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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Governo e empresários debatem política industrial para o setor ótico

Foto: Reprodução
Estimativa é de que 95 milhões de brasileiros precisem de óculos, mas não o sabem. 70% dos itens vendidos no País são importados
 
O potencial de crescimento do setor ótico brasileiro é enorme: dados da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica) mostram que, no País, 135 milhões de pessoas necessitam de algum tipo de correção visual. No entanto, apenas 40 milhões usam óculos de grau. O aumento da renda e da faixa etária da população também fazem com que o mercado espere um aumento da demanda por armações e lentes.
 
No entanto, 70% dos itens comercializados pelo setor no Brasil são importados, e o número de fabricantes nacionais é pequeno. Para mudar esse quadro, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e da cadeia produtiva se reuniram em São Paulo para o Encontro Nacional da Indústria Óptica, e para estudar políticas que estimulem o segmento.
 
O diretor da ABDI, Otávio Camargo, lembrou a existência de um projeto de lei (nº 6868/2010) que trata da obrigatoriedade do exame de vista anual no ensino público fundamental e médio, que também deve gerar demanda por óculos e lentes. Segundo o executivo, não há um processo regular de verificação de acuidade visual no País, e a detecção de problemas visuais é restrita ao serviço militar e aos Detrans, que emitem a carteira nacional de habilitação.
 
Segundo a Abiópitca, o setor registrou em 2010 faturamento de R$ 15,9 bilhões no varejo.
 
Política setorial
Durante o evento, a ABDI e a Abióptica promoveram oficinas de trabalho, com a participação de empresários, sobre a construção de uma política industrial para o setor. O grupo se baseou em medidas relacionadas a defesa comercial, desoneração tributária, máquinas e equipamentos, normalização e fomento à inovação.
 
Foram elencadas ações como linhas especiais de crédito para modernização e implantação de plantas industriais e atração de investimentos; desoneração tributária; financiamento para compras de equipamentos; incentivos à criação de laboratórios de testes; desoneração de investimentos intensivos em tecnologia; um contrato de competitividade com o setor (com contrapartidas à inovação); combate ao contrabando, pirataria e sonegação; criação e aplicação de regulamentos técnicos nacionais voltados à saúde e segurança; incentivos à participação de produtores em exposições e eventos nacionais e internacionais; e outras.
 
SaudeWeb

Ebserh altera gestão de farmácias de hospitais universitários

Foto: Reprodução
Antes divididas entre áreas assistencial e administrativa, gestão de farmácias ficará sob responsabilidade da assistência
 
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) anunciou uma alteração no organograma dos hospitais universitários federais sob sua gestão, especificamente no setor de farmácia. Antes dividido nas áreas assistencial, no segmentos de dispensação e farmácia clínica, e administrativa, na parte do abastecimento, a partir de agora ficará integralmente na área de assistência à saúde.
 
Segundo a estatal, a mudança atende à solicitação do Conselho Federal de Farmácia (CFF), baseada em nota técnica emitida pelo Ministério da Saúde (MS). Atualmente, a Ebserh possui com 19 das 63 universidades federais existentes no País.
 
Segundo o diretor de Gestão de Contratos e Atenção à Saúde da Ebserh, Celso Fernando de Araújo, a mudança acontece após discussões com o CFF, MS e comunidade acadêmica. “A Ebserh entendeu que a divisão do setor de Farmácia contrapunha o que era ensinado nas universidades e fragmentava o cuidado farmacêutico. Para que ensino e prática não ficassem dissociados, a empresa optou por colocar a Farmácia Hospitalar totalmente na área Assistencial”, diz o diretor.
 
Para o assessor do CFF, Tarcísio José Palhano, os setores de farmácia não podem ficar separados. “Embora as atividades sejam diferentes, o fim é o mesmo. Então, não se pode pensar em uma unidade de farmácia clínica em que o profissional desenvolva ações clínicas absolutamente dissociado do setor de dispensação, do setor de abastecimento, porque essas coisas se completam”, observou.
 
O representante do Conselho diz ainda que o CFF continuará lutando por melhorias para a classe dentro do organograma dos hospitais universitários federais.
 
SaudeWeb

Voluntários são infectados com vírus da gripe para pesquisa nos EUA

Daniel Bennett, de 26 anos, recebe uma esguichada de vírus da gripe no nariz  (Foto: AP Photo/Charles Dharapak)
Foto: AP Photo/Charles Dharapak
Daniel Bennett, de 26 anos, recebe uma esguichada de vírus
 da gripe no nariz
Até 100 pessoas vão ficar deliberadamente gripadas até o ano que vem. Objetivo é aperfeiçoar vacina da gripe; participantes recebem US$ 3 mil
 
Pesquisadores do governo americano estão deliberadamente infectando voluntários com gripe, esguichando o vírus vivo pelos seus narizes. Pode parecer estranho, mas o tipo raro de pesquisa faz parte de uma busca por vacinas melhores contra gripe.
 
“As vacinas estão funcionando, mas poderíamos fazer melhor”, disse o médico Matthew Memoli, do National Institutes of Health (NIH), que está liderando o estudo que pretende infectar até 100 adultos até o próximo ano.
 
Em uma época do ano em que a gripe está se espalhando pelos Estados Unidos, seria sensato questionar por que não simplesmente estudar as pessoas que já estão doentes. Porém isso não permitiria que os cientistas medissem como o sistema imunológico reage em cada estágio da infecção a partir do primeiro contato com o vírus.
 
A gripe mata milhares de pessoas a cada ano, por isso a estratégia exige muitos cuidados. Por segurança, Memoli escolheu uma dose que produz sintomas leves a moderados – e aceita somente voluntários saudáveis de até 50 anos de idade.
 
Para evitar espalhar os vírus, os participantes devem ficar pelo menos nove dias em quarentena, dentro de uma área de isolamento no hospital do NIH, com a saúde monitorada de perto. Eles não são liberados até que testes nasais comprovem que eles não são mais contagiosos.
 
O incentivo para participar do projeto é de cerca de US$ 3 mil como compensação por seu tempo (o equivalente a quase R$ 7,3 mil).
 
Médico Matthew Memoli manipula vírus vivos de ripe antes de administrá-los a voluntário  (Foto: AP Photo/Charles Dharapak)
Foto: AP Photo/Charles Dharapak
Médico Matthew Memoli manipula vírus vivos de gripe
antes de administrá-los a voluntário
“Eu recebi uma bronca por e-mail da minha mãe” sobre a inscrição no estudo, disse Daniel Bennett, de 26 anos. “Os padrões de qualidade são tão altos que eu não acredito que esteja em perigo”, acrescentou Bennett, funcionário de um restaurante de College Park. “Eu não fico doente com tanta frequência.”
 
Na hora de receber o vírus, Bennett teve de ficar deitado por cerca de um minuto. “Vai sentir um gosto salgado.

Uma parte vai escorrer para o fundo de sua garganta”, disse Memoli, antes de esguichar em cada narina uma seringa cheia de milhões de partículas de vírus microscópicas, flutuando em água salgada. Alguns dias depois, Bennett sentia as dores e o nariz escorrendo de uma gripe leve.
 
Aperfeiçoamento da vacina
A melhor defesa contra a influenza é uma vacina anual, mas ela está longe de ser perfeita. Ela é ainda menos eficaz para pessoas com mais de 65 anos, justamente o grupo mais suscetível à gripe. 
 
Entender como o organismo de adultos mais jovens combate a gripe pode ajudar os cientistas a determinar o que está faltando para os idosos, pistas que podem ajudar a desenvolver vacinas mais efetivas para todos, segundo Memoli.
 
A vacina é desenvolvida para aumentar os níveis de um anticorpo específico que combate a gripe. Ele tem como alvo uma proteína que envolve o vírus, a hemaglutinina. Mas não está claro qual é o nível de anticorpo necessário para essa proteção, nem se ter certa quantidade de anticorpo significa que você está totalmente protegido ou que você teria uma gripe leve, em vez de um caso severo.
 
Ter como alvo apenas a hemaglutinina provavelmente não é suficiente, diz Memoli. Algumas pessoas no estudo já não ficaram doentes, apesar dos baixos níveis de anticorpos, o que significa que alguma outra coisa deve as estar protegendo.
 
Para tentar descobrir, ele primeiro desenvolveu em laboratório uma cópia da cepa da gripe H1N1 e espirrou em diferentes quantidades nos narizes de voluntários até encontrar a dose certa para desencadear uma gripe leve.
 
Agora, ele está infectando dois grupos: pessoas com baixos níveis de anticorpos e pessoas com altos níveis de anticorpos. Algumas foram recentemente vacinadas e outras não. Ele vai comparar a intensidade da doença de cada um, por quanto tempo ficarão contagiosas e como o sistema imunológico entra em ação.
 
Bennet passou a maior parte de sua quarentena lendo e jogando com outros voluntários infectados (Foto: AP Photo/Charles Dharapak)
Foto: AP Photo/Charles Dharapak
Bennett passou a maior parte de sua quarentena lendo e jogando com outros voluntários infectados
 
Esse tipo de estudo com o vírus da gripe não tem sido realizado nos Estados Unidos por mais de uma década. “Tudo vai contribuir para um melhor entendimento do que você precisa para estar protegido da gripe”, disse John Treanor, especialista em gripe do Centro Médico da Universidade de Rochester.
 
Os sintomas de Bennett foram bem suaves, e ele passou um tempo estudando, assistindo à TV e jogando com outros quatro participantes infectados este mês.  “Tudo o que eu tinha que fazer era ler e assistir a filmes, então não era tão terrível”, disse Bennett. “Foi uma experiência bem legal” ver como essas experiências são feitas.
 
G1

Cientistas do Uruguai vão estudar influência da maconha no sono

Uruguai legaliza a maconha no país/GNews (Foto: Reprodução Globo News)
Foto: Reprodução Globo News
O país foi o primeiro do mundo a aprovar o controle do
 mercado de maconha
Legalização do uso da maconha no país deve incentivar experimentos. Uruguai é o primeiro país a aprovar o controle do mercado da erva
 
Cientistas uruguaios vão estudar, nos próximos meses, os possíveis efeitos da maconha no sono e na vigília, uma área de estudo que promete aumentar nos próximos anos, graças à regulação do mercado da erva, aprovada em dezembro.
 
Um grupo multidisciplinar de pesquisadores da Universidade da República Uruguaia (estatal) esperam a regulação da norma que legaliza a produção de maconha para iniciar um estudo sobre quais dos 500 componentes da planta promovem sono e vigília. As informações foram publicadas no jornal "El Observador" na edição do último domingo (26).
 
Em dezembro passado, o Uruguai se tornou o primeiro país a aprovar o controle do mercado de maconha e derivados, um projeto inédito promovido pelo presidente José Mujica.
 
A regulamentação da polêmica lei - que deve ser concluída em abril - vai determinar as variedades da droga que serão produzidas, o grau de concentração e como serão concedidas as licenças para plantar, inclusive os casos em que a maconha colhida tiver como finalidade a pesquisa ou a industrialização para uso farmacêutico.
 
"Há usos e efeitos atribuídos à maconha que nos interessam analisar pelas temáticas que trabalhamos", afirmou Atilio Falconi, professor do Laboratório de Neurobiologia do Sono da universidade.
 
Maconha medicinal
Inicialmente, a pesquisa vai se concentrar na ciência básica, mas os cientistas não descartam no futuro repassar as conclusões de seus estudos a interessados da medicina clínica.
 
A aprovação da norma pôs o país sul-americano no foco da atenção mundial e atraiu laboratórios estrangeiros que consultaram o governo local sobre como será implementada a produção e se poderão adquirir a droga.
 
Laboratórios de Canadá, Israel e Chile são alguns interessados, segundo fontes oficiais. As mesmas consideram que a implantação da produção de maconha atrairá investimentos do setor farmacêutico, em um momento em que os possíveis benefícios da droga com fins medicinais ganhem terreno em nível global.
 
Após sua regulamentação, os maiores de 18 anos poderão adquirir maconha mediante o cultivo, em clubes de consumidores ou comprando-a em farmácias, em todos os casos com limites e registro prévio junto ao Estado.

G1

Laser melhora vida de mulheres na menopausa

Laser melhora vida de mulheres na menopausa Reprodução/ANSA
Foto: Reprodução / ANSA
Na Itália, em um ano, o tratamento a laser foi aplicado em mais
de 500 mulheres com uma eficácia que em mais de 80% dos casos
Com o envelhecimento, órgãos genitais femininos perdem funcionalidade, até chegaram ao distúrbio da distrofia
 
Um tratamento com laser promete superar as dificuldades que afligem as mulheres com mais de 50 anos que não conseguem mais manter uma vida íntima satisfatória.
 
O método já e muito usado nos Estados Unidos e segundo os especialistas é decisivo para muitas mulheres com problemas ligados a menopausa.
 
- Com a fase da menopausa acontece que mulheres ainda em pleno bem-estar físico, na esfera íntima, ao contrário, se revelem totalmente diferentes. Esta dicotomia leva muitas vezes a consequências importantes. A harmonia que está na base da vida saudável de um casal se perde e a relação sofre - afirma o ginecologista italiano Claudio Giorlandino, presidente da Fundação Artmisia para o estudo e pesquisa das patologias da mulher, da gestante e do feto.
 
Segundo o especialista, a razão é que com o envelhecimento, os órgãos genitais femininos perdem funcionalidade, até chegaram ao distúrbio da distrofia, que prejudica as relações sexuais, deixando-as mais difíceis ou até doloridas.
 
- As terapias hormonais são muito utilizadas, assim como cremes de todo tipo, mas em geral, se revelam paliativos. O laser permite remodelar e revigorar estes tecidos, sem contraindicações - revela Giorlandino.
 
Segundo os médicos, é uma perspectiva importante considerando que hoje a perspectiva de vida de uma mulher na menopausa cresceu e vivemos uma ampliação das fases. O período de vida que uma mulher passa na menopausa se tornou de fato mais longo do que o da vida fértil. Mas se para os homens, há anos, comprimidos de várias cores permitem manter o vigor que vai se perdendo, para as mulheres o problema sempre foi mais complexo.
 
Uma nova possibilidade chega então com o tratamento a laser que, controlado por um sistema computadorizado, age nos tecidos estimulando a produção de colágeno e melhora a funcionalidade.
 
Na Itália, em um ano, o tratamento a laser foi aplicado em mais de 500 mulheres com uma eficácia que em mais de 80% dos casos melhorou a qualidade de vida das pacientes, com idade entre os 40 e 75 anos, na menopausa fisiológica ou induzida por quimioterapia, informou a empresa responsável.
 
Agência ANSA / Zero Hora