratuais, destacou que é preciso resolver o problema. Para o presidente da ANS, o programa de monitoramento da garantia de atendimento e a medida cautelar de proteção do consumidor têm induzido uma mudança no comportamento das operadoras. “Muito mais pedagógico do que as multas, que têm efeito regulatório e econômico”. Ele garantiu, no entanto, que a ANS “não vai deixar de multar nunca”. A intenção, acrescentou, é ampliar a proteção do consumidor.
 
Agência Brasil