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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Estudo vincula nascimento prematuro a bactérias

O que você precisa saber para engravidar depois dos 35
Rompimento antes da hora da bolsa de fluido que envolve o bebê, causa comum de partos prematuros, pode ter origem bacteriana 

Uma das causas mais comuns de partos prematuros - a ruptura, cedo demais, da bolsa de fluido que envolve o bebê dentro do útero - pode estar associada à presença de certas bactérias, segundo um estudo americano. 

A descoberta pode resultar em testes para identificar a presença de bactérias e tratamentos para mulheres sob risco de entrar em trabalho de parto prematuramente, informou a equipe responsável pelo trabalho. 

Os pesquisadores trabalham com a hipótese de que as bactérias identificadas produziriam um afinamento das membranas que envolvem o bebê no útero, levando à sua ruptura. 

E essa ruptura, que na linguagem popular é chamada de "estouro da bolsa d'água", responde por quase um terço de todos os partos prematuros. O estudo, por pesquisadores da Duke University School of Medicine em Durham, no Estado americano da Carolina do Norte, foi publicado na revista científica PLoS One.

Tratamento 
Normalmente, as membranas que compõem a bolsa que envolve o bebê, ou bolsa amniótica, se rompem no início do parto. 

Se elas se partem cedo, antes do início das contrações, isso pode - embora nem sempre aconteça - levar a um parto prematuro. 

A equipe americana encontrou grandes quantidades de bactérias no ponto onde as membranas se rompem.

Se for constatado que as bactérias são a causa - e não a consequência - da ruptura da membrana, talvez seja possível desenvolver-se novos tratamentos ou criar-se práticas de monitoramento de mulheres sob risco - os especialistas explicaram. 

"Por exemplo, se acharmos que certas bactérias estão associadas à ruptura prematura das membranas, podemos fazer testes para identificar sua presença já no início da gravidez", disse Amy Murtha, autora do estudo. 

"Talvez então possamos ser capazes de tratar as mulheres afetadas com antibióticos". 

"Nosso estudo ainda está muito longe disso, mas nos dá oportunidades de explorar intervenções terapêuticas direcionadas, algo que nos falta na obstetrícia". 

Os pesquisadores examinaram amostras de membranas retiradas de 48 mulheres que tinham acabado de parir, entre elas, mulheres que tinham sofrido rupturas prematuras da bolsa amniótica, mulheres que haviam tido partos prematuros por outras razões e também mulheres que haviam completado os nove meses de gestação. 

Eles verificaram que havia bactérias presentes em todas as amostras, mas quanto mais bactérias presentes, mais finas as membranas, especialmente nas mulheres que tinham tido partos prematuros em decorrência da ruptura da bolsa d'água. 

Comentando o estudo, o médico Patrick O'Brien, do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, disse que já se sabia há algum tempo que infecções bacterianas eram responsáveis por rupturas prematuras da bolsa amniótica em algumas mulheres. 

"Agora, o que realmente precisamos é entender em detalhes o mecanismo pelo qual bactérias provocam a ruptura da bolsa". 

Duncan Wilbur, porta-voz da ONG britânica de suporte para bebês prematuros Bliss, acrescentou: "Damos boas vindas a qualquer estudo que nos ajude a compreender melhor as causas de partos prematuros e a identificar as mulheres sob maior risco". 

"As conclusões desse estudo são muito interessantes e mais pesquisas precisam ser feitas para encontrar tratamentos que ajudem a prevenir partos prematuros". 

iG

Viagra para mulheres: novidade em 2015

Remédio é eficaz para casos em que a perda da libido
 é motivada por questões físicas e não emociona
Desenvolvida por uma empresa britânica, pílula atua no cérebro e aumenta o desejo sexual

Reino Unido - A ‘pílula do prazer’, em breve, também estará disponível para elas. Até o final de 2015, a versão feminina do Viagra deverá chegar às prateleiras. A droga, ainda na fase de testes, atua, inclusive, na perda de peso, reclamação típica das mulheres.

O remédio é desenvolvido pela empresa britânica Orlibid, com a ajuda dos criadores do Viagra masculino. Ingerida 15 minutos antes do sexo, a pílula aumenta o desejo por mais de duas horas. “O remédio servirá para todas as mulheres. Desde as que têm disfunções sexuais que comprometem o relacionamento até aquelas que querem apenas apimentar a relação”, disse, ao ‘Daily Mail’, Mike Wyllie, membro da equipe que criou o Viagra e que está trabalhando na empresa britânica.

A fórmula utiliza uma versão sintética do hormônio melatonina, também associado à regulação do sono e à reconstrução das células da pele. As pílulas atuariam no cérebro feminino e seriam capazes de aumentar o desejo pelo sexo. O desafio é desenvolver o remédio em forma de comprimido em vez de injeção. Serão feitos ainda três estudos para medir o efeito do viagra feminino, que também pode ter resultados positivos em homens. Surgimento de enjoo seria um dos efeitos colaterais.

Para Jorge José Serapião, especialista em terapia sexual e membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro, caso o remédio se mostre eficiente, um dos pontos positivos é o fato de não utilizar testosterona na composição. O hormônio tem efeitos colaterais nas mulheres, como crescimento de pelos e voz grossa.

“O medicamento atua nos neurotransmissores cerebrais e melhora aspectos físicos nas mulheres. Não tem efeito em questões emocionais, como baixa autoestima e problemas com o parceiro”, alerta, acrescentando que o viagra masculino atua diretamente nos vasos sanguíneos do pênis.

Segundo Serapião, no Brasil, só está disponível a injeção de testosterona, que repõe o hormônio vinculado ao desejo sexual. A técnica é indicada, principalmente, a mulheres que tiveram que retirar os ovários.

Pouca libido é queixa comum
Levantamento do Centro de Referência e Especialização em Sexologia (Cresex), em São Paulo, revela que falta ou diminuição da libido afeta 48,5% das mulheres tratadas no local. A pesquisa foi feita ano passado, com 455 pacientes. Quase 20% têm dificuldade em chegar ao orgasmo, 9,2% sentem dor durante a relação e 6,9% têm nível diferente de desejo em relação ao parceiro.

O Dia

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Empresa cria aplicativo de celular para pedir demissão via mensagem

O Quit Your Job foi inspirado em outro aplicativo, chamado
 BreakupText, de relacionamento
"Quit Your Job" faz usuário tomar série de passos para determinar o motivo do desligamento
Está pensando em pedir demissão? Um novo aplicativo pretende aliviar o estresse e a ansiedade de confrontar o chefe com a notícia, enviando apenas uma mensagem de texto por celular.
Apesar de o novo aplicativo para iPhone ter sido criado para ser engraçado, seus criadores esperam que as pessoas recorram a ele no momento de deixar seus empregos.
O aplicativo "Quit Your Job" ("peça demissão") faz o usuário tomar uma série de passos para determinar por que está deixando o emprego e depois elabora uma mensagem de texto que é enviada diretamente ao chefe.
"Apesar de todos os avanços da tecnologia, nós ainda pedimos demissão da mesma forma que fazíamos cem anos atrás", disse Alex Douzet, presidente-executivo da TheLadders, empresa de recursos humanos sediada em Nova York que produz o aplicativo.
O Quit Your Job foi inspirado em outro aplicativo, chamado BreakupText, que permite ao usuário terminar relacionamentos via mensagem de texto.

iG

Café faz bem para a memória, diz estudo

Café em excesso pode causar ansiedade e dificuldade para dormir
Cientistas observaram que ingestão de cafeína fez com que voluntários tivessem melhor desempenho em diferenciar imagens; porém, excesso da substância gera nervosismo
 
Um estudo americano sugere que o café, além de servir como estimulante, ajuda a melhorar a memória.
 
O estudo, publicado na revista especializada Nature Neuroscience, testou a memória de 160 pessoas durante 24 horas que tomaram comprimidos de cafeína tiveram um desempenho melhor em testes de memória do que as que ingeriram placebos.
 
O estudo, da Universidade Johns Hopkins, envolveu pessoas que não bebiam ou consumiam produtos com cafeína regularmente.
 
Os pesquisadores recolheram amostras de saliva dos voluntários para verificar os níveis de cafeína e os submeteram a um teste em que tiveram que olhar para uma série de imagens.
 
Cinco minutos depois, parte deles recebeu um comprimido de 200 miligramas de cafeína, o equivalente à cafeína presente em uma xícara grande de café segundo os pesquisadores, ou então um placebo.
 
Os cientistas então recolheram outra amostra de saliva 24 horas depois.
 
No dia seguinte, os dois grupos foram avaliados para ver a capacidade de reconhecer as imagens vistas no dia anterior. Os voluntários foram expostos a uma mistura de algumas das imagens vistas no primeiro dia com algumas imagens novas e também algumas imagens sutilmente diferentes.
 
Ser capaz de diferenciar entre os itens semelhantes, mas não idênticos, é chamado de padrão de separação e indica um nível mais profundo de retenção na memória.
 
Entre os voluntários que consumiram cafeína, o número de pessoas capazes de identificar corretamente imagens "semelhantes" era maior que o que repondia - de forma errada - que eram as mesmas imagens.
 
"Se tivéssemos usado uma tarefa padrão de reconhecimento pela memória, sem estes itens semelhantes e enganadores, não teríamos descoberto o efeito da cafeína", disse Michael Yassa, que liderou o estudo.
 
"Mas, estes itens exigem que o cérebro faça uma discriminação mais difícil, o que chamamos de padrão de separação, que parece ser o processo que é melhorado pela cafeína em nosso caso", acrescentou.
 
O período de apenas 24 horas pode parecer curto, mas não é este o caso para os estudos sobre a memória. A maior parte do esquecimento ocorre nas primeiras horas depois que a pessoa aprende algo.
 
Poucos efeitos
A equipe agora quer analisar o que acontece no hipocampo, o "centro de memória" do cérebro, para compreender o efeito da cafeína.
 
Apesar dos resultados promissores, Michael Yassa afirmou que as pessoas não devem beber muito café ou tomar comprimidos de cafeína.
 
"Tudo com moderação. Nosso estudo sugere que 200 miligramas de café beneficiam aqueles não ingerem cafeína regularmente", disse Yassa.
 
O cientista afirmou que pode haver um outro tipo de resposta o que "sugere que doses mais altas (de cafeína) podem não ser tão benéficas".
 
"Tenha em mente que, se você é um consumidor regular de cafeína, esta quantidade pode mudar", acrescentou.
 
"E, claro, é preciso lembrar dos riscos para a saúde. Cafeína pode ter efeitos colaterais como nervosismo e ansiedade em algumas pessoas. Os benefícios precisam ser medidos em comparação com os riscos."
 
Para Anders Sandberg, do Instituto Futuro da Humanidade da Universidade de Oxford, o estudo demonstrou que tomarcafeína logo depois de ver as imagens "melhora o reconhecimento delas 24 horas depois, dando apoio à ideia de que ajuda o cérebro a consolidar o aprendizado".
 
"Mas, não houve melhora direta na memória de reconhecimento graças à cafeína. Ao invés disso, o efeito foi uma pequena melhora na habilidade de distinguir entre as novas imagens que pareciam com as antigas das que eram realmente as antigas."
 
Para Sandberg, a cafeína pode ajudar uma pessoa a prestar mais atenção, mas a melhor forma de consolidar o aprendizado é dormir, o que pode ser um problema com o consumo de café.

BBC Brasil/iG

Medicina Humanizada defende consultas longas e menos prescrição de remédio

Medicina humanizada: profissionais defendem que sem empatia
 e confiança a consulta com o paciente não flui
Com até uma hora e meia de duração, médicos dizem que é possível entender contexto de vida do paciente, criar empatia com o atendido e, daí, indicar os hábitos a serem mudados
 
Marília Pereira, hoje com 59 anos, sofria todos os dias com fortes dores de cabeça desde os 13 anos de idade. As crises de enxaqueca foram se intensificando até que ela passou a frequentar diariamente pronto-socorro de hospitais. A cada dia fazia mais exames, corria atrás dos mais diversos meios de alívio, desde excelentes neurologistas até medicinas alternativas. Chegou a ficar internada, quase sedada e com doses de morfina para que a dor cedesse.
 
O martírio só teve fim quando Marília conheceu um clínico geral que não receitou remédio e nem pediu para visualizar a pilha de exames que ela carregou para a consulta (nenhum deles acusava qualquer alteração). Após uma hora e meia de conversa sobre todos os seus hábitos de vida - da alimentação à prática de exercícios físicos e a qualidade do sono - Marília saiu do consultório com uma dieta restrita a seguir: três meses sem ingerir açúcar ou qualquer produto que se transformasse facilmente em açúcar.
 
Para ajudar nessa adaptação, o médico organizava em sua própria casa aulas de alimentação saudável – e dos pratos que os pacientes deveriam comer para melhorar a dor. Ali, com outros pacientes, Marília aprendeu a fazer seu mingau sem leite. A dor, aquela que a atormentava diariamente, sumiu de vez após seis meses. Nunca mais voltou. 
 
A postura do médico de Marília é conhecida como Medicina Humanizada e vai na contramão do que mais se vê nos consultórios, tanto públicos como particulares: consultas com duração de dois minutos, muitas vezes sem que o médico sequer toque no paciente. A conversa se restringe em o profissional perguntar quais são os sintomas do doente, pedir exames e receitar medicamentos. Em pouco tempo, quando a situação não é grave e o paciente segue as recomendações, ele para de se queixar e retorna às suas atividades normais – e ao estilo de vida antigo. O problema, porém, pode voltar - ou novos surgirem - e ele vai se consultar com um médico novamente - que muito provavelmente será um desconhecido. Seguido de uma receita com um tanto de remédios a serem comprados. 
 
Olhos para o paciente, não para a indústria farmacêutica
Na Medicina Humanizada, a proposta é entender o paciente como um todo. A coordenadora médica do Centro de Medicina Preventiva do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), Viviane Tabone, explica que a tecnologia não deve vir em primeiro lugar no cuidado com o paciente, mas o médico deve ouvir as preferências e necessidades do doente, tratando-o como... humano.
 
Ela explica que a empatia e a confiança são chaves para uma consulta bem sucedida. E isso não depende apenas de competência. Depende da disposição em ouvir, se interessar pela história de vida da pessoa e investir em um tratamento que implica em mudança de hábitos e que pode ser mais demorado, porém mais eficaz e definitivo do que aquele proporcionado pelos remédios. 
 
Para o clínico geral Alexandre Feldman, que pratica a Medicina Humanizada, é preciso se livrar das influências simplistas da indústria farmacêutica e alimentícia e voltar os olhos ao paciente, “a nossa verdadeira razão de ser”.
 
Feldman levanta a bandeira do termo que criou: a medicina do estilo de vida. Procurado normalmente por pessoas em dor, Feldman lança mão do tratamento convencional, mas não antes de bater uma papo descontraído com o paciente, para entender como é que ele vive e aconselhá-lo sobre as mudanças necessárias. “Começamos a conversar, pergunto como está a vida dele, o que é que o motiva, o que está difícil ou fácil para ele enfrentar, aí consigo entender como é o sono dessa pessoa, o tipo de alimentação e outras coisas”, explica.
 
Munido dessas informações, por meio das consultas que muitas vezes duram até uma hora e meia, Feldman recomenda um estilo de vida mais saudável. “O objetivo é livrar essa pessoa de mim e de tratamentos médicos. Quanto menos intervenções agressivas ela tiver, melhor. Mudando o estilo de vida, a pessoa começa a melhorar de dentro para fora, sendo menos dependente de intervenções médicas”, explica.
 
Praticar exercícios físicos, dormir bem em um ambiente escuro e ter uma alimentação saudável é uma mudança grande, segundo Feldman. Para ele, um estilo de vida saudável maximiza a capacidade do próprio organismo em se recuperar e prevenir doenças.
 
iG