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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mercado da dor gira R$ 2,6 bilhões ao ano

“Como não necessita de apresentação de receita, a compra de
analgésico é espontânea”, diz um executivo do setor
Venda de analgésicos provoca disputa bilionária entre gigantes farmacêuticas, diz levantamento feito pela consultoria IMS Health
 
Comprar analgésicos pode até parecer um hábito corriqueiro para muitos brasileiros. Mas a disputa por esse bilionário segmento por trás das gôndolas das farmácias envolve multinacionais e gigantes nacionais e é acirradíssima - uma briga de titãs por míseros pontos porcentuais para ficar entre as maiores no “mercado da dor”.
 
Um levantamento feito pela consultoria IMS Health mostra que a venda de analgésicos puros (para dor e combate à febre, excluídos relaxantes musculares) movimenta R$ 2,6 bilhões por ano. Esse segmento é o mais importante entre os medicamentos isentos de prescrição (Mip) ou OTC (Over-the-counter, na sigla em inglês), diz Nilton Paletta, presidente da IMS Health.
 
Vale tudo para ficar no topo - maior exposição em pontos de vendas em farmácias, pesados investimentos em mídia, sobretudo em horário nobre da TV, e descontos de preços. “É um setor que não envolve peixe pequeno”, diz um executivo do setor.
 
E não tem mesmo. Gigantes como a japonesa Takeda, a líder da categoria em faturamento, as americanas Johnson&Johnson e Pfizer, a francesa Sanofi, a alemã Boehringer Ingelheim e a nacional Hypermarcas não poupam esforços para ganhar fatia nesse mercado. “Como não necessita de apresentação de receita, a compra de analgésico é espontânea”, diz o mesmo executivo, lembrando que a antiga resolução da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), a RDC 41, que proibia a venda desses produtos fora do balcão, virou uma “dor de cabeça” para os laboratórios.
 
Após inúmeros processos judiciais e liminares, a Anvisa voltou atrás na decisão, que vigorou entre início de 2010 e meados de 2012. No ranking das dez maiores empresas em receita, as marcas fortes prevalecem, com exceção do genérico da Medley (controlada pela Sanofi), que aparece como o sexto mais vendido na lista. Quando medido por unidades, os genéricos (com o nome do princípio ativo) ganham espaço “É um mercado de poucas marcas, mas marcas bem fortes”, diz Rodolfo Hrosz, diretor-geral da Pfizer Consumer Healthcare. A multinacional está disposta a jogar pesado para abocanhar uma fatia maior para ficar entre as primeiras no topo.
 
O carro-chefe da companhia nesse segmento é o Advil, o nono analgésico mais vendido em faturamento, segundo o IMS Health (de novembro de 2012 a outubro de 2013), considerando os analgésicos puros. Segundo Hrosz, o produto é um dos mais vendidos em São Paulo, maior mercado consumidor. A empresa computa mês a mês as vendas para saber onde cresce.
 
Se incluídos os relaxantes musculares na lista, o Advil salta para a terceira colocação no ranking, entre agosto e novembro deste ano, de acordo com informações fornecidas pela empresa. O executivo reconhece que o fator preço não é o que mais atrai as vendas do analgésico Advil, que custa R$ 1,80 a dose, enquanto o preço médio de seus concorrentes gira em torno de R$ 0,60. “Sabemos que nosso produto é premium. A cápsula é líquida, com efeito mais rápido”, diz Hrosz. “É um segmento importante porque todo mundo tem algum tipo de dor”, diz Lais Rosin, diretora da unidade de negócios OTC da Takeda. “A fidelidade do consumidor é muito importante nesse segmento.” A Neosaldina, conhecida no mercado como “Neosa”, é o analgésico número um em vendas. “Qualquer ponto porcentual nesse mercado é grande coisa”, afirma Lais.
 
Além de pesadas campanhas na mídia, sobretudo na TV, a Takeda aposta nas várias apresentações do produto. “Temos um portfólio diversificado para atender todo tipo de público, até embalagem com um único comprimido."
 
Solução doméstica
Única nacional no ranking em que imperam as múltis em faturamento, a Hypermarcas tem quatro analgésicos entre os dez mais vendidos. “Temos investido muito em mídia, com inserções na Rede Globo, Record e SBT”, diz Luiz Eduardo Violland, presidente da divisão farmacêutica da Hypermarcas. “No caso da Doralgina (o décimo no ranking), quando incorporamos o laboratório Neo Química (em 2009), o medicamento era vendido no pequeno e médio varejo. Trocamos a embalagem, expandimos a distribuição para as grandes redes e apostamos pesado em mídia”, afirma.
 
Segundo Violland, a empresa aposta na maior disposição dos brasileiros, com o aumento da renda, para comprar medicamentos. “As pessoas geralmente procuram o médico por três motivos: dor, infecção a partir de uma febre e depressão.” Com a estratégia mais agressiva das farmacêuticas nesse segmento, o “mercado da dor” promete não aliviar a concorrência.

iG

Frutas cítricas ajudam a emagrecer, diminuem risco de AVC e dão energia

Refrescantes, e portanto ótimas para serem saboreadas nos meses de verão, as frutas cítricas devem ser evitadas apenas por aqueles que sofre de azia ou gastrite
 
Quem não gosta de um suco geladinho de laranja? E aquela salada de frutas recheada de kiwi? Além de saborosas, essas frutas ajudam a emagrecer, combatem o mau hálito e são eficazes em tratamentos de saúde. Confira:
 
Efeito emagrecedor:
As frutas cítricas têm propriedades capazes de reduzir a absorção de gorduras e açúcares pelo organismo, além de aumentarem a sensação de saciedade.
 
Efeitos medicinais:
 
Diminuem o risco de AVC em mulheres
Os pesquisadores já sabiam que uma dieta rica em vitamina C estava associada a um menor número de problemas cerebrais, mas não tinham certeza sobre os motivos. Agora, estudaram os componentes dos cítricos e acharam o grande responsável pelos benefícios: os flavanones, um tipo de flavanóide, substância presente nos alimentos que contribui para imunidade e previne o envelhecimento das células.
 
Melhoram a cicatrização da pele
Com propriedades funcionais, eles combatem a inflamação e ajudam na formação do novo tecido. Contêm flavonoides, que protegem as paredes dos vasos sanguíneos e combatem o processo inflamatório.
 
Alimentos que previnem a gripe
Frutas cítricas são clássicas no reforço à imunidade, graças à alta concentração de vitamina C. Mas não espere a enfermidade aparecer para fazer mudanças no cardápio. O ideal é reavaliar a dieta e o estilo de vida antes que o corpo fique suscetível aos vírus.
 
Evitam o mau hálito
Algumas, como limão, abacaxi, kiwi, morango e maracujá são excelentes para a manutenção de um hálito saudável. Além de terem ação adstringente e bactericida, estimulam a salivação, inibindo a proliferação de bactérias na boca, e estimulam o funcionamento do sistema digestivo. O melhor é consumi-las sem açúcar, mesmo na forma de suco.
 
Efeito Físico:
 
Ajudam no treino
Há frutas que favorecem o treino, há frutas que prejudicam o treino. Há frutas para antes do exercício, e outras para depois da prática. As frutas cítricas são ricas em sais eletrolíticos, importantes para a hidratação em exercícios de longa duração. Ao ingerir frutas com vitamina C, a pessoa já prepara o organismo antes do treino para uma recuperação rápida.
 
Efeitos Colaterais:
 
Provoca azia
Se você tem propensão a incômodas queimações de azia, não basta tomar um antiácido – cuidados com o que você come devem vir em primeiro lugar.
 
Ataca a gastrite
Cafeína, frutas ácidas, leites e frituras permanecem no grupo a ser evitado, mas alguns ingredientes têm ação anti-inflamatória e auxiliam a amenizar e até prevenir os sintomas da gastrite.

iG

Alzheimer: perguntas e respostas

 - Divulgação
Divulgação
Tire suas dúvidas sobre a doença
 
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca a morte acelerada dos neurônios em todas as regiões do cérebro. É um processo difuso que danifica desde as áreas da memória até os centros motores, responsáveis pela locomoção. À medida que a doença evolui, as funções cerebrais vão ficando cada vez mais comprometidas e outros campos vão sendo afetados, como a linguagem, a razão e a habilidade de cuidar de si próprio.
 
Qual a causa da doença?
Não se sabe ao certo a origem do problema. Estudos apontam que algumas mudanças nas células cerebrais poderiam interferir nas funções cognitivas do paciente, mas não há nada concreto. A idade seria um dos grandes fatores de risco para desenvolver o Alzheimer, mas a predisposição genética também, o que pode justificar casos de desenvolvimento precoce.
 
Pelo que se sabe até aqui, a doença começa quando há erros no metabolismo de proteínas, como o beta-amiloide, o que provoca acúmulo de placas tóxicas. Também pode haver alterações na proteína tau, o que destrói o esqueleto celular. Ambos os processos levam a uma morte acentuada de células nervosas no cérebro.  
 
Quais são os principais sintomas?
O primeiro deles é a perda da memória recente - como os eventos vividos horas antes. É importante apontar que um esquecimento ocasional não deve ser entendido como sinal da doença. Lapsos de memória só sinalizam a doença quando interferem nas atividades diárias da pessoa.
 
Além da perda da memória progressiva, o paciente também começa a ter dificuldade para raciocinar, se planejar e, com o tempo, até se comunicar e se locomover. Em boa parte dos casos, surgem ainda a agitação, a ansiedade e a depressão.
 
Como é feito o diagnóstico?
Não há um exame específico capaz de apontar o Alzheimer. O médico costuma diagnosticar o mal após realizar testes neurológicos e cognitivos para descartar outras doenças. O profissional também leva em conta informações sobre as mudanças de comportamento do paciente, colhidas em entrevistas com ele e com sua família.
 
Há tratamento para o Alzheimer?
Sim. Existem medicamentos que ajudam a impedir o avanço rápido da doença em seus primeiros anos, mas não há cura. Após o diagnóstico e a orientação médica, o tratamento é iniciado com doses baixas, de modo a diminuir os efeitos colaterais que podem surgir. Os familiares também passam por um processo de orientação em que aprendem mais sobre o que é a doença e como lidar com o paciente.
 
Existem estudos recentes sobre a doença?
Uma alternativa apontada pelas novas pesquisas seria o efeito neuroprotetor do lítio. A substância impede a atuação de processos metabólicos que causam o Alzheimer, como a formação das placas de beta-amilóide e as alterações da proteína tau - que seriam alguns dos prováveis mecanismos da doença.
 
Quantas pessoas sofrem de Alzheimer?
Estima-se que 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% daquelas com mais de 85 anos podem apresentar Alzheimer. No Brasil, dos 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos, cerca de 6% apresentam a doença, ou seja, em torno de 1,2 milhão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse número deve crescer bastante até 2030, devido ao envelhecimento da população global e ao aumento de casos relacionados à demência.
 
Fontes: Academia Brasileira de Neurologia (Abneuro), Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) e Wagner Gattaz, professor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Estadão

11 dicas para evitar ou espantar a ressaca

Vá de água antes, durante e, principalmente, depois da bebedeira
Saiba como evitar ou aliviar o desconforto depois de exagerar na dose
 
Depois de exagerar na bebida, é comum sofrer com os desprazeres da indesejada ressaca do dia seguinte. Realmente, quem passa do ponto não está livre deste desconforto. Os sinais são clássicos: a cabeça parece que vai explodir, o enjoo, a tontura, a fraqueza e uma sede de matar fazem você desejar nunca ter esvaziado um copo antes. Não é à toa que seu corpo está debilitado.
 
Funciona assim: o organismo gasta glicose para metabolizar o álcool. Glicose é açúcar, açúcar é energia. Resultado: ficamos enfraquecidos. O excesso de álcool também ataca o sistema nervoso central e provoca sono e irritação; corrompe mecanismos químicos cerebrais, ocasionando dor de cabeça; irrita as mucosas do aparelho digestivo, causando náuseas, vômito e diarreia; e inibe a ação do hormônio antidiurético, levando a sede e boca seca. A zonzeira não para aí.

A ingestão excessiva de álcool pode trazer diversos prejuízos à saúde como o ganho de peso e acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal. "O consumo crônico pode causar lesões cerebrais, diabetes tipo 2, úlceras e inflamações no estômago e intestino, hepatite, depressão, lesão nos rins, na bexiga, próstata e pâncreas, entre outras doenças" , alerta a nutricionista Fabiana Honda, da consultoria nutricional Patrícia Bertolucci.
 
1. Coma bem
Alimentar-se antes de beber é a regra de ouro contra a ressaca. "Quando bebemos de estômago cheio, os alimentos diminuem a difusão do álcool pelas paredes do estômago e retardam a passagem do álcool para o intestino, onde ele é rapidamente absorvido", explica Fabiana. Dessa forma, o álcool entra gradualmente na corrente sanguínea e demora mais tempo para chegar ao cérebro.                    
 
2. Atenção com o fígado
Procure ingerir alimentos que irão proteger o seu fígado. É ele que fabrica a enzima que digere o álcool e, quando sobrecarregado, produz uma toxina que causa dor de cabeça. Dias antes, encare um suco de beterraba e alho para turbinar o órgão. Inclua na sua refeição alimentos com gordura poli-insaturada, encontrada em peixes e no azeite de oliva extra virgem. Ou então, pegue a sua colher de azeite, despeje-a num prato, adicione sal e mergulhe pedaços de pão na mistura.
 
3. Beba moderadamente
A nutricionista Fabiana Honda aconselha intercalar a bebida com quitutes e copos de água. Dessa forma, o álcool não fica sozinho no estômago e, claro, você bebe menos, já que a barriga cheia reduz o espaço para as bebidinhas. "Os petiscos com carboidrato e/ou gordura retardam a absorção do álcool, por exemplo, uma torradinha com patê ou um pedaço de queijo", recomenda. Dê preferência aos queijos, ricos em gordura, e às carnes, fontes de proteína, que facilitam a digestão do álcool. Castanha, amendoim, queijo e, para extrapolar, salaminho são bem-vindos. O sal e a gordura estimulam a secreção de substâncias estomacais que protegem o estômago do álcool. Mas evite petiscos muito salgados, que aumentam a sede a não ser que você opte por água.
 
4. Não beba apenas álcool
Outra dica é colocar gelo ou água no drinque para diluí-lo ou intercalar bebidas não-alcoólicas e alcoólicas. Trocar a água por suco ou refrigerante também pode. Essas bebidas são ricas em carboidratos, que ajudam a metabolizar o álcool.
 
5. Não piore a situação
Embora a ressaca seja inevitável se você ingerir muito álcool, ela pode ser ainda pior: destilados, como batidas, licores e uísque, geram mais desconforto por causa da concentração e da mistura de substâncias. Álcool e fumo formam uma dupla nefasta para o organismo. Quanto mais nicotina, menos oxigênio no sangue e mais rápido se dá o processo de intoxicação.
 
6. Hidrate-se
A principal causa da ressaca é a desidratação provocada pelo álcool, um potente diurético que estimula a perda de líquido do corpo. Vá de água antes, durante e, principalmente, depois da bebedeira. Antes de dormir, ingira bastante água. Essa tática ajuda seu organismo a metabolizar o álcool enquanto você descansa. Se acordar para fazer xixi, tome mais água. Além de hidratar seu corpo, ela ajuda a eliminar o álcool e livrar-se das toxinas. Suco de acerola, limão e laranja também ajudam, porque bombeiam antioxidantes protetores e vitamina C no seu corpo. Beba isotônicos, para repor os sais minerais perdidos e abuse da água de coco, rica em potássio.
 
7. Longe do café
Evite o famoso cafezinho amargo, muitas vezes recomendado para diminuir a dor de cabeça. A bebida também tem propriedades diuréticas, ou seja, desidrata ainda mais o seu corpo. 
 
8. Alimentação leve
Consuma alimentos de fácil digestão para não estressar ainda mais o organismo, já detonado pelo esforço de processar o álcool. "Para amenizar os efeitos da ressaca, deve-se ter uma alimentação leve, pobre em gorduras, rica em frutas, vegetais e líquidos", ensina Fabiana Honda. Inclua no cardápio os carboidratos complexos, como pão e biscoito de água e sal. O álcool aumenta a acidez e irrita a mucosa estomacal. Os alimentos secos e salgados desaceleram a produção de ácido. Essas comidas também dão energia para o fígado na hora de processar as toxinas e o excesso de bebida. Deixe de lado molho branco, queijos amarelos e fritura.
 
9. Não exagere nos remédios
Embora alguns medicamentos ajudem a minimizar os estragos produzidos pelo álcool, como aqueles que unem analgésico (contra dor de cabeça), antiácido (contra a queimação no estômago) e antiemético (contra enjoos), nenhum é capaz de resolver tudo de uma só vez.
 
10. Descanse no dia seguinte
Por onde passa, o álcool causa baderna. Dentro da cabeça ele age nos neurônios daí a desinibição e a tonteira. Cerca de cinco horas depois da bebedeira as células cerebrais começam a se recuperar, mas ficam ultrassensíveis. É por isso que a luz e o barulho incomodam tanto. No dia seguinte, os danos ainda são sentidos e é praticamente impossível se concentrar. Repouse. Mantenha a luz apagada, cortinas fechadas e fique deitado. Nesse momento o que o corpo mais pede é descanso. 
 
11. Invista nos chás
Algumas ervas ajudam a renovar as células hepáticas e, assim, acelerar o processo de purificação das toxinas do álcool que estão no corpo. Chás de salsaparrilha, erva-picão, macela e erva-cidreira são excelentes desintoxicantes. Depois das refeições, o chá verde e o de hortelã facilitam a digestão. E, para uma limpeza mais completa do organismo, selecionamos três receitas de sucos poderosos, elaborados pela consultoria nutricional Patrícia Bertolucci. 
 
Minha Vida

Verdades e mentiras sobre implantes dentários

Sem medo, alguns tratamentos são mais simples do que parecem
 
Muito se fala sobre implantes dentários, muitas são as propagandas e o paciente fica sem saber o que é o que não é possível de se fazer. Aqui iremos tentar mostrar o que você deve estar atento quando se programar para esse tipo de tratamento.
 
O que é implante dentário?
Implante dentário é um cilindro (pino) de titânio colocado dentro do osso, abaixo da gengiva e que tem a função de fazer o mesmo papel da raiz do dente. Em cima do implante é que o cirurgião dentista coloca o dente.
 
Todas as pessoas podem fazer implantes dentários?
Em saúde as palavras todas, nenhuma, sempre e nunca não devem ser usadas. Algumas vezes o paciente não pode fazer o implante naquele momento ou não pode fazer por uma determinada condição, mas isso não impede que ele venha a poder fazer. O importante em relação ao paciente é que ele tenha um bom estado geral de saúde
 
Quais são os fatores que contra indicam um implante dentário?
Os principais motivos de contra indicação é a colocação de implantes dentários em crianças antes da fase final de crescimento e pessoas que tenha uma expectativa acima do normal com resultados e estética. Pessoas com problemas cardíacos de alto risco, como próteses valvulares aórticas ou mitrais, cardiopatias congênitas ou com antecedentes de endocardite infecciosa. Os outros fatores de uma maneira geral, contra indicam temporariamente ou diminuem a margem de sucesso.
 
Os implantes rejeitam?
Não, não existe rejeição dos implantes pelo organismo. Os implantes são feito de titânio e esse material é inerte ao osso. Isso quer dizer que o organismo não percebe que algo foi colocado no osso e por isso tenta fechar o furo feito pela broca para a colocação do implante. Quando o osso preenche esse orifício, ele trava o implante e isso é o que chamamos de osseointegração. Podem ocorrer problemas devido a problemas na cirurgia, no pós-operatório, pela qualidade do osso, mas não por rejeição.
 
Os implantes importados são melhores que os nacionais?
Existem ótimos implantes nacionais e ótimos importados, assim como existem implantes importados que são péssimos e nacionais que também são. Apenas uma marca (importada) é superior a todas as outras, mas a diferença de preço entre ela e as outras ainda é muito grande. Como eu comentei anteriormente, todos os implantes são de titânio e todas as empresas são avaliadas e recebem uma licença para comercialização, isso deveria nos garantir a qualidade de todos. A grande diferença entre os implantes melhores e os piores está depois, na hora da colocação dos dentes. Quanto melhor a empresa do implante, mais componentes e mais preciso o encaixe entre eles e o implante. Para exemplificar, um implante de uma empresa de ponta, o dentista pode colocá-lo em uma posição que não seja a ideal, mas a empresa tem acessórios que compensam essa alteração. Outras empresas você perderia o implante. Mas sempre existe um trabalho que caiba no seu orçamento.
 
Pacientes que não tem osso podem receber implantes?
Podem, mas precisam de um trabalho anterior a colocação do implante ou até em conjunto com a colocação do implante. Se a necessidade for de uma quantidade pequena de osso, pode-se retirar da própria boca, da região do queixo ou do túber. Se a necessidade de osso for grande, aí precisaremos retirar da crista do ilíaco (ossinho saltado na região por onde passa o cós da calça), da calota craniana ou da tíbia. Estas cirurgias são feitas em ambiente hospitalar.
 
Qual a taxa de sucesso dos implantes dentários?
O índice de sucesso é de 98%, ou seja, em cada 100 poderemos ter problemas em dois. Mesmo nesses que temos problemas, a cirurgia pode ser refeita. Apenas pacientes fumantes ou que façam uso constante de álcool tem essas médias diminuídas para aproximadamente 85% de sucesso e 15% de insucesso.
 
É possível colocar os implantes e os dentes no mesmo dia?
Sim, mas nem todas as pessoas podem colocar implantes e dentes no mesmo dia. Aliás, ainda é a minoria das pessoas que podem. Para isso o paciente tem que ter quantidade e qualidade suficiente de osso. Quando existe osso na região inferior normalmente é possível, pois o osso da mandíbula é mais duro (menos poroso). Já a maxila é um osso mais poroso e por isso a fixação do implante é mais difícil. Então para a colocação de implantes imediatos é necessário avaliar a quantidade óssea, o número de implantes e os dentes que serão implantados. Nos implantes convencionais as pessoas esperam em torno de 2 a 3 meses na região inferior e de 4 a 6 meses na região superior e se possível, sempre acho que é mais seguro se puder esperar.
 
Quantos implantes são necessários em um paciente que não tem nenhum dente?
Depende do tipo de trabalho que se for fazer, mas na parte superior no mínimo seis e na região inferior no mínimo dois. Essa diferença no número de implantes é pelo motivo dito anteriormente de que o osso de cima é mais mole e o de baixo mais duro.
 
Quais são as etapas de trabalho?
A primeira e mais importante das etapas é a de planejamento. Nesta fase nós tentamos descobrir quais os objetivos do paciente e quais as reais possibilidades de trabalho que existem. Após a definição do tipo de trabalho a ser feito vem à parte da cirurgia, onde os implantes são colocados. No caso de implantes com carga imediata, dentes provisórios são colocados no mesmo dia da cirurgia. Nos casos tradicionais, o paciente deve aguardar durante 2 ou 3 meses para colocação dos dentes definitivos na região inferior e de entre 5 e 6 meses na região superior.
 
Dói colocar implantes?
Não, a colocação de implantes é muito tranqüila em relação à dor. A anestesia é local, exatamente a que se toma para fazer qualquer tratamento dentário. A única fase que poderia causar algum tipo de dor seria na hora de abrir a gengiva, mas hoje em dia nem isso fazemos muitas vezes. Quando chegamos no osso, a dor não ocorre pois o osso não tem inervação, então ele não dói. O pós-operatório é tranquilo, recomendando analgésico, antibiótico, antinflamatório e repouso apenas no dia da cirurgia. No dia seguinte o paciente já pode voltar as suas atividades de trabalho, com moderação.
 
Qual a maior novidade em implantes dentários?
A maior novidade não está no implante, mas sim nos exames que se faz e como se usa esses implantes. Nesta técnica é possível fazer a colocação dos implantes, sem precisar cortar a gengiva. A cirurgia é feita inicialmente no computador, depois teremos o modelo da boca do paciente com os implantes colocados e uma guia que irá nos mostrar o exato local na boca no ato cirúrgico, não precisando cortar a gengiva e nem dar pontos.
 
Minha Vida