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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Prefeitura de Miguel Alves - PI promove processo seletivo

A Prefeitura de Miguel Alves, no estado do Piauí, abriu edital n° 001/2014 de processo seletivo, organizado pela empresa Gabriel & Gabriel Consultoria Projetos e Serviços Ltda. O certame oferece 148 vagas para profissionais de níveis fundamental, médio e superior, com salários de até R$ 6.500,00 em jornadas de 20h, 24h, 30h e 40h semanais.

Cargos
Nível Fundamental - Agente Comunitário de Saúde;

Nível Médio - Técnico de Enfermagem - PSF, Técnico de Enfermagem, Técnico de Saúde Bucal, Técnico de Radiologia, Abordagem Social, Auxiliar Administrativo, Oficineiro de Danças, Esportes, Capoeira, Artes e Orientador Social;

Nível Superior - Enfermeiro, Enfermeiro - PSF, Dentista, Médico - PSF, Médico Plantonista, Psiquiatra, Assistente Social, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Nutricionista, Educador Físico, Psicólogo, Professores de Português, Matemática, Inglês e Professor de Educação Infantil e Séries Iniciais do Ensino Fundamental.

Inscrições
O candidato deve realizar a inscrição até o dia 17 de janeiro de 2014, na sede da Prefeitura Municipal de Miguel Alves, das 8h às 17h. As taxas variam de R$ 30,00 a R$ 60,00 de acordo com o cargo escolhido.

Provas e Gabaritos
O certame constará de prova escrita objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, para todos os cargos, além de análise curricular para cargos de nível superior e professor. A prova será realizada no dia 26 de janeiro de 2014, na cidade de Miguel Alves, em locais e horários a serem definidos e divulgados com antecedência.

O gabarito será publicado na data provável de 26 e/ou 27 de janeiro, na Prefeitura Municipal de Miguel Alves às 14h e no endereço eletrônico www.gabrielexcelencia.net.br.

Validade
A validade do certame é de 12 meses, podendo ser prorrogado de acordo com a conveniência da administração pública por igual período.

Prefeitura de Paranaíba - MS publica edital de processo seletivo

A Prefeitura de Paranaíba, no estado do Mato Grosso do Sul, publicou edital n° 001/2014 de processo seletivo para contratação de técnicos de nível superior, visando à contratação de profissionais por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, nos Centros de Referência da Assistência Social - CRAS e Centros de Referência Especializado de Assistência Social - CREAS.

São ofertadas 15 vagas, sendo 10 imediatas e 05 para cadastro de reserva, com salário de R$ 1.916,26 em carga horária de 20 horas semanais. As chances são para os cargos de assistente social e psicólogo.

As inscrições serão realizadas gratuitamente no período de 13 a 17 de Janeiro de 2014 no horário compreendido entre as 07:30 às 11:00 hs na Sede da Secretaria de Assistência Social, localizada na Av. Cel. Gustavo Rodrigues da Silva, nº1875, Bairro: Santo Antônio, Cep: 79.500. 000 – Paranaíba-MS.

Os inscritos passarão por análise da documentação entregue (habilitação), prova oral e análise de títulos.

Centro de Educação Técnico Profissional na Área de Saúde (CETAS) RO abre processo seletivo

O Centro de Educação Técnico Profissional na Área de Saúde – CETAS, no estado de Rondônia, está com as inscrições abertas para os editais de processo seletivo nº 01 e 02/2014. A finalidade é contratar profissionais que atuem no Serviço para Atividade de Instrutoria. Os instrutores contratados ganharão até R$ 55 por hora-aula, por jornada máxima de trabalho de 20 horas semanais.

Os selecionados serão lotados em Porto Velho e Ji-Paraná.

As inscrições para ambos os editais ficarão disponíveis de 09 a 17 de janeiro de 2014, em Porto Velho, no Centro de Educação Técnico Profissional na Área de Saúde – CETAS, Rua Rafael Vaz e Silva, n. 3047, Bairro Liberdade, nos horários das 07h30 às 16h (exceto às sextas-feiras, que é das das 07h30 às 13h). Há unidade de inscrição também em Ji-Paraná, localizada na I Gerência Regional de Saúde – GRS, localizada na Rua Júlio Guerra, nº. 388, Centro, das 8h às 13h.

Os candidatos serão selecionados por Análise de Títulos e a lista com o nome dos aprovados deve constar nos mesmos endereços onde pode ser feita a inscrição, bem como nos sites www.rondonia.ro.gov.br e www.cetas.ro.gov.br.

A validade dos processos seletivos é de um (01) ano, podendo ser prorrogado por igual período.

Autoexame da tireoide pode ajudar a detectar nódulos; veja como fazer

Foto: Reprodução
Bem Estar mostrou como observar alteração na glândula. Médicos falaram também sobre sinais do hipotireoidismo e hipertireoidismo

A tireoide é uma glândula que fica na região do pescoço e pode sofrer alguns problemas, como disfunções ou  surgimento de nódulos - isso é mais comum nas mulheres e estima-se que quase 50% das que têm mais de 50 anos tenham ou vão ter algum nódulo, como explicaram os endocrinologistas Alfredo Halpern e Cintia Cercato no Bem Estar.

Se identificado, a maior preocupação é que o nódulo seja maligno, mas no caso da tireoide, na maioria das vezes ele é benigno. Nesse caso, o nódulo deve ser acompanhado uma vez por ano através do exame de ultrassom – se permanecer com a mesma forma e tamanho, nada precisa ser feito; mas se crescer, pode ser que precise ser puncionado com uma agulha fina.

Ele deve ser puncionado também se for maior do que 1 centímetro, se for detectado em pessoas muito jovens (abaixo de 18 anos) ou muito velhas (acima de 60 anos) ou tiver características, como contorno indefinido, calcificação interior de um nódulo recente ou vascularização central ou periférica.


Se o nódulo for maligno e o paciente tiver câncer, o endocrinologista Alfredo Halpern ressalta que esse tipo da doença, na tireoide, é um dos menos agressivos e, se for diagnosticado no início e tratado do jeito certo, tem grandes chances de cura.

Geralmente, é necessário retirar a glândula e fazer reposição hormonal, mas existem casos ainda em que o médico indica a iodoterapia, um tratamento que usa iodo 131 para eliminar todos os possíveis focos de tecido que não tenham sido removidos cirurgicamente.

Segundo recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, mulheres com mais de 35 anos, pessoas com histórico familiar de hipotireoidismo, pessoas que sofreram radiação na cabeça ou pescoço ou pessoas com doenças autoimunes devem fazer exames e investigar problemas na tireoide.

Tireoide (Foto: Arte/G1)

Tireoidite de Hashimoto e hipotireoidismo
Em relação às doenças autoimunes, a endocrinologista Cintia Cercato explica que há uma delas, chamada de tireoidite de Hashimoto, que é a principal causa de hipotireoidismo.

Ela acontece porque há um erro no sistema imunológico e o organismo começa a produzir anticorpos contra as células da tireoide, provocando uma inflamação. Esses anticorpos destroem a glândula ou causam uma redução em sua atividade, diminuindo a produção dos hormônios T3 e T4, levando ao hipotireoidismo.

De acordo com os médicos, essa doença tem fatores genéticos e é mais comum em mulheres e pessoas mais velhas. Estudos mostram ainda que a deficiência de selênio no organismo também pode ser uma das causas – a recomendação, portanto, é ingerir uma castanha do Pará por dia para repor essa ausência da substância.

Um dos problemas da tireoidite de Hashimoto é que ela não dá sintomas típicos e por ser uma doença de evolução lenta, só dá sinais quando o hipotireoidismo já está instalado. Nesse caso, o paciente pode ter cansaço, depressão, falta de iniciativa, pele seca e fria, prisão de ventre, diminuição da frequência cardíaca, voz mais grossa, redução do apetite, sonolência, reflexos mais vagarosos, intolerância ao frio, cãibras, alterações menstruais nas mulheres, alterações na libido dos homens e ganho de peso.

Esses sintomas podem se agravar conforme a doença evolui e o paciente pode se sentir cada vez mais cansado e com menos energia, como foi o caso da esteticista Miriam Verrone, mostrada na reportagem do Alysson Maruyama, de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Pode ocorrer ainda um aumento no tamanho da tireoide, como explicaram os médicos.

Esse aumento da glândula, inclusive, é um dos sinais que ajudam no diagnóstico. Para ajudar a detectar a doença, o médico pode pedir ainda exames de sangue para avaliar a quantidade dos hormônios T3 e T4, produzidos pela tireoide, do hormônio TSH, produzido pela hipófise, e a presença de anticorpos. Se confirmado, o tratamento quase sempre é longo e exige a dosagem dos níveis hormonais algumas vezes ao ano – a suplementação, no entanto, varia de acordo com o grau de deficiência do paciente.

Doença de Graves e hipertireoidismo
Ao contrário da tireoidite de Hashimoto, a doença de Graves causa uma produção exagerada dos hormônios tireoidianos. Também é uma doença autoimune e de fatores genéticos, que pode ser detectada pelo aumento do volume da tireoide e pelo excesso de hormônios no sangue.

Os sintomas são aceleração dos batimentos cardíacos, nervosismo, ansiedade, irritação, mãos trêmulas e que suam muito, perda de apetite, intolerância a temperaturas quentes e probabilidade de aumento da sudorese, queda de cabelo, rápido crescimento das unhas, com tendência à descamação, fraqueza nos músculos, especialmente nos braços e coxas, intestino solto, perda de peso importante, alterações no período menstrual nas mulheres e olhos saltados, com ou sem visão dupla.

Confira abaixo como fazer o autoexame para identificar nódulos e outras alterações na tireoide - recomendação do endocrinologista João Eduardo Salles é que ele seja feito uma vez a cada 6 meses.

Autoexame da tireoide

- Com um espelho, procure no pescoço a região logo abaixo do "pomo de adão", onde fica a tireoide

- Incline o pescoço para trás, para deixar a região mais exposta

- Beba um pouco de água

- Ao engolir, a tireoide vai subir e descer; nesse momento, observe se há algum caroço ou saliência

- Se houver alguma anormalidade, procure um endocrinologista

G1

Europeus 'exportam' idosos para asilos na Tailândia

BBC
Custos altos e qualidade duvidosa na Europa têm feito famílias
 optarem pela Tailândia
Custos mais baixos, aliado à tradição de cuidados aos mais velhos, fazem país asiático se tornar o destino de suíços e alemães idosos

Mandar um parente idoso a uma casa de repouso costuma ser uma decisão difícil e carregada de emoção. E, então, se essa casa de repouso estiver em outro continente?

Sybille Wiedmer, de Zurique (Suíça), está fazendo as malas para uma viagem à Tailândia, mas não para passar férias.

Ela está indo visitar sua mãe, que mora em uma casa de repouso na cidade tailandesa de Chiang Mai.

'Muitas pessoas ficaram chocadas a princípio e me perguntaram: 'Como você pode fazer isso? Como você ousa? Você não poderá visitá-la'', lembra Wiedmer. 'Eu respondia que, quando eu a visitava aqui, meia hora depois ela já não me reconhecia. Ela esquecia.'

Elisabeth, a mãe de Sybille, tem 91 anos e sofre de demência, que lhe traz dificuldades em recordar eventos recentes. Ela vive há mais de quatro anos em uma casa de repouso tailandesa com outra dúzia de idosos alemães e suíços.

'Não estou aqui faz tempo. Mas me tratam bem. Faz quanto tempo que estou aqui?', Elisabeth pergunta. Ao ouvir a resposta, se espanta: 'Quatro anos e meio? Estou velha.'

Crise
Observando-se os dados, fica mais fácil entender por que algumas famílias europeias têm decidido buscar ajuda para seus idosos no exterior.

Os custos de cuidadores são significativamente mais baixos na Tailândia, onde o serviço também têm reputação muito boa.

No caso de Elisabeth, sua família escolheu o país asiático em parte porque ela havia passado parte de sua vida na Ásia, com seu marido (já falecido) - ou seja, o ambiente teria algo de familiar.

Mas o fator-chave, diz Sybille, foi o tipo de cuidado que sua mãe receberia.

'O tratamento é muito mais individualizado e, como posso dizer?, amoroso', opina.

Ao mesmo tempo, os custos de cuidados com idosos crescem na Europa, em ritmo maior do que a qualidade do serviço.

Em parte, esse problema se deve à demanda: como as pessoas vivem mais, crescem os problemas crônicos relacionados à idade.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) calcula que, até 2050, deve quadruplicar o número de pessoas com mais de 80 anos - idade a partir da qual estima-se que 1 a cada 6 pessoas desenvolva demência.

Além disso, um relatório da Sociedade do Alzheimer mostra que 80% dos atuais moradores das casas de repouso têm problemas severos de memória. Claramente a necessidade por serviço especializado vai aumentar.

Custos e cuidados
Mas, num momento em que os europeus tentam cortar gastos, arcar com as contas de uma boa casa de repouso está fora de cogitação para muitos.

Na Suíça, esses custos mensais variam entre US$ 5 mil e US$ 10 mil (R$ 11,8 mil a R$ 47,5 mil). Na Tailândia, porém, caem para US$ 3 mil por mês (perto de R$ 7 mil), com uma oferta maior de serviços.

Episódios recentes de maus-tratos de idosos vistos em países como a Grã-Bretanha também têm estimulado europeus a mandarem seus parentes mais velhos ao exterior.

'Percebemos que o abuso é o maior temor (entre as famílias que internam seus idosos)', diz Chris Quincy, conselheiro na Sociedade de Alzheimer.

Cultura tailandesa
Já a Tailândia, por sua vez, tem o cuidado com idosos enraizado em sua cultura.

O suíço Martin Woodtli, diretor de uma casa de repouso em Chang Mai, diz que seus pacientes recebem tratamento com melhor relação custo-benefício do que teriam na Europa.

'Podemos ter três ou quatro cuidadores para uma pessoa durante 24 horas. Isso não seria possível na Europa', argumenta.

Mesmo assim, a cuidadora La, que cuida diariamente de Elisabeth, não acha que essa seria uma opção para sua própria família.

'Acho que nós (tailandeses) não precisamos vir para cá. Se você tem uma filha, ela cuidará de você em casa, morando junto', diz La.

Dilema moral
Sybille tentou cuidar da mãe por conta própria, mas - como em muitos casos de pessoas com demência - a tarefa se tornou impossível.

'Ela ficava muito agressiva. Isso tornava a situação muito difícil, muito ruim', lembra.

Ainda que muitos parentes sofram de imensa culpa por enviar seus parentes a casas de repouso, Quince, da Sociedade de Alzheimer, diz que muitas vezes esse é o caminho certo.

'Muitos gostariam de continuar a cuidar (de seus idosos) em casa, mas não conseguem', disse à BBC. 'Às vezes, não há escolha senão a casa de repouso, (pelo risco) de um acidente ou uma doença.'

Apesar da distância, Sybille fala com Elisabeth via Skype quase todos os dias e vai à Tailândia ao menos duas vezes por ano.

Mas Markus Leser, da Associação de Casas de Repouso da Suíça, não está convencido de que enviar os idosos ao exterior seja a melhor solução.

'A mudança da própria casa à casa de repouso é um grande passo. O passo de ir à Tailândia é muito maior por causa da língua e da provável separação da família', defende. 'Claro que é mais barato. Mas se a decisão é sobre meu pai ou minha mãe, não deve focar apenas em custos.'

De qualquer forma, ante uma geração que, aos 40 ou 50 anos, vivencia uma crise financeira ao mesmo tempo em que cuida tanto dos filhos como dos pais idosos, é bem possível que muitas pessoas como Elisabeth acabem recebendo seu tratamento bem longe de casa.

G1